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Cristina Danuta

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Saga Millenium chega ao fim com lançamento de seu 6º livro

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Cena de ‘Millenium – A Garota na Teia de Aranha’, filme baseado na série de livros ‘Milenium’ — Foto: Divulgação

‘A garota marcada para morrer’ é o final da série de Stieg Larsson e despedida da hacker Lisbeth Salander. Foram 100 milhões de exemplares vendidos, após morte do criador.

Publicado no G1

O livro “A garota marcada para morrer” dá ponto final à saga policial sueca “Millenium” criada por Stieg Larsson e representa a despedida da carismática hacker Lisbeth Salander.

Publicado no fim de agosto em quase 30 países, o livro encerra um fenômeno de seis livros que formam uma apaixonante crítica social da Suécia contemporânea, com as ameaças do progresso tecnológico sobre as liberdades e a violência contra as mulheres.

Com 100 milhões de exemplares vendidos em todo mundo, a saga Millenium foi criada por Stieg Larsson, jornalista investigativo especializado em movimentos de extrema direita. Ele morreu após um ataque cardíaco em 2004, pouco depois de entregar os originais dos três primeiros livros.

Larsson não experimentou o gigantesco sucesso da saga, assim como suas adaptações para o cinema e para os quadrinhos. Também não viu a batalha jurídica pelos direitos autorais entre sua família e sua companheira.

Após a publicação dos três primeiros volumes, outro escritor de sucesso, David Lagercrantz, assumiu o comando da saga com a aprovação do pai e do irmão de Larsson.

“Os homens que não amavam as mulheres” (2005); “A menina que brincava com o fogo” (2006) e “A rainha do castelo de ar” (2007) formam a trilogia original. Lançados depois, “A garota na teia de aranha” (2015) e “O homem que buscava sua sombra” (2017) venderam 14 milhões de exemplares.

Após o sexto e último livro, “acabou”, declarou David Lagercrantz à agência France Presse. “Mas estou convencido de que Lisbeth é imortal e que continuará vivendo de uma forma, ou de outra, na televisão, no cinema, ou em outros livros.”

O jornalista e escritor best-seller sueco David Lagercrantz em foto de 21 de março de 2017 em seu apartamento, em Estocolmo. Ele substitui Stieg Larsson na saga ‘Millennium’ — Foto: Jonathan Nackstrand/AFP

Millenium é, sobretudo, a personagem Lisbeth Salander, hacker brilhante, anti-heroína punk, bissexual, vítima da violência machista e uma desajustada social. Ela faz justiça à sombra, de forma definitiva.

Sua contraparte masculina é o jornalista Mikael Blomkvist, diretor da revista “Millenium”, ao qual Stieg Larsson atribuiu suas obsessões, seu gosto pelos arquivos e nomenclaturas, assim como sua aversão ao materialismo e ao abuso de poder.

No sexto livro, Lisbeth está em Moscou para acertar contas definitivas com a família, em uma história que tem como pano de fundo um cenário de “fake news”, assédio virtual, manipulações genéticas e perseguição aos homossexuais na Chechênia.

Batalha legal

A companheira de Larsson, Eva Gabrielsson, rebelou-se quando Lagercrantz, filho de um intelectual de classe alta, assumiu o controle da série criada por um jornalista militante, nascido no interior, muito comprometido com a esquerda.

Eva ficou, porém, sem voz, ou voto, ao perder a batalha legal. Foi excluída da sucessão, porque não era casada com Larsson. David Lagercrantz não lamenta: “Observando em perspectiva, fiz bem em continuar (a obra de Stieg Larsson). Isto jogou luz sobre os livros e sobre sua ação política.”

Larsson, que escrevia para a revista antirracista sueca Expo e era ameaçado constantemente por grupos neonazistas, “compreendeu antes de todos os perigos da extrema direita”, destaca Lagercrantz. Biógrafo do jogador Zlatan Ibrahimovic e do matemático Alan Turing, Lagercrantz deseja virar a página da saga Millenium.

“Três livros é exatamente o que precisava. Se continuasse, teria sido antes de tudo por hábito”, afirma o autor. “É enorme e me sinto feliz de ter conseguido aprofundar o mito”, completa.

“A garota marcada para morrer” recebeu críticas mornas. “É um final aceitável, mas agora basta”, escreveu o jornal sueco “Svenska Dagbladet”.

Três livros de Agatha Christie serão lançados no Brasil essa semana

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Victor Tadeu, no Desencaixados

A consagrada Agatha Christie continua fazendo muito sucesso dentro das livrarias brasileiras, e nessa semana a Globo Livros estará lançado três incríveis obras da Rainha do Crime. O anúncio foi realizado através do site oficial da empresa, onde todos os lançamentos serão apresentados publicamente, inclusive um desses títulos é considerado o mais sinistros e engenhosos da autora.

Um Pressentimento Funesto é um dos lançamentos, ele conta a história do casal de detetives Tommy e Tuppence Beresford. A história gira em torno de Ada, a tia de Tommy, ela está internada em uma clínica geriátrica e durante as visitas a sobrinha acaba conhecendo outra paciência do instituto. Subitamente Ada morre e a recente conhecida é transferida para outro local, mas acaba deixando um enigmático quadro de presente para a senhora já falecida.

Sócios no Crime, um dos primeiros romances de Agatha, também está incluso nessa lista de lançamentos. O enredo também gira em torno do casal Tommy e Tuppence Beresford, eles estão recém-casados e recebem o convite do Chefe da Inteligência Britânica para recolocar os detetives em ação na Agência de Detetive Internacional. Através dessa oportunidade eles veem sua carreira crescendo e alcançando novos patamares, por isso, em cada capítulo o casal procura desvendar casos curiosos e sinistros ambientados no final da década de 1920.

Por último, Portal do Destino também será lançado. Novamente o casal de detetives estão presentes na narrativa e ela conta a história do casal já aposentado em uma casa no litoral, com uma biblioteca recheada de clássicos, um cão maravilhosamente fiel e um mordomo sempre a postos. Mas tudo pode mudar em questão de segundos.

É notório como o casal de detetives estão em todos os lançamentos, eles são um dos personagens ficcionais mais almejados pelos leitores de Agatha Christie, inclusive eles envelhecem em cada obra que fazem parte.

A Globo Livros é responsável por lançados diversas obras da Rainha do Crime, você pode conhecer todos já lançados clicando aqui e acessando o catálogo completo.

Todos os títulos serão lançados no dia 29 de agosto de 2019, mas você já pode adquirir seu exemplar na pré-venda através das maiores lojas virtuais do Brasil.

MetrôRio vai deixar mil livros nos trens em parceria com a Bienal do Livro

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Mil livros serão distribuídos nos vagões do metrô no Rio
Divulgação

Ação tem como objetivo incentivar a cultura e estimular a leitura

Publicado na IstoÉ

Rio – O MetrôRio firmou parceria com a Bienal Internacional do Livro, o maior evento literário do país, para promover a ação “Embarque na Leitura”. Nesta terça, os clientes que embarcarem nas estações terminais Pavuna, Botafogo e Jardim Oceânico encontrarão livros sobre os assentos.

Ao todo, mil obras, de diferentes gêneros literários, sobretudo para os públicos adolescente e adulto, serão “encontradas” pelos passageiros no início das viagens.

A parceria com o MetrôRio tem o apoio do Instituto Invepar e seu objetivo é incentivar a cultura e estimular a leitura. A expectativa é que 600 mil pessoas passem pela Bienal durante os dez dias de evento, que acontece de 30 de agosto a 08 de setembro, no Riocentro. Mais informações sobre a Bienal em www.bienaldolivro.com.br

SERVIÇO: Embarque na Leitura – MetrôRio
Data: 27 de agosto
Local: estações terminais Pavuna, Botafogo e Jardim Oceânico
Horário: a partir das 9h

Navio com a maior livraria flutuante do mundo atraca no Porto de Santos, SP

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MV Logos Hope fica no cais santista até 15 de setembro, e também reunirá várias atividades culturais.

Publicado no G1

O Porto de Santos, no litoral paulista, passou a receber neste sábado (24) a visita do navio MV Logos Hope. Ele traz embarcada a maior livraria flutuante do mundo para a cidade e, também, oferecerá uma edição exclusiva da Bíblia Sagrada, produzida pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), além de várias atividades culturais.

O navio atracou no Cais Outeirinhos 2 (Cais da Marinha) pela manhã, onde ficará até 15 de setembro. É o primeiro porto a ser visitado pode ele, que ainda atracará no Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Salvador (BA) e Belém (PA). Estima-se de que ele atraia cerca de 5 mil pessoas por dia.

Navio Logos Hope, com a maior livraria flutuante do mundo, atracou no Porto de Santos, SP — Foto: Rodrigo Nardeli/G1

A embarcação conta com mais de 400 voluntários, vindos de 65 países. Já no convés principal, abriga a área da livraria. São mais de 5 mil livros, entre literatura infantil, romances, ciências, esportes, artes, culinária e literatura cristã. Todos têm preço médio de R$ 20.

O navio também tem espaço para café, onde os visitantes podem conversar com tripulantes. Eles chegam a ficar por até dois anos no projeto, que chegou ao Brasil após uma estada na Argentina. Também há um espaço para eventos, onde, aos domingos, às 15h30 e 19h30, haverá peças teatrais.

O preço de entrada é de R$ 5. Adultos com mais de 65 anos de idade e crianças menores de 12 anos, desde que acompanhadas por um adulto, têm entrada gratuita. Já as programações do navio com horário estipulado podem receber inscrições pela internet.

Livro inédito escrito por Fernanda Young quando tinha 17 anos pode ser antecipado

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Fernanda Young em Paraty, em 2018: dois livros inéditos Foto: Marcelo Saraiva Chaves / Agência O Globo

 

Nelson Gobbi, na Época

RIO — Morta na madrugada deste domingo, aos 49 anos, após parada cardíaca decorrente de uma crise de asma , a escritora, atriz e roteirista Fernanda Young entregou há um mês os originais de seu novo livro para a editora Leya. Com o títitulo “Posso pedir perdão, só não posso deixar de pecar”, sugerido pelo marido Alexandre Alexandre Machado e a editora e amiga Eugénia Vieira, que também estimularam a autora a publicar, a obra tinha o lançamento previsto para novembro, mas pode ser adiantado.

Autora de 14 livros, Fernanda procurou há cerca de um ano a LeYa Brasil, editora de seu último livro, “Pós-F.: Para além do masculino e do feminino”, de 2018, para a publicação de um grande romance, na qual ela iria rever diversas fases de sua carreira. No processo, ela encontrou os originais inéditos de seu primeiro livro, escrito aos 17 anos e nunca publicado, o que mudou completamente os seus planos.

— Há uns quatro meses, enquanto trabalhava neste grande romance, que chamávamos de “O livro”, ela pediu para interromper momentaneamente a escrita porque sentia que precisava refletir sobre vários pontos de sua carreira autoral. Foi neste momento que ela encontrou este primeiro romance datilografado, escrito aos 17 anos — conta Leila Name, diretora geral da LeYa Brasil. — Ela nos disse que, num primeiro momento, achou engraçado, como se fosse uma pretensão juvenil. Mas relendo o texto, viu que muito da autora que ela se tornou já estava ali, o olhar sobre as questões femininas, o corpo da mulher e as imposições que ele sofre. Ela retrabalhou o romance e nos entregou há cerca de um mês.

Além de “Posso pedir perdão, só não posso deixar de pecar”, a LeYa Brasil também trabalha nos originais do projeto anterior, considerado praticamente concluído pela editora.

— Ela nos entregou um material de fôlego, umas 300 laudas, vamos nos debruçar neste texto agora. Fernanda me disse ter pensado em não escrever mais, mas que ao encontrar o primeiro livro ela se reencontrou como escritora — lembra Leila. — Ela estava questionando o peso que passou a sentir como autora, e naquele primeiro texto encontrou a leveza que precisava. A Fernanda de 17 anos anos acabou salvando os dois livros.

Ainda impactada pela notícia da morte da escritora, Leila lembra de sua participação em uma sessão de autógrafos na Feira Cultural LGBT na Praça da República, em São Paulo, em junho:

— Ela estava ali representando exatamente o que ela escreve, que você não precisa ficar presa a um papel para defender o que acredita. Ela demonstrava que é possível ser mãe de quatro filhos, ter um casamento de 20 anos, e abraçar todas as questões que vão além deste lugar. Ela era essa transgressora que não aceitava, inclusive, que isso a limitasse a um personagem.

Escritora, atriz e colunista do jornal O GLOBO, Fernanda morreu às 3h deste domingo, no hospital de Gonçalves (MG), cidade onde a família tem sítio. A autora, que sofria de asma desde a adolescência, começou a sentir falta de ar no fim da tarde de sábado, foi socorrida pela caseiro à noite e levada ao hospital, mas não resistiu. Ela entraria em cartaz no dia 12 de setembro em São Paulo com a peça “Ainda nada de novo”, em que contracenaria com Fernanda Nobre .

Leia abaixo um trecho inédito de “Posso pedir perdão, só não posso deixar de pecar”:

Saímos da igreja e eu me sentia culpada. As palavras do pastor Ortiz me martelavam a mente, eu sentia como se sempre estivesse falando com deus para ter os seus poderes, usando Jesus como uma cartola de mágico.

Meu pai ia na frente dando suas opiniões sobre o sermão, mamãe calada — demonstrava interesse como se Papo soubesse a grande verdade.

Eu não conseguia escutá-lo, estava perdida em minha auto-piedade, pois queimaria nas trevas do inferno em breve. Sim, eu deveria pagar com a vida pelo desleixo que tive com o senhor.

Meus pensamentos me puniam e eu me via cada vez mais infeliz e desgraçada, enquanto isto minha irmã caçula cantava baixo uma música do anjo que se chamava solidão.

Meus pés ardiam, o suor descia em grosso filetes, tudo estava tão seco, a voz de Papo, a canção de Alice, o silêncio de mamãe, a minha dor.

Eu comecei a sentir uma tonteira e a ficar gelada, deus estava me castigando.

Quando acordei estava em minha cama. Demorei um pouco para me situar, olhei para Al e ela dormia leve. Em sua boca entreaberta brilhava sua saliva infantil.

Levantei-me, mas logo voltei para a cama, eu não queria ser flagrada no corredor, eu não queria ser abordada pelo fato ocorrido, sentia fome, mas todos faziam sua sesta rotineira.

Demorei um pouco a retornar a dormir e sonhei com deus, Jesus e o espírito santo. O primeiro era como o meu avô do sul, pai de Papo, o segundo era como no quadro que tinha na sala de jantar e o terceiro era o carteiro com olhos de mel que vinha de quinze em quinze dias trazer o jornal da cidade mais próxima.

Acordei e me assustei com mamãe que ao lado bordava algo que não dei atenção. Me arrependo de não ter dado valor a este detalhe.

— Não precisa se preocupar minha filha — odeio ser chamada assim — pensamos em chamar o médico, mas quando olhei seu vestido — mostrou o vestido —e o vi sujo, bom, eu pensei: a dona menstruação visitou minha Nina.

Não precisa se preocupar, aconteceu quase o mesmo comigo, o seu pai está orgulhoso e foi comprar um vestido de moça para você e depois passará na casa dos Mendes para comemorar — passando a mão em meus cabelos molhados. — Irei lhe preparar uma sopa, você deve estar com fome.

Disse-lhe que sim só para que me deixasse sozinha, e então chorei de vergonha e depois deste dia nunca mais brinquei com os filhos dos Mendes. Voltei a ter contato com eles somente quando aceitei desposar o mais velho, mas isto é uma história que ainda irei cintar em outro momento, com detalhes.

A vergonha de ir à igreja ia crescendo a cada dia da semana, minha culpa se transformava em ódio por deus, seu filho, espírito santo e principalmente pelo pastor Ortiz, que almoçava lá em casa de vez em quando.

Ele era convidado pelo Papo que mandava nos arrumar como se fossemos à missa. Tínhamos que beijá-lo a mão. Alice ficava esbaforida com a presença do pastor, achava que ele era o espírito santo.

Quando lhe disse que o achava com cara de chupeta, correu para o Papo e contou-lhe chorosa:

— Papo! Nina disse que o pastor tem cara de chupeta com face!

Atualmente eu sei o que queria dizer, ele parecia um testículo com formas moldáveis.

De sábado para domingo eu quase não dormi. Quando amanheceu, Al eufórica penteou o cabelo cantando a música do anjo: “Se esta rua, se esta rua…”

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