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Classe D vende até carro para fazer filho estudar fora do país e ter mais chance de emprego

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Classe D vende até carro para fazer filho estudar fora do país e ter mais chance de emprego, diz chefe da CI

Publicado no UOL

Para conseguir arcar com os custos de um período de estudos fora do Brasil para os filhos, famílias de classe econômica mais baixa chegam a abrir mão de bens como um carro, por exemplo. Quem conta é o diretor da CI Intercâmbio e Viagem, Celso Garcia, em conversa na série UOL Líderes.

Celso Garcia

Ele fala também sobre a importância de saber um segundo idioma na hora de conseguir emprego, avalia os problemas que estudantes podem ter na hora de conseguir o visto necessário para estudar fora e revela quais países estão mais abertos para receber os brasileiros.

Famílias fazem sacrifícios para filho estudar no exterior

UOL – O intercâmbio hoje é um produto só para classe média alta e classe alta?

Celso Garcia – Felizmente não mais. Não só das grandes cidades e também não só de quem tem muito dinheiro. Temos clientes da classe D que nos procuram. Eles investem nisso também. É muito comum sabermos que o pai está vendendo o carro dele para pagar o intercâmbio do filho, e é muito bonito ver isso.

Você vê que são famílias de poder econômico limitado, mas o pessoal vê como investimento. Muitas vezes o pessoal trabalha, mora com a família e vai juntando um dinheirinho, porque sabe que muitas vezes o idioma é mais importante na empregabilidade do que fazer um curso universitário de qualidade ruim ou fazer uma pós-graduação ou extensão universitária que não agrega nada.

A grande carência que nós temos no Brasil hoje é saber falar mais idiomas. Muitas pessoas perdem oportunidades porque não conseguem colocar no currículo que têm um nível superior de conhecimento do inglês ou do espanhol, que não é só o básico. Isso faz uma grande diferença na empregabilidade.

Vocês atendem mais o público jovem ou o público mais velho?

É muito focado ainda no jovem. E o curso de idioma continua sendo o carro-chefe desse segmento. No Brasil, nós ainda temos uma carência muito grande de as pessoas saberem falar um segundo idioma: estima-se que menos de 4% da população brasileira domine um segundo idioma, além do português.

Quando você compara com qualquer outro país que está mais inserido ou que quer se inserir na comunidade internacional, esse é um gap muito grande que nós temos que cobrir.

As empresas de intercâmbio fazem um trabalho importante, mas depende de muito mais do que isso. Depende das escolas, do governo e do interesse das pessoas em aprender um segundo idioma.

Muitas vezes a pessoa não leva a sério o idioma quando está na escola e chega lá na frente, na hora de fazer o vestibular ou na hora de conseguir um emprego, vai ver que perdeu a vaga porque havia outra pessoa com um pouquinho de conhecimento do espanhol ou de inglês, e isso realmente faz uma grande diferença.

O que nós temos de tendência é que o pessoal da terceira idade cada vez mais está abocanhando, está entrando nesse mercado também, porque é uma oportunidade muito legal de viajar.

Existem vários programas hoje em dia em que você pode fazer um curso de idioma com história da arte, curso de idioma com culinária, com esportes, com golfe, com hipismo. Existe uma gama grande para que a pessoa possa complementar a experiência.

Como a crise econômica afetou o negócio de intercâmbio?

Na verdade, esse segmento não retrata muito a economia como um todo. Ele é um projeto de investimento das pessoas. As pessoas não se programam hoje para viajar na semana que vem, no mês que vem, para fazer um intercâmbio.

Normalmente há um intervalo de 90 dias pelo menos, entre a decisão da pessoa de chegar a uma loja da CI e embarcar, porque é um processo que vem maturando na cabeça do interessado.

Quando o mercado realmente não está tão favorável, ocorre um processo que nós chamamos de represamento: as pessoas deixam de ir agora, mas não desistem da viagem. Elas acabam adiando um semestre ou um ano.

Foi o que aconteceu, por exemplo, em 2015, quando tivemos um aguçamento da crise. Nós ainda tivemos um resultado satisfatório porque vínhamos de uma maré boa, mas no ano de 2016 realmente caiu. Felizmente não tivemos decréscimo, conseguimos um crescimento de 4%. Mas no ano passado já tivemos um crescimento de 20% nas vendas, o que é muito positivo quando você olha a economia como um todo.

Com o desemprego, os profissionais veem o período sem trabalho como uma oportunidade de fazer curso e voltar para o mercado com uma bagagem melhor?

Muitas pessoas que procuram a empresa estão na iminência de sair do seu trabalho ou já saíram. Elas veem realmente que é uma oportunidade única para poder se desenvolver. Lógico que há aqueles que querem ir para fora, que vão para fora [do país] e procuram ficar, mas essa não é uma oportunidade que acontece para todos. A grande maioria vai para se desenvolver mesmo.

A questão do idioma é sempre o ponto número um. As pessoas às vezes chegam ao nível de gerência na empresa ou até têm oportunidade de subir, mas não têm o idioma. Mas também há muitas pessoas que vão para fora para fazer a especialização ou um complemento na área de formação: se a pessoa é formada em administração vai fazer uma extensão em finanças ou em marketing.

Existe uma gama muito grande de oportunidades para quem tem uma formação e quer melhorar isso, e ter uma experiência fora do país tem um peso muito grande no currículo.

A empresa tem sido procurada por pessoas ou famílias que querem se mudar de vez do Brasil?

Tem sido procurada. Felizmente, já senti uma queda no segundo semestre do ano passado. Em 2015 e meados de 2016, essa procura era maior. Mas como eu falo sempre: é muito difícil. Às vezes a pessoa quer ir para fora, mas não está preparada, porque você precisa de um visto, precisa de um lugar para ficar.

Normalmente a pessoa vem nos procurar porque o visto para educação é sempre mais factível do que se mudar e tentar trabalhar. Essa realidade existiu e continua existindo, mas eu acho que, à medida que a economia melhora, isso vai arrefecendo. É um processo normal de crise que já aconteceu outras vezes, mas, como cada vez mais pessoas perdem o medo de ir para fora, acaba tendo uma espiral crescente.

Isso é parte do processo, e eu acho que não é uma exclusividade do Brasil. Todos os países vivem ciclos econômicos. Assim como nós tivemos alguns anos atrás aquele boom no Brasil, em que vieram milhares de espanhóis para cá, vieram portugueses, vieram pessoas de todos os países praticamente. Existe no mundo todo uma influência muito grande desse atrativo do momento econômico. Isso não é diferente aqui.

Com a tecnologia, as pessoas têm se virado bem sozinhas. Hoje é possível organizar uma viagem, indo atrás de escola, hospedagem, passagem. Por que alguém vai precisar de uma agência de intercâmbio?

Uma viagem de intercâmbio não é uma viagem de duas semanas ou dez dias. Quando você vai fazer um programa educacional, vai ficar numa casa de família ou num dormitório estudantil, ou mesmo numa escola em que você vai ficar seis semanas, oito semanas ou períodos maiores, você precisa de uma referência, precisa de mais informações.

Em uma viagem de mais longa duração, as pessoas procuram muito a segurança também. E não há diferença de custo. Se você for comprar direto de uma escola, vai pagar o mesmo preço que paga para a CI. Mas o aluno vai ter que arrumar um jeito para mandar o dinheiro, às vezes não tem o cartão de crédito, vai ter de fazer transferência.

No Brasil e na maioria dos países de que temos conhecimento, as agências de intercâmbio têm um horizonte bastante grande pela frente. Mas, além disso, temos criado cada vez mais produtos que vinculam os estudantes. Temos programas de intercâmbio teen em que os alunos saem em grupos desde o Brasil. É um negócio que você não compra pela internet, tem que estar dentro de um grupo para ir.

Assim como esses produtos, há outros em que procuramos cada vez mais vincular a uma segurança maior, que muitas vezes é o que o pai de classe média e classe média alta quer para os filhos.

Violência assusta estudantes interessados em vir para o Brasil

UOL – Vocês também têm um serviço de recepção de estudantes estrangeiros. As notícias da crise e também da violência afetam de alguma forma essa parte do negócio?

Celso Garcia – Bastante. Desde o início da CI, nós sempre trouxemos estudantes para cá. Temos alguns programas de estágios, programas esportivos, curso de idiomas também, e já tivemos uma demanda muito maior de estrangeiros querendo vir para o Brasil do que nós temos hoje.

Realmente nesse item houve uma queda bastante importante, cerca de 30% na nossa demanda, se eu pegar nossos anos dourados – dez anos atrás para agora –, as pessoas têm um pouco de preocupação de vir para o Brasil.

Sempre digo que o trabalho que nós fazemos é muito positivo para o país, porque as pessoas vêm para cá e elas veem que não é assim. Infelizmente a imprensa no mundo todo tem essa preocupação de colocar muitas coisas. Não sai quase nada de bom sobre o Brasil na imprensa. Mas o pessoal vem pra cá e realmente gosta muito da experiência aqui.

Temos a avaliação dos alunos que vêm, e é impressionante a mudança de percepção que eles têm do Brasil depois que ficam um período conosco aqui. Eles vêm para programas de um a seis meses no geral –há casos até superiores a isso–, e é impressionante a mudança de percepção deles depois da experiência.

O brasileiro também se preocupa com a segurança quando vai estudar no exterior?

É muito interessante isso, porque o brasileiro não se preocupa com segurança. Não sei se porque vivemos aqui numa situação sempre de ter de estar atento, sempre ter de estar preocupado, já temos essa vivência no dia a dia. Então não é um fator que chame a atenção na hora da escolha.

Mas, infelizmente, problemas de segurança você tem em todos os países, até nos desenvolvidos. Temos muitos casos de brasileiros que são furtados, mas faz parte do processo. Não é nada que vai impedir alguém de viajar.

E sempre orientamos que é preciso estar atento: você pode ir a Londres, Nova York, qualquer cidade, você tem que estar atento. Não dá para abandonar a bagagem, deixar sua mochila em um lugar e ir tomar um cafezinho no outro. São cuidados que temos de ter em qualquer país, em qualquer cidade.

Pergunto isso também principalmente porque a maioria do público é de jovens, às vezes saindo do Brasil pela primeira vez, sem os pais…

A orientação que sempre damos é essa: estar atento. Assim como no Brasil, não podemos chegar a uma praça, deixar a mochila num canto e jogar bola no outro. Sempre tem que estar ligado, porque as coisas acontecem em qualquer lugar.

E muitas vezes quando a pessoa vai, nos nossos programas de estágio, para alguma área que é mais conflituosa, logicamente há toda uma preocupação de orientação, a organização que vai receber no país também vai dar as orientações corretas, mas basicamente nada que coloque em risco o programa de intercâmbio.

Qual é o perfil dos estudantes que vêm para o Brasil?

A grande maioria das pessoas que viajam conosco tem até 35 anos. E quem vem de fora para cá também. É muito esse público entre 20 e 30 anos que vem para fazer um estágio, um trabalho voluntário ou uma clínica esportiva. É a demanda que existe para o Brasil. É lógico que depois querem conhecer nossas praias, querem conhecer a Amazônia, Foz do Iguaçu, que são os ícones que representam o Brasil fora daqui.

Temos um programa interessante com a Europa, os países nórdicos, Alemanha, Suíça, que têm muito interesse no Brasil. Os Estados Unidos também. Temos programas com as universidades em que trazemos estudantes para cá, eles vêm em grupo, ficam fazendo aulas de português, estágios em empresas, durante o período de quatro a seis semanas. São programas que permitem uma visão maior do que somente vir para cá como turista.

E quais as áreas de estágio mais buscadas por estudantes brasileiros?

Existem os programas em que você faz o idioma e pode trabalhar também, e esses programas não estão muito vinculados à formação da pessoa. Mesmo que seja uma pessoa formada aqui, você chega lá e consegue uma oportunidade para trabalhar em um restaurante ou em um evento ou num parque de diversões.

Normalmente a pessoa vai para estudar e pode trabalhar. Durante esse período em que vai estar com o visto, ela pode trabalhar legalmente. Quando a CI começou, 30 anos atrás, não existia esse tipo de visto. O brasileiro ia para fora e trabalhava ilegalmente, procurava fazer algum tipo de bico. Hoje, felizmente, existem vários países que aceitam receber estudantes com visto que permite trabalhar legalmente 20 horas por semana.

Por outro lado, há outros programas de estágio vinculados à área de formação. Nós temos muitas vagas na área técnica, científica, na parte de TI (tecnologia da informação). Toda essa área ligada a desenvolvimento de software atrai muitos jovens. Talvez no somatório de todos, a parte de business seja a mais relevante, mas a parte técnica, científica é muito relevante também.

Problemas na entrada em um país estrangeiro: é possível evitar?

UOL – Não são raras as notícias de jovens com problemas ao chegar em outro país. O que você diria que precisa ser feito antes de uma viagem para evitar esse tipo de problema?

Celso Garcia – O principal ponto é: não existe ilusão. A CI tem pouquíssimos casos de vistos que não são aceitos, porque fazemos todo um processo de orientação e discutimos claramente com o cliente: qual é o objetivo da sua viagem?

Os países têm total autonomia para negar um visto para quem for. E muitas vezes dizemos que um número xis de pessoas vai ter o visto negado. Às vezes nem seria o caso de ter o visto negado, mas existe uma técnica dos países que faz parte do processo negar alguns vistos.

Uma família, ao procurar uma oportunidade fora, deve procurar uma empresa que seja idônea, que vai saber orientar corretamente, que vai saber dizer qual é o risco que essa pessoa tem de, eventualmente, ter ou não seu visto negado.

A preparação da documentação é muito importante também. Por isso nós temos uma empresa que faz parte do nosso grupo que é uma consultoria em visto, porque notamos que muitas vezes, [por causa da] falta de preparo na documentação ou da maneira como o processo é feito, a pessoa acaba tendo o visto negado.

Então é isso o que eu coloco principalmente: procure uma assessoria adequada, procure uma empresa que vai saber realmente orientá-lo de forma adequada. E muitas vezes nós falamos para o cliente: você não tem o perfil para viajar. Temos que ter o profissionalismo para poder dizer isso.

Quem não tem perfil para viajar?

Todos os órgãos dos governos, principalmente aqueles que trabalham com visto, são treinados para identificar as pessoas que querem migrar para o país. Nenhum país vai emitir um visto de turista ou visto para estudo, que é a grande maioria dos nossos casos, se ele tem a preocupação de que aquele candidato ao visto tem a intenção de ficar no país. Esse é o principal ponto: nós somos uma empresa de intercâmbio, não somos uma empresa de exportação de pessoas.

Hoje, felizmente, nós temos grandes oportunidades que são os países que aceitam que a pessoa vá para trabalhar e estudar. E para esses países, na verdade, o visto é bem mais flexível. Você chega ao país com a proposta de trabalhar, mas legalmente, você não vai para o subemprego, para ‘ir ficando’. Até porque muitos desses países permitem que o brasileiro fique por cinco, seis, sete anos com visto de estudante, trabalhando.

A grande maioria das pessoas que nos procuram vai para um programa de curso de idioma, na faixa de seis a oito semanas –quem fica menos tempo, fica duas semanas. E ela vai e volta porque tem a vida dela aqui, estuda aqui, trabalha aqui, e usa esse período das férias escolares ou as férias do trabalho para desenvolver o seu idioma.

Mas também existem aquelas pessoas que querem ficar um tempo maior fora, e esse é o programa ideal: a pessoa vai trabalhar, vai estudar e ficar legalmente no país.

Qual o maior erro uma pessoa interessada em estudar no exterior pode cometer e como evitar?

O maior erro é querer comprar simplesmente a oportunidade. Existem oportunidades? Claro, existem programas interessantes, na própria CI nós temos promoções, descontos. Isso é que é importante comparar: aonde eu estou indo é realmente uma opção consciente, eu peguei informações? Eu sei de alguém que foi para lá e teve sucesso? As mídias sociais hoje, felizmente, estão cheias de depoimentos. A pessoa deve se organizar e ver muito bem onde ela vai comprar e o que ela vai comprar, para não fazer uma opção errada.

Além dos livros, Amazon pode estar prestes a vender outros produtos no Brasil

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Publicado no Canal Tech

Desde que a Amazon anunciou sua chegada ao Brasil, houve um grande clima de expectativa. De um lado, os consumidores esperavam ansiosos os grandes descontos e a enorme variedade de produtos que a empresa oferece em outros países. Do outro, os varejistas roíam as unhas de nervoso temendo que a gigante devorasse a tudo e a todos. Não aconteceu. Há cinco anos no país, a loja trouxe apenas livros e somente agora começa a ensaiar um movimento em direção a outros segmentos.

Segundo a revista Exame, a Amazon está planejando lançar no Brasil um sistema de marketplace semelhante ao que ela já oferece em outros territórios, permitindo que outros vendedores se utilizem de sua plataforma para oferecer praticamente qualquer tipo de produto. Até então, essa ferramenta estava disponível apenas para livros, mas parece que a intenção é abrir o leque para outras categorias já nos próximos meses, ampliando consideravelmente o catálogo de produtos oferecidos.

E esse novo passo vem exatamente na sequência do bom resultado do marketplace para livros. De acordo com a Amazon, em menos de 24 horas após o lançamento do serviço no Brasil, o número de obras em português à venda dobrou, saltando de 150 mil para 300 mil. E esse salto absurdo é algo que vem sendo feito com uma base consideravelmente pequena de vendedores. Atualmente, são apenas mil deles cadastrados, indo desde pessoas físicas querendo ganhar um dinheiro extra se livrando de coleções antigas até empresas se aproveitando da ferramenta para alcançar um público maior.

É exatamente esse segundo grupo que pode dar força ao marketplace de produtos da Amazon quando ela começar a aceitar tudo quanto é tipo de coisa. Ainda no caso dos livros, por exemplo, a Editora Martins Fontes revela ter tido um aumento no número de pedidos e que esse alto volume de vendas já justifica a estratégia, mesmo reduzindo um pouco a margem de lucros. Assim, não é difícil imaginar um resultado semelhante em outras áreas.

É claro que há outras variáveis nessa equação. Isso porque empresas como a B2W e a Via Varejo, por exemplo, também trabalham dentro dessa lógica de marketplace. Ainda assim, a simples sinalização de que a Amazon pretende ir além dos livros já é motivo para que grandes marcas do varejo voltem a temer o futuro, além de se prepararem para uma bela briga pelo interesse (e pelo bolso) do consumidor.

Via: Exame

Presentes ligados ao mercado literário

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Publicado por Dito pelo Maldito

Nem só de livros vive a literatura, alem das adaptações cinematográficas milionárias e de alguns produtos bizarros ligados ao mercado literário, temos também uma série de outros ‘badulaques’ interessantes que despertam o desejo de qualquer bom leitor.
É claro que a maioria desses itens não estão a venda no Brasil, que por sua vez também não facilita as importações. Mas não custa nada sonhar, ou pelo menos tentar incentivar alguns empresários de visão que possam custear alguns desses produtos no comércio nacional…

✔ Mesa de café em forma de livro gigante

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O tamanho torna a importação praticamente impossível para meros mortais assalariados, mas não me pareceu algo muito complicado de ser reproduzido com algum conhecimento de carpintaria e estofamento.

✔ Curativo adesivo do Edgar Allan Poe

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Qualquer escritor ficaria mais inspirado cicatrizando seus ferimentos com o Band-aid do Poe. Aposto até, que alguns usariam um destes mesmo não tendo uma lesão, só como enfeite mesmo.

✔ Capa de livro antigo para notebook

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Os detalhes são impressionantes. E no Brasil a capa ainda teria uma dupla funcionalidade, já que ela personaliza seu notebook enquanto mantém os ladrões afastados achando que você carrega consigo apenas um livro velho sem valor.

✔ Máquina de escrever com entrada USB

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Satisfaça a sua nostalgia sem abrir mão da comodidade da tecnologia moderna. Os sons das teclas da máquina combinam perfeitamente com o seu tablet para fundir o novo com o antigo.

✔ Pulseira de capas de livros

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Imagine um adereço onde você possa sempre carregar as capas dos seus livros preferidos? Não consigo imaginar forma melhor de descrever sua personalidade ao cumprimentar alguém que acabou de conhecer.

✔ Cordão de protagonista

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Este colar é bem auto-explicativo. Seja o protagonista de sua própria história, a não ser que você preferir ser o antagonista.

Jovens ainda tem preferência por livros em papel

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De acordo com o levantamento realizado por uma agência londrina, a “geração dos smartphones” ainda valoriza segurar produtos culturais em mãos

Publicado no O Povo

AFP

Uma pesquisa realizada pela agência londrina Voxburner revelou que a “geração dos smartphones” ainda não abandonou os formatos tradicionais de consumo de produtos culturais como livros, filmes e música.

De acordo com o estudo, o formato em papel dos livros ainda é a melhor opção para a maioria dos jovens, ocupando primeiro lugar na lista, 62% de preferência. Em segundo lugar vem os filmes, com 48%. Jornais e revistas ainda são lidos por 47% e CDs ainda são comprados por 32%.

“É surpreendente porque nós pensamos nos jovens de 16 a 24 anos muito ligados aos seus dispositivos digitais”, afirmou Luke Mitchell, responsável pela Voxburner e uma das coordenadoras do levantamento.

A agência então solicitou que os entrevistados explicassem por que preferiam as versões físicas. Do total, 51% declarou que “gosta de segurar o produto”. “Não fico restrito a um dispositivo em particular” foi a segunda mais votada, com 20%. A “facilidade em compartilhar o livro” foi escolhida por 10% dos participantes. “Posso vender depois de ler” ficou em último, com 6%.

Dentre os comentários espontâneos, havia argumentos como “gosto do cheiro”, “eu coleciono” e até “gosto de estantes cheias”.

Compra de livros cresce, mas pequenas livrarias, não

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O consumo de livros pelos brasileiros cresceu 7,2% em 2011 em comparação a 2010 (Foto: Dreamstime/Terra)

Publicado por Terra

Pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgada na Câmara Brasileira do Livro (CBL) aponta que no ano de 2011 foram vendidos 470 milhões de livros no País. Isso representou um crescimento de 7,2% no total de exemplares comercializados em relação ao ano anterior. As editoras atingiram a casa dos R$ 4,837 bilhões em faturamento – um crescimento de 7,36% sobre 2010.

Segundo dados da Associação Nacional das Livrarias (ANL), o Brasil tem cerca de 88,2 milhões de pessoas que leram um livro nos últimos três meses. Os dados mostram que o mercado como um todo está realmente aquecido, mas as livrarias não acompanham o mesmo ritmo. Elas fecharam o ano de 2011 com um aumento de faturamento de 5,26%, o que não chegou a recuperar a inflação do período, que foi de 6,5%. E o crescimento veio principalmente das grandes empresas do setor. As redes com mais de cinco lojas representavam 29,41% do mercado em 2010 e subiram para 34,88% em 2011. “E estão em plena expansão”, conta o presidente da ANL, Ednilson Xavier.

Vera Lúcia Souza, proprietária da Livraria BKS, com duas lojas no centro de São Paulo, acredita que o comercio de livros por grandes redes tem características que dificultam a vida das pequenas empresas. “Eles têm outros produtos, além dos títulos. Podem abaixar os preços e até vender ao valor de custo, embutindo isso em outras coisas, como televisores. E quem vende só livro não pode fazer o mesmo”, afirma.

A livreira, que está há 15 anos no mercado, conta que há sete anos resolveu segmentar o negócio na venda de livros de arquitetura, para competir com as grandes. Há um ano e meio, inaugurou uma loja na Vila Buarque, no centro de São Paulo. Com tudo isso, aumentou seu faturamento em 6% em 2011 em comparação ao ano anterior. “Sendo uma livraria especializada, conseguimos oferecer títulos e exclusividades que as grandes, por serem mais genéricas, não conseguem. É assim que sobrevivemos no mercado”, diz.

Vagner Chimenes, gerente da Capítulo 4, localizada no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, afirma que as grandes são uma ameaça principalmente pela presença nos shopping centers. Para ele, a solução é apostar nas plataformas de comunicação e nas mídias sociais, visando conhecer melhor o público e criar interesse. Eventos, como palestras com autores ou encontros com contadores de histórias infantis, podem fazer das pequenas lojas um espaço mais visitado.

Venda online
Para Alexandre Martins Fontes, diretor e proprietário da Livraria Martins Fontes, que conta com três livrarias em São Paulo, a venda online é uma opção para reforçar a presença física. “Geralmente, o cliente entra no site olha o que lhe agrada, mas vem buscar na loja. Não vejo isso como um grande problema”, conta.

Segundo Alexandre, o que deve preocupar o mercado livreiro não são as novas formas de venda, mas a falta de leitores. “É excelente que o brasileiro esteja lendo mais. Quanto mais gente vendendo e divulgando, melhor. Afinal, o temor deve estar na falta de consumo do nosso produto”, pontua.

E-books
Vera afirma que os e-books ainda têm uma presença muito pequena no País e, por isso, até o momento não os vê como um concorrente forte. “Acredito que eles podem atrair os jovens para a leitura, mas não são uma ameaça aos livros”, diz.

A chegada da Amazon.com ao Brasil, no entanto, deve trazer mais movimentação a esse mercado. A empresa americana deve iniciar as atividades no País ainda neste ano. Vagner acredita que o impacto dos e-books na venda dos livros tradicionais é uma realidade distante. “Em outros países, eles já estão há algum tempo no mercado e não diminuíram as vendas”, avalia.

dica do Jarbas Aragão

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