Cristina Danuta

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Governo de Rondônia proíbe ‘Macunaíma’, ‘Os Sertões’ e mais 41 livros nas escolas

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Grande Otelo no filme Macunaíma, baseado na obra clássica do modernista Mário de Andrade

Determinação também incluía obras de Kafka, Euclides da Cunha, Ferreira Gullar e Rubem Fonseca, entre outras

Publicado no HuffpostBrasil

A Secretaria de Educação de Rondônia (Seduc) determinou nesta quinta-feira (6) o recolhimento nas escolas estaduais de 43 livros por considerar “conteúdos inadequados às crianças e adolescentes”. Após o documento ser publicado nas redes sociais, a pasta voltou atrás.

A lista inclui clássicos como Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, Macunaíma, de Mário de Andrade, e Os sertões, de Euclides da Cunha.

Assinado pelo secretário de Educação, Suamy Vivecananda Lacerda de Abreu, o memorando 4/2020 constava no sistema interno da Secretaria de Educação de Rondônia e foi endereçado às coordenadorias regionais de educação de Rondônia.

No documento, o argumento era de que os os livros apresentavam “conteúdos inadequados às crianças e adolescentes”. O memorando ressalta a importância de os educadores “estarem atentos as demais literaturas já existentes ou que chegam nas escolas” (sic) de modo que “sejam analisadas e assegurados os direitos do estudante de usufruir do mesmo com a intervenção do professor ou sozinho sem constrangimentos e desconfortos”.

Após imagens da lista serem divulgadas na internet, a secretaria tornou o processo secreto no início da tarde desta quinta. Em seguida, a Coordenação Regional de Educação da pasta encaminhou uma nova mensagem para os coordenadores abortando o recolhimento dos livros.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação de Rondônia afirmou que “recebeu uma denúncia que nas bibliotecas das escolas estaduais havia livros paradidáticos com conteúdos inapropriados para o público alvo, alunos do ensino médio” e que o recolhimento foi descartado após a equipe técnica analisar as informações.

“Sendo assim, o processo eletrônico que contém a análise técnica foi encerrado imediatamente sem ordem de tramitação para quaisquer órgãos externos, secretarias ou escolas públicas”, diz o texto.

O procurador da República Raphael Bevilaqua informou na tarde desta quinta-feira (6) que um procedimento administrativo de investigação deve ser aberto para apurar o assunto.

Rondônia é governada pelo coronel Marcos Rocha (PSL-RO). Aliado do presidente Jair Bolsonaro, deve ser o primeiro governador a deixar a sigla para se filiar à Aliança pelo Brasil, partido ainda em processo de formação.

Tanto o presidente quanto aliados afirmam quem há doutrinação nas escolas e nos livros didáticos e paradidáticos. Em janeiro, Bolsonaro chamou os livros escolares de “lixo” e disse que a partir de 2021, o material será reelaborado e contará com a bandeira do Brasil e o hino nacional.

“Os livros hoje em dia, como regra, são um montão de amontoado de muita coisa escrita. Tem que suavizar aquilo. Falar em suavizar, estudei na cartilha ‘Caminho Suave’, você nunca esquece. Não esse lixo que, como regra, está aí. Essa ideologia de Paulo Freire”, disse o presidente.

Matilda | Sony e Netflix fecham parceria para realizar uma nova adaptação do livro infantil

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Nova versão será baseada no musical da Broadway.

Raphael Teodoro, no Cinema com Rapadura

O Hollywood Reporter noticiou que a Netflix e a Sony Pictures estão firmando uma parceria para uma nova adaptação de “Matilda”. O filme seria baseado no musical que é inspirado no livro infantil de Roald Dahl.

De acordo com a publicação, o longa vai ser exibido inicialmente no Reino Unido e depois distribuído pela Netflix, via streaming, para todo o mundo. Não foi informado como as empresas dividirão os custos da produção.

Matilda segue a história de uma jovem prodígio que adora livros que é ignorada pelos pais e estuda em uma escola dirigida por uma diretora abusiva. Ela encontra em sua professora, Miss Honey, alguém para se espelhar e inspirar.

Em 1996, a personagem criada por Dahl ganhou uma adaptação cinematográfica, dirigida por Danny DeVito e com Mara Wilson no papel principal. O musical de “Matilda” estreou nos teatros britânicos em 2011, e em 2013, chegou à Broadway e ganhou quatro prêmios Tony.

A nova versão de “Matilda” será dirigida por Matthew Warchus (“Orgulho e Esperança”). Dennis Kelly (da série “Utopia”) assina o roteiro. Nenhum nome foi vinculado ao elenco.

O filme não tem previsão de estreia nos cinemas e nem na Netflix.

Magazine Luiza arremata Estante Virtual por R$ 31 milhões

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Publicado no Diário de Pernambuco

O Magazine Luiza arrematou da Livraria Cultura -que está recuperação judicial desde o ano passado- a Estante Virtual, por R$ 31,1 milhões. A varejista foi a única a apresentar proposta pela compra da plataforma online de livros usados.

A audiência para abertura de propostas foi realizada em leilão perante a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais. A operação tem cinco dias para ser impugnada.
Em laudo de novembro de 2019, a consultoria MS Cardim e & Associados avaliou a Estante Virtual em R$ 42,5 milhões. Com passivo financeiro de curto e longo prazo de R$ 11,3 milhões, o valor total ficou em R$ 31,1 milhões.

A Estante Virtual foi lançada em 2005 e, até 2018, vendeu 20 milhões de livros. Com cerca de 40% de livros novos e 60% usados, o canal consegue ofertar preços mais baixos.

A Cultura comprou o site em 2017 durante projeto de expansão.

Em outubro de 2018, sem conseguir quitar dívidas de cerca de R$ 285,4 milhões, a Livraria Cultura pediu recuperação judicial para evitar a falência. A compra da Estante Virtual faz parte de um dos pilares do plano de diversificação do portfólio de vendas do Magalu, apresentado a investidores em sua oferta subsequente de ações (follow-on) em novembro do ano passado.

A estratégia da rede é ampliar o catálogo de produtos no ecommerce, indo além da venda de eletroeletrônicos e de produtos para casa, que foram os responsáveis pela consolidação da rede no mercado brasileiro. Desde abril do ano passado, a empresa passou a comercializar livros, comprando de editoras e colocando à venda no ecommerce. A aquisição da Estante Virtual indica uma aposta no marketplace -quando terceiros vendem por meio da plataforma do Magalu.
O ecommerce da marca tem 14 mil vendedores de livros. Com os 6 mil da Estante Virtual, passa a ofertar itens de 20 mil comerciantes, aumentando sua participação no mercado e acirrando a disputa com a Amazon nesse setor.

Paulo Coelho revela que estava escrevendo livro com Kobe Bryant

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Publicado na IstoÉ

Entre as personalidades que lamentaram a morte de Kobe Bryant, um dos maiores jogadores de basquete da história, está o escritor Paulo Coelho. Em sua mensagem, o brasileiro revelou que estava escrevendo um livro para crianças em parceria com o astro e afirmou que iria “deletar o rascunho” após a trágica notícia.

“Você era mais do que um grande jogador, querido Kobe Bryant. Eu aprendi muito interagindo com você. Vou deletar o rascunho agora, esse livro perdeu a razão de existir”, escreveu Paulo Coelho em sua conta no Twitter.

A publicação do escritor conta com mais de dezenas de milhares de interações. Entre os comentários estão pedidos para que ele publique o livro. “Talvez fosse uma maneira de honrá-lo se você ainda o escrevesse. Mas somente se você tiver vontade”, disse um dos fãs.

“Dê tempo suficiente à esposa para lamentar e então deixe-a decidir. Oro para que haja compaixão para não forçá-la a tomar decisões prematuras neste momento inacreditavelmente difícil de ter perdido o marido e a filha. Estou até surpreso que isso seja publicado”, comentou outro internauta.

Em 2016, o astro do basquete já havia afirmado que tinha o sonho de fazer um livro voltado para crianças e teria entrado em contato com Paulo Coelho. Depois disso, o ex-jogador e o escritor não comentaram sobre o desenvolvimento do projeto.

Antes de morrer, Bryant chegou a lançar dois livros. O “Mamba Mentality”, que comenta sobre a preparação para o jogo, e o “Wizenard Series”, uma série contando a história de cinco jovens jogadores de basquete.

Chamado de “assassino de livros”, homem corta obras ao meio em nome da praticidade

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Chamado de “assassino de livros”, homem corta obras ao meio para caber na bolsa (Foto: @alex_christofi/twitter)

Alex Christofi, escritor e editor do Reino Unido, viralizou no Twitter após confessar que costuma cortar publicações muito longas para torná-las “portáteis”

Publicado na Galileu

O escritor e editor britânico Alex Christofi gerou polêmica nas redes sociais após compartilhar como costuma driblar o excesso de peso na mochila por conta de livros muito pesados. “Ontem meu colega me chamou de ‘assassino de livros’ porque eu corto livros longos ao meio para torná-los mais portáteis. Mais alguém faz isto? Sou apenas eu?”, confessou o autor em sua conta no Twitter.

O tweet de Christofi já foi retweetado mais de 9 mil vezes e ganhou 65,9 mil curtidas, bem como milhares de comentários indignados concordando com seu amigo. “Meu Deus. Isso me deixa tão triste”, comentou um usuário. “Existe uma lista de coisas que são aceitáveis. Isso não está na lista”, disse outro. Houve também pessoas que o aconselharam comprar um e-reader e deixar os livros de papel em paz.

Surpreendentemente, há também quem adote a mesma estratégia do escritor. “Não é apenas você. Minha irmã fez isso no passado. E eu trasnformei um livro em uma coroa de flores recentemente, em memória de um amigo que morreu”, contou um usuário.

Christofi, autor dos livros Let Us Be True (2017) e Glass (2015), entrou na brincadeira e atualizou seu perfil no Twitter: “Editor sênior no @OneworldNews. Assassino de livros. Escrevi dois romances, ganhei o Prêmio Betty Trask. Agora estou escrevendo um livro sobre Dostoevsky. Minhas palavras são minhas.”

Você faria algo parecido com seus livros?

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