Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Uma

As coisas inusitadas e surpreendentes que leitores encontram dentro de livros

0

Vitor Paiva, no Hypeness

Todo livro é uma máquina do tempo, que esconde verdadeiros tesouros metafóricos ou concretos entre suas páginas – e às vezes não é preciso sequer ler efetivamente o livro para encontrar tais maravilhas. Se o maior presente que um livro pode oferecer é o conteúdo de suas linhas, quando adquirimos um exemplar em um sebo, ele também traz uma história própria do objeto, para além da narrativa contada – quando eventualmente os antigos donos deixam pequenas lembranças para quem vier a possuir o livro. O site Bored Panda reuniu alguns desses tesouros deixados dentro de livros para serem encontrados no futuro.

Uma pena encontrada dentro de uma bíblia de 1860

A maioria das coisas encontradas acabaram esquecidas dentro dos livros, mas algumas dessas lembranças foram propositalmente deixadas – com direito a bilhetes e promessas aos futuros donos. Separamos, assim, algumas dessas pérolas selecionadas – que ficam como sugestão e possibilidade, pra gente correr para nossas prateleiras, e procurar por presentinhos do passado dentro de nossos livros, assim como esconder tesouros para a posteridade.

 

Uma foto e um autógrafo de Stephen King encontrados em uma cópia do livro “O Iluminado”

 

Uma passagem aérea de 1970

 

Um boletim de 1926

 

Um incrível marcador encontrado dentro do livro “The Life Of Colonel Paul Revere”, de 1909

 

Um ingresso de um show do Van Halen em 1988

 

Um par de óculos do início do século

 

“Querido próximo leitor, quando eu comprei esse livro alguém havia deixado dentro um bilhete premiado de loteria que me deu 100 dólares. Foi uma ótima surpresa! Decidi passar um pouco a diante – aqui vai sua parte. Aproveite!”

 

Um trevo de quatro folhas dentro de um livro de mais de 200 anos

Uma biblioteca chinesa (e quase infinita) perfeita para os amantes de livros

0

Uma arquitetura impressionante / Feng Shao

Publicado no Idealista

Na galeria de hoje levamos-te ao mundo encantado da Biblioteca Zhongshuge, localizada na cidade chinesa de Chongqing, onde a simetria e os espelhos multiplicam os espaços e conseguem criar uma biblioteca quase infinita.

A livraria também tem uma sala dedicada às crianças, com o objetivo de despertar o amor pela leitura nos mais novos.

A Biblioteca Zhongshuge

O espaço perfeito para os amantes de livros

A sala dedicada às crianças

Os espelhos criam uma sensação de amplitude

Uma presença brasileira em ‘Animais Fantásticos’

0

Cena do filme Animais Fantásticos Foto: WARNER BROS

Designer mineiro Eduardo Lima fala de seu trabalho nos longas da série

Pedro Rocha, no Estadão

O segundo filme da franquia, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald – com Johnny Depp, Eddie Redmayne e Jude Law no elenco –, já está em cartaz no Brasil há mais de duas semanas, mas a expectativa dos fãs no País já está nos próximos volumes da série, que se passa no mundo mágico de Harry Potter.

Recentemente, em suas redes sociais, a autora britânica J. K. Rowling, que assina o roteiro dos filmes da franquia, deu a entender que algum dos filmes seguintes deve se passar no Rio de Janeiro. Depois de um longa ambientado em Nova York, o novo tem Paris como cenário.

O que talvez nem todos os fãs saibam é que, desde o primeiro filme da saga Harry Potter, em 2001, estrelada por Daniel Radcliffe, já há um pouco de Brasil na série. O mineiro Eduardo Lima assina o design dos longas da série desde o início, com a sua companhia MinaLima, estabelecida em Londres.

O trabalho continua com Animais Fantásticos e ele agora está na torcida por um filme ambientado no Brasil. “Ainda não está oficialmente confirmado, mas já falei para a minha sócia, a Miraphora Mina, que, se tiver cenas no Brasil, eu que vou fazer tudo”, brinca o designer, em entrevista ao Estado, por telefone.

A empresa de Lima é responsável por criar os detalhes dos filmes, como o jornal O Profeta Diário e o Mapa do Maroto. Além disso, a MinaLima assina também as capas dos livros com os roteiros dos filmes Animais Fantásticos, que, no País, são publicados pela editora Rocco. Por isso, a editora vai trazer o designer para participar da Comic Con Experience, em São Paulo, dias após o lançamento do livro Os Crimes de Grindelwald, previsto para chegar às lojas neste sábado, 1.º de dezembro.

Eduardo Lima. Foto: Fernando Lemos – O Globo

Como o roteiro do novo filme se passa na Paris dos anos 1930, Lima diz ter feito uma mistura de referências de Art Nouveau e Déco para a capa do livro. “Na França, a Art Nouveau ainda estava muito forte. Colocamos detalhes para causar surpresas, as pessoas precisam parar para ver os desenhos”, afirma.

Caxambu. Sobre o trabalho no longa-metragem, dirigido por David Yates, o designer diz sentir uma forte diferença da saga original. “Nos filmes de Harry Potter, nós tínhamos os livros como apoio, agora é direto da cabeça da Jo (a autora J. K. Rowling) para o longa. No roteiro, não tem tantas informações dos objetos”, explica o mineiro, que relata que, no entanto, mantém um canal direto com a escritora britânica, para tirar dúvidas. “Fazemos duas listas, uma com objetos que os atores precisam ter em mãos e outra com gráficos, pôsteres, placas de carro, coisas assim.”

O designer admite que, desde os filmes Harry Potter, faz algumas brincadeiras, como colocar o nome da sua cidade natal, Caxambu, no fictício jornal O Profeta Diário. “Quando precisamos fazer um jornal, só recebemos a manchete principal, o resto precisamos preencher”, esclarece Lima.

Uma conversa exclusiva com Jenny Han, autora de “Para todos os garotos que já amei”

0

9185_33419149_hr

Bárbara Allen, no Cabana do Leitor

A autora Jenny Han não está mais no Brasil, porém durante a sua estadia em terras brasileiras, nós do Cabana do Leitor tivemos a oportunidade de conversar com a autora da série “Para todos os Garotos que já amei”.

No último domingo (03/09) a editora Intrínseca, responsável pela publicação da série no Brasil, proporcionou um encontro entre os blogueiros e a autora. Foi um momento muito íntimo e agradável. Para começar, era aniversário de Jenny e logo em que chegou foi recebida com um bolo de brigadeiro com velinhas coloridas, bem estilo Lara Jean. Mesmo em uma salinha bem pequena e improvisada, todos que compareceram tiveram seu momento particular com a autora que estava bem animada.

IMG_6314-e1504804525509Muito simpática, ela recebia um por um para tirar fotos, fazer pequenas entrevistas e, algumas das vezes, era ela quem fazia perguntas super fofas. Mesmo o tempo sendo curto, conseguimos fazer algumas simples perguntas sobre curiosidades dos livros e sobre a autora. Confira abaixo a entrevista.

Por que existe tanta comida durante os livros? Você gosta de cozinhar?
Ah, sim! Eu adoro cozinhar. Cozinhar alivia o meu estresse, então quando eu fico ansiosa durante o livro ou quando eu fico “Eu preciso descobrir o que está acontecendo”, eu cozinho. É bom porque eu começo a cozinhar e em algumas horas eu termino e é muito satisfatório, diferente do livro que eu vou demorar um longo tempo e só vou ter essa sensação de satisfação quando terminar, um ano depois.

Qual a sua comida preferida?
Minha comida preferida provavelmente são massas.

Como você se sentiu ontem com os fãs brasileiros?

Me senti muito bem-vinda. Todos são tão calorosos, animados e apaixonados. São todos muito adoráveis. Foi muito legal.

Como foi o processo para escolher a capa dos livros?
Eu falei com a minha designer da capa, nós somos boas amigas, então ela me deixou colaborar com ela. Nós conversamos sobre um quarto de menina para o primeiro livro e eu peguei algumas fotos para eles usarem no ensaio, eu estava lá e ajudei. Eu peguei coisas de filmes e polaroid porque eu queria que parecesse pessoal. E a mesma coisa para esse livro também (P.S.: Ainda amo você). Foi legal, foi mais pela composição da roupa. Para esse, eu realmente queria que ela tivesse algo diferente no cabelo, afinal, ela é jovem. Então pedi para tentarem algo com um laço para ver como ficaria, e foi a que ficou melhor. Fiquei muito feliz. Eu queria que ficasse parecido com orelhas de coelho no alto do cabelo.

Como você teve a ideia para os nomes das personagens?
Eu amo dar nomes aos personagens. É a minha parte favorita. Mas eu não sei… simplesmente os nomes me vieram. Eu não lembro como eu tive a ideia, mas foram todos fáceis.

Qual é o seu livro favorito?
O meu livro favorito é “I Capture The Castle” da Dodie Smith. Ele será relançado mês que vem com uma linda capa e eu escrevi a composição no início explicando o meu amor pela história. O original saiu na década de 1940.

Agora sabemos que muitas das fotos que estão na capa de “Para todos os garotos que já amei” são realmente de Jenny Han. Uma fofa, não? Ah, e sobre o filme, ela disse que não sabe se teremos 3, assim como os livros, e que devemos focar nesse primeiro. Mal podemos esperar para ver!

Ziraldo diz na Bienal que livros infantis ainda são vistos como ‘literatura menor’

0
Ziraldo participou de encontro na Bienal do Livro no Rio (Foto: Carlos Brito/G1)

Ziraldo participou de encontro na Bienal do Livro no Rio (Foto: Carlos Brito/G1)

Escritor e desenhista falou também sobre os efeitos da passagem do tempo, resistência à tecnologia e método de trabalho.

Carlos Brito, no G1

Ziraldo sabe das perdas que chegam com o avançar da idade. Na palestra que deu sobre literatura infantil brasileira no segundo dia da Bienal do Livro do Rio, fez questão de falar sobre cada uma delas.

Mas a capacidade de guardar lembranças do escritor parecia bem presente na manhã desta sexta-feira (1) nublada e chuvosa na cidade. Tanto que, ao se deparar com o auditório lotado – mais de 200 lugares ocupados por crianças e professores ansiosos para vê-lo – um olhar para edições passadas da Bienal se impõe de forma inevitável.

Estive em todas as bienais, desde a primeira. E, por sorte, sempre fui recebido por um auditório lotado de crianças, como este aqui. É comum, em eventos como este, eu passar até seis horas dando autógrafos. Vou te falar uma coisa: só o público infantil é capaz desse tipo de entrega. Por isso escrevo para meninos e meninas. Uma vez, o Ignácio de Loyola Brandão me disse que iria passar a fazer livros para crianças, só para receber esse tipo de carinho“, confidenciou.

Sobre esse assunto, Ziraldo tem opinião formada: escritores de literatura não deveriam fazer livros infantis. Segundo ele, há um erro de concepção quando se trata de livros para feitos para crianças.

“Muito do que se convencionou chamar de ‘literatura infantil’ é superficial e raso. São autores adultos tentando escrever para menores sem compreendê-los de fato. Ou seja, escrevem para adultos em escala miniatura. Isso, é claro, não funciona. Acredite: escrever para crianças é bastante difícil. Leva-se muito tempo até encontrarmos a medida certa para elas. Por isso, acho absurdo quando ainda encontro pessoas que consideram a literatura infantil como uma literatura menor”, avaliou.

O pai do Menino Maluquinho – mais de três milhões de exemplares vendidos, em 116 edições desde 1980 – não se rendeu às vantagens da tecnologia: Ziraldo não utiliza computador. Ainda formata seus livros em máquina de escrever manual – “Nem a elétrica eu comprei” – e, nos últimos tempos, tem escrito à mão. Segundo ele, efeito da bursite que acomete ambos os ombros.

As palavras, aliás sempre precedem o desenho. Ele utiliza o primeiro versículo do Evangelho de João para justificar o método de trabalho.

“No princípio, era o verbo’. Não tem jeito: o texto vem antes de tudo. Os desenhos chegam depois. E a inspiração pode estar em qualquer lugar. Para uma pessoa comum, uma folha que cai da árvore é apenas isso: uma folha que cai da árvore, um acontecimento banal. Para um escritor, no entanto, pode ser o ponto de partida para um poema, conto ou romance. As inspirações estão em todos os lugares, basta estar atento”.

Os hábitos noturnos permanecem: só escreve à noite. Isso, ele garante, não mudou com a passagem do tempo.

“É melhor. À noite, as pessoas que me odeiam estão dormindo. Consigo trabalhar em paz. E acho que, a esta altura, paz é o que mais quero. Isso e também que as moças parem de se levantar para me ceder o lugar, o que tem acontecido com frequência. Agradeço, mas não é necessário, ainda sou bem jovem”.

Go to Top