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Além dos livros, Amazon pode estar prestes a vender outros produtos no Brasil

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Publicado no Canal Tech

Desde que a Amazon anunciou sua chegada ao Brasil, houve um grande clima de expectativa. De um lado, os consumidores esperavam ansiosos os grandes descontos e a enorme variedade de produtos que a empresa oferece em outros países. Do outro, os varejistas roíam as unhas de nervoso temendo que a gigante devorasse a tudo e a todos. Não aconteceu. Há cinco anos no país, a loja trouxe apenas livros e somente agora começa a ensaiar um movimento em direção a outros segmentos.

Segundo a revista Exame, a Amazon está planejando lançar no Brasil um sistema de marketplace semelhante ao que ela já oferece em outros territórios, permitindo que outros vendedores se utilizem de sua plataforma para oferecer praticamente qualquer tipo de produto. Até então, essa ferramenta estava disponível apenas para livros, mas parece que a intenção é abrir o leque para outras categorias já nos próximos meses, ampliando consideravelmente o catálogo de produtos oferecidos.

E esse novo passo vem exatamente na sequência do bom resultado do marketplace para livros. De acordo com a Amazon, em menos de 24 horas após o lançamento do serviço no Brasil, o número de obras em português à venda dobrou, saltando de 150 mil para 300 mil. E esse salto absurdo é algo que vem sendo feito com uma base consideravelmente pequena de vendedores. Atualmente, são apenas mil deles cadastrados, indo desde pessoas físicas querendo ganhar um dinheiro extra se livrando de coleções antigas até empresas se aproveitando da ferramenta para alcançar um público maior.

É exatamente esse segundo grupo que pode dar força ao marketplace de produtos da Amazon quando ela começar a aceitar tudo quanto é tipo de coisa. Ainda no caso dos livros, por exemplo, a Editora Martins Fontes revela ter tido um aumento no número de pedidos e que esse alto volume de vendas já justifica a estratégia, mesmo reduzindo um pouco a margem de lucros. Assim, não é difícil imaginar um resultado semelhante em outras áreas.

É claro que há outras variáveis nessa equação. Isso porque empresas como a B2W e a Via Varejo, por exemplo, também trabalham dentro dessa lógica de marketplace. Ainda assim, a simples sinalização de que a Amazon pretende ir além dos livros já é motivo para que grandes marcas do varejo voltem a temer o futuro, além de se prepararem para uma bela briga pelo interesse (e pelo bolso) do consumidor.

Via: Exame

Editora Record é proibida de vender livro sobre Eduardo Cunha

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Aílton de Freitas / Agência O Globo

Aílton de Freitas / Agência O Globo

Publicado no Bonde

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu proibir, por intermédio de uma liminar, a circulação do livro Diário da Cadeia, da editora Record. Na obra, assinada pelo pseudônimo de Eduardo Cunha, um autor desconhecido assume a identidade do político e narra o dia-a-dia do ex-presidente da Câmara na prisão. Os advogados de Eduardo Cunha entraram com uma ação de reparação de danos contra a editora Record, o editor Carlos Andreazza e o autor desconhecido.

A decisão da juíza Ledir Araújo determina uma multa de R$ 400 mil por dia, se o livro chegar a ser distribuído, além da identificação imediata do autor, que é desconhecido. Procurada pela reportagem do Estado, a editora Record disse que vai recorrer da decisão.

Livro dará R$ 1,2 milhão ao primeiro leitor que desvendar seu mistério

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À agência de notícias EFE, o autor não esconde o propósito da ação. “Não tenho vergonha de dizer que espero vender milhões de cópias com este livro”

Fazendo uma verdadeira competição global, o autor lançou o livro em 30 países na semana passada, inclusive no Brasil (Divulgação)

Fazendo uma verdadeira competição global, o autor lançou o livro em 30 países na semana passada, inclusive no Brasil (Divulgação)

Luiza Belloni Veronesi, no InfoMoney

SÃO PAULO – Com o mercado editorial em crise, o escritor James Frey decidiu explorar o lado
“Sherlock Holmes” dos leitores para alavancar as vendas de sua mais nova obra. Frey acabou de lançar o
projeto “Endgame: O Chamado”, “um romance do século 21”, que esconde pistas que levarão a um
prêmio de US$ 500 mil (ou R$ 1,2 milhão) para o primeiro leitor que resolver seu mistério.

À agência de notícias EFE, o autor não esconde o propósito da ação. “Não tenho vergonha de dizer que
espero vender milhões de cópias com este livro e que ele tem uma vocação comercial”, disse Frey. “Isso
não significa que eu seja um cínico que escreve pensando em uma ideia milionária. Simplesmente tentei
oferecer ao leito a coisa mais legal que veio na minha cabeça.”

Fazendo uma verdadeira competição global, o autor lançou o livro em 30 países na semana passada,
inclusive no Brasil. Ele garante que o mistério presente na obra é “incrivelmente difícil” de ser
solucionado. A editora estima que, no melhor dos casos, levará cerca de nove meses para relacionar as
provas.

“Não importa os motivos que levarão as pessoas a lerem meu livro, desde que o leiam e desfrutem da história”, disse Frey. A obra conta a história de 12 linhagens milenárias que lutam entre si para sobreviver, escolhendo um representante que esteja preparado para uma catástrofe iminente.

Amazon assina com editoras e vai vender livros em formato físico

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Imagem: Internet

Imagem: Internet

Mariana Barbosa, na Folha de S.Paulo

A Amazon já assinou contrato com praticamente todas as grande editoras de livros do país e se prepara para iniciar a venda de livros físicos pela internet até o início de maio, apurou a Folha.

A varejista americana iniciou operações no Brasil em dezembro de 2012, mas passou os primeiros 13 meses vendendo apenas livros digitais e aplicativos.

Os notórios desafios logísticos e tributários do país atrasaram o início da venda de produtos físicos, que começou de forma quase experimental em fevereiro, apenas com o leitor de livros digitais Kindle e acessórios para o aparelho.

Procurada, a Amazon afirmou que não comenta rumores de mercado. Em entrevista à Folha em fevereiro, o presidente da Amazon no Brasil, Alex Szapiro, afirmou que a empresa só entra em um novo mercado quando se vê preparada para oferecer um atendimento que “melhore a experiência do cliente”.

Diferentemente dos EUA, onde a empresa trabalha com um gigantesco centro de distribuição, no Brasil a Amazon optou por terceirizar a operação para a transportadora Directlog e para os Correios.

“A chegada da Amazon terá um impacto grande no mercado e acredito que eles vão crescer muito rápido pela qualidade do serviço”, afirma Carlo Carrenho, consultor editorial e fundador do PublishNews, portal dedicado ao mercado editorial.

Para Carrenho, a Amazon vai imprimir um novo padrão de eficiência ao mercado, pressionando editoras e distribuidoras a agilizar processos logísticos.

“Quando você tenta comprar um livro que não está no estoque das livrarias virtuais, é comum a entrega levar 15, 20 dias. Isso demonstra a falta de eficiência logística na cadeia do livro”, diz Carrenho.

“A Amazon vai exigir o cumprimento de prazos e isso pode gerar um efeito positivo em todo o mercado.”
Independentemente da política de preços, Carrenho acredita que a qualidade do atendimento e a valocidade da entrega serão determinantes para a Amazon conquistar espaço no Brasil.

“Quando a gente fala em Amazon a gente pensa em descontos, mas a velocidade de entrega é crucial na venda de livros”, diz. Ele lembra que mesmo em países como Alemanha, em que o preço de novos lançamentos é controlado por lei para proteger pequenas editoras, a Amazon tem ganhado mercado.

Extra: homem-livro é visto no Juvevê

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Gaúcho radicado em Curitiba reúne mais de sete mil pensamentos e cria estratégia própria para divulgar livros em bares e restaurantes da cidade

Não há como ignorar Antônio Ribeiro, 62 anos, quando ele se transforma no homem-livro

Não há como ignorar Antônio Ribeiro, 62 anos, quando ele se transforma no homem-livro

Cristiano Castilho, na Gazeta do Povo

O Oil Man que se cuide. Paramentado com um colete de plástico recheado de livros, dotado de alto poder de convencimento, munido de frases feitas afiadas e com brilho natural devido à carequinha que o anuncia de longe – e que, com a ajuda dos óculos, o faz parecer com o Dr. Abobrinha –, Antônio Ribeiro, o homem-livro, está prestes a se tornar o mais novo super-herói lado B de Curitiba.

No Juvevê, é batata. Almoço ou jantar, não importa: o homem-livro sempre estará a postos, pronto para vender ou oferecer de graça seus livrinhos coloridos, coletâneas de pensamentos sobre a felicidade, o sucesso, o dinheiro, a amizade, a ajuda, o amor e o pensar. “Esse aí é alimento para a alma”, costuma dizer Antônio, ao apontar o dedo para a macarronada da sua “vítima”. “Este daqui, alimento para a mente”, completa, ao mostrar sua obra. O homem-livro já peregrinou por 35 restaurantes da região. E, dizem, ninguém reclama.

Sua história lembra a de um caixeiro-viajante moderno. Gaúcho de Porto Alegre, começou a vender livros de porta em porta quando era adolescente. Os Quitutes da Tia Marilu fizeram sucesso estrondoso entre as donas de casa que acompanhavam o programa da Ofélia. Depois, a Biblioteca Científica da Life seduziu professores. A mala que carregava a tiracolo era pesada – “hoje eu sou a mala!”, ri –, mas Antônio se orgulha dos calos que têm nas mãos.

Irmão de sete, o homem-livro ajudava a família com a grana do que vendia. “Em casa, tinha o sorteio do bife”, lembra. Mas a coisa engrenou mesmo quando começou a vender livros para dentistas, já em São Paulo, para onde se mudou aos vinte e poucos anos, depois de largar a faculdade de Agronomia. Porque livros sobre implantes em português eram a maior novidade – os poucos que existiam eram em inglês e espanhol. “Foi uma beleza. Os livros eram baratos, bons e desconhecidos.”

Antônio fez um pé de meia. Até carro comprou, à vista. Pagou a faculdade de Administração no Mackenzie. E montou uma empresa que vende produtos odontológicos. Conheceu alguém. Casou-se com uma curitibana. Separou. Casou novamente. “O terceiro casamento foi com Curitiba, e continuo fiel!”, exalta-se.

Por aqui, continuou com a empresa – a Odontex existe há 35 anos. Antônio é arroz de feira odontológica. E faz questão de divulgar seus livros técnicos – estes ele mesmo escreveu – pessoalmente. Astuto, percebeu que a maioria dos potenciais interessados passava as páginas rapidamente até se deparar com um pequeno pensamento, posicionado estrategicamente no início de cada capítulo. “Toda grande ideia tem um parto”, justifica.

Além de coloridos, os livros de pensamento que vende hoje são pequenos. “Ideal para ler na sala de espera, no ônibus, no avião e no con-ges-tio-na-men-to”, avisa Antônio, irradiante. Fora que “livro grande incomoda e é caro”. Os pensamentos que recolhe são fruto de pesquisa e contribuições de amigos. Somam quase sete mil. Ousado, o homem-livro marcou presença na Bienal do Livro de São Paulo e até em Paraty, na pomposa Flip, ano passado. Ninguém deu bola. Mas ele insiste.

Nas próximas semanas sairão do forno o Livro da Vida, o Livro dos Sonhos, o Livro da Fé, o Livro da Alegria e o Livro do Sexo. “Ah, esse precisa ser vermelho, né?”.

dica do Jarbas Aragão

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