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Cristina Danuta

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Historiador francês vem à USP para debate sobre o medo dos livros

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Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Em evento no Instituto de Estudos Avançados, Jean-Yves Mollier vai abordar o poder político da literatura

Diego C. Smirne, no Jornal da USP

Há quem considere o advento da escrita como o maior divisor de águas da história da humanidade. Tomando essa premissa como verdadeira, não é surpresa que certos livros, em razão de seu poder de moldar a sociedade, tenham inspirado medo a ponto de serem censurados, banidos ou destruídos. A partir da pergunta “Quem tem medo dos livros?”, o historiador francês Jean-Yves Mollier vem à USP para uma conferência no Instituto de Estudos Avançados (IEA), coordenada pela professora Marisa Midori Deaecto, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O evento é nesta quinta-feira, dia 17, às 10h30, na Sala de Eventos do IEA.

O medo foi o tema escolhido pela rede internacional Ubias (University-based Institutes for Advanced Study) para ser debatido neste ano em diversas áreas do conhecimento. A escolha veio a calhar para a professora Midori e o professor Mollier, da Universidade de Versalhes Saint-Quentin-en-Yvelines, na França, que já conversavam sobre a ideia de discutir o medo dentro e ao redor dos livros.

“Em 2016 a obra Mein Kampf, de Hitler, caiu em domínio público, o que gerou discussões em torno de sua republicação na França, na Alemanha e em outros países, o que nos deu a ideia para o debate. De fato, Mein Kampf é um livro que se enquadra bem no que queríamos discutir, pois há medo em torno do que essa obra simboliza e também do que é pregado dentro dela”, explica a professora.

A partir de uma introdução em que a professora Midori apresentará algumas questões para o público e para o conferencista, o professor Mollier deverá traçar um panorama histórico da relação de poder e medo em torno dos livros. Para isso, abordará momentos da história em que o livro foi tido como uma ferramenta maligna por instituições como a Igreja Católica – como a época da publicação do Index Librorum Proibitorum, que entre 1559 e 1966 listava obras de leitura proibida aos fiéis – e outros em que o livro foi importante para mudanças políticas.

O historiador francês Jean-Yves Mollier: censura a livros ao longo da história será destaque em sua palestra – Foto: Marcos Santos

O historiador francês Jean-Yves Mollier: censura a livros ao longo da história será destaque em sua palestra – Foto: Marcos Santos

“Jean-Paul Marat costumava ler em praça pública a obra O Contrato Social, de Rousseau, no período da Revolução Francesa. Na França, o livro sempre teve um papel revolucionário muito forte. O professor Mollier certamente falará bastante sobre esse tema, além de censuras que aconteceram mais adiante, nos séculos 19 e 20, em reações da Igreja à laicização do ensino, de uma perspectiva francesa e europeia”, diz a professora Marisa.

“Vamos abordar também o papel do livro em movimentos políticos recentes, como na Primavera Árabe e nas Jornadas de Junho, aqui no Brasil, em que havia jovens empunhando livros nas manifestações. O livro tem um fator simbólico muito importante nesses episódios, e sempre teve muita influência nas lutas da juventude.”

Por esse motivo, a professora afirma que, embora hoje em dia não haja uma censura explícita, o medo do poder político e revolucionário que os livros possuem ainda persiste. É o caso com Mein Kampf, em que Hitler estabeleceu seu ideário de genocídio e dominação. “Há muito medo de que a reedição de Mein Kampf possa servir de impulso para a xenofobia e o ódio que o livro prega, especialmente no momento histórico que vivemos hoje”, diz a professora.

Para ela, porém, a censura nunca é solução. “Sou contra a censura a qualquer livro, a qualquer coisa na verdade. Se decidirem por reeditar o livro, apoio que isso seja feito com o devido debate, com a contextualização de quem foi o autor, em qual momento ele escreveu suas ideias e os horrores que foram causados pela aplicação delas. É o debate que pode enfraquecer o poder de um livro, não a censura.”

Marisa lembra ainda que hoje, com a internet, é muito mais difícil impedir o acesso a qualquer tipo de material, o que permite que uma obra como a do ditador nazista seja divulgada sem as considerações necessárias. Isso, no entanto, não quer dizer que a censura esteja com os dias contados.

“Não temos hoje exemplos de censura explícita por parte de governos ou instituições religiosas, como aconteceu diversas vezes na história, mas há uma espécie de censura velada por parte do mercado editorial, que hoje opera pela lógica do lucro, chefiado por profissionais que são mais gestores do que editores”, afirma. Segundo a professora, os grandes conglomerados editoriais e os vínculos que estabelecem com livrarias e meios de comunicação e difusão de conhecimento acabam limitando o acesso a determinados livros.

“O leitor passivo só lerá aquilo que lhe for disponibilizado, como acontece com quem assiste a telejornais ou lê jornais e revistas impressas. Para encontrar outras visões que não a hegemônica, é preciso ir atrás delas. Assim, somente um público restrito tem contato com títulos importantes que questionam problemas do mundo atual e que teriam o poder de provocar mudanças, mas que, por não serem publicadas pelas grandes editoras, circulam apenas à margem.”

“A internet tem a capacidade de publicizar e divulgar esse tipo de obra, mas somente para quem procurar por ele. Hoje, o mercado editorial acaba ditando o que é a boa leitura, de maneira semelhante ao que a Igreja fazia tempos atrás”, completa a professora.

A conferência Quem tem medo dos livros?, com o historiador francês Jean-Yves Mollier e coordenação da professora da ECA Marisa Midori, ocorre na quinta-feira, dia 17 de agosto, às 10h30, na Sala de Eventos do IEA. O endereço é rua da Praça do Relógio, 109, no 5º andar do Bloco K, na Cidade Universitária. O evento é público e gratuito, mediante inscrição prévia neste formulário, e terá tradução simultânea do francês para o português e transmissão ao vivo pelo site www.iea.usp.br/aovivo.

HBO da Espanha transmite ‘Game of Thrones’ inédito por engano

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O capítulo exibido nesta terça-feira (15), nada menos que o penúltimo da temporada, só deveria ir ao ar no próximo domingo (20)

Publicado no Bahia.ba

O canal HBO da Espanha transmitiu por engano, na noite desta terça-feira (15), um episódio inédito da série “Game of Thrones” que só deveria ir ao ar no próximo domingo (20).

Com mais de uma hora de duração, o episódio, que é nada menos que o penúltimo da temporada, é um dos mais aguardados pelos fãs da série e, assim que a exibição acidental terminou, as redes sociais se encheram de imagens e vídeos com spoilers (revelações inéditas do enredo de obras, como séries, filmes e livros).

No último mês, computadores da HBO foram alvos de ataques de hackers, o que culminou no vazamento de mais de 1,5 terabytes de informações da empresa. Desde então, roteiro de “Game of Thrones” e episódios inéditos foram divulgados na internet.

Autor de livros sobre crimes é preso por matar quatro pessoas na China

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Estação de Huzhou, na China - Reprodução/Wikicommons

Estação de Huzhou, na China – Reprodução/Wikicommons

Polícia acredita que Liu Yongbiao inspirou obras em seu histórico homicida

Publicado em O Globo

PEQUIM — Um escritor chinês de livros com temática de crimes foi preso pela morte de quatro pessoas. Na introdução de “O Segredo Culpado”, Liu Yongbiao revela que sua próxima obra seria “A Bela Escritora” — um drama de uma autora que consegue escapar da polícia enquanto comete uma série de assassinatos.

A polícia acredita que o autor misturou ficção e realidade ao inspirar seus livros nos crimes cometidos por ele há 20 anos. Ele é acusado de matar quatro pessoas a golpes de cacetete em 29 de novembro de 1995.

“Eu esperei por vocês todo este tempo”, repetiu o escritor aos policiais quando os viu chegarem à sua casa, no leste da China.

De acordo com o site local “Sixth Tone”, Liu entrou na Associação de Escritores da China em 2013. O primeiro de seus livros chegou a ser transformado em um seriado de televisão. No prefácio da segundo obra, “A Bela Escritora”, ele revelou o desejo de que a nova história também fosse adaptada para a telinha.

Liu é acusado de entrar em uma casa de hóspedes com um cúmplice, em Huzhou, para roubar os clientes. Uma das vítimas, nomeada de Yu, reagiu e foi morta. Depois, para encobrir a morte, a dupla resolveu matar um casal que geria o estabelecimento e seu neto de 13 anos.

Número de corujas vendidas na Ásia aumentou por causa de Harry Potter

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Publicado na Galileu

A quantidade de corujas vendidas em alguns países aumentou muito nos últimos anos — e acredita-se que um dos responsáveis pelo fenômeno seja a saga Harry Potter. Segundo o jornalThe Guardian, a procura por animais da mesma raça de Edwiges, a fiel escudeira do bruxinho, cresceu notavelmente.

Em 2001, ano do lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal, apenas algumas centenas de animais foram vendidos nos mercados da Indonésia. Em 2016, esse número chegou a marca de 13 mil aves, que custam entre US$ 10 e 30 (por volta de 31 e 95 reais).

Para os especialistas Vincent Nijman e Anna Nekaris da Universidade Brooks de Oxford, na Inglaterra, o fato representa uma ameaça: “A popularidade das corujas como animais de estimação na Indonésia chegou a tal ponto que pode colocar em risco a conservação de algumas das espécies menos abundantes”.

A dupla defende que o país asiático deve colocar os animais na lista de “espécis de aves protegidas”, já que o encarceramento desses bichinhos pode resultar em muito estresse, levando as corujas rapidamente a morte.

Esse crescimento, entretanto, não se deu apenas na Indonésia. O deputado indiano Jairam Ramesh culpou os fãs do bruxinho pela diminuição do número de corujas selvagens no país. “Entre os seguidores de Harry Potter, parece que existe uma estranha fascinação, até nas classes médias urbanas, em presentear seus filhos com corujas”, observa.

Ainda não há provas da ligação direta entre a saga de livros e filmes com o aumento dessas aves — e outros aspectos como tráfico de animais e utilização deles em rituais religiosos não podem ser ignorados. Mas fato é que alguns desses bichinhos estão sendo chamados de “pássaros de Harry Potter”.

Além disso, muitas corujas vendidas no sul da Ásia hoje tem nomes dos personagens dos livros, incluindo Edwiges. “Duas semanas atrás eu estava em Bangkok e vi duas corujas, chamadas Edwiges e Harry, e os visitantes podiam acariciá-las e tirar fotos com elas, vestidos como Harry ou Hermione”, relata o especialista Nijman.

Ainda no início do fenômeno, a escritora da série, J.K. Rowling, fez questão de falar que corujas não deveriam ser capturadas como animais de estimação: “Se alguém foi influenciado por meus livros e pensa que uma coruja seria mais feliz fechada em uma pequena gaiola e mantida em uma casa, gostaria de aproveitar esta oportunidade para dizer que ‘você está errado’. As corujas dos livros de Harry Potter nunca tiveram a pretensão de retratar o verdadeiro comportamento ou as preferências de corujas reais”.

Jovem é condenado a 20h de leitura por cometer crime na Alemanha

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Medida educativa foi determinada por tribunal de Munique

Joaquim Padilha, no Midiamax

Na Alemanha, um auxiliar de depósito de 19 anos foi condenado a ler por 20h por um tribunal de Munique, pelo crime de ter deixado sua moto com a placa sem totais condições de visibilidade. A condenação foi comunicada pelo tribunal na última sexta-feira (11).

O jovem admitiu a culpa e era reincidente do crime. Por causa da reincidência, a juíza responsável pelo caso admitiu que o réu “obviamente não aprendeu nada” com a primeira condenação, cometendo de novo “exatamente o mesmo ato e com a mesma motocicleta”.

Como medida educacional, a juíza determinou uma instrução de leitura para o jovem, alegando que agora o acusado deveria ser “motivado a se ocupar em nível intelectual com o seu ato”.

O jovem terá de realizar as leituras na Universidade de Munique, e deverá escolher os livros que mais combinam com seus interesses e sua vida. Ele ainda terá de dar entrevistas relatando o que leu, e relacionando o conteúdo com sua vida.

A medida se encerra com um trabalho em que o conteúdo da leitura e das discussões são “trabalhados em diversas formas criativas, como, por exemplo, contos, cartazes ou raps”.

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