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Flip 2019: Conheça as cinco principais atrações da Festa Literária Internacional de Paraty

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Com homenagem a Euclides da Cunha, edição quer promover debates políticos. Mulheres são maioria entre convidados.

Publicado no G1

A 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) reunirá 41 autores, músicos, atores e artistas entre 10 e 14 de julho em Paraty. Pela primeira vez, a festa literária terá mesas mais curtinhas, de 45 minutos, intercalando com as tradicionais de 1h15. Também terá uma competição de poesia falada com poetas internacionais, o Flip Slam.

Seguindo a tendência iniciada em 2016 de incluir mais convidadas na programação, a Flip deste ano tem maioria de mulheres: são 22, ou 53,6%. Ela também é, sobretudo, brasileira: São 22 convidados nacionais, 12 de países de língua não inglesa e 7 de países inglesa.

Com homenagem a Euclides da Cunha, a edição quer promover debates que o escritor levantou ao longo de seu trabalho e o tom político será forte durante os cinco dias de debates e apresentações.

O G1 selecionou os cinco temas que certamente vão dominar as discussões ao longo de todo o evento. Veja no vídeo acima.

Veja, abaixo, os 5 temas imperdíveis da Flip 2019:

O escritor angolano Kalaf Epalanga, integrante da banda de kuduro Buraka Som Sistema que vem para a Flip 2019 — Foto: David Pattinson/Divulgação

1. Política e temas atuais

Os debates que extrapolam a literatura e abordam questões atuais, como política, racismo, crise migratória, questão indígena são tradição da Flip. Nesta edição de 2019, o cardápio está vasto.

É o caso do debate que junta o escritor e músico angolano Kalaf Epalanga e o rapper e romancista franco-ruandês Gael Gaye. Um dos temas deve ser a vida dos negros na Europa. Kalaf Epalanga, que é conhecido como poeta-cantor, é autor de “Também os brancos sabem dançar”, que tem forte inspiração autobiográfica e narra a história de um músico e escritor angolano que vai tocar na Europa.

Já o Gael Gaye é autor de “Meu pequeno país”, que fala da guerra e do genocídio em Ruanda do ponto de vista de uma criança.

A questão racial deve pautar também a participação da escritora, psicóloga e artista portuguesa Grada Kilomba. Ela é autora de “memórias da plantação: episódios do racismo cotidiano”. Grada está escalada para um dos horários nobres do evento, sexta-feira à noite e sozinha no palco. e isso deve render, porque a Grada usa livros, faz performance, leitura, filme, instalação.

Outro tema atual, a questão indígena, deve ser assunto em ao menos dois momentos da Flip 2019. Um deles é na mesa da antropóloga brasileira Aparecida Villaça, que é autora de “Paletó e eu”. O livro é um relato pessoal sobre a vida dela ao lado do paletó do título, que é considerado “o pai indígena” dela. Outro é no debate que tem o escritor e líder indígena Ailton Krenak. Ele vai estar num encontro com o diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa.

A escritora americana Kristen Roupenian, autora de ‘Cat person’, primeiro nome confirmado para a 17ª Festa Literária Internacional de Paraty — Foto: Elisa Roupenian Toha/Divulgação

2. As mulheres e suas angústias

Um dos destaques é a americana Kristen Roupenian, de 36 anos. Ela escreveu o conto “Cat person”, que viralizou em 2017 com a história de um encontro ruim e gerou debates sobre consentimento em relações casuais. Kristen reuniu outros 11 contos que também discutem essas ideias de amor, desejo, poder e consentimento e publicou seu livro de estreia, uma coletânea que no Brasil chama “Cat person e outros contos”. Com histórias leves e contemporâneas, ela é a representante millennial da Flip e tem tudo pra atrair um público jovem e arejado para o evento.

Ela vai dividir mesa com a canadense Sheila Heti, eleita pelo “New York Times” como uma das quinze autoras internacionais que estão “moldando a maneira como lemos e escrevemos ficção no século 21. Sheila vem promover seu novo livro, “Maternidade”, que fala com muito humor e franqueza sobre a decisão de não ser mamãe. Além da obra, ela tem outros sete livros de ficção e não ficção. O encontro entre as duas promete render porque vai questionar como as mulheres têm sido representadas nos livros.

E pra fechar o time das gringas tem a Nigeriana Ayobami Adebayo autora de “Fique comigo”. O romance toca em todas essas feridas que a gente precisa tratar hoje como o patriarcado e o papel da mulher em sociedades conservadoras. Este livro foi eleito um dos melhores de 2018 por várias listas, do “New York Times”, do Guardian. E vale citar que a Adebayo não anda sozinha, ela teve ótimas companhias nessa jornada, foi aluna da Margaret Atwood, autora de O Conto da Aia, e colega de turma da Chimamanda. Então é um nome que vale ficar de olho.

Por fim, tem a cearense Jarid Arraes que também fala sobre o sertão, mas com uma perspectiva de raça e gênero. Um de seus livros mais importantes, “Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis”, resgata a história de mulheres negras que foram apagadas da história. Jarid Arraes é cordelista, poeta e acaba de lançar um livro de contos, “Redemoinho em dia quente”.

 

3. Destaques internacionais

Dos autores internacionais convidados para a Flip que podem sair como grandes nomes desta edição, podemos destacar alguns aqui.

A primeira é Ayelet Gundar-Goshen, que é considerada uma revelação da literatura de Israel. Ayelet, que além de escritora é roteirista e psicóloga, não é muito conhecida do Brasil. Tem aqui este livro dela que saiu há pouco tempo, “Uma noite, Markovitch”.

O livro é inspirado em uma história real, fala de rapazes que vão da Palestina para a Europa, que estava sob domínio nazista, para participar de casamentos fictícios, arranjados, e assim resgatar mulheres judiais.

Na Flip, Ayelet vai participar de um debate com a escritora Ayobami Adebayo, também um dos destaques da programação. É pra prestar atenção.

Mas o segundo destaque internacional que vale citar aqui é o jornalista americano David Wallace-Wells. Um dos principais trabalhos dele é um livro excelente sobre mudança climática chamado “Planeta inabitável”, que está saindo no Brasil. O livro, que é um best-seller do “New York Times“, é resultado de uma grande reportagem feita pelo Wallace-Wells em 2017 sobre aquecimento global.

O texto é excelente, é bom a ponto de interessar até a quem não se liga muito em ciência e assuntos do tipo.

Na Flip, ele vai ocupar um dos horários nobres da festa, a mesa dele é no sábado à noite. Um debate com a jornalista brasileira Cristina Serra, autora do livro “Tragédia em Mariana: a história do maior desastre ambiental do Brasil”.

Pra fechar, deve fazer sucesso a participação da jornalista e escritora venezuelana Karina Sainz Borgo, autora de “Noite em caracas”, que é o livro de estreia dela na ficção e deve render muitos debates lá em Paraty.

Adriana Calcanhotto — Foto: Murilo Alvesso / Divulgação

4. Destaques brasileiros

A feira se chama Flip, mas não tem só literatura. E aí que os brasileiros se destacam nesta edição.

O ensaísta José Miguel Wisnik terá uma mesa dedicada à atividade das mineradoras. Seu livro mais recente, “Maquinação do mundo: Drummond e a mineração” explora a relação entre a obra do poeta mineiro e a mineração e vai passar obviamente pelos últimos desastres ambientais envolvendo a atividade no estado de Drummond: as tragédias de Mariana e Brumadinho.

Adriana Calcanhotto também escreve e estará na feira. Seu livro de 2008, “Saga Lusa”, foi escrito depois de um surto psicótico causado pelo uso de remédios para gripe. Calcanhotto é embaixadora e professora convidada da Universidade de Coimbra, em Portugal, e sua mesa no evento vai falar da mistura boa entre literatura, música e arquitetura.

José Celso Martinez Corrêa adaptou e dirigiu por quatro anos, no Teatro Oficina, um espetáculo baseado em “Os Sertões”. Ele mesmo atuou na peça como Antônio Conselheiro e incorporou jovens e adolescentes do bairro do Bexiga no elenco. Na Flip, ele divide mesa com o porta-voz indígena Ailton Krenak para discutirem sobre valorização das diferentes culturas brasileiras.

O escritor Euclides da Cunha — Foto: Reprodução

5. Euclides da Cunha, o homenageado

O primeiro destaque é Euclides da Cunha, o grande homenageado da Flip 2019. Ele é autor do clássico “Os sertões”. O livro foi lançado em 1902 e é uma obra de não ficção. Ele é resultado da cobertura do Euclides da famosa revolta de Canudos, que aconteceu no interior da Bahia no final do século 19. O escritor foi enviado ao local como repórter pelo jornal “O Estado de São Paulo”. Lá, ele registrou o conflito entre o exército brasileiro e o movimento liderado pelo Antônio Conselheiro.

Como acontece em todas as edições, o homenageado permeia diversos momentos da programação da Flip. Então, haverá, sim, muitas discussões sobre o Euclides da Cunha, e não só sobre o aspecto literário.

A curadora da Flip, Fernanda Diamant, quando anunciou o nome do Euclides da Cunha como homenageado, citou que “Os sertões”, que ela chama de “um dos primeiros clássicos brasileiros de não ficção”, mistura jornalismo, geografia, filosofia, teorias sociais e científicas – muitas delas ultrapassadas, segundo a curadora – para falar de um país em transição.

Versão original e completa do “Diário de Anne Frank” publicada pela primeira vez

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Um dos livros mais importantes sobre a era do holocausto foi publicado pela primeira vez em Berlim sem correções e retoques que a autora e o pai fizeram. A nova edição inclui a versão A e B da obra.

Publicado no Observador

O “Diário de Anne Frank”, um dos livros mais importantes sobre a era do holocausto, foi publicado pela primeira vez na versão original completa, sem correções e retoques que a autora e o pai fizeram antes da publicação.

Anne Frank, cujo o “Diário” foi declarado património da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), morreu em 1945 no campo de concentração de Bergen-Belsen (Alemanha), deixando duas versões do “Diário”.

A primeira, que se conhece agora como sendo a versão A, a jovem começou a escrevê-la espontaneamente, enquanto a sua família estava escondida dos nazis, em Amesterdão, na Holanda, refere a agência de notícias espanhola EFE.

Assim que ouviu na rádio um apelo para documentar o sofrimento dos judeus holandeses, Anne Frank reescreveu parcialmente o “Diário”, na esperança de ver o texto publicado após o fim da guerra, que ficou conhecido como a versão B do livro.

A jovem sonhava ser escritora e pensava publicar o seu “Diário” com o título: “A casa de trás”.

Após o fim da II Guerra Mundial e a morte da filha, o pai de Anne Frank preparou uma terceira versão, na qual optou por eliminar passagens relacionadas com as crises típicas da puberdade.

A nova edição original e completa inclui a versão A e a versão B do livro.

O “Diário de Anne Frank”, escrito originalmente em holandês, foi traduzido em dezenas de idiomas e é considerado um dos “documentos chave” da época nazi.

Anne Frank nasceu em Frankfurt (centro da Alemanha) em 12 de junho de 1929, no seio de uma família judia que em 1934 fugiu dos nazis para a Holanda.

Em 1940, as tropas nazis invadiram a Holanda e em 1942 intensificaram a perseguição aos judeus naquele país, o que obrigou a sua família a esconder-se nos fundos de uma casa (anexo), em conjunto com outras famílias judias, no qual permaneceram durante dois anos.

Anne Frank começou a escrever o “Diário” em 12 de junho de 1942 quando completou 13 anos. “Espero poder confiar-te tudo o que não pude confiar a ninguém”, refere a primeira anotação.

A última passagem descrita no livro está datada de 01 de agosto de 1944, três dias antes de os nazis terem descoberto o esconderijo e detido a sua família e os restantes judeus.

O “Diário” ficou em Amesterdão e foi conservado pelos empregados de Otto Frank, pai de Anne Frank, a quem entregaram os escritos depois do fim da guerra.

Anne Frank morreu em março de 1945 e poucas semanas depois o campo de concentração de Bergen-Belsen foi libertado pelos britânicos.

Das oito pessoas que foram detidas na casa “esconderijo” de Anne Frank o seu pai foi o único que sobreviveu ao cativeiro.

Harry Potter: Ilustrações inéditas dos livros da saga são divulgadas

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Sabryna Esmeraldo, no Aficionados

Em comemoração aos 20 anos da publicação de Harry Potter e a Pedra Filosofal nos Estados Unidos, o jornal americano The New York Times divulgou algumas ilustrações inéditas das versões americanas dos livros da saga. Além disso, foi publicada ainda uma carta que o editor americano escreveu na época do lançamento, prevendo o sucesso da obra.

Vale lembrar que as artes usadas nas capas dos Estados Unidos foram as mesmas que estampam até hoje as versões brasileiras dos sete volumes de Harry Potter. Além disso, o formato das letras do nome “Harry Potter” criado pela artista Mary GrandPré (com o raio no “P”) também foi o utilizado nos oito filmes da franquia.

As ilustrações inéditas e a carta do editor

Foi apenas após rejeições de inúmeras editoras, que Joanne Rowling conseguiu publicar seu manuscrito sobre o menino órfão que não sabia que era um bruxo. Na Inglaterra, foi a Bloomsbury que apostou no sucesso do livro, mal sabendo o fenômeno mundial que viria a se tornar.

Um ano depois, Harry Potter and the Philosopher’s Stone chegou aos Estados Unidos, onde foi publicado com o título de Harry Potter and the Sorcerer’s Stone, pela Scholastic. A edição americana também ganhou novas artes de capa e um letreiramento distinto para o título, ambos assinados pela artista Mary GrandPré.

Na ocasião dos 20 anos da publicação da obra, o The New York Times divulgou algumas artes inéditas até então, além de uma carta escrita pelo editor americano para a mídia e as livrarias. Confira abaixo a tradução do conteúdo da carta (acima) e as ilustrações até então não vistas.

Ilustração inédita feita para Harry Potter e o Príncipe Mestiço

“Estar presente na estreia de um glorioso novo talento é uma das maiores alegrias que um editor pode ter. Com Harry Potter e a Pedra Filosofal, nós nos unimos a editoras na Inglaterra, na França, na Alemanha, na Itália, na Holanda, na Grécia, na Finlândia e na Dinamarca nos aplausos à chegada de J.K. Rowling, e nas emoções com as aventuras de Harry Potter e seus amigos.”

Letreiramento original feito por Mary GranPré para Harry Potter e a Pedra Filosofal

“Eu posso ser apenas um ‘trouxa’ (veja no livro), mas como um leitor eu conheço magia quando a sinto. Como mais descrever um livro que faz você rir junto com os personagens? Que faz você se preocupar com eles? Que faz você resistir a passar as páginas para descobrir o que acontece porque você tem receio de estar perdendo algum detalhe fantástico?”

Ilustração para Harry Potter e a Ordem da Fênix. Destaque para o Largo Grimmauld n°12.

“Eu prevejo que você também vai encarar um outro dilema: dividir isto com os amigos, ou mantê-lo para você, sabendo o quanto esta edição do leitor do primeiro livro de J.K. Rowling vai valer nos próximos anos.”

O próximo filme do Potterverse a ser lançado será Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, no dia 15 de novembro.

Autores nacionais são destaques da Bienal Internacional do Livro 2018

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Vitor Martins em seu espaço dentro do estande da Globo Alt

O fim do preconceito com os nacionais está obtendo resultados positivos

Victor Tadeu, no Desencaixados

Já faz alguns anos que os autores nacionais andam lutando para acabar com todo preconceito existente dentro da literatura. Apesar de não aparentar, existem inúmeros leitores que deixam de consumir uma história pelo simples fato de ter sido escrita por um brasileiro, pode aparentar uma situação inacreditável, mas, infelizmente é real e até hoje esse preconceito literário consegue ser fluente na decisão de leitura dentre algumas pessoas, só que, os índices demonstram que cada vez mais essa questão está sendo resolvida.

Muitas das vezes, os autores nacionais só tinham chance de publicar suas histórias dentro de uma casa editorial iniciante no mercado, ou, de modo independente — o caso de muitos —, aqueles que conseguiram publicar por uma grande editora foi devido à sua fluência no mercado editorial e/ou ao título bem interessante, capaz de quebrar o preconceito de qualquer leitor com teor preconceituoso com os nacionais.

Já saiu uma nota em eventos de editoras explicando a visão que elas têm diante dos autores nacionais. Como responsáveis literário, todos que trabalham em equipes editoriais sabem que os títulos mais vendidos são os estrangeiros, e muitas editoras estavam publicando autores internacionais para conseguirem cacife ao ponto de dar oportunidade aos nacionais com a mesma atenção e visibilidade de qualquer outra obra escrita por um best seller de outro país. Assim, eles teriam o simples mecanismo que balancear o catálogo literário e demonstrar para o público que uma história bem desenvolvida não é influenciada pela nacionalidade.

Fernanda Nia em bate-papo no sábado (04) antes da sua sessão de autógrafo e lançamento

Apesar de algumas pessoas insistirem em reclamar que as casas editoriais não estão dando oportunidades para autores nacionais, mesmo com um curriculum bem estendido ou não dentro da literatura, a 25a edição da Bienal Internacional do Livro que esse ano está sendo sediada em São Paulo, anda demonstrando todo o resultado de forma nua e crua, pois a quantidade de escritores nacionais que estão se destacando em 2018 está sendo incrível. O evento literário começou dia 03 e durará até o dia 12 de agosto, realizado no pavilhão de exposição da Anhembi, na Marginal Tietê.

Editora lança o seu primeiro título nacional durante a Bienal do Livro

A Plataforma21 é um selo da Editora V&R, ela é muito bem conhecida e deseja pelo público que gosta de fantasia, principalmente aqueles que estão sempre buscando inovação dentro do gênero. Desde a FLIPOP, um evento literário organizado pela Editora Seguinte, um selo editorial participante do Grupo Companhia das Letras, já estava sendo feito a divulgação do primeiro lançamento de um nacional do catálogo da casa editora.

A carioca Fernanda Nia foi a estreante brasileiro na Plataforma21, ela lançou durante a Bienal do Livro o seu título Mensageira da Sorte. O livro conta a história de Sam, uma garota que torna ser uma mensageira temporária no Departamento de Correção de Sorte — uma organização secreta para nivelar o azar das pessoas—, justamente durante o carnaval carioca durante um protesto conta AlCorp.

A autora consegue fazer um grande questionamento social dentro da sua história, fora confirmado por ela mesmo em uma entrevista com a Veja, que a AlCorp está integrado no enredo do título para nos fazer questionar como uma falta de atenção — social, política ou de qualquer outro setor importante — pode trazer mudanças drásticas, já que a AlCorp é uma empresa capaz de controlar o preço das necessidades básicas do país, refletindo muito em nosso quadro histórico em 2013.

Fernanda Nia vendeu uma média de 400 exemplares em quatro dias de Bienal, isso é um número muito relevante e considerável para uma escritora iniciante no mercado literário. Ela diz que deseja vê em outros lançamentos de distopias que também refletem nos problemas políticos e sociais do Brasil fazendo sucesso como a sua obra, já que ela é passada durante o carnaval carioca. O seu lançamento foi realizado sábado (4) no estande da Plataforma21 (048), onde reuniu dezenas de leitores para ouvir suas palestras e ganhar um autógrafo.

Livro com temática LGBT chama a atenção no estande da Globo Alt

O escritor também carioca, da parte serrana do Rio de Janeiro, Vitor Martins publicou em 2017 a sua primeira obra pela Globo Alt. Titulada como Quinze Dias, o livro teve um grande índice de vendas e comentários positivos em seu ano de lançamento, porém o autor publicou também pela Globo Alt o seu segundo título chamado Um Milhão de Finais Feliz que felizmente está sendo extremamente bem recepcionado pelo público da Bienal.

Todas as duas obras do autor tratam da temática LGBT, especificadamente sobre as fases de reconhecimento da sua orientação sexual. Seu público foco são os adolescentes, já que os mesmos estão sempre buscando formas de serem retratados em meio de entretenimento, principalmente na literatura que anda quebrando e abordando vários tabus que envolvem orientação sexual, cultural, racional e várias outras que precisam ser tratadas com atenção.

Vitor Martins está recebendo um sucesso muito incrível desde a FLIPOP, porém na Bienal do Livro a busca pelo autor está sendo maior, assim, criando uma enorme fila para autógrafo em dias mais movimentados do evento. Ele está no estande da Globo Alt, que também contá com a presença de outros escritores incríveis, como a dupla do TCD com a obra Textos Cruéis Demais Para Serem Lidos Rapidamente.

Foi confirmado recentemente nas redes sociais da equipe literária da Globo, que Vitor Martins está com seus dois títulos no pódio de mais vendidos durante o evento, sendo que Um Milhão de Finais Felizes está em 2a lugar e Quinze Dias lidera a 4a posição. Por outro lado, os desenvolvedores da TCD lideram em primeiro lugar com Textos Cruéis Demais Para Serem Lidos Rapidamente.

Sessão de palestra e autógrafos de Ana Beatriz Brandão no espaço da BIC.

Em mais uma edição da Bienal do Livro os nacionais dominam em atrações

A 25a edição da Bienal do Livro de São Paulo está contando com 197 estandes e 14 arenas espalhadas pelo pavilhão, além disso, somente 22 escritores estrangeiros estarão participando de palestras e sessões de autógrafos, enquanto isso, 291 nacionais estarão presentes. Pode não parecer, mas esses números são incríveis, já que a diversidade de autores é muito fluente para a quebra do preconceito literário com os brasileiros.

Ana Beatriz Brandão mais uma vez conseguiu ser uma das autoras mais almejadas no evento, esse ano ela deu uma palestra no espaço da BIC no domingo (5), na qual, também comentou sobre os seus projetos literário. Como foco, ela divulgou seu lançamento Sob a Luz da Escuridão, onde uma aglomeração de fãs reuniram para pegar o autógrafo da menina e tirar uma foto.

Não só ela, mas também como muitos autores do Grupo Companhia das Letras também tiveram seus momentos incríveis na Bienal. Raphael Montes, mais uma vez foi bem recebido pelo público, porém Iris Figueiredo (Céu sem Estrelas), Djamila Ribeiro (Quem Tem Medo do Femismo Negro?) Roberta Spindler (Heróis de Novigrath) estão liderando o pódio de títulos com exemplares mais vendidos do grupo editorial, sem falar, que alguns outros nacionais e estrangeiros também estão presente, como A Parte Que Falta, de Shel Silverstein.

Outros autores de diversas editoras também estão sendo atrações bem desejadas dessa edição do evento, portanto, muitos deles já afirmaram retornar em no pavilhão de exposição para rever seus leitores. Esse é o caso de Ana Beatriz Brandão que já afirmou em suas redes sociais retornar para a Bienal ao sábado (11) com o intuito de reencontrar seus leitores.

Agatha Christie, Marcos DeBrito, Luiz Machanoscki, Raul Dias e Rafaela Villela na Bienal do Livro. (imagem do Lar da Aghata)

Alguns títulos acabaram sendo esgotados devido ao grande número de vendas

Um dos estandes mais desejados dessa edição do evento, está sendo aquelas que os livros estão sendo vendidos por R$ 10,00, porém algumas editoras também adotaram a ideia e estão conseguindo esgotar os exemplares devido a promoção. A Editora Selo Jovem teve alguns títulos esgotados devido o preço e a apresentação das obras, entre elas estão: Lázaro – A Maldição dos Mortos (A. Wood), o 1° volume de Angellore (Gabrielle Venâncio Ruas), os livros Sozinhos no Escuro e Condenados (série de Jessé Diniz), O Portal de Oriun (Aldemir Alves) e Enviadas, da série Eternos (Sérgio Pereira).

A Editora Coerência também obteve seus momentos de puro destaque, já que, a escritora Jadna Alana conseguiu esgotar todos os seus exemplares de A Princesa de Ônix durante o evento. Foi confirmado pela editora-chefe que uma nova tiragem provavelmente sairá somente com a continuação e conclusão da duologia. Por outro lado, a autora Daiane Galelo passou pela mesma situação, mas seus exemplares foram abastecidos no mesmo dia.

Já tratando de antologias, foi esgotado no mesmo dia de lançamento (4) os exemplares de Deamomum Sigillum – As Crônicas da Goécia, uma antologia classificada como terror organizada pelo autor Raul Dias, publicado pela Editorial Hope. Uma 2a edição já vai ser organizada, e no evento de lançamento eles tiveram a presença da youtuber drag queen Agatha Christie e o Jesus da DarkSide Books. Ainda navegando pelo lado obscuro da literatura, Robson Gundim também teve os exemplares esgotados.

Até o momento não sabe se todos os exemplares esgotados vão ter reposição no evento, já que, alguns títulos acabaram até na sede das editoras. Porém, todo esse sucesso colabora para enxergamos como o fim do preconceito literário está indo embora, assim, resultando em diversos escritores conseguindo ter espaço na literatura, seja ele com qual gênero literário for.

9 livros incríveis para ler no mês de março

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Isabela Moreira, na Galileu

O mês de fevereiro foi complicado para a minha vida de leitora: apesar de estar com vários títulos legais na minha estante e estar morrendo de vontade de começar vários deles, simplesmente não conseguia ler mais do algumas páginas. É aquele bloqueio que vem de tempos e tempos e pelo qual todo leitor já passou algum dia.

Resolvi tentar reverter esse quadro dedicando menos tempo para as redes sociais nas horas vagas e mais aos livros. O esforço (e uns dias de folga) fez a diferença e não só li vários livros como estou empolgada e pronta para começar novas leituras o mais rápido possível.

Abaixo, separei uma mistura dos dois: obras que já li e outras que quero ler neste mês, quase todas lançamentos. Confira — e boa leitura:

1 – A Forma da Água, Guillermo Del Toro e Daniel Kraus (Intrínseca, R$ 39,90, 352 páginas)

A história que levou o Oscar de Melhor Filme agora também pode ser desfrutada por meio da leitura. Escrito pelo diretor do longa, Guillermo Del Toro, em parceria com o escritor Daniel Kraus, o livro mistura fantasia e suspense para contar a trajetória de Elisa, uma faxineira muda que se apaixona por uma criatura marinha.

2 – Herland – A Terra das Mulheres, Charlotte Perkins Gilman (Édipro, R$ 32,90, 160 páginas)

Apesar de ter sido publicado pela primeira vez em 1915, Herland explora conceitos mal compreendidos até hoje. Na obra, que acaba de ganhar uma nova edição no Brasil, a autora cria um país onde só existem mulheres e, com isso, properidade econômica e sociocultural e paz. Quando três jovens exploradores chegam ao local, tornam-se prisioneiros dessas mulheres, que têm muito a lhes ensinar sobre igualdade de gênero e relacionamentos saudáveis.

3 – Fogo e Fúria – Por Dentro da Casa Branca de Trump, Michael Wolff (Objetiva, R$ 49,90, 344 páginas)

Um dos livros mais comentados nos Estados Unidos ao longo dos últimos meses. O jornalista Michael Wolff teve acesso a informações exclusivas e surpreendentes do governo de Donald Trump, e relata desde o despreparo do presidente e sua equipe até o que esse momento histórico diz sobre a política contemporânea.

4 – Lincoln no Limbo, George Saunders (Companhia das Letras, R$ 59,90, 408 páginas)

Ganhador do prêmio Man Booker Prize de 2017, a obra de ficção conta como o presidente americano Abraham Lincoln lidou com a morte de seu filho Willie, de 11 anos, incorporando a fantasia. O livro ganhou destaque por sair do formato tradicional do romance, misturando gêneros e inovando na emocionante narrativa.

5 – Enclausurado, Ian McEwan (Companhia das Letras, R$ 39,90, 200 páginas)

Apesar de ter sido lançado em 2017, a obra mais recente de Ian McEwan (Reparação) merece uma menção honrosa: o narrador do livro é um feto de oito meses que, aos poucos, compreende que não só seus pais já estão separados como que sua mãe planeja matar o ex-esposo. O suspense é tão grande que torna difícil a tarefa de largar o livro.

6 – A Casa de Vidro, Anna Fagundes Martino (Dame Blanche, edição digital gratuita, 81 páginas)

O romance fantástico conta a história de Eleanor e o jardineiro Sebastian, que além de misterioso possui métodos desconhecidos para lidar com plantas, fazendo com que floresçam de uma forma inimaginável.

7 – A Mulher na Janela, A.J. Finn (Editora Sextante, R$ 39,90, 352 páginas)

Com elementos do filme Janela Indiscreta, de Alfred Hitchcock, o lançamento acompanha Anna, vítima de agorafobia que fica obcecada com uma família que acaba de mudar para o apartamento da frente. Até que ela vê algo que não devia e começa a enlouquecer com as consequências do que se passou.

8 – O Que o Sol Faz com as Flores, Rupi Kaur (Editora Planeta, R$ 34,90, 256 páginas)

Depois do sucesso de Outros Jeitos de Usar a Boca, a poeta lança uma segunda coletânea de poemas sobre crescimento, cura, ancestralidade e raízes.

9 – O Que é Lugar de Fala, Djamila Ribeiro (Grupo Editorial Letramento, R$ 19,90, 96 páginas)

A filósofa Djamila Ribeiro explora uma das questões mais discutidas nos últimos anos: o lugar de fala. Partindo da perspectiva do feminismo negro, a autora aborda o silenciamento, o rompimento de tradições e a importância da produção de intelectuais negras ao longo da história.

Bônus
Uma dica para quem quer ler mais inglês ou praticar o idioma é começar por livros infanto-juvenis e quadrinhos. Parece intimidador de começo, mas como tantas tarefas, a leitura em outra língua também exige insistência e prática.

Deixo aqui a indicação do quadrinho Chilling Adventures of Sabrina (As Assustadoras Aventuras de Sabrina, em tradução livre — o e-book custa R$ 12,99 e a edição impressa R$ 49,89), de Roberto Aguirre-Sacasa. A personagem é a mesma clássica dos quadrinhos, conhecida principalmente pela série da Nickelodeon, Sabrina, uma Aprendiz de Feiticeira, que ficou no ar entre 1996 e 2003.

Na nova versão, o mundo da bruxa adolescente não é tão colorido e engraçado com no original: ao se descobrir feiticeira, Sabrina também lida com o passado sombrio de seus familiares e as consequências das ações deles. A história também será adaptada para a televisão como spin-off da série teen Riverdale.

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