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ONG de cantora country nos EUA celebra 100 milhões de livros infantis doados

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Dolly Parton (direita) revela o título do livro de número 100 milhões doado por sua ONG Biblioteca da Imaginação, em evento na Biblioteca do Congresso dos EUA (Foto: Divulgação/Shawn Miller/Library of Congress)

Dolly Parton, cantora e atriz norte-americana, criou ONG para doar livros todo mês a crianças de zero a cinco anos; na semana passada, campanha chegou à marca de 100 milhões de livros doados.

Publicado no G1

A cantora country e atriz norte-americana Dolly Parton comemorou, na semana passada, a doação de 100 milhões de livros infantis a crianças dos Estados Unidos. Por meio da ONG Imagination Library (Biblioteca da Imaginação, em tradução livre do inglês), Dolly celebrou a marca em um evento na maior biblioteca do mundo: a Biblioteca do Congresso dos EUA, instituição cultural mais antiga do governo americano.

A ONG de Dolly Parton existe desde 1995 e seu maior objetivo é a alfabetização na primeira infância. Os 100 milhões de livros foram doados todo mês a crianças entre zero e cinco anos de quatro países diferentes: EUA, Canadá, Reino Unido e Austrália.

“A vontade de Dolly é nutrir o amor pela leitura entre as crianças em idade pré-escolar de seu país e suas famílias, dando de graça, a cada criança, um livro por mês na idade apropriada para ela, até que ela comece a escola”, explica a página oficial da ONG no Facebook.

Dolly Parton lê livros para crianças e adultos na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos (Foto: Divulgação/Shawn Miller/Library of Congress)

De acordo com a Biblioteca do Congresso, o livro de número 100 milhões foi doado pela ONG à própria biblioteca, que é a maior do mundo, foi criada em 1832 e em 2017 contava com 167.000.738 itens em suas coleções de livros, revistas, manuscritos, mapas, periódicos e outros materiais audiovisuais.

Carla Hayden, responsável pela biblioteca, afirmou que “não existe uma maneira de quantificar o impacto que esse programa teve no desenvolvimento de jovens leitores no país e em outras partes do mundo. Isso é um presente extraordinário para a humanidade”.

Por que você deve cercar-se de mais livros do que conseguirá ler em vida

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Publicado no Awebic

Texto de Jessica Stillman

Uma prateleira (ou um leitor de livros digitais) cheia de livros revela boas coisas sobre a sua mente.

A aprendizagem ao longo da vida ajudará você a ser mais feliz, ganhar mais e até mesmo manter-se saudável, dizem os especialistas.

Mais do que isso, muitos dos empresários mais inteligentes do mundo, de Bill Gates a Elon Musk, insistem que a melhor maneira de ser mais inteligente é lendo. Então, o que você faz?

Você compra livros, muitos livros.

Mas a vida é corrida e intenções são uma coisa, ações são outra. Logo você encontra sua prateleira (ou leitor digital) com títulos que você pretende ler um dia, ou livros que você folheou e depois abandonou.

Seria isso é um desastre para o seu projeto de se tornar uma pessoa mais sábia e inteligente?

Se você nunca lê nenhum livro, então sim. Talvez você queira aprender alguns truques para arrumar um tempo para ler em sua vida agitada e por que vale a pena dedicar algumas horas por semana ao aprendizado.

Mas se é apenas porque o seu ritmo de leitura não acompanha nem de perto seu ritmo de compra de livros, eu tenho boas notícias para você (e para mim, que definitivamente me encaixo nesta categoria): sua biblioteca lotada não é um sinal de fracasso ou ignorância, é um emblema de honra.

Por que você precisa de uma “antibiblioteca”

Este é o argumento que o autor e estatístico Nassim Nicholas Taleb explica em seu bestseller “O Cisne Negro”. O sempre fascinante blog “Brain Pickings” fuçou e destacou esta parte em um post muito legal.

Taleb inicia suas reflexões com uma piada sobre a incrível biblioteca do escritor Umberto Eco, que contém uma quantidade de livros de cair o queixo: 30 mil volumes.

Eco leu mesmo todos esses livros?

É claro que não, mas esse não era o ponto de cercar-se de tanto potencial de conhecimento ainda não realizado. Ao fornecer um lembrete constante de tudo que ele não sabia, a biblioteca de Eco o manteve intelectualmente faminto e continuamente curioso.

Uma coleção de livros que você não leu e que cresce constantemente pode fazer o mesmo por você. Taleb escreve:

“Uma biblioteca particular não é um apêndice estimulante do ego, mas uma ferramenta de pesquisa. Livros lidos são bem menos valiosos que os não lidos.

A biblioteca deve conter o tanto quanto você não sabe sobre seus recursos financeiros, taxas de hipoteca e o atual mercado imobiliário que caiba nela.

Você vai acumular mais conhecimento e mais livros a medida que fica mais velho e o crescente número de livros não lidos nas prateleiras vão olhar para você ameaçadoramente.

Na verdade, quanto mais você sabe, maior é a prateleira de livros não lidos. Vamos chamar essa coleção de livros não lidos de antibiblioteca.”

Uma antibiblioteca é um lembrete poderoso de suas limitações – a vasta quantidade de coisas que você não sabe, sabe pela metade, ou que um dia perceberá que estava errado.

Ao conviver diariamente com esse lembrete, você pode levar a si mesmo em direção ao tipo de humildade intelectual que aprimora as tomadas de decisões e conduz o aprendizado.

“Pessoas não andam por aí com anticurrículos dizendo a você o que elas não estudaram ou vivenciaram (esse é o trabalho dos concorrentes), mas seria legal se elas fizessem isso”, afirma Taleb.

Por quê? Talvez porque um fato psicológico bem conhecido é de que o mais incompetente é quem é mais confiante de suas habilidades e o mais inteligente é quem é cheio de dúvidas (sério, isso é chamado de efeito Dunning-Kruger).

É igualmente bem estabelecido que quanto mais prontamente você admite que não conhece as coisas, mais rápido você aprende.

Então pare de se culpar por comprar muitos livros ou por ter uma lista de livros para ler que você nunca vai terminar nem em três vidas. Na verdade, todos os livros que você não leu são um sinal de sua ignorância.

Mas se você sabe o quanto é ignorante, você está muito a frente da maioria das outras pessoas.

Fagner doa mais de dois mil livros para a Academia Brasileira de Letras

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raimundo_fagner

Publicado em O Globo

Herdeiro da casa, em Copacabana, e de toda a biblioteca do casal de franceses Lydia e Jacques Libion, o cantor Fagner decidiu doar à Academia Brasileira de Letras os mais de 2 mil livros que recebeu. As obras reúnem o melhor da literatura francesa e inglesa, além de livros de arte, especialmente de pintura e de música. Jacques foi diretor da Livraria Hachette, no Rio, e acolheu em sua casa, a partir dos anos 60, muitos artistas em início de carreira. Elis Regina passou uma boa temporada por lá.

Aliás e a propósito

Fagner morou muito tempo com Jacques e Lydia e era considerado por eles como parte da família — os laços se fortaleceram ainda mais quando o casal, que perdeu um filho, soube que Fagner aniversariava no mesmo dia dele.

Homem acha livros emprestados há 42 anos, calcula multa e manda cheque de R$ 5 mil para biblioteca

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Chris Boswell/Getty Images/iStockphoto

Chris Boswell/Getty Images/iStockphoto

 

Publicado no UOL

O norte-americano Jon Kramer ama livros. A paixão vem de família, já que ele, seus irmãos e seus pais sempre foram “ratos de biblioteca”. Durante a juventude, nos anos 60 e 70, ele sempre frequentava a biblioteca do condado de Montgomery, em Maryland (EUA), onde morava.

Em novembro do ano passado, fazendo uma pesquisa na biblioteca que os pais, já mortos, mantinha em uma casa na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, Kramer encontrou dois livros emprestados justamente da biblioteca do condado de Montgomery há 42 anos.

Naquela época, a multa para cada dia de atraso na devolução de um livro era de US$ 0,05. Kramer fez as contas e, baseado no fato de que os livros deveriam ter sido entregues 31.046 dias antes, chegou ao assombroso valor de US$ 1.552,30 (cerca de R$ 5.048).

O valor máximo cobrado pela biblioteca do condado de Montgomery é de US$ 15 (cerca de R$ 48). Mas Kramer não se importou e, por conta própria, mandou o cheque com o valor completo da multa e uma carta à bibliotaca.

Segundo o jornal Washington Post, Kramer quis fazer algo de bom na época do dia de Ação de Graças, um dos principais feriados americanos.

Os livros emprestados pela família Kramer são “The New Way of Wilderners”, de 1958, escrito por Calvin Rutstrum e que traz dicas de acampamentos, e “365 Meatless Main Dishes”, de 1974, com receitas de pratos vegetarianos.

Kramer se lembrou dos dois livros, que não são mais publicados há algum tempo. Foi a segunda publicação que mais chamou a atenção dele. O homem estava fazendo uma pesquisa para escrever um livro de receitas da família quando encontrou o tal livro.

Folheando, encontrou o selo da biblioteca e a informação de que o livro teria saído de lá em dezembro de 1974.

Na carta enviada à biblioteca, Kramer diz que vai permanecer com os livros pelos próximos “85 anos ou algo assim”, quando espera poder fazer mais um pagamento com a nova multa.

A biblioteca do futuro

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DOKK1, na dinamarquesa Aarhus, a maior biblioteca pública da Escandinávia

DOKK1, na dinamarquesa Aarhus, a maior biblioteca pública da Escandinávia

 

Escandinávia exporta conceito de espaço dedicado não apenas ao empréstimo de livros, mas também ao lazer e a serviços, além de servir como ponto de encontro. Alemanha começa a aderir à ideia.

Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

Um burburinho em inúmeras línguas preenche uma das salas da Kölner Volkshochschule, em frente à Biblioteca Municipal de Colônia. Uma “sala de conversação” foi criada na escola para servir de ponto de encontro de refugiados e de todos aqueles que ainda precisam dominar o idioma alemão. Aqui, todos podem aproveitar gratuitamente as ofertas da Biblioteca Municipal, utilizar programas de aprendizado nos computadores ou emprestar livros e jogos.
Além de um espaço de encontro, a “sala de conversação” é palco de leituras em diversos idiomas e disponibiliza materiais didáticos em diferentes línguas. Mentores auxiliam famílias sírias, afegãs e romenas a se adaptar à cidade e à Alemanha.

A biblioteca de Colônia é reconhecida na Alemanha por suas inovações. Em 2015, ela recebeu o título de Biblioteca do Ano, por sua ousadia com projetos midiáticos e pela estratégia de transformar o local num espaço de encontros e não apenas de empréstimo de livros. A ideia não é nova: o conceito de “Makerspace” vem dos Estados Unidos e especialmente da Escandinávia. Na Finlândia e na Dinamarca, as bibliotecas públicas têm como papel serem espaços de conhecimento para todos.

Na Dinamarca, é lei que toda comunidade tenha uma biblioteca em bom estado. E para isso não há economia de verbas, como na Alemanha, por exemplo, onde muitas bibliotecas municipais já precisaram ser fechadas. Para atrair o público jovem, o Estado de bem-estar social dinamarquês criou locais vivos e atrativos, nos quais o empréstimo de livros e mídias tornou-se quase secundário.

Além de livros, DOKK 1 oferece opções de lazer para crianças e adultos

Além de livros, DOKK 1 oferece opções de lazer para crianças e adultos

 

Mais que livros
A biblioteca DOKK 1, na dinamarquesa Aaarhus, representa o novo conceito de biblioteca: um local para todos aqueles com fome de conhecimento. A cidade industrial e portuária no sul do país será a Capital Europeia da Cultura de 2017, e, para isso, toda a zona portuária ganhou um projeto arquitetônico completamente novo. E a DOKK 1 está lá, aberta 24 horas e ponto de encontro para jovens e adultos. A transformação num centro de conhecimento foi perfeitamente bem sucedida.

Na biblioteca, não se pode apenas emprestar livros, CDs ou DVDs, mas também estender o passaporte, entregar a declaração do imposto de renda ou emitir a carteira de motorista. A maior biblioteca pública da Escandinávia, inaugurada há alguns meses, é tanto um centro de serviços para o cidadão quanto espaço de conhecimento. Enquanto esperam para serem atendidas, as pessoas leem ou estudam.

A DOKK 1 abriu a cidade de Aarhus para novas possibilidades. Tudo é gratuito e equipado com novas e modernas tecnologias, que incluem uma impressora 3D. Ali, ler romances, escutar música e jogar xadrez no computador é tão importante quanto estudar livros especializados.

Schulz: "As bibliotecas do futuro devem realmente inspirar as pessoas, mesmo sem livros"

Schulz: “As bibliotecas do futuro devem realmente inspirar as pessoas, mesmo sem livros”

 

Espaços inspiradores

“As bibliotecas do futuro devem realmente inspirar as pessoas, mesmo sem livros”, constata Knud Schulz, diretor-geral da DOKK 1. Foram mais de dez anos de planejamento e implementação. Por todos os lados, há espaço para encontros e trocas. Uma área para pais e filhos, sala de brincadeiras, sala de leitura com vista para o porto e zonas de silêncio para estudo dão ao local um caráter cosmopolita.

Para Schulz, o futuro está na aprendizagem ao longo de toda a vida e no intercâmbio de conhecimentos entre gerações – e este é o principal objetivo de seu trabalho na biblioteca. Até um ateliê com máquinas de costura e equipamentos profissionais faz parte da DOKK 1, mostra ele. Jovens poderiam aprender com pessoas mais velhas como consertar uma torradeira estragada em vez de comprar uma nova, acrescenta.

“O conhecimento se forma em espaços que propiciam trocas entre as pessoas”, diz Schulz. Um conceito que a Biblioteca de Colônia já começou a adotar, fazendo do aprendizado uma forma de diversão.

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