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Cristina Danuta

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Escola pública americana instala máquina de livros para incentivar leitura entre alunos

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Estudantes recebem moedas na sala de aula e têm direito de escolher obras na máquina para irem formando sua própria biblioteca.

Publicado no G1

A Escola Arthur O. Eve, em Buffalo, no estado americano de Nova York, instalou uma máquina de venda automática, como aquelas que normalmente oferecem doces e bebidas, mas cheia de livros, para incentivar a leitura entre seus alunos.

Máquina de livros foi instalada em escola de Buffalo, nos EUA — Foto: Reprodução/Twitter/Dee Romito

O vice-diretor Unseld Robinson contou à afiliada local da rede NBC que o primeiro passo após ter a ideia foi conseguir os US$ 3 mil necessários para comprar a máquina. A diretora do colégio apoiou a iniciativa e, um ano depois, a máquina está instalada na biblioteca da escola. Os livros são escolhidos para desafiar os alunos à medida que progridem pelos diferentes níveis de leitura.

Outro objetivo é ajudar os alunos a desenvolver suas próprias bibliotecas e incentivá-los a ler em casa com seus próprios pais. Os estudantes recebem moedas na aula e podem depositar na máquina para comprar um livro. Cada série terá a oportunidade de pegar livros na máquina uma vez por mês.

Por que Clarice Lispector é homenageada hoje pelo Google?

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(Google/Reprodução)

 

Uma das maiores escritoras brasileiras, Clarice Lispector ganhou uma merecida homenagem em forma de Doodle nesta segunda-feira (10)

Publicado no M de Mulher

Chaya Pinkhasovna Lispector, ou, em bom português, Clarice Lispector, é considerada uma das maiores escritoras brasileiras do século XX. Nesta segunda-feira (10) ela é homenageada pelo Google com um Doodle em sua página principal. Se estivesse viva, hoje ela completaria 98 anos. Mas Clarice nos deixou há 41 anos: ela morreu na véspera do aniversário de 57 anos, em 9 de dezembro de 1977, vítima de um câncer de ovário.

Ucraniana de nascimento, Clarice mudou-se para o Brasil com os pais e duas irmãs em 1922. Tinha, portanto, dois anos de idade. Eles vieram fugindo da perseguição que os judeus sofriam à época, logo depois da Primeira Guerra Mundial.

Clarice considerava-se brasileira, e aqui viveu por pouco tempo em Maceió e depois no Recife, onde passou a infância e início da adolescência. Aos oito anos de idade perdeu a mãe, e aos 14 foi morar com o pai e as duas irmãs no Rio de Janeiro.

Lá, ela estudou Direito, mas gostava mesmo era de escrever. Decidiu migrar para o jornalismo, e para entrar no círculo restrito de escritores, repórteres e editores da época, venceu a timidez e passou a oferecer seus contos nas redações. Publicou seu primeiro texto na revista “Vamos Ler!”, que tinha como principal público os homens ricos da época.

Trabalhou como tradutora, repórter, ensaísta. Em 1942, aos 22 anos, publicou seu primeiro livro, “Perto do Coração Selvagem”. Logo na obra de estreia foi aclamada pela crítica, que a comparava com autores renomados como Virginia Woolf e Marcel Proust.

Casada com um diplomata, Clarice passou a viver em outros países. Morou na Itália, na Suíça e nos Estados Unidos. Teve dois filhos, Pedro e Paulo. Na adolescência, Pedro foi diagnosticado com esquizofrenia, o que motivou Clarice a, em 1959, parar de acompanhar o marido em tantas mudanças, separar-se e morar novamente no Rio de Janeiro para cuidar do filho.

No Rio, voltou a trabalhar em jornais, assinando colunas e escrevendo como ghost-writer. Ao longo da vida, escreveu oito romances: “Perto do Coração Selvagem”, “O Lustre”, “A Cidade Sitiada”, “A Maçã no Escuro”, “A Paixão segundo G.H.”, “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres”, “Água Viva” e “Um Sopro de Vida”.

Além disso, escreveu uma novela, “A Hora da Estrela”, contos e livros infantis. Em 1977 Clarice foi hospitalizada e descobriu um câncer de ovário já em estado avançado. O tumor era inoperável e rapidamente se espalhou para outros órgãos, causando a morte precoce de uma das maiores escritoras do Brasil.

Sua obra é reconhecida mundialmente, tendo sido traduzida para mais de 10 idiomas. Recentemente, em 2009, o escritor e historiador norte-americano Benjamin Moser publicou uma biografia bastante celebrada de Clarice, e deu novo fôlego à sua obra fora do Brasil. Por aqui, além dos livros de Clarice serem sempre celebrados, ela se tornou um ícone da cultura digital, tendo frases atribuídas a ela replicadas em imagens e textos que circulam pela internet.
Doodle feito pela neta

A importância de Clarice fora do Brasil é tamanha que o Doodle desta segunda-feira está sendo exibido em diversos países – entre eles, Argentina, Portugal e Japão.

A imagem que estampa o Doodle é uma colagem feita pela artista Mariana Valente, que é neta de Clarice. De acordo com Mariana, foi “muito estimulante poder fazer uma homenagem à minha avó Clarice”.

Ela explica que escolheu contar um pouco sobre a história da avó na imagem: “a fuga da perigosa Ucrânia como refugiada (…) o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um de seus santuários favoritos, uma barata escondida e o prédio onde trabalhou pela primeira vez no centro do Rio representam cenas cotidianas”.

O método de ensino com o qual estudaram os criadores de Amazon, Google e Wikipedia

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Jeff Bezos, fundador da Amazon (Foto: Alex Wong/Getty Images)

Outros gênios em suas áreas, como Beyoncé e Gabriel Garcia Marquez, foram ensinados com a filosofia de autonomia e desenvolvimento de habilidades

Publicado na Época Negócios

que algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo têm em comum?

Comecemos pelo homem mais rico do planeta: o americano Jeff Bezos, cuja fortuna está avaliada em US$ 140,2 bilhões, segundo a revista americana Forbes. Ele é dono de 16% da Amazon, gigante do e-commerce, que fundou em uma garagem em Seattle em 1994 e se tornou um sucesso estrondoso no mercado.

Sergey Brin e Larry Page, por sua vez, são dois outros empreendedores que souberam moldar sua criatividade para criar o mecanismo de busca da internet por excelência: o Google. Eles também estão entre as pessoas mais ricas do globo, nas posições 12 e 13, respectivamente. Somadas, as fortunas de ambos ultrapassam os US$ 96 bilhões.

Outros empreendedores criativos e bem sucedidos são Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, e Will Wright, designer de videogames e criador do popular jogo SimCity.

Num setor muito diferente, encontramos Beyoncé, uma artista que soube cativar o público, tornando-se uma estrela da música e uma referência feminista – além de ser uma das mulheres mais bem pagas da indústria.

E, por último, destacamos o Prêmio Nobel de Literatura Gabriel García Márquez, morto em 2014.

Apesar das diferenças entre esses personagens, suas trajetórias se cruzam em um ponto: desde pequenos, todos estudaram sob o mesmo sistema educacional, o método Montessori.

O que é o método Montessori?

É um processo de aprendizagem fundado pela médica e educadora italiana Maria Montessori (1870-1952), que enfatiza um ambiente colaborativo onde notas e provas não existem.

Além disso, as salas de aula são formadas por estudantes de várias idades que oscilam principalmente entre 2 anos e meio e 7 anos (embora existam programas que incluam jovens de até 18 anos), onde a aprendizagem e a descoberta são processos individuais e acontecem durante longos períodos de tempo.

“Nossa principal preocupação deve ser educar a humanidade, os seres humanos de todas as nações, a fim de orientá-la para a busca de objetivos comuns”, diz um texto da Associação Montessori Internacional (AMI, na sigla em italiano), publicado em seu site.

“Devemos fazer da criança nossa principal preocupação. Os esforços da ciência devem se concentrar nela, porque ela é a fonte e a chave dos enigmas da humanidade”, continua o artigo.

“O que se destaca na educação Montessori é o desenvolvimento individual das pessoas. Ele não cria um sistema centrado no professor, mas no desenvolvimento das necessidades do indivíduo. E não é apenas acadêmico, mas também físico, social e emocional”, diz Scott Akridge, proprietário da Academia Riverstone Montessori, na Geórgia, nos Estados Unidos.

Trata-se, segundo seus defensores, de um sistema baseado em habilidades.

“Não ensinamos só o acadêmico, também ensinamos habilidades para empreender. É o que se chama de habilidades de função executiva, que é prestar atenção, organizar, planejar, iniciar tarefas e se concentrar nelas, controlar emoções e auto-observação”, explica Akridge.

“E é por isso que graduados Montessori se tornam grandes líderes, porque todas as funções executivas para serem bem-sucedidos foram aprendidas na pré-escola e no ensino fundamental”, acrescenta.

Atualmente, existem cerca de 25 mil escolas Montessori em todo o mundo – embora Associação Montessori Internacional reconheça que é difícil saber o número exato, porque as instituições não são obrigadas a se registar na associação.

Quando tinha apenas 2 anos, Jeff Bezos frequentou uma escola Montessori em Albuquerque, nos Estados Unidos, durante um ano e meio. “É incrível”, Jeff Bezos disse à revista Montessori Life em 2000. “Que programa bom.”

“Intuitivamente, acho que foi uma experiência muito formativa ter ido àquelas aulas, naquele ambiente e ter sido estimulado desde muito cedo”, analisou Bezos sobre seu tempo na escola.

Em setembro, Bezos criou um fundo de caridade de US$ 2 bilhões para ajudar os sem-teto e estabelecer uma nova rede de escolas inspiradas por esse método educacional.

Os fundadores do Google também já destacaram a importância da educação primária que receberam para suas conquistas. “Nós dois fomos para a escola Montessori e acho que parte do treinamento de não seguir ordens e regras nos motivou a pensar o que estava acontecendo no mundo e a pensar em coisas diferentes”, disse Larry Page, em entrevista à rede americana ABC, em 2004.

Gabriel García Márquez foi outro dos antigos alunos de Montessori, fato que o escritor destacou em seu livro autobiográfico “Viver para contar”. “Eu não acho que há um método melhor do que o Montessori para sensibilizar as crianças para as belezas do mundo e para despertar a curiosidade sobre os segredos da vida”, Márquez escreveu.

“É curioso que os empreendedores de sucesso que estudaram na Montessori falem sobre sua formação inicial quando perguntados sobre como se tornaram o que são”, diz Akridge.

“Quando falamos de realizações (por causa das práticas) Montessori, às vezes é difícil, porque nosso método é apenas de primário. Então há uma lacuna desde (o momento em) que as pessoas deixam a escola (até começarem a trabalhar). Por isso, chama a atenção que esses empreendedores milionários o mencionem”, diz.

Mas nem todos os comentários são positivos quando se fala do método Montessori. Alguns críticos acreditam que o ambiente de sala de aula é livre demais, questionam as prioridades de ensino de Montessori ou o fato de que as crianças normalmente não terem dever de casa.

Há também aqueles que desaprovam a liberdade dos alunos de escolherem o que vão estudar, porque acreditam que isso os leva a não dominarem algumas áreas de conhecimento no futuro.

Como não há exames formais, há também aqueles que temem que a falta de uma estrutura mais rígida deixe a criança em desvantagem durante a transição entre a escola Montessori e a tradicional, de acordo com um artigo da Universidade Concordia em Oregon, nos Estados Unidos.

Akridge contesta essa visão. “As pesquisas mais recentes sobre educação refletem o que fazemos em termos de sucesso. Por exemplo: misturar idades na escola, dar menos lição de casa, focar nas necessidades emocionais da criança …”, diz. “Tudo isso, estamos fazendo há 100 anos”, diz.

Em um estudo de 2017 publicado na revista Frontiers in Psychology, pesquisadores avaliaram o início da pré-escola para cerca de 70 alunos do método Montessori e para outros 70 de uma escola tradicional nos Estados Unidos. Todos eles iniciaram os estudos com pontuações semelhantes.

Nos três anos seguintes, as 70 crianças do método Montessori tiveram melhores resultados em testes de matemática e alfabetização. No final da pré-escola, os alunos da Montessori tiveram um desempenho significativamente melhor nessas áreas.

No entanto, na resolução de problemas de grupo, função executiva e criatividade, não houve diferenças significativas.

Outro estudo do ano passado publicado na revista Nature destacou que não há evidências de que os resultados em estudantes do método Montessori indiquem maior eficácia do método.

A pesquisa, do Departamento de Psicologia e Desenvolvimento Humano da University College of London, no Reino Unido, analisou estudos feitos sobre o sistema educacional e ressaltou que “não há elementos individuais do método Montessori que poderiam explicar algum dos efeitos positivos que eles afirmam encontrar” nos alunos.

O que fica claro é que medir o êxito de alguém é muito difícil. E atribuí-lo à educação primária, como nos casos de celebridades milionárias, também é.

“A história por trás do sucesso dos pessoaas de negócios é delas próprias. Se elas atribuem isso à sua educação em Montessori, também é uma decisão delas”, respondeu a Associação Montessori Internacional à BBC.

“Todos eles são pessoas de negócios inspiradas na tecnologia e, nesse sentido, suas mentes são, naturalmente, curiosas, inquisitivas e motivadas pelo desejo de descobrir”, afirmou a entidade. (Analía Llorente)

Por que ler durante uma viagem pode causar tonturas?

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Rômulo Silva, no TriCurioso

Longas viagens de carro ou de ônibus costumam ser um tanto monótomas, por isso muita gente aproveita essas oportunidades para diminuir a pilha dos livros que ainda não foram lidos. No entanto, a combinação entre livros e viagem nem sempre é uma boa ideia para todos, pois algumas pessoas costumam ficar tontas ou enjoadas minutos depois de começar a ler uma determinada obra. Mas afinal, qual é a origem desse mal-estar induzido pela literatura?

Tudo começa pelo fato de que uma boa parte de nossos cérebros evoluiu milhares de anos atrás, muito antes de carros ou livros existirem. Eles cresceram em uma época em que o ataque predadores e a alimentação com plantas erradas eram perigos reais. Em nome da sobrevivência, nossos cérebros tiveram que se tornar muito vigilantes, desenvolvendo respostas ao estresse para nos ajudar a lutar, fugir ou até mesmo a induzir o vômito ao primeiro sinal de envenenamento. O problema é que, apesar de sabermos que uma simples leitura não faz mal ao nosso corpo, o nosso cérebro tende a pensar diferente quando estamos em movimento.

Os cientistas acreditam que funciona assim: quando andamos, nossos corpos estão se movendo e viajando ao mesmo tempo. No entanto, quando nos sentamos em um carro, nossos corpos não estão realmente se movendo, eles estão apenas “viajando”. Nesse tipo de ocasião, os nossos músculos, nervos e olhos dizem ao cérebro que estamos parados, só que ao mesmo tempo os fluidos nos nossos ouvidos que são responsáveis pelo equilíbrio ficam em movimento, o que diz ao cérebro que o nosso corpo está definitivamente indo para algum lugar. Desse modo, o cérebro acaba recebendo duas mensagens conflitantes, causando toda a confusão.

Então, por que os livros pioram? Bem, a resposta para isso está relacionada a uma das curas mais comuns para enjoos e tonturas: olhar para a janela. Quando olhamos para a janela, o nosso cérebro “vê o mundo se mover” e acaba interpretando isso como um sinal de que estamos em movimento, que alivia os sintomas das tonturas. Por outro lado, focar os olhos em um único objeto estático (como um livro) aumenta ainda mais os níveis de incompatibilidade sensorial, deixando o cérebro totalmente confuso.

Por isso, alguns especialistas recomendam aos leitores que sofrem constantes enjoos e tonturas em viagens que eles experimentem ler o livro pausadamente. Fazer uma pequena parada a cada dez minutos para olhar a janela e observar a paisagem pode ser muito eficaz, evitando que você sinta-se mal no meio da estrada.

Unesco libera pdf de 8 livros sobre História Geral da África para download

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Vitor Paiva, no Hypeness

O pouco que aprendemos na escola e na vida sobre a história do continente africano costuma se dar sob o ponto de vista eurocêntrico, com todos os preconceitos, intenções e manutenções subentendidos. Foi para corrigir esse imenso e trágico hiato que a Unesco realizou um de seus mais importantes projetos editoriais com a coleção História Geral da África. Dividida em oito volumes, indo da pré-história africana, passando pela África antiga e chegando aos tempos atuais, a coleção completa já foi publicada em árabe, inglês e francês – e agora está finalmente disponível em português.

Trata-se de um marco no processo de reconhecimento da importância cultural da África para o mundo, que “permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente”, como informa o texto de divulgação da Unesco.

Um aspecto fundamental da Coleção é a equipe reunida para a realização dessa tarefa hercúlea. Foram mais de 350 especialistas, advindos das mais diversas áreas de conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais – e o mais importante: dos quais, dois terços eram africanos. A África é, afinal, o berço da humanidade e, portanto, saber sua história é saber a nossa história.

A versão em português está disponível para download no site da Unesco

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