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Rapper dos EUA cria Clube do Livro e estreia com obra clássica de Paulo Freire

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Vitor Paiva, no Hypeness

Enquanto um parte do Brasil persegue um de seus maiores e mais importantes pensadores sem sequer conhecer de fato sua obra, fora do país o educador Paulo Freire segue como um dos mais respeitados e celebrados intelectuais do mundo. E nas mais diversas frentes e esferas: além de ser o brasileiro mais homenageado na história, com pelo menos 35 títulos de doutor Honoris Causa em universidades das Américas e da Europa e depois de ser reconhecido como o terceiro teórico mais citado em trabalhos acadêmicos em todo o planeta, até a juventude do hip-hop estadunidense quer estudar sua obra: Paulo Freire será o primeiro autor do clube do livro virtual recém inaugurado pela rapper Noname.

Noname, a rapper de Chicago, uma das mais celebradas da atualidade

A obra de Freire que irá inaugurar o Noname’s Book Club será seu título mais famoso: “Pedagogia do Oprimido” – que em inglês é publicado em sua tradução literal, “Pedagogy of the Opressed”. O livro inicia o clube junto de outra obra, “We Are Never Meeting in Real Life” (“Não estamos nos encontrando na vida real”, em tradução livre) da autora e comediante estadunidense Samantha Irby. Segundo a rapper a ideia do clube é “dar luz ao trabalho progressista de autores ‘de cor’ e de dentro da comunidade LGBTQ”.

Paulo Freire

Dona de uma poética densa e cheia de força literária e política, Noname, segundo suas próprias declarações, foi uma estudante com dificuldade de leitura ainda na escola em Chicago, onde nasceu. Conseguir mergulhar nos livros foi, para ela, porém, o divisor de águas de sua vida.

Seu clube é virtual, e já possui cerca de 20 mil seguidores no Twitter. A ideia é ler juntos, recomendar e debater através das redes a leitura. Em 2018 a rapper lançou o disco Room 25, considerado um dos melhores do ano em diversas listas.

Fabiula Nascimento e elenco de ‘Bom sucesso’ revelam os livros que estão lendo

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Paulo Victor Mafrans, no Extra

Um livro sempre salta aos olhos da leitora voraz Paloma, personagem de Grazi Massafera, que se transporta para contos de fadas quando dá um tempo na costura para ler. Além disso, ‘Bom sucesso’ tem como um dos núcleos principais o da editora Prado Monteiro. Mas o que será que os atores da novela e de outras produções andam lendo?

Rafael Infante – “Hoje estou lendo ‘A última tentação’, de Nikos Kazanizakis. Eu realmente fiquei surpreso com a maneira que ele conduz a história. Sou viciado em ir a livrarias e sempre estou fuxicando. Meu livro favorito é sempre o último que li, porque abre ainda mais meus horizontes. A leitura relaxa, proporciona criatividade e um momento gostoso comigo mesmo. É um processo de autoconhecimento”.

Armando Babaioff – “Estou lendo ‘Tribunal da quinta-feira’, de Michel Laub. Acho fabuloso ter um novela que mostra a crise literária que vivemos no Brasil. A média de leitura de um brasileiro é um livro e meio por ano. Só em Buenos Aires, há mais livrarias do que em todo o Brasil. Meus pais sempre me incentivaram a ler”.

Fabiula Nascimento – “Estou lendo ‘Sapiens: uma breve história da humanidade’, de Yuval Harari. Eu desejo que o Brasil seja um país mais culto, com educação, com pessoas sempre com um livro na mão. Por isso, deixo alguns exemplares no metrô ou em locais públicos. Curiosamente, não fui incentivada a ler, mas tomei gosto pela leitura por volta dos 17 anos. E acho muito importante mostrar esse hábito na novela”.

Yasmin Gomlevsky -“Por muitos anos, meu livro preferido foi ‘O amor é um cão dos diabos’, de Charles Bukowski. Hoje, busco um novo favorito. Estou lendo ‘21 lições para o século 21’, de Yuval Noah Harari. Minha família, de maneira geral, lê muito. A leitura me mantém mais reflexiva. Acho que fico mais inteligente quando a rotina da leitura está em dia”.

Felipe Haiut – “Esse livro, ‘A morte é um dia que vale a pena viver’, me ajudou a atravessar o luto da perda de uma grande amiga. Lembro que com ‘Ensaio sobre a cegueira’ (José Saramago) foi a primeira vez em que tive uma sensação lendo. Me senti cego realmente, envolvido com a história. Ler abre a nossa cabeça, nos tira da ignorância. Costumo ler mais de um livro por vez, tenho prazer em saber que estou lendo muita coisa ao mesmo tempo”.

Giullia Buscacio
– “Estou lendo “O alquimista” e gosto muito de pegar dicas num perfil do Instagram chamado “book.ster. Desde muito nova minha mãe introduziu os gibis na minha vida e, apartir daí, fui tomando gosto pela leitura e, inicialmente, por livros de terror (risos). Acho que a leitura contribui muito para que possamos ter diálogos mais bem elaborados”.

Lola Fanucchi – “No momento, estou lendo “A glória e seu cortejo de horrores”, de Fernanda Torres, por indicação de uma amiga. Lembro de ter lido “o guia dos curiosos” quando era criança e ter gostado muito. Até hoje tenho guardado como lembrança daquela época”.

Alex Morenno – “O Vampiro Lestat”, de Anne Rice, tem tomados meu tempo de leitura. Estou gostando muito do livro porque o universo dos vampiros me interessa muito. Tenho alguns livros preferidos, mas “O filho de mil homens”, Valter Hugo Mãe, me tocou forte. Acho que porque o personagem central está em uma faixa etária muito próxima da minha. Por isso, comecei a refletir sobre a passagem do tempo.

Hugo Bonemer – “Meu livro de cabeceira é “O código da alma”, que fala de causas psicológicas de males físicos. A leitura ajuda a me acalmar. Tenho o hábito de ler um bloco de páginas e, no fim dele, fazer um resumos de tudo que li. Tenho o hábito de ler sempre. todos. Tenho muitos livros inacabados”.

Bárbara Reis – “Eu estou lendo o livro ‘Sapiens: uma breve história da humanidade’, por indicação de uma amiga, porque percebi que na época de escola eu estudava para passar de ano. Por isso, muitas coisas passaram por mim e não absorvi. Com o tempo, passei a me interessar em saber algumas coisas sobre nossa história. Lembro, também, que o livro que mudou muito minha percepção foi “Nunca desista dos seus sonhos”, do Augusto Cury. Teve um mês que consegui ler quatro livros, tenho um compromisso com esse ritual.

Antonio Fagundes vive dono de editora em ‘Bom Sucesso’ e dá dica: trocar WhatsApp por livros

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Antonio Fagundes em ‘Bom Sucesso’ — Foto: Globo/João Cotta

 

Ator de 70 anos contracena com Grazi Massafera na nova novela das 19h da Globo.

Patrícia Teixeira, no G1

Antonio Fagundes será Alberto Prado Monteiro, dono de uma grande editora, em “Bom Sucesso”. A nova novela das 19h da Globo estreia em 29 de julho.

O personagem começou vendendo enciclopédias de porta em porta, comprou uma editora e foi crescendo. O mercado muda, mas ele não altera sua linha editorial. A novela começa quando ele está passando por problemas com a editora, além do diagnóstico de uma doença terminal.

Prático e ranzinza, Alberto é pai de Marcos (Romulo Estrela) e Nana (Fabiula Nascimento), bem diferentes entre si. Ele passa a viver melhor quando conhece Paloma (Grazi Massafera), que o ensina a redescobrir os pequenos prazeres da vida. Eles se conhecem a partir de uma situação inusitada.

“O grande problema é que nessa troca de exames o personagem da Grazi recebe o exame dele, dizendo que ela tem seis meses de vida”, explica Fagundes.

“Mas logo que eles descobrem essa troca… Esse é o grande interesse da novela, porque aborda esse aspecto da vida e da morte de uma forma diferenciada, com um certo frescor. É uma coisa que a gente quase nunca fala.”

Fagundes diz que é natural e até um pouco engraçado não querer falar da velhice e da morte. “Se a velhice chegar é porque nós não morremos. Se não chegar é porque morremos antes. Essas duas coisas são bastante presentes na vida da gente a partir dos 20 anos.”

Antonio Fagundes e Grazi Massafera em ‘Bom Sucesso’ — Foto: Globo/João Cotta

O ator de 70 anos elogia Grazi: “Ela é uma gracinha de pessoa e uma atriz ótima.”

Mas além do elenco, chama atenção também o cenário da novela. “Eu já falei que vai ficar um buraco [nas estantes], porque vou roubar uns livrinhos de vez em quando”, diz, rindo um pouco.

“Tudo está na cabeça. Temos tudo ao alcance das mãos, inclusive esses aparelhinhos [risos]. Se parar para pensar, o tempo que você leva limpando o WhatsApp, e tem que fazer senão fica muito carregado, mais ou menos, dá umas duas ou três horas por dia. Se você ler durante duas ou três horas por dia qualquer livro, você vai ler dois ou três livros por semana.”

Mas como cuidar da sua saúde e do seu bem-estar? “Eu confesso que sempre fui muito preguiçoso, nunca fiz exercícios. Mas agora comecei a fazer um pouquinho, porque começou a dor nas costas. Tem uma frase do Oscar Wilde que eu adoro, ele dizia assim: ‘tudo com moderação, inclusive a moderação’. Essa frase define o que eu quero para a minha vida.”

Walcyr Carrasco se inspira em clássico da literatura para criar A Dona do Pedaço

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Bastidor da diretora artística Amora Mautner com Amadeu (Marcos Palmeira) e Maria Da Paz (Juliana Paes) durante gravações de A Dona do Pedaço (Divulgação/ TV Globo)

Felipe Brandão, no Observatório da Televisão

Não é de hoje que Walcyr Carrasco recorre a clássicos da literatura universal para inspirar suas obras na TV Globo. O Conde de Monte Cristo, por exemplo, serviu de base para o autor construir o enredo de seu último sucesso, O Outro Lado do Paraíso (2017).

Com sua mais nova criação, A Dona do Pedaço, não será diferente. O novelista mais bem-sucedido da Globo usou Romeu e Julieta, clássico romântico de William Shakespeare, como o ponto de partida para criar a história de amor e tragédia entre Maria da Paz (Juliana Paes) e Amadeu (Marcos Palmeira), protagonistas do folhetim global vindouro.

Maria é parte de uma família de matadores de aluguel no interior do Espírito Santo, liderada pela matriarca Dulce (Fernanda Montenegro). Logo no início da história, ela comete o desatino de apaixonar-se por Amadeu, membro do clã rival. Assim como os pombinhos da peça de Shakespeare, eles colocam o amor que os une à frente do ódio entre suas casas. Decidem, então, casar-se às escondidas.

O problema é que Dulce descobre o enlace e tenta matar Amadeu, atirando nele em pleno dia do casamento com sua nota. Amadeu então é dado como morto, e o suposto assassinato desata de vez a guerra entre as duas famílias. Grávida do amado, Maria foge para São Paulo e, vários anos depois, torna-se milionária como dona de uma rede de confeitarias.
Reviravolta

A riqueza da heroína vira alvo da cobiça do mauricinho Régis (Reynaldo Gianecchini). Membro de uma família tradicional da alta sociedade paulistana, porém arruinada, ele decide seduzir Maria da Paz para pôr as mãos em seu dinheiro. Mau caráter, será capaz de traí-la com a própria filha dela, a não menos perversa Joseane (Ágatha Moreira).

É nesse ínterim, porém, que Amadeu ressurgirá na história – vivo, ao contrário do que todos acreditavam. Seu reencontro com Maria da Paz, a quem nunca deixou de amar, provocará uma revolução na vida da heroína, bem como na de todos à sua volta.

A Dona do Pedaço tem estreia programada para o mês de maio. O novo folhetim terá a missão de levantar os baixos índices de audiência que O Sétimo Guardião vem atingindo no horário nobre global. Amora Mautner assinará a direção artística da obra, em sua primeira parceria com Walcyr Carrasco.

Com informações do portal NaTelinha.

Livro de Michelle Obama pode se tornar a autobiografia mais vendida da História

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Reuters
“Escrever foi uma profunda experiência pessoal. Falo sobre minhas raízes e de como uma garota encontra sua voz”, escreve a ex-primeira-dama em seu Twitter.

Andréa Martineli, no Huffpost

O livro de memórias de Michelle Obama, Minha História, pode se tornar a autobiografia mais vendida da História. O dado foi divulgado nesta terça-feira (26), editora Bertelsmann, que detêm direitos da publicação.

A editora ainda tem a expectativa de que a autobiografia de Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos e marido de Michelle, seja outro sucesso. A expectativa é publicar neste ano, mas ainda não há uma data certa.

Após a publicação de Minha História, a receita anual da editora aumentou cerca de 2,8% ― o maior número em seus 183 anos de existência ― 10 milhões de cópias foram vendidas desde seu lançamento, em novembro de 2018.

“Isso torna o livro de Michelle o nosso sucesso criativo mais notável do ano passado”, disse o diretor-executivo da Bertelsmann, Thomas Rabe, em coletiva de imprensa, segundo a Reuters.

O livro, traduzido para mais de 28 idiomas, mostra uma Michelle sem medo de revisitar o passado e tocar em feridas. Ela escreve abertamente não só sobre sua infância, mas também sobre sua incredulidade ao ser a 1ª primeira-dama negra dos Estados Unidos, entre 2009 e 2017. Michelle também classifica a campanha de Donald Trump como “preconceituosa e perigosa”.

Parte dos ganhos com os livros ― que giram em torno de U$ 60 milhões de dólares (cerca de R$ 250 milhões) ― serão doados para instituições, incluindo a Fundação Obama. Para divulgar seu livro, Michelle Obama realizou uma turnê durante dois meses nos Estados Unidos.

“Escrever foi uma profunda experiência pessoal. Falo sobre minhas raízes e de como uma garota encontra sua voz. Espero que minha viagem inspire os leitores a encontrar o valor para conseguir tudo a que aspiram”, escreveu em seu Twitter à época. “Chicago moldou quem eu sou. Quero também prestar um tributo à comunidade de South Side que me deu tanto amor desde sempre.”

Quando o livro foi publicado no Brasil, o HuffPost Brasil publicou um trecho exclusivo da autobiografia da ex-primeira-dama dos Estados Unidos.

Nele, Michelle conta que, mesmo com um currículo exemplar e compatível com o nível de Princeton, chegou a ouvir de uma orientadora que “não fazia bem o tipo” da universidade.

“Naquele dia, ao sair da sala da orientadora, eu estava furiosa, o ego ferido mais do que tudo. Naquele momento, meu único pensamento era: vou mostrar a você”, escreve. A jovem desejava seguir os passos de seu irmão mais velho Craig, que se formou lá em 1983.

Meses depois, uma carta chegou à caixa de correio da casa em que morava com seus pais, em Chicago, oferecendo uma vaga. Michelle não só entrou para cursar Sociologia, mas fez especialização em estudos afro-americanos e, mais tarde, deu continuidade à sua carreira acadêmica estudando Direito em Harvard.

“Ninguém da minha família mais próxima tinha muita experiência direta com faculdades”, conta em livro. “Nunca achei que entrar na faculdade seria fácil, mas estava aprendendo a me concentrar e a ter fé na minha própria história.”

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