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Posts tagged país

Animais Fantásticos 3 é adiado para 2021

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A continuação de Os Crimes de Grindelwald vai se passar no Brasil e terá cenas gravadas no país.

Guilherme Cepeda, no Burn Book

A Warner definiu a estreia de Animais Fantásticos 3 para 12 de novembro de 2021, com a produção começando no segundo semestre de 2020. A continuação de Os Crimes de Grindelwald vai se passar no Brasil e terá cenas gravadas no país.

O segundo filme, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald mostrou o poderoso mago das trevas Grindelwald escapando da prisão e se reunindo para fazer com que os bruxos de sangue-puro dominem o mundo. Pensando em pará-lo, Alvo Dumbledore recruta Newt Scamander para ajudá-lo em uma batalha perigosíssima.

Flip 2019: Euclides da Cunha será o autor homenageado na próxima edição do evento

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Retrato de Euclides da Cunha feita em 1906 Foto: Reprodução

 

Para a curadora Fernanda Diamant, escritor de ‘Os sertões’ tem muito a dizer sobre Brasil atual

Emiliano Urbim, em O Globo

RIO — Euclides da Cunha (1866-1909) será o autor homenageado da próxima Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A nova curadora, Fernanda Diamant , já havia indicado que em 2019 o evento teria foco maior na literatura de não ficção, o que se confirma agora com o anúncio do engenheiro, jornalista, imortal da ABL e autor de “Os sertões” (1902).

Considerado o primeiro livro-reportagem brasileiro, ele trata da Guerra de Canudos (1896-1897), conflito entre os seguidores de Antônio Conselheiro e o Exército Brasileiro que o escritor presenciou como correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo”. Para Fernanda, a obra-prima de Euclides tem muito a dizer sobre o momento atual do país:

Euclides discute uma série de assuntos muito pertinentes para este momento do Brasil, como o papel do Exército, a questão dos migrantes da seca, a identidade nacional. É um ponto de vista que reverbera hoje no que somos como país hoje.
Fernanda Diamant
Curadora da Flip

— Ele faz grande literatura de não ficção, unindo jornalismo, filosofia e história na narrativa de um conflito. Mas também discute uma série de assuntos muito pertinentes para este momento do Brasil, como o papel do Exército, a questão dos migrantes da seca, a identidade nacional. — diz Fernanda. — É um ponto de vista distanciado, mas que reverbera ainda hoje no que somos como país.

A nove meses do evento, marcado para 10 a 14 de julho na cidade histórica, ainda é cedo para falar em programação, mas Fernanda sinaliza que, assim como foi feito neste ano com Hilda Hilst , devem ser exploradas várias facetas da obra do homenageado.

A série de textos de Euclides sobre a Amazônia, cadernos de desenhos e outras reportagens devem influenciar na formação das mesas de discussão. Obras que tiveram influência do autor carioca, como a prosa de Guimarães Rosa e o filme “Deus e o Diabo na terra do sol” (1964), de Glauber Rocha, também devem ser usadas para aproximar o escritor do século XIX com o público do século XXI.

— É preciso contextualizar algumas passagens, como as teorias deterministas que Euclides apresenta, hoje totalmente ultrapassadas. Mas também destacar a transformação por que Euclides passa e aparece no livro. Ele foi lá cobrir a guerra achando que a República estava fazendo o bem, aos poucos entende como é difícil a vida dos sertanejos e ao final se dá conta que é testemunha de um massacre.

Fernanda, uma das editoras da revista de resenhas “Quatro cinco um”, trabalhava na produção do Teatro Oficina Uzyna Uzona no início da década passada, quando a companhia de São Paulo encenou uma série de espetáculos baseados em “Os sertões”.

— Já tinha essa relação com o autor, que considero um nome fundamental das nossas letras, e fico muito satisfeita que ele seja o homenageado.

No Kuwait, ninguém pode ler ‘Cem anos de solidão’, de García Márquez

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Gabriel García Márquez, escritor colombiano: seu clássico “Cem anos de solidão” é proibido no país árabe – Claudia Rubio / El Tiempo

Governo do país já censurou 4 mil livros, entre eles obras clássicas como ‘Nossa Senhora de Paris’, de Victor Hugo, em que aparece o corcunda de Notre Dame

Publicado em O Globo

CIDADE DO KUWAIT – Dezenas de ativistas e escritores kuwaitianos vêm fazendo protestos desde o início do mês contra a censura estatal que priva os habitantes do emirato de ler milhares de obras literárias, entre elas o clássico “Cem anos de solidão”, do colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014).

Tendo como mote a 43ª edição da Feira do Livro, que acontece em novembro, já foram feitas duas marchas de protesto no país, nos dias 1º e 15 de setembro; e nas redes sociais há uma intensa campanha contra a censura do governo.

Cedendo à pressão de círculos religiosos e conservadores, o Ministério da Informação do Kuwait proibiu pelo menos 4 mil livros nos últimos cinco anos — incluindo, além de “Cem anos de solidão”, “Nossa Senhora de Paris”, de Victor Hugo (onde um dos personagens é o corcunda de Notre Dame).

Todas as obras literárias a serem apresentadas na feira passarão antes pelo crivo de uma comissão de censura.

— Infelizmente, censurar um livro revela profunda ignorância — afirma a romancista kuwaitiana Mays al Othman. — A decisão de proibir uma obra se baseia apenas na busca de palavras-chave, inclusive quando se examinam livros religiosos.

A própria escritora foi alvo de censura. Seu romance “A verruga”, em que conta a história de uma mulher estuprada durante a ocupação do Kuwait pelo Iraque de Saddam Hussein (1990-1991), foi proibido.

MINISTRO DEFENDE CENSURA

Segundo ativistas políticos, um vazamento de documentos da Comissão de Censura do Ministério da Informação revelou o grande número de obras que foram vetadas.

Mas o ministro da Informação, Mohammed al-Awash, defende o trabalho da comissão.

— A proibição é a exceção, e a autorização, a regra — afirma. — A comissão apena se empenha em aplicar a lei sobre a imprensa e publicações [que foi aprovada pelo Parlamento em 2006].

O escritor francês Victor Hugo (1802-1885), outro autor proibido – Divulgação

A lei proíbe qualquer ofensa ao Islã ou à Justiça do Kuwait, assim como qualquer ameaça à segurança nacional e incitação à desordem ou a “atos imorais”.

O secretário-geral da União dos Escritores do Kuwait, Tala al-Ramidhi, conta que uma obra também pode ser censurada se seu conteúdo for “contrário à boa conduta”, um critério que considera extremamente vago.

Nos últimos anos, a Câmara de Deputados do Kuwait, eleita por sufrágio universal — rara exceção entre os países árabes do Golfo Pérsico — tem sido dominada por políticos conservadores ou sectários.

PRESSÕES POLÍTICAS

Nas redes sociais, os ativistas anticensura destacam o caráter “ridículo” das decisões da comissão.

“O único motivo [para a censura] é a ignorância”, disse no Twitter a escritora Bouthaïna al-Issa.

Nas décadas de 1970 e 1980, o Kuwait contava com várias publicações, e lá se editava a revista “Al-Arabi”, bastante difundida nos países da região, bem como diversas obras científicas e literárias.

Aguil Youssef Aidane, outro autor de livros proibidos, atribui a censura a “pressões políticas exercidas por certos círculos religiosos sobre as instituições culturais”.
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— A proibição de livros, às vezes só por conter uma palavra ou foto, prejudica a imagem do Kuwait — afirma.

Para Imane Jawhar Hayat, membro de um grupo político local, os motivos invocados para justificar a censura “são frequentemente ilógicos”.

Apesar da repressão aos livros, al-Ramidhi, da União dos Escritores do Kuwait, diz que ninguém foi perseguido no país por vender livros proibidos.

Companhia das Letras antecipa inédito de Philip Roth no Brasil

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O escritor Philip Roth em retrato feito em Nova York em setembro de 2010 (Eric Thayer/Reuters)

Com a morte do mestre americano, ‘Quando Ela Era Boa’, livro publicado em 1967 nos Estados Unidos, ganha primeira versão no país um mês antes do previsto

Maria Carolina Maia, na Veja

Foi adiantado em um mês o lançamento de Quando Ela Era Boa (tradução de Jorio Dauster, 352 páginas, 59,90 reais), romance lançado por Philip Roth em 1967, nos Estados Unidos, e ainda inédito no Brasil. O livro sai dia 26 de junho pela Companhia das Letras, editora do americano, morto dia 22 de maio, por aqui.

Para quem é atraído pela tese de que Philip Roth era um autor misógino, Quando Ela Era Boa pode interessar: o título é o único do escritor protagonizado por uma mulher, Lucy Nelson, que viu seu pai, um alcoólatra, ser preso quando era criança e então decidiu romper com a chamada vida pequeno-burguesa em uma pequena e provinciana cidade do Meio-Oeste americano, nos anos 1940.

Traumatizada pela experiência com o pai e convencida de que a “bondade” é uma doença, Lucy se dedica a transformar os homens à sua volta, como o mimado marido Roy, em uma missão que, no limite, pode representar sua própria ruína.

Outsider, novo livro de Stephen King chega as livrarias em junho

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Editora Suma vai lançar ainda Gweendy’s Button Box, inédito no país e uma nova edição de Celular

Fernando Rhenius, no Vavel

A editora Suma revelou por meio da suas redes sociais que, Outsider, novo livro de Stephen King com lançamento marcado para 22 de maio nos Estados Unidos, chega as livrarias em Junho.

O corpo de uma criança de 11 anos é encontrado no parque de Flint City, mutilado. A investigação aponta que Terry Maitland, conhecido treinador da liga infantil de beisebol, professor, pai de família, acima de qualquer suspeita.

Cabe ao detetive Ralph Anderson coordenar a prisão, que acabou se transformando em um evento público. Mesmo com um álibi convincente, amostras de DNA, não deixam dúvidas que Maitland é o culpado pelo brutal assassinato. As investigação botam em cheque a índole do treinador, que não parece ser tão sólida, como as pessoas acreditavam.

Com tradução de Regiane Winarski, Outsider é o segundo livro de Stephen King lançado pela editora Suma em 2018, A Incendiária foi o primeiro. Celular terá uma nova edição e Gweendy’s Buttom Box em parceria com o escritor Richard Chizmar, estes dois sem data de lançamento.

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