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Novo livro de Jogos Vorazes ganha título e data de lançamento

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The Ballad of Songbirds and Snakes se passará no 10° Jogos Vorazes

Bruna Dolores, no Poltrona Nerd

A prequela de Jogos Vorazes ganhou título, capa e data de lançamento!

The Ballad of Songbirds and Snakes, de Suzanne Collins, será lançado em 19 de maio nos Estados Unidos. A Scholastic anunciou o título na sexta-feira, juntamente com a arte da capa, que apresenta o agora famoso símbolo mockingjay, juntamente com uma cobra.

Collins anunciou no início deste ano que estava revisitando o mundo de Panem com um novo livro antes dos dias de Katniss Everdeen. The Ballad of Songbirds and Snakes acontece 64 anos antes, durante o que Collins descreve como o período de reconstrução após a guerra e começa na manhã do dia da colheita do 10° Jogos Vorazes.

A editora responsável pela publicação da obra no Brasil, a Rocco, se pronunciou sobre o lançamento nacional, em seu perfil no Facebook eles escreveram que a edição brasileira de The Ballad of Songbirds and Snakes(ainda sem título em português) será lançada já no primeiro semestre do ano que vem!

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As coisas inusitadas e surpreendentes que leitores encontram dentro de livros

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Vitor Paiva, no Hypeness

Todo livro é uma máquina do tempo, que esconde verdadeiros tesouros metafóricos ou concretos entre suas páginas – e às vezes não é preciso sequer ler efetivamente o livro para encontrar tais maravilhas. Se o maior presente que um livro pode oferecer é o conteúdo de suas linhas, quando adquirimos um exemplar em um sebo, ele também traz uma história própria do objeto, para além da narrativa contada – quando eventualmente os antigos donos deixam pequenas lembranças para quem vier a possuir o livro. O site Bored Panda reuniu alguns desses tesouros deixados dentro de livros para serem encontrados no futuro.

Uma pena encontrada dentro de uma bíblia de 1860

A maioria das coisas encontradas acabaram esquecidas dentro dos livros, mas algumas dessas lembranças foram propositalmente deixadas – com direito a bilhetes e promessas aos futuros donos. Separamos, assim, algumas dessas pérolas selecionadas – que ficam como sugestão e possibilidade, pra gente correr para nossas prateleiras, e procurar por presentinhos do passado dentro de nossos livros, assim como esconder tesouros para a posteridade.

 

Uma foto e um autógrafo de Stephen King encontrados em uma cópia do livro “O Iluminado”

 

Uma passagem aérea de 1970

 

Um boletim de 1926

 

Um incrível marcador encontrado dentro do livro “The Life Of Colonel Paul Revere”, de 1909

 

Um ingresso de um show do Van Halen em 1988

 

Um par de óculos do início do século

 

“Querido próximo leitor, quando eu comprei esse livro alguém havia deixado dentro um bilhete premiado de loteria que me deu 100 dólares. Foi uma ótima surpresa! Decidi passar um pouco a diante – aqui vai sua parte. Aproveite!”

 

Um trevo de quatro folhas dentro de um livro de mais de 200 anos

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Projetos no Brasil e nos EUA lutam contra o racismo por meio da distribuição de livros

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Iniciativas aparecem em Porto Alegre e nas cidades americanas de Chicago e Evanston

Paula Sperb, na Folha de S.Paulo

Porto Alegre – O poeta baiano Castro Alves, que se insurgiu contra a escravidão, era também um defensor da cultura e sua difusão.

No Rio Grande do Sul, a pesquisadora Winnie Bueno quer combater o racismo por meio da distribuição de livros para pessoas negras. Cerca de mil títulos chegaram aos destinatários desde 20 de novembro do ano passado, Dia da Consciência Negra.

“Percebi pessoas brancas publicando mensagens de antirracismo no Twitter. Comentei que seria mais útil doar um livro para quem precisasse. Desde então, conecto voluntários com as pessoas negras que precisam”, diz.

Winnie Bueno, 31, de Porto Alegre, lançou Tinder dos Livros para doar obras para pessoas negras como forma de combater racismo estrutural
Arquivo pessoal

A iniciativa ganhou o nome de Tinder dos Livros, porque conecta leitor, livro e doador. Mas a conexão não ocorre por meio de aplicativo, mas pela própria Winnie, que divide seu tempo de ativista e doutoranda em sociologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

“É o livro que a pessoa precisa. Não é só repassar os livros que não quer mais para uma instituição. A maioria dos pedidos é por intelectuais negros”, afirma. Outros pedidos comuns vêm de universitários que precisam de obras que vão de microbiologia, fisiologia às obras dos cursos de direito.

O motivo para distribuir publicações, explica Winnie, é porque “livros são revolucionários”. “O livro possibilita a emancipação intelectual.”

Para ela, eles serviram de refúgio a infância e adolescência vividas no interior, onde era a única criança negra da escola. “Os livros me ajudaram a entender o mundo e, nos momentos de solidão, era para o livro que corria”, lembra. Sua mãe se esforçava para encontrar obras com protagonistas negros.

É importante para crianças negras o acesso a livros infantis com protagonistas negros. Por isso, o projeto Young, Black & Lit, que atua principalmente nas cidades americanas de Chicago e Evanston, se dedica a doar obras com essa característica.

“Pesquisadores concordam que quando livros servem de espelhos para as crianças verem a si mesmas, suas famílias e comunidades refletidas, elas se sentem valorizadas. Quando permitem que vejam semelhanças e diferenças que têm com outras culturas, elas se sentem conectadas”, diz Krenice Roseman, cofundadora do projeto.

A iniciativa já presenteou 1.829 livros desde maio de 2018. Uma das formas de doação é por meio de feiras em comunidades, onde as crianças escolhem os livros.

“A identificação com os personagens também aumenta as chances das crianças se tornarem leitoras ao longo da vida”, diz Roseman.

Em Porto Alegre, outro projeto leva livros a quem quer ler. A pedagoga Vitória Sant’anna decidiu criar uma biblioteca no seu condomínio, no centro da cidade, em um local estigmatizado como “Carandiru”. Ela se sentiu motivada depois que conseguiu levar centenas de crianças para assistir a “Pantera Negra” no cinema.

“A gente vai dar prioridade para autores negros que trabalhem a questão da representatividade nos livros. A ideia é se valorizar e se reconhecer pela literatura”, explica. “Temos 239 famílias aqui. Esse é o número de pessoas atingidas pela biblioteca. Queremos que não sejam só as crianças.”

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6 livros para conhecer Olga Tokarczuk e Peter Handke, vencedores do Nobel

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Olga Tokarczuk e Peter Handke, vencedores de 2018 e 2019, respectivamente (Foto: Reprodução Nobel Media)

Escritores receberam prêmios de 2018 e 2019, respectivamente

Giuliana Viggiano, na Galileu

Um escândalo envolvendo participantes do comitê do Prêmio Nobel atrasou a consagração da escritora polonesa Olga Tokarczuk, que deveria ter sido laureada em no ano passado. Mas, ao que parece, são águas passadas: ela e seu colega de profissão, Peter Handke, receberam as honrarias de 2018 e 2019, respectivamente.

A Academia ressaltou a imaginação narrativa de Tokarczuk, que “com paixão enciclopédica, representa o cruzamento de fronteiras como uma forma de vida”. Já Handke teve seu trabalho descrito como influente e engenhoso, pois explora “a periferia e a especificidade da experiência humana”.

Como sabemos que nossos leitores curtem literatura e amam ficar antenados nas novidades, a GALILEU separou três livros de cada um desses escritores para conhecer melhor o trabalho deles. Confira:

Olga Tokarczuk

1. Escrituras de Jacó, 2014
Ainda sem tradução para o português, esta obra de Tokarczuk lhe rendeu o maior Prêmio Nike, o mais importante da Polônia. No livro, o leitor é conduzido a buscar Jacob Frank, uma figura histórica controversa do século 18. A jornada passa por cenas dos impérios Habsburgo e Otomano e pela Comunidade Polaco-Lituana.

Ao longo da história, descobre-se que Frank é o líder de um grupo misterioso e herético de judeus — que, anteriormente, já seguira o Islã e o Catolicismo. O livro é narrado pelos seguidores do “messias”, destacando suas proezas e boas ações.

A obra, apesar de muito elogiada pela crítica, rendeu a Tokarczuk ameaças de morte por parte de grupos extremistas da Polônia. Isso porque, para os membros da direita, o romance histórico desafia a “pureza” das origens polonesas.

2. Sobre os ossos dos mortos, 2009
Um suspense eletrizante, este livro consagrou Tokarczuk e está na lista do The Guardian de melhores livros do século 21. A história se passa em uma remota vila polonesa, onde a protagonista, Janina, trabalha como tradutora e caseira de casas de verão.

A mulher é famosa na região por amar estudar astrologia — e por simpatizar muito mais com animais do que com seres humanos. Sua personalidade reclusa se torna um problema quando uma série de assassinatos macabros começam a ocorrer no vilarejo.

Janina decide investigar os acontecimentos, pois tem certeza de que sabe quem é o autor dos crimes. Nessa obra, o leitor é levado a uma jornada que mistura investigação policial com um intenso suspense psicológico.

3. Os vagantes, 2007
O livro que tornou Tokarczuk a primeira pessoa da Polônia a vencer o Man Booker Prize é um conjunto de contos. Em cada uma das histórias, o leitor conhece um viajante que, por motivos tão diversos quanto curiosos, se vê na necessidade de sair de sua casa para explorar o mundo.

Em uma das histórias, por exemplo, a autora conta a jornada de uma jovem que se vê obrigada a voltar à Polônia com um objetivo peculiar: envenenar seu ex-namorado, que está em estado terminal. Em outra parte do livro, conhecemos a vida de uma mulher que largou tudo para ir morar em Moscou e vagar pelas estações de metrô da cidade.

Falando sobre vida e morte, a escritora mistura relatos que conheceu em suas próprias viagens com uma dose de imaginação para criar um livro intenso e reflexivo, mas nem por isso menos divertido.

Peter Handke

1. Asas do desejo, em parceria com Wim Wenders, 1987

Handke se uniu ao seu amigo e parceiro de longa data, Wenders, para escrever o roteiro, que se tornou um dos clássicos do cinema franco-alemão. A narrativa é situada em Berlim, na época em que o Muro que dividia o país ainda existia.

Dois anjos têm a tarefa de observar os humanos, mas não conseguem sentir ou se emocionar como nós. Eles veem tudo o que acontece com os berlinenses, até mesmo ouvir seus pensamentos e confortá-los em momentos difíceis.

A história se complica quando um desses representantes divinos se apaixona por uma trapezista humana – para viver tal romance, precisará abrir mão sua condição de anjo e se tornar mortal.

2. Offending the audience (“Ofendendo a audiência”, em tradução livre), 1969
Neste texto dramático, Handke abusa da metalinguagem para deixar claro aos espectadores que, apesar de estarem em um teatro, aquilo que está sendo apresentado não é uma peça.

A história por si só não tem um grande clímax ou desfecho, a genialidade do autor se mostra na construção de um texto que fala sobre teatro dentro do próprio teatro, convidando o espectador a participar de sua evolução.

3. Die hornissen (“As vespas”, em tradução livre), 1966
Esta foi a primeira obra publicada por Handke, também um texto teatral. Nele, o narrador conta a história de seus dois irmãos, que brincavam nas margens de um rio quando se afogaram e morreram.

O terceiro irmão, que narra a história, fica cego naquele mesmo dia e inicia uma rotina na qual repassa as percepções e sensações daquela tarde, tentando compreender melhor o que ocorrera com eles. A narrativa é um belo mosaico de acontecimentos que conduz o leitor a caminhos cheios de reviravoltas.

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Olga Tokarczuk e Peter Handke conquistam o Nobel de Literatura

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Olga Tokarczuk e Peter Handke: vencedores do Nobel de Literatura (Divulgação/Reuters)

A escolha de dois vencedores supre o hiato do ano passado, quando um escândalo de assédio sexual tomou os bastidores da Academia Sueca

Publicado na Veja

Olga Tokarczuk e Peter Handke foram anunciados nesta quinta-feira 10 como vencedores do Nobel de Literatura. A polonesa ganhou o prêmio pelo ano de 2018 e o austríaco, por 2019.

Segundo o Nobel, a inovação de Olga veio com seu terceiro romance, Prawiek i inne czasy, de 1996 (Primitivo e Outros Tempos, em tradução livre). O livro, sem edição no Brasil, é, segundo o comitê, “um excelente exemplo de nova literatura polonesa”. Comparado a Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, o livro se passa em uma vila mítica e acompanha a história de três gerações de uma mesma família. O local é afetado por invasões e guerras, alegorias políticas da história da Polônia, território crucial do leste europeu nas duas grandes guerras e da entrada comunista no continente.

“A obra-prima de Olga Tokarczuk, até agora, é o impressionante romance histórico Księgi Jakubowe, de 2014 (Os Livros de Jacó). Ela mostrou neste trabalho a capacidade suprema do romance de representar um caso quase além da compreensão humana”, acrescentou o comitê. O calhamaço de 900 páginas conta a história de Jakub Frank, um líder judeu que forçou a conversão de amigos ao catolicismo no século XVIII. Bastante crítica aos erros históricos da Polônia, a obra virou best-seller no país, mas acendeu a ira da extrema direita local: a editora de Olga chegou a contratar seguranças para protegê-la após ameaças de morte.

Pouco conhecida no Brasil, Olga terá dois livros lançados por aqui pela editora Todavia. O primeiro, previsto para novembro, é Sobre os Ossos dos Mortos, obra adaptada para o cinema no filme Rastros (2017), vencedor do Urso de Prata em Berlim. Em seguida, a editora prepara a tradução de Flights (Viagens, em título provisório), que conquistou o prêmio Man Booker International no ano passado.

Handke, de 76 anos, nasceu em 1942, na região de Kärnten, no sul da Áustria. Seu romance de estreia, Die Hornissen, (As Vespas, em tradução livre), foi publicado em 1966. “Mais de cinquenta anos depois do lançamento de seu primeiro livro, tendo produzido um grande número de obras em diferentes gêneros, estabeleceu-se como um dos escritores mais influentes da Europa após a Segunda Guerra Mundial. A arte peculiar de Handke é a extraordinária atenção às paisagens e à presença material do mundo, que fez do cinema e da pintura duas de suas maiores fontes de inspiração,” avaliou o comitê.

Para além da literatura, Handke é dono de uma interessante carreira no cinema. Escreveu roteiros de filmes como Asas do Desejo (1987) e Movimento em Falso (1975), dirigidos por Wim Wenders, e dirigiu obras como A Mulher Canhota (1978), indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes do mesmo ano.

Hiato

A escolha de dois vencedores este ano vem para suprir o hiato do ano passado, quando um escândalo de assédio sexual tomou os bastidores da Academia Sueca, que, em resposta, cancelou a premiação em 2018.

O caso envolvia Jean-Claude Arnault, marido de Katarina Frostenson, escritora e membro da Academia, acusado de assédio sexual por 18 mulheres. Os depoimentos vieram à tona com o fervor do movimento #MeToo, que denunciou casos de abusos em Hollywood. Na época, sete dos 18 membros da academia, entre eles a secretária permanente, Sara Danius, renunciaram.

Ao cancelar a entrega do prêmio, a instituição disse que perdeu a “confiança” no mundo exterior e que estava “enfraquecida”. A Academia declarou ainda que precisava de “tempo para recuperar sua força plena, envolver um número maior de membros ativos e restaurar a confiança nela antes de escolher um novo vencedor”.

Em outubro do ano passado, aos 72 anos, Jean-Claude Arnault foi condenado a dois anos de prisão por estuprar duas vezes, em outubro e dezembro de 2011, uma jovem em um apartamento em Estocolmo.

O Nobel de Literatura já havia sido cancelado ou adiado outras sete vezes, em sua maioria por causa de guerras. Desde 1949, contudo, não ocorria algo do tipo. Cada Nobel vale 9 milhões de coroas suecas – quase 4 milhões de reais.

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