Segunda temporada de ‘A Amiga Genial’ estreia em 2020

0

Série baseada nos livros de Elena Ferrante é exibida no Brasil pela HBO

Publicado no Correio 24Horas

As filmagens da segunda temporada da série “A Amiga Genial” já se encerraram na Itália. Serão nove episódios adaptando o segundo livro da tetralogia escrita por Elena Ferrante, “História do Novo Sobrenome”. A estreia será somente em 2020. No Brasil, a transmissão da série é pela HBO.

Os livros contam a história de duas amigas, Lenù e Lila, desde a infância até a idade adulta. Na nova temporada, além de Nápoles, cerne dos livros e da série, as filmagens aconteceram também em Caserta, Ischia e Pisa.

Na fase da adolescências, as duas amigas são vividas pelas atrizes Gaia Girace e Margherita Mazzucco.

A série é produção conjunta da HBO com a Rai Fiction. O italiano Paolo Sorrentino e a americana Jennifer Schuur são os produtores executivos.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Laurentino Gomes: “Infelizmente, a história da escravidão é contada por pessoas brancas”

0

Autor do livro ‘Escravidão’, jornalista diz que depoimentos e biografias sobre o tema são raras. Passado escravocrata manteve os negros na pobreza no Brasil, e requer segunda abolição, ele defende

Guilherme Henrique e Naiara G. Cortázar, no El País

A escravidão existe desde o início da história humana, mas só atingiu uma escala industrial quando colonos europeus levaram à força 12,5 milhões de africanos para a América. O resultado desse processo é que, pela primeira vez, a cor negra da pele se torna sinônimo de sujeito escravizado. As duas constatações estão no livro Escravidão, de Laurentino Gomes, conhecido pelos best-sellers 1808, 1822 e 1889. Se na primeira trilogia o autor reconstituiu a construção institucional do Brasil nos anos que antecederam a proclamação da República, a nova pesquisa se debruçou sobre a formação social do país. “Se você quiser entender o Brasil em uma dimensão mais profunda, precisa estudar a escravidão. Tudo que fomos no passado, o que somos hoje e que nós gostaríamos de ser no futuro tem a ver com a escravidão”, afirmou ao EL PAÍS, em uma livraria em São Paulo.

O legado da escravidão, que perdurou por mais de 300 anos e trouxe ao país cerca de 5 milhões de negros e negras, deixou sequelas profundas. O autor afirma que o Brasil precisa de uma segunda abolição, “já que a maioria da população pobre é negra, sem acesso à educação, saúde e empregos decentes”, diz.

Laurentino também defende que países que utilizaram mão de obra escrava devam pedir perdão, ainda que a questão seja polêmica. “É uma questão de honestidade, algo simbólico, porque foi um massacre, uma tragédia humanitária de grandes proporções. Agora, tenho dúvida se seria possível pagar essa dívida. Hoje, na África, há uma elite que é herdeira militar beneficiada pelo tráfico de escravos, aliado aos europeus. O rei Ashanti, em Gana, era fornecedor de cativos para ingleses e holandeses. Quem vai indenizar quem?”, questiona.

Pergunta. Você aprendeu mais com a trilogia feita anteriormente ou com esse livro?

Resposta. Com essa trilogia. A trilogia anterior me ajudou a entender o Brasil do ponto de vista burocrático, institucional, legal, ou seja, como foi a construção do estado brasileiro durante o século XIX depois do rompimento dos vínculos com Portugal. São três datas ícones: 1808, que é a chegada da corte fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte e o início o processo de independência do Brasil. O resultado é 1822, com a independência de fato. O Brasil se mantém como monarquia durante 67 anos, o que os historiadores chamam de uma “flor exótica da América”, já que estávamos cercados de repúblicas. E a terceira data é 1889. Essa três datas ajudam muito a entender o que nós temos em Brasília hoje, essa promiscuidade entre interesses públicos e privados. Mas, se você quiser entender o Brasil em uma dimensão mais profunda, precisa estudar a escravidão, que é o assunto mais importante da história do país.

P. De que forma?

R. Tudo que fomos no passado, o que somos hoje e que nós gostaríamos de ser no futuro tem a ver com a escravidão. Primeiro por uma razão estatística: o Brasil foi o maior território escravista da América, com quase 5 milhões de cativos africanos. Isso dá 40% do total de africanos escravizados que embarcaram para o Novo Mundo, estimado em 12,5 milhões. Foi o país que mais tempo demorou para acabar com o tráfico negreiro, com a Lei Eusébio de Queirós, em 1850, e o último a acabar com a própria escravidão, em 1888. O Brasil foi construído por escravos, em todos os ciclos econômicos, passando pelo açúcar, ouro, diamante, café. A escravidão não é um assunto acabado, tema de museu ou livro de história. Ela está presente na realidade brasileira. Os abolicionistas do século XIX, como Joaquim Nabuco, Luiz Gama, André Rebouças e José do Patrocínio, defendiam que o Brasil precisava fazer duas abolições. A primeira era parar de comercializar gente como mercado, algo ocorrido com a Lei Áurea. A segunda era incorporar os ex-escravos na sociedade brasileira como cidadãos, dando terra, emprego, educação, e isso o Brasil jamais fez. O país abandonou sua população afrodescedente à própria sorte.

P. Por que o Brasil os abandonou ?

R. Quando você olha a história da abolição no Brasil, há uma história branca. O Brasil, no final do século XIX, tornou-se um pária no cenário internacional, como foi a África do Sul na época do Apartheid. A elite brasileira se deu conta de que a escravidão comprometia a imagem do país perante o mundo supostamente desenvolvido. Havia uma nobreza aqui, como se fosse Versailles ou a Corte Espanhola, de um país que se julgava europeu, monárquico, com uma imagem imperial. Mas a realidade nas ruas era de escravidão, pobreza e anafalbetismo. A Lei Áurea procura livrar o país dessa nódoa, mas o Brasil nunca fez nenhum esforço para incorporar sua população, porque isso significava abrir mão dos privilégios, riquezas, redirecionar os recursos do Estado para pessoas que não tinham oportunidade. O resultado disso é que hoje nós somos um dos países mais segregados do mundo, embora não tenhamos leis de segregação racial como houve nos EUA até a luta pelos direitos civis. Mas somos um país segregado na geografia, basta ir ao Rio de Janeiro e ver quem mora nos bairros violentos e dominados pelo crime organizado e quem vive em Copacabana ou no Leblon, na zona sul. Também é um país segregado nos números, indicadores sociais. Por qualquer critério que você queira medir o Brasil, seja renda, emprego, segurança pública, existe um abismo entre oportunidades para a população branca e negra. Um homem negro aqui tem oito vezes mais chances de morrer em um homicídio do que um homem branco. Nós somos um país profundamente preconceituoso. No passado, desenvolvemos alguns mitos de que seríamos uma grande democracia racial, de que a convivência era cordial e amigável. Se você entrar numa rede social agora vai ver as manifestações de racismo explícitas, cruas, inclusive no discurso do presidente da República.

P. Qual a maior diferença da escravidão ocorrida nas Américas para a escravidão na história?

R. É como se a escravidão fizesse parte do código genético humano. Houve no Egito Antigo, na Babilônia, na Grécia Antiga e na África antes da chegada dos europeus. A própria etimologia da palavra escravo, slave em inglês, vem de “slavo”, do povo branco que era escravizado no leste da Europa pelo Império Romano. A africana tem duas novidades: a primeira é a escala industrial, com 12,5 milhões de pessoas embarcadas em cerca de 35 mil viagens de navios negreiros para trabalhar em atividades no Novo Mundo que podem ser consideradas pré-industriais. A divisão dos trabalhos, os turnos, a hierarquia, a maneira de funcionamento de um engenho de açúcar no Nordeste brasileiro, ou de uma mina de diamante, se assemelhavam muito às futuras fábricas da revolução industrial na Inglaterra. A segunda característica está no nascimento do racismo: é a primeira vez na história da humanidade que há a associação entre a escravidão e a cor negra da pele. Há toda uma ideologia construída, inclusive de fundo religioso, para dizer que os africanos eram selvagens, bárbaros, pagãos, praticantes de religiões demoníacas, e que portanto a melhor coisa que poderia acontecer com o africano era ser escravizado para se incorporar a suposta civilização europeia que se instalava nos trópicos. Era muito comum nas discussões do parlamento brasileiro a ideia de que a escravidão era a redenção dos escravos. O Padre Antônio Vieira, no final do século 17, defendia a ideia de que era uma graça divina que os escravos tivessem tido a oportunidade de serem escravizados para se incorporar a Igreja Católica.

P. A Igreja Católica fez uma distinção entre índios e africanos, certo?

R. Há uma discussão filosófica e teológica sobre a conveniência ou não de escravizar índios. Mas a realidade é que os índios foram massacrados. Portugueses e espanhóis, quando chegaram à América, tentaram de todas as formas escravizar os índios. A primeira carga de escravos que cruza o oceano atlântico não foi da África para o Brasil, mas foi daqui para Portugal, em 1511. Uma nau chamada “Bretoa”, de um senhor chamado Fernando de Noronha, que hoje dá o nome ao nosso arquipélago no nordeste, levando uma carga de pau-brasil, peles de onça pintada, papagaios e 35 indígenas que seriam leiloados em Portugal. Nos três séculos seguintes o Brasil matou um milhão de indígenas a cada 100 anos de diversas maneiras: expulsão de terras, guerras, extermínio e, principalmente, pelas doenças, como gripe, sarampo e varíola. A inviabilidade prática da escravidão, todo esse massacre indígena, coincide com a discussão filosófica dos jesuítas que afirmavam que eles não deveriam ser escravizados. Mas o fato é que os portugueses e espanhóis não conseguiram realizar seu projeto inicial que era escravizar os índios. Se eles tivessem conseguido, talvez não tivéssemos a escravidão africana, porque tínhamos 5 milhões de índios aqui, que foi o número aproximado de africanos trazidos para o Brasil. Há também uma justificativa bíblica para se voltar à África. No livro do Gênesis, Noé, após dilúvio, se torna produtor de vinho. Em uma determinada ocasião, ele bebe demais, se embriaga e dorme completamente nu dentro de casa. Os três filhos chegam e um deles, ao ver o pai daquele jeito, ridiculariza-o. É o Cam. Ao acordar, Noé teria lançado a “Maldição de Cam”, dizendo que os descendentes dele seriam escravos. Os padres jesuítas diziam que os descendentes de Cam seriam os negros africanos e, portanto, candidatos naturais a escravidão. Isso era repetido de forma exaustiva.

P. Alguns pensadores do século XVIII e XIX, defensores da liberdade, eram a favor da escravidão?

R. Sim, David Hume [filósofo e escritor britânico] por exemplo. Ele era acionista de uma companhia de tráfico de escravos. Thomas Jefferson, que escreveu a declaração de independência dos EUA dizendo que todo ser humano nasce com direitos iguais, era dono de um plantel enorme de escravos. Tiradentes, herói da Inconfidência Mineira, era dono de meia dúzia de escravos no ano que foi morto, no Rio de Janeiro.

P. Os países precisam pedir perdão pela escravidão?

R. Creio que sim. É uma questão de honestidade, algo simbólico, porque foi um massacre, uma tragédia humanitária de grandes proporções. Agora, tenho dúvida se seria possível pagar essa dívida. Hoje, na África, há uma elite que é herdeira militar beneficiada pelo tráfico de escravos, aliado aos europeus. O rei Ashanti, em Gana, era fornecedor de cativos para ingleses e holandeses. Quem vai indenizar quem? É difícil. Acho que uma atitude política de pedir perdão é importante. O Papa João Paulo II fez isso ao visitar a ilha de Goreia, em Senegal. Não foi pela Igreja como um todo, mas pelos católicos que se envolveram no tráfico de escravos. É algo importante para ir diminuindo essa ferida. As cotas preferenciais para afrodescentes em escolas e postos da administração pública. Mas o simbólico também ajuda. Há uma dívida histórica que precisa ser enfrentada por palavras e gestos concretos.

P. O livro diz que para cada 100 habitantes do Brasil durante a escravidão, 86 eram escravos e 14 colonos brancos. Por que não houve uma rebelião, por exemplo? O que sustentava essa sociedade?

R. Havia manuais que aconselhavam fazendeiros a não manter plantéis de mesma origem, cultura, língua ou região geográfica. Isso impedia que eles se rebelassem. Existia, também, um sistema de premiação e punição. Se o escravizado fosse rebelde, era chicoteado. Se fosse cooperativo, ganhava folga semanal, o direito de cultivar uma horta, de ir à missa e de ganhar sua própria alforria. O Brasil teve um altíssimo número de alforrias. Um historiador norte-americano, Donald Ramos, afirma que a alforria foi um dos sistemas de controle mais eficientes do sistema escravista, porque ele oferecia ao cativo uma oportunidade de conquistar a liberdade e de escapar da escravidão. Há um estudo do historiador Manolo Florentino que diz que apenas 5% dos escravos brasileiros se rebelaram, fugiram e formaram quilombos. A principal forma de resistência era tentar ocupar os espaços que a sociedade escravista dava para o escravo se aproximar do universo dos brancos. Participar das irmandades religiosas, como a Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, Santa Ifigênia, dava um “status social” para o escravo, com um papel simbólico. Existia um branqueamento cultural: quanto mais rápido ele se distanciasse da cultura africana, mais “vantajoso” seria.

P. Você escreve que existia uma briga entre negros nascidos no Brasil e os crioulos. Como era isso?

R. O crioulo era o escravo de primeira geração nascido no Brasil. O negro boçal era o recém-chegado, também chamado de “preto novo”. O sujeito nascido no Brasil se julgava superior, porque ele havia migrado para o universo dos brancos. Ele já tinha constituído família, falava a língua portuguesa, participava das irmandades religiosas e possuía o código da sociedade colonial portuguesa. O escravo chegado da África, não. As rebeliões aconteceram justamente nesse universos dos escravos recém-chegados. Palmares, por exemplo, era formado por negros Jagas de Angola, que se rebelaram no final do século 16, e fugiram para a Serra da Barriga, em Alagoas. A Revolta do Malês, de 1835, foi feita por negros muçulmanos, na Bahia, oriundos da Nigéria. As revoltas, fugas e quilombos ocorreram quase sempre por duas razões principais: crise na sociedade branca, como no caso de Palmares, ocorrida durante guerra contra os holandeses, ou em decorrência da homogeneidade étnica e a concentração de africanos que falavam a mesma língua e possuíam afinidade cultural.

P. Você consultou fontes de testemunhos de escravos para fazer o livro?

R. Pouco. Infelizmente, a história da escravidão é contada por pessoas brancas. Capitães de navios negreiros, viajantes europeus que visitaram o Brasil ou a África no período. Existem alguns depoimentos e biografias relativamente raras. Outra fonte preciosa para ouvir os escravos são inquéritos policiais quando eles eram acusados de crimes. Tem inquéritos da Inquisição Católica que relatam escravos presos e levados para Portugal acusadas de feitiçaria e de contrariar a doutrina da Igreja. O principal quilombo do Brasil, Palmares, não tem nenhuma fonte a partir dos quilombolas. Tudo que se sabe de Palmares são de relatórios e de expedições militares enviadas ao local.

P. Sobre esse tema, você questiona a figura de Zumbi e sua luta contra a escravidão. Não é uma contradição refutar a história do principal líder negro usando relatórios utilizados pelo Exército, que era majoritariamente branco?

R. De certa forma, sim. A história da escravidão é um assunto sensível, porque há uma guerra de narrativas. E não é por acaso que abro este capítulo falando do calendário cívico brasileiro, com o 13 de maio e a Lei Áurea, e o 20 de novembro, da Consciência Negra, com a morte de Zumbi. É uma guerra em andamento pela memória da escravidão. Não tomo partido se o Zumbi era abolicionista ou um grande general comparado a Napoleão Bonaparte ou Alexandre o Grande, como alguns historiadores negros tentaram fazer. O que eu mostro é a construção do Zumbi como herói nacional. Chego a conclusão que o verdadeiro Zumbi não está nos documentos e que há pouquíssima coisa. O que se sabe é a partir da história branca. O verdade Zumbi está na cabeça das pessoas, é um herói mítico. Agora, sem dúvida, se trata de um herói negro brasileiro, que se contrapõe à Princesa Isabel. Coloco no livro coisas curiosas que dificultam a construção desse herói, como a história do Luiz Mott [antropólogo], que levantou a hipótese de que Zumbi fosse gay. Ninguém incorporou esse herói gay, porque vivemos em um país homofóbico, misógino. Claro que tive muito cuidado para construir esse capítulo, porque ele mexe com um personagem muito importante para a identidade negra, mas eu não poderia fugir da raia e comprar uma história que não existe nos documentos. Quis mostrar diferentes narrativas e versões para que o leitor entenda que a história não se faz apenas de personagens reais e concretos, mas também de projeção mitológica.

P. Quando você terminou o livro, alguém negro leu?

R. Não. Passei para dois africanistas: o embaixador Alberto da Costa Silva e Irene Vida Gala. Eles me deram contribuições muito importantes. A Irene me chamou a atenção para algo que tento deixar evidente: os diferentes olhares sobre a escravidão. Existe o olhar negro, o olhar branco e olhar atento, que é onde me enquadro. Mas não tentei preencher cotas. Seria hipocrisia da minha parte tomar esse tipo de atitude, porque não fiz isso nos meus outros livros. Seria apenas relações públicas. Ao falar da proclamação da República, não chamei um republicanista e um monarquista para dar diferentes opiniões.

P. O que poderia ser uma segunda abolição no Brasil?

R. Acho que é o nosso principal desafio no século XXI. Se você imaginar que a riqueza das nações não está mais nos recursos naturais, mas no capital humano, o Brasil nunca será um país decente, digno dos nossos sonhos, enquanto a imensa maioria da população não tiver educação, saúde e empregos decentes. Enfrentar a desigualdade social no Brasil é sinônimo de uma segunda abolição, porque a maioria dos pobres são negros. Por isso digo que não é só uma reparação histórica, mas um investimento no futuro. Essa é a principal agenda política daqui para frente, ainda que tenhamos um governo hostil. Isso é um tema represado do século XIX. Qualquer governo, partido político ou campanha eleitoral vai se defrontar com esse legado.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Antes de estrear, série de Senhor dos Anéis já tem segunda temporada confirmada

0

Felipe Demartini, no Canal Tech

A Amazon confirmou a renovação de sua série original baseada na saga O Senhor dos Anéis, que sequer estreou. O anúncio demonstra confiança na ambiciosa produção, que ainda está em fase de pré-produção e nem mesmo teve elenco ou data de estreia confirmados, uma vez que as filmagens devem começar apenas no ano que vem, na Nova Zelândia.

A informação sobre a renovação foi publicada em caráter extraoficial pela imprensa internacional e ainda não foi confirmada pela Amazon, mas desde já demonstra a grande aposta que a companhia está fazendo no seriado. Para os fãs, a notícia é boa. O show terá um segundo ano e a história, passada milhares de anos antes dos eventos vistos nos filmes de Peter Jackson, terá longevidade.

A ideia, inclusive, é que o seriado siga a mesma estética dos filmes, já que, além do Amazon Studios, também estão envolvidas a Warner Bros, responsável por levar as adaptações aos cinemas, e o fundo responsável pelos direitos das obras de J.R.R. Tolkien. JD Payne e Patrick McKay, que também serão responsáveis pelo novo filme de Star Trek, são os showrunners e roteiristas da atração.

De acordo com as informações preliminares divulgadas pela Amazon, a série de O Senhor dos Anéis deve se passar em um período conhecido como Segunda Era. É o momento em que os Anéis do Poder, incluindo o Um Anel forjado por Sauron, passam a ser uma peça-chave nos conflitos desse universo.

Apesar de ausência de informações oficiais, os rumores já confirmam alguns nomes para o elenco. Will Poulter (Maze Runner), Joseph Mawle (Game of Thrones) e Markella Kavenagh (Romper Stomper) estariam entre os primeiros nomes confirmados, com ela estando ligada a uma personagem chamada Tyra, que teria sido criada originalmente para a série e não faria parte da mitologia dos livros.

A série de O Senhor dos Anéis também não teve data de estreia confirmada, mas como uma produção original Amazon, deve estar disponível exclusivamente no serviço da companhia, o Prime Video. No Brasil, a assinatura custa R$ 9,90 por mês e inclui outros serviços como uma plataforma de música e livros ou frete grátis em compras no e-commerce.

Fonte: Variety

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Livraria mais famosa de Veneza é tomada pela água

1

Publicado no Terra

A histórica inundação que alagou mais de 80% do centro histórico de Veneza no último dia 12 de novembro provocou danos em diversas atrações turísticas da cidade, incluindo sua livraria mais famosa.

A loja, ironicamente chamada “Acqua Alta”, fica a 600 metros da Praça San Marco, no coração do centro histórico veneziano, e foi tomada pela água na enchente da última terça.

O nome da livraria faz referência ao fenômeno da “acqua alta” (“água alta”, em tradução livre), que virou símbolo da cidade, mas vem provocando cada vez mais transtornos.

“Teremos de jogar fora 150 mil euros em livros. O dano é enorme, mas recomeçaremos”, disse o dono da loja, Luigi Frizzo. Os funcionários ainda tentaram colocar livros, revistas e discos de vinil em banheiras e na gôndola que fica dentro do estabelecimento.

“Mas desta vez não serviu de nada, a água subiu tanto que entrou na gôndola e nas banheiras. E esse é o resultado”, acrescentou Frizzo, apontando para seu filho, Lino, que empilhava centenas de volumes apodrecidos.

A “acqua alta” se caracteriza por marés iguais ou superiores a 80 centímetros acima do nível médio da Lagoa de Veneza. Na última terça, esse índice chegou a 187 centímetros, o segundo maior valor já registrado na história, atrás apenas dos 194 centímetros da inundação de 4 de novembro de 1966.

Porém nem todos os livros danificados serão desperdiçados. Boa parte será colocada na “escada” formada por exemplares atingidos por inundações anteriores e que fica nos fundos da livraria, criando uma espécie de terraço com vista para o canal. “Nunca se joga fora um livro”, disse Frizzo, agora sorrindo.

A Sociedade Italiana de Autores e Editores anunciou uma doação de 150 mil euros para ajudar livrarias e bibliotecas afetadas pelas enchentes em Veneza, incluindo a Acqua Alta. “Livros, discos, obras de arte e filmes são bens materiais e imateriais e, como tal, encarnam nossa cultura. É nosso dever defendê-los por aquilo que são e por aquilo que representam”, afirmou o presidente da entidade, Giulio Rapetti Mogol.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Exposição imersiva sobre Machado de Assis inaugura no Farol Santander

0

Machado de Assis por Bernardelli

Mostra gratuita reúne principais obras e registros do escritor brasileiro em proposta interativa e com inteligência artificial

Luciana Ramos, na Casa Vogue

Intitulada “Machado de Assims”, a mostra começa dia 19 de novembro no Farol Santander SP e reúne as diversas faces de um dos principais escritores brasileiros. Exibindo passagens da vida de Machado de Assis, como a infância difícil e marcada pelo trabalho infantil nos morros cariocas até a sua classificação como um dos autores mais importantes da literatura nacional, a exposição mostra ainda o seu envolvimento com questões sociais. Tudo com projeção interativa e de inteligência artificial.

Com curadoria de Marcello Dantas, a mostra ocupa um total de 75 m² de área expositiva e foi projetada entre duas enormes vírgulas, com direito à uma biblioteca imaginária formada por inúmeros livros que podem ser manuseados no local. O visitante terá fácil acesso às diversas edições das obras e às traduções em diferentes idiomas, como inglês, francês e italiano.

Casa do Cosme Velho

Representando as fases distintas da trajetória machadiana, o visitante poderá acompanhar a produção literária da juventude romântica à maturidade realista do escritor, incluindo seus poemas, crônicas e peças de teatro, além dos romances e contos mais consagrados. “A proposta passa por explorar aspectos pouco conhecidos da figura de Machado de Assis. Então mostrar um personagem gigante por lados inusitados, daí o título trocar o sobrenome Assis por Assims, ou seja, de outros jeitos ou modos de ver. Como se fossem outros Machados, o menino vendedor, o enxadrista, o abolicionista, seus múltiplos pseudônimos e alter egos, sua saúde, e os lugares por onde andou por exemplo” afirma Dantas.

Dentre as experiências imersivas, será possível interagir com duas grandes imagens do escritor, baseadas em retratos históricos como a clássica fotografia feita por Marc Ferrez em 1890, que serão animadas com inteligência artificial, e com as falas do Bruxo do Cosme que, inspiradas no conto A Cartomante, proferirão palavras que Machado escreveu, deleitando os visitantes com pílulas de sabedoria machadiana.

E entre os destaques da exposição, estão edições raras dos livros Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dez Contos, ilustradas por Cândido Portinari e Antônio Henrique Amaral. No exemplar de Portinari, as imersões ocorrem por uma combinação de animações e realidade aumentada, onde personagens da obra ganham vida, como é o caso do verme a quem o “defunto autor” Brás Cubas dedica suas memórias. Já na edição com ilustrações de Henrique Amaral, projeções dão movimentos às gravuras que retratam cenas e cenários dos contos, interpretados pelo olhar lírico do artista.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Go to Top