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Sucesso de Ruth Rocha, ‘Marcelo, Marmelo, Martelo’ deve virar série

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Data da foto: 12/2002 Ruth Rocha, escritora infanto-juvenil. (Divulgação/Divulgação)

A direção da adaptação do livro que teve mais de 20 milhões de cópias vendidas será de Calvito Leal e Duda Vaisman

Publicado na Veja

Marcelo, Marmelo, Martelo pode virar série. A produtora Coiote conseguiu autorização de Ruth Rocha para a adaptação, e agora busca patrocínio ou parcerias com empresas do ramo para transformar o maior sucesso da escritora em uma produção de streaming.

“É sempre um desafio, mas acreditamos que já partimos com o interesse de um grande público, de várias gerações”, afirma Margarida Ribeiro, integrante da equipe que levará para as telas o livro de mais de 20 milhões de cópias vendidas. A direção será de Calvito Leal e Duda Vaisman.

“Estou na expectativa de ver o que vai sair, como vai ser. Naturalmente, estou feliz, porque televisão é importante, as crianças adoram”, diz Ruth Rocha. “Expande a história. O público de TV que não é leitor pode ganhar interesse em ler. E o público que é leitor vai ter interesse na série.”

Na maioria das vezes, a escritora não autoriza pedidos de adaptação de seus livros. “Vem muita bobagem, o livro vira outra história. Tem de ter a essência do original.”

Ruth Rocha não acredita que os produtos audiovisuais ‘roubam’ as crianças dos livros. “A TV, os tablets roubam um pouco de tempo, sim, mas também estimulam e podem remeter aos livros”, afirma ainda. “Não devemos demonizar nada”, acrescenta.

Milionários da literatura mundial

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US$ 1 bi de patrimônio tem J.K. Rowling. Foto: Justin Tallis/AFP

Brasileiro Paulo Coelho aparece na segunda colocação, com fortuna de US$ 500 milhões

Publicado em O Tempo

É para poucos, mas o universo da literatura pode, sim, transformar autores em grandes celebridades internacionais, alavancar suas carreiras e, naturalmente, encher os cofres de um seleto grupo de escritores ao redor do mundo.

Com base na fortuna gerada pelos best-sellers de renomados autores, o site Boa Finança apresentou um levantamento dos escritores mais ricos do planeta e seus patrimônios.

U$$ 500 milhões é a fortuna de Paulo Coelho.
Foto: Guido Montani/AFP

Autora da saga “Harry Potter”, a britânica J.K. Rowling ocupa a primeira colocação do ranking, com patrimônio estimado em US$ 1 bilhão. Na segunda colocação, o brasileiro Paulo Coelho tem em seus cofres uma fortuna estimada em US$ 500 milhões. Autor de “O Alquimista”, o livro brasileiro mais vendido da história e traduzido para mais de 80 idiomas, Coelho terá duas obras de sua autoria adaptadas para o cinema em breve.

US$ 400 milhões nos cofres de Stephen KingFoto: Scott Eisen/AFP

Considerado o mestre do suspense, Stephen King, autor de clássicos como “O Iluminado”, surge na terceira colocação, com um patrimônio de US$ 400 milhões. A lista ainda conta com autores como James Patterson, Danielle Steel, Nora Roberts e Tom Clancy.

O curioso é que, apesar de a lista trazer os sete escritores mais ricos do mundo, apenas a obra “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, de J.K. Rowling, aparece no top 10 dos livros mais vendidos do mundo, ocupando a sexta colocação.

Outras fortunas

US$ 390 milhões já faturou James Patterson.

US$ 350 milhões tem a autora Danielle Steel.

US$ 340 milhões é o patrimônio de Nora Roberts.

Livros roubados por nazistas na 2ª Guerra voltam a famílias e instituições

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Membros da força-tarefa liderada pelo nazista Alfred Rosenberg, que saqueou mais de 6 mil bibliotecas, examinam livros na Estônia na época da guerra Foto: YAD VASHEM PHOTO ARCHIVES/NYT / NYT

Pesquisadores usam internet para novas pistas de tesouro avaliado em milhões de dólares

Milton Esterow, em O Globo [via New York Times]

A busca por milhões de livros roubados por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial é um trabalho permanente — e largamente ignorado. A pilhagem de bibliotecas realizada pelos alemães não tem o mesmo glamour que seus furtos de obras de arte, muitas delas valendo milhões de dólares.

Mas recentemente, sem estardalhaço, a busca pelos livros se intensificou, conduzida por pesquisadores que muitas vezes encontram as obras “escondidas à olhos vistos” em prateleiras de bibliotecas pela Europa.

Seu trabalho é auxiliado pela internet e por arquivos tornados públicos recentemente, mas também por bibliotecários europeus que transformaram essa busca em prioridade.

— As pessoas fizeram vista grossa por muito tempo, mas acho que isso não é mais possível — disse Anders Rydell, autor de “O livro dos ladrões: o saque nazista às bibliotecas europeias e a corrida para devolver uma herança literária”.

Dado o escopo do crime, a tarefa à frente é gigantesca. Um exemplo: quase um terço dos 3,5 milhões de livros da Biblioteca Regional e Central de Berlim pode ter chegado lá via pilhagem na Segunda Guerra.

— A maioria das bibliotecas alemãs tem livros roubados por nazistas — diz Sebastian Finsterwalder, que pesquisa a origem das obras.

Mas há sinais promissores. Nos últimos 10 anos, bibliotecas na Alemanha e na Áustria devolveram aproximadamente 30 mil livros para 600 proprietários, herdeiros e instituições. Em um caso de 2015, quase 700 obras roubadas da casa de Leopold Slinger, um especialista em engenharia petrolífera, foram restituídos a seus descendentes pelo governo austríaco.

— Há progresso, mas lento — disse Patricia Grimsted, pesquisadora da Universidade de Harvard e uma das especialistas mundiais nas obras roubadas por nazistas.

Números muitas vezes não fazem jus ao que pode significar para uma família a devolução de um livro especial.

No ano passado, na Alemanha, a Universidade de Potsdam deu um importante volume do século XVI de volta para a família do seu dono, um homem morto em um campo de concentração em 1943. A obra, escrita por um rabino em 1564, explica a base dos 613 mandamentos do Torá. O neto do proprietário identificou o título em uma lista on-line de obras saqueadas e foi com seu pai, um sobrevivente do Holocausto, de Israel até a Alemanha para recuperá-lo.

— Foi uma experiência muito emocionante para meu pai e eu — diz o neto, David Schor.

O trabalho para buscar livros deu um salto nos anos 1990, quando Patricia Grimsted descobriu 10 listas de itens roubados de bibliotecas francesas por uma força-tarefa comandada pelo ideólogo nazista Alfred Rosenberg. O grupo pilhou mais de 6 mil bibliotecas e arquivos por toda a Europa — mas deixou também detalhados relatórios de suas ações, muito úteis para recuperar o que foi roubado.

Ainda que Rosenberg, enforcado como criminoso de guerra em 1946, fosse a principal força por trás do saque de bibliotecas, ele tinha um competidor em Heinrich Himmler, o líder da organização paramilitar SS, cujos agentes eram particularmente interessados em livros sobre maçonaria.

Os alvos nazistas eram principalmente famílias e instituições judaicas, mas incluiam também maçons, católicos, comunistas, socialistas, eslavos e críticos do regime. Ainda que livros tenham sido queimados pelos seguidores de Hitler em sua ascenção, mais tarde muitas obras foram transferidas para bibliotecas e para o Instituto de Estudo da Questão Judaica (Institut zur Erforschung der Judenfrage) , criado pela força-tarefa de Rosenberg em Frankfurt em 1941.

— Eles planejavam utilizar esses livros depois que guerra estivesse ganha. O objetivo era estudar seus inimigos e sua cultura para proteger futuros nazistas dos judeus e outros antagonistas — diz a pesquisadora Patricia Grimsted.

Na contramão da crise, Livraria Travessa vai abrir mais unidades e prevê maior faturamento

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Segundo o Valor, a livraria projeta que nesse ano apresente um faturamento bruto de R$ 78 milhões, valor 15% superior ao de 2017

Publicado no Infomoney

SÃO PAULO – Ao mesmo tempo em que as gigantes Livraria Cultura e Saraiva enfrentam uma gigantesca crise, fechando lojas e até mesmo entrando com pedido de recuperação judicial, a rede Livraria da Travessa planeja inaugurar duas unidades em março do ano que vem.

Hoje ela conta com nove livrarias abertas no Rio de Janeiro e São Paulo e diz que somente 14% de suas vendas são feitas através da internet. Diretor-geral da livraria, Rui Campos disse em entrevista para o jornal Valor Econômico que além de expandir o número de unidades, está “alterando seu mix de produtos” para atender à demanda crescente de produtos de papelaria.

Ainda segundo o jornal, a livraria projeta para este ano um faturamento bruto de R$ 78 milhões, valor 15% superior ao de 2017.

Como comparação, a receita bruta da Cultura no ano passado foi de R$ 800 milhões. Isso mostra o quão pequena a Travessa ainda é ao lado das gigantes.

A proporção é a mesma ao falarmos das dívidas que cada rede possui: juntas, a Saraiva e Cultura somam dívidas de R$ 960 milhões e a Livraria da Travessa, menos de R$ 200 mil, referente ao resíduo de um empréstimo feito com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Ela vai na contramão da crise. Campos disse ao Valor que as vendas de livros “sempre cresceram”; as de CDs e DVDs caíram e parte do espaço destinado a esses produtos agora apresenta itens de papelaria.

Sua relação com as editoras brasileiras, diferente também do que acontece com a Saraiva e Cultura, está melhor do que nunca. Campos diz que a Travessa está “sempre rigorosamente em dia com seus pagamentos” e que usa um software de compartilhamento de dados com as editoras, que indica o status das vendas e estoques e lhes dá “segurança”. Somente às editoras, as gigantes devem mais de R$ 280 milhões.

Quem se aproveita da situação é a Amazon, uma das “responsáveis” pela crise do mercado na visão das redes. Ela enviou às editoras, ainda nessa semana, uma carta oferecendo a possibilidade de antecipar o pagamento de recebíveis a taxas mais baixas do que a média do mercado.

A Amazon ainda detém apenas 10% do mercado de varejo de livros no Brasil, mas vê esse número crescer cada vez mais.

Fenômeno editorial planetário, ‘A amiga genial’ enfim chega à TV no domingo

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Atrizes escolhidas para viverem Lila e Lenù em ‘A amiga genial’ Foto: Divulgação

Série contará as primeiras histórias da saga napolitana de Elena Ferrante que já vendeu 10 milhões de cópias

Carlos Heli de Almeida, em O Globo

RIO — Saverio Costanzo andou cortejando a misteriosa escritora Elena Ferrante muito antes do sucesso planetário de “A amiga genial”. Lançado na Itália no fim de 2011, o livro e suas três sequências venderam, até aqui, mais de 10 milhões de cópias em cerca de 40 países (no Brasil, a série é publicada pela Biblioteca Azul/Globo Livros). Mas era 2007, e o cineasta estava de olho no romance “A filha perdida”, que Ferrante publicara um ano antes e ele queria adaptar para as telas. Decepcionada com propostas anteriores, ela não deu sinal verde.

Daí a surpresa de Costanzo quando foi informado de que havia sido escolhido pela própria escritora para dirigir a série de TV “My brilliant friend”, que estreia neste domingo, às 22h, na HBO. Os dois nunca se viram — mesmo consagrada mundialmente, a autora mantém até hoje sua identidade em segredo e concede poucas entrevistas (sempre por escrito).

— Adoro os livros, mas não me via à frente de uma superprodução desse porte, que cobre décadas da relação entre duas personagens — reconheceu o realizador romano de 43 anos durante o Festival de Veneza, em setembro, onde exibiu os dois primeiros capítulos de “My brilliant friend” em première mundial. — Mas o convite me deixou mais animado do que tenso, porque compartilhávamos do mesmo imaginário e, portanto, sabia qual caminho tomar. Os livros são muito precisos.

A temporada tem apenas oito episódios. Como no livro inicial, eles cobrem a infância de Elena (a Lenu) e Lila, duas amigas que crescem num pobre subúrbio de Nápoles, no Sul da Itália, nos anos 1950. Vizinhas no mesmo bairro operário da cidade costeira italiana, elas vivem os percalços de uma infância cheia de violência e limitações financeiras, as descobertas da adolescência e os primeiros contatos com o mundo adulto. É uma história de uma amizade de uma vida inteira, que sobrevive não só a imposições externas mas também a sentimentos pessoais — nem todos necessariamente edificantes, como inveja e repulsa.

Elisa Del Genio, ou ‘Lenú’, vive ‘Elena Greco’ criança. A personagem é protagonista e narra o romance. Lenu, como é chamada, cresce na pobreza em Nápoles. Divulgação / Divulgação

— Ferrante fala de amizade de um jeito perigoso, tocando em assuntos espinhosos e investigando a verdade do ser humano — argumenta o diretor, que chama Ferrante de escritora “de culhões”. — Digo perigoso porque suas histórias iluminam aspectos obscuros de nós mesmos, com que, por mais pesados e grotescos que sejam, somos capazes de nos identificar. O apelo universal de seus livros vem daí. Ela confronta o leitor com o que ele realmente é, dando-lhe a chance de se aprimorar. É o que a arte costuma fazer.

A série de TV é fiel ao espírito dos livros, mas faz pequenas mudanças na estrutura e na cronologia dos eventos. O roteiro foi desenvolvido pelo diretor, em colaboração com os roteiristas Francesco Piccolo e Laura Paolucci, e a própria Ferrante. Mesmo após tudo isso, o diretor jura que nunca viu a escritora pessoalmente e que as trocas entre os dois aconteceram por email.

Ludovica Nasti é ‘Lila’, ou ‘Raffaella Cerullo’, a amiga genial do título, em sua infância. Filha de um sapateiro, bonita e carismática, ela é uma personagem manipuladora e imprevisível. Divulgação

Ferrante acompanhou todo o processo de escrita, fez sugestões e até escreveu algumas cenas. Foi uma espécie de guia pela trama. Produção da HBO em parceria com a RAI italiana, “My brilliant friend” tem Paolo Sorrentino (de “A grande beleza”) como produtor associado. Principal cenário dos primeiros capítulos da série, o conjunto habitacional onde moram as protagonistas foi construído no terreno de uma antiga fábrica de vidro a 37km de Nápoles. Elisa Del Genio e Margherita Mazzucco vivem Lenu criança e adolescente, e Ludovica Nasti e Gaia Girace encarnam Lila nas duas fases. O elenco foi selecionado entre atores da região.

— Grande parte dos diálogos é em dialeto napolitano, como nos livros. Claro que poderíamos escalar atores de outras regiões, que aprenderiam o dialeto, mas não soaria autêntico — explica o diretor. — Ferrante fez uma tetralogia sobre a alma napolitana, que acredito ser a matriz da identidade italiana.

As jovens que encarnam Lenu e Lila não tinham qualquer experiência anterior com atuação. Elisa entrou para o seriado quase por acaso, porque foi acompanhar o irmão mais velho, de 15 anos, numa sessão de testes. O rapaz não conseguiu um lugar no elenco, mas a irmã chamou a atenção dos produtores, foi convidada a participar das audições e acabou com o papel de Lenu.

— Comecei a fazer os testes a dois meses do fim da seleção, os outros candidatos estavam no processo há sete. Então, fui descoberta nos últimos momentos da fase de casting — lembra a pequena Elisa, de 11 anos. — Tenho alguma experiência como modelo infantil, mas só fiz dois trabalhos até agora.

Ludovica, de 12 anos, também posa para fotos de propaganda. Conhecia pouco — ou quase nada — sobre a tetralogia de Ferrante: até entrar para a série de TV, só havia lido “as três primeiras páginas do primeiro livro da série”. Terminou de ler a obra porque sentiu “curiosidade para saber o que acontecia” com sua personagem”, mas diz que não havia necessidade d isso:

—Minha avó me contou como era viver na Nápoles dos anos 1950. Até o dialeto napolitano, que naquela época era diferente do de hoje, eu aprendi com ela.

Elisa Del Genio e Ludovica Nasti vivem as protagonistas mais velhas Foto: Divulgação

Das quatro, Gaia Girace, 15 anos, a Lila adolescente, é a única que tinha planos de se tornar atriz. Entrou recentemente para uma escola de cinema em Nápoles e aposta no sucesso da série de TV, que impulsionará “a carreira internacional” que almeja.

A tímida Margherita Mancuzzo, que interpreta a Elena teen, só se apresentou para os testes porque vários colegas de colégio foram. Foi escalada no último dia, e diz que se apaixonou pela série:

— Gosto de como as personagens de Elena e Lila se equilibram no primeiro livro, uma apoiando a outra. São livros mágicos, especialmente no jeito como as personagens são descritas, física e psicologicamente.

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