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Pedro Cardoso estreia na literatura com romance situado num Brasil em convulsão

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Longe da tevê e do Brasil, Pedro Cardoso brinca com o seu ‘desemprego’ Foto: JF Diório/Estadão

Longe da tevê e do Brasil, Pedro Cardoso brinca com o seu ‘desemprego’ Foto: JF Diório/Estadão

 

Ator conta que quis escrever ‘O Livro dos Títulos’ na tentativa de organizar ideias e ansiedades sobre o País

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

“Escrever um livro é talvez a missão mais exigente entre todas as chatices que a humanidade inventou para se aborrecer. Organizar os infinitos detalhes que dão coerência a uma estória inventada é uma tarefa divina que queima o cérebro de um simples mortal; a demanda é sobre-humana.” Quem diz isso é o protagonista do romance de estreia do ator Pedro Cardoso que confessa, logo na primeira linha, que não gosta de ler – mas gosta de livros.

Desde cedo, carregava um exemplar porque achava que, se acreditassem que ele era um grande leitor, não sentiriam pena por ele estar sempre sozinho. Atrás de seu escudo, ele oscilava entre o sono e a vigília, pensava em coisas diversas, nunca lia. Mas ele se apaixonou, e decidiu escrever um livro para a moça – ela, sim, uma grande leitora.

Esse é, basicamente, o enredo de O Livro dos Títulos, uma história de formação, de amor e de loucura que acompanha o personagem ao longo de sua vida. Mas há mais. O pano de fundo é um Brasil socialmente insalubre, em “convulsão social com o surgimento de várias denúncias de casos de corrupção envolvendo todas as forças políticas”. Um país do pré e pós-guerra civil que, ao seu término, terá se dividido em “420 Estados independentes, oriundos das milícias que se formaram durante os anos de conflito. O novo mapa político terá sido definido em uma infinidade de tratados e armistícios, que ficarão conhecidos como Tratados da Des-União Brasileira ou Des-Tratos da Fundação”, conta o narrador.

Pedro revela que quis escrever o livro numa tentativa de organizar algumas ideias e ansiedades sobre o País e compartilhar suas inquietações. “Escrevi sob o impacto dos acontecimentos dos últimos anos e um pouco desesperado de tanta coisa sobre as quais eu gostaria de falar. Mas o livro é um romance e não um ensaio teórico. O que os personagens dizem não é o que eu diria. Eu acho que eu nem sei bem o que eu diria – estou vazio de certezas”, diz.

Ele prefere não dar detalhes sobre a história ou falar sobre o país que criou e que está em desintegração, mas, voltando aos dias de hoje, comenta que são muitos os motivos para nos preocuparmos – e a “tentação fascista que ilude os tolos” é o principal deles. “Nenhum caminho autoritário nos trará nada de bom. Todo totalitarismo é falso e covarde. E os moralismos que se esboçam, com reações descabidas contra a sexualidade e os muitos modos de amar que são próprios da humanidade, são mesmo inquietantes e devem sofrer a nossa mais serena e severa oposição”, diz.

Pedro quer ter esperança, porque “desesperança é um luxo de gente rica e indiferente”. O ator, no entanto, ainda não sabe no que acreditar. “Tenho fé que algo novo haverá de surgir, mas não sei o que seja nem de onde virá. Estou à espera. Ativamente, esperando que algo venha e me diga o que nunca imaginei que seria o futuro. Eu tenho a convicção de que só algo que ainda não se manifestou nos haverá de tirar desse atoleiro em que nos encontramos.”

Pedro Cardoso vive hoje em Portugal e diz que a decisão não tem a ver com o momento do Brasil. Sempre quis ter uma experiência como essa, mas tudo aconteceu rápido demais – carreira, família – e perdeu a chance de fazer isso mais jovem. Quando teve dinheiro para bancar o sonho, não conseguiu se desvencilhar das obrigações no Brasil – por mais de uma década, ele foi o Agostinho, da Grande Família, sucesso da Globo que chegou ao fim em 2014. Seus projetos atuais estão ligados à peça O Homem Primitivo, escrita por ele e por Graziella Moretto, sua mulher, que trata da gênese e das consequências do sexismo. Graziella planeja um filme sobre a peça que aborda uma questão que, comemora o ator, “está finalmente ganhando o protagonismo que lhe é devido”.

Fora isso, tenta emplacar uma série sobre o Brasil, seus ricos e seus pobres, que não teve, até agora, o apoio de nenhuma emissora. Se não der certo mesmo, o novo escritor considera transformá-lo num romance. “No mais, estudo inglês e francês como um adolescente”, brinca.

Ele está no País para uma série de lançamentos. O banner que coloca atrás da mesa de autógrafos diz: “Ator desempregado à procura de leitores”. Tudo não passa de uma graça, garante. “Uma brincadeira com o fato de eu ter ficado no ar por muitos anos e ter desaparecido desse convívio semanal com o público. Eu sinto saudade disso. O desemprego é brincadeira.”

Mas de volta à vida de escritor. Pedro Cardoso conta que lê desde sempre, o dia inteiro, muito devagar, porque é disléxico. Não se considera um grande leitor e muito menos um erudito ou um grande conhecedor de literatura. “Gosto de ler, simplesmente. Leio alguma teoria, alguma filosofia, bastante sobre história e muitos romances. Mas sou leigo, repito. E gosto de ser um leitor amador. E, muito provavelmente, eu sou também um escritor amador.”

Sua obra faz referências a muitas outras da literatura brasileira e estrangeira, e o título foi escolhido pelo fascínio que sente pelo nome que as coisas têm e pelo poder que ele evoca. A inclusão desses livros todos em sua história foi porque ele quis dar um testemunho de um possível cânone de uma pessoa de seu tempo. “Cada um de nós tem um biblioteca na memória onde estão guardados os livros que lemos e achei que seria interessante para o leitor cotejar o cânone dele com o do meu livro”, explica.

A certa altura, o protagonista, que gostava de deitar no chão e passar os olhos pelos títulos na estante, chegou a escalar uma seleção. “No gol: A Pedra do Reino; na defesa: Lucíola, Fogo Morto, Casa Grande & Senzala; no meio-campo: Quincas Borba, Ed Mort, Juca Mulato e Catatau; no ataque: Benjamim e Budapeste. Técnico: Romanceiro da Inconfidência. Escalou também o time adversário, e seleções para os diversos países combinando gêneros e épocas.

Para o personagem, eles tinham uma outra função. “Cada título me dava uma sugestão de pensamento que, por ser breve e concisa, eu conseguia penetrar; ou, melhor dizendo: eu conseguia me deixar ser por ela penetrado; e usufruía, imaginando que estória se conformaria com aquele título.”

Pedro Cardoso comenta que a história foi chegando a ele à medida que ele a ia contando para um possível leitor. Tem um certo humor ali, e o ator estranharia se ele não tivesse se manifestado. “O que me guiou foi sempre um desejo de agradar, de entreter, de criar um bom momento para o outro. Escrever é, certamente, um modo de organizar o próprio pensamento. E eu estava precisando organizar o meu”, finaliza.

TRECHOS

“Quando me tornei um jovem adulto, aceitei finalmente que eu jamais conseguiria ler um livro, que eu detestava fazer o esforço de me manter atento ao que estava escrito, que eu desejava mesmo era me entregar o mais rápido possível ao mundo dos meus pensamentos, para o qual eu escorregava embalado pelo mantra da leitura.”

“Os primeiros anos da guerra se caracterizarão por uma baderna absoluta. A estrutura administrativa do Estado entrará em agonia e colapsará em poucos meses. O país ficará entregue a bandos de vândalos que atacarão indistintamente, com o único intuito de se apoderarem de bens de consumo. Em um primeiríssimo momento, cada cidadão se encontrará responsável pela sua própria segurança. Formar-se-ão milhões de exércitos de um único soldado.”

74% da população brasileira nunca comprou um livro

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Pesquisa ‘Retratos da Leitura no Brasil’ aponta que brasileiros leem em média 4,96 livros ao ano

Isabela Alves, no Observatório do Terceiro Setor

De acordo com a 4ª edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, desenvolvida em março de 2016 pelo Instituto Pró-Livro, mais da metade da população brasileira se considera leitora, porém apenas 4,96 livros são lidos por ano. Deste total, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes.

A pesquisa considera que é leitor quem leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses. No entanto, os estudos mostram que 74% da população nunca comprou um livro e 30% dos entrevistados nunca leram uma obra.

Entre as principais motivações para a leitura estão gosto (25%), atualização cultural (19%), distração (15%), motivos religiosos (11%), crescimento pessoal (10%), exigência escolar (7%), atualização profissional ou exigência do trabalho (7%).

A Bíblia é o livro mais lido em qualquer grau de escolaridade. Outros títulos que foram citados como mais recorrentes foram: A Culpa É Das Estrelas, A Cabana, O Pequeno Príncipe, Cinquenta Tons de Cinza, Diário de um Banana, Crepúsculo, Harry Potter e Dom Casmurro.

Escritora com câncer terminal faz perfil de namoro para o marido: “espero que outra história de amor comece”

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 Escritora diz que criou perfil do marido com base em experiência de "9.490 dias" Foto: Twitter/@missamykr / BBCBrasil.com

Escritora diz que criou perfil do marido com base em experiência de “9.490 dias”
Foto: Twitter/@missamykr / BBCBrasil.com

 

Publicado no Terra via BBC Brasil

Uma escritora que está morrendo de câncer de ovário escreveu um perfil de namoro para seu marido, para que ele possa encontrar “outra história de amor”.

Amy Krouse Rosenthal lista as melhores qualidades do companheiro e diz esperar que “a pessoa certa leia isso [e] encontre Jason”.

“Eu nunca estive no Tinder, Bumble ou eHarmony”, ela escreveu no jornal New York Times .

“Mas vou criar um perfil geral para o Jason aqui, com base na minha experiência de coexistir na mesma casa com ele por, tipo, 9.490 dias.”

Amy é conhecida por escrever livros para crianças, bem como memórias sobre sua própria família e vida.

Ela e Jason estão juntos há quase três décadas e já têm filhos adultos.

Amy descreve o marido como alguém que adora viajar, veste-se bem e é ótimo cozinheiro. Também não poupa elogios a sua beleza física: “Eu já disse que ele é incrivelmente lindo? Eu sentirei falta de olhar para o rosto dele.”

“Se você está procurando um companheiro de viagem dos sonhos, do tipo vamos lá, Jason é seu homem. Ele também tem afinidade por pequenas coisas: colheres de degustação, pequenos frascos, uma mini-escultura de um casal sentado em um banco, que ele me apresentou como um lembrete de como nossa família começou”, ela escreve.

“Aqui está o tipo de homem que Jason é: ele apareceu no nosso primeiro ultrassom de gravidez com flores. Este é um homem que, porque ele está sempre acordado cedo, me surpreende todos os domingos de manhã, fazendo algum tipo de carinha sorridente esquisita com itens perto da cafeteira: uma colher, uma caneca, uma banana.”
Tatuagem

Em seu mais recente livro de memórias, escrito antes do diagnóstico da doença, Amy disse que queria um leitor sugerisse um desenho para que ela e ele (o leitor) pudessem fazer tatuagens combinadas.

“Em setembro, Paulette foi me encontrar em um estúdio de tatuagem de Chicago”, ela escreve em seu ensaio no Times .

“Ela fez a dela (a primeira) no pulso esquerdo. Eu fiz a minha na parte de baixo do meu antebraço esquerdo, na letra da minha filha.”

“Esta foi minha segunda tatuagem. A primeira é pequena, um ‘j’ minúsculo, que tenho no meu tornozelo por 25 anos. Você provavelmente pode adivinhar o que representa.”

“Jason tem uma também, mas com mais letras: ‘AKR.'”

 Amy fez tatuagem com leitora no ano passado; esta é a segunda dela, a primeira traz a inicial do marido: J Foto: Reprodução Twitter / BBCBrasil.com

Amy fez tatuagem com leitora no ano passado; esta é a segunda dela, a primeira traz a inicial do marido: J
Foto: Reprodução Twitter / BBCBrasil.com

Mais para o final de seu ensaio, chamado You May Want to Marry My Husband (Você talvez queira casar com meu marido, em tradução livre), Amy escreve:

“Estou finalizando isso no Dia dos Namorados, e o presente mais genuíno que eu posso esperar é que a pessoa certa leia isso, encontre Jason, e outra história de amor comece.”

“Vou deixar este espaço abaixo intencionalmente vazio como uma forma de dar a vocês dois o novo começo que vocês merecem.”

Em seguida, segue-se um espaço em branco.

Ela termina: “Com todo meu amor, Amy.”

Esta biblioteca comunitária de Nova Iguaçu está formando pequenos grandes leitores

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A Paulo Freire recebe cerca de 370 crianças por mês. A foto da leitora destaque Lauriene viralizou <3

Ana Beatriz Rosa, no HuffpostBrasil

“Quem lê, viaja.” Esse é o lema da biblioteca comunitária Paulo Freire, localizada no bairro de Rancho Fundo em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, e a frase nunca fez tanto sentido quanto para as crianças da região.

Distante do centro da cidade em que estão localizados outros aparelhos de lazer, os jovens e os adultos de Rancho Fundo fizeram da biblioteca Paulo Freire um espaço compartilhado de histórias, de aprendizados e de atividades.

O espaço faz parte da rede Baixada Literária que contempla outras 6 bibliotecas mantidas por instituições sociais e culturais no município carioca.

O movimento surgiu da necessidade de ampliar a possibilidade de se ter cada vez mais leitores nas zonas periféricas das grandes cidades e, apenas na Paulo Freire, são 345 leitores cadastrados.

Mas quem dá vida ao espaço são realmente os pequenos. Cerca de 370 crianças frequentam mensalmente o espaço compartilhado e podem usufruir dos livros, computadores e atividades organizadas no local.

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Foi a história de uma pequena grande leitora que chamou a atenção da internet. Lauriane, de apenas 7 anos, foi eleita como a “leitora do mês” da biblioteca, já que finalizou 23 títulos. A sua foto com a plaquinha-prêmio toda orgulhosa viralizou.

De acordo com Jane Faro, mediadora de leitura da instituição, a ideia não era fazer “propaganda” da pequena, mas sim incentivar as outras crianças.

“A foto era para servir como um incentivo para ela e para as outras crianças. A ideia era fazer com que os outros também quisessem se tornar leitores de destaque e assim ampliar o contato deles com os livros. Nós adoramos a repercussão, mas ficamos surpresos!”

Segundo a mediadora, o principal público da Paulo Freire são os jovens de 6 a 18 anos. Por estar localizada em uma região pobre e carente de infraestrutura, a biblioteca possui um papel social importante na comunidade.

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“Nós procuramos fazer atividades semanais aqui. Temos as rodas de leitura, os jogos e os laboratórios sobre o uso seguro da internet, nos quais até os pais participam. Mas o foco é sempre no manuseio dos livros. Adaptamos brincadeiras do cotidiano para o universo literário. Por exemplo, fazemos a batalha naval das obras e assim as crianças aprendem sobre os gêneros, os autores as ilustrações. Quando eles chegam aqui e não tem alguma atividade programada, eles cobram da gente. Então é realmente uma biblioteca diferente. Aqui o silêncio dá espaço para a vida dessas crianças.”

Entre os títulos favoritos, as histórias em quadrinhos, principalmente os gibis da Turma da Mônica, fazem sucesso entre a garotada. Jane confessa que é díficil escolher o preferido das crianças, mas disse que vai fazer uma pesquisa para conhecer melhor o gosto literário de cada um.

A biblioteca nasceu para atender a necessidade de alunos e professores das escolas públicas do bairro. Além de um acervo para adultos e crianças, o espaço também tem um acervo focado em pesquisas escolares.

De acordo com Jane Faro, atualmente são emprestados cerca de 450 títulos por mês, entre materiais didáticos e livros.

A disposição da comunidade em fazer as histórias acontecerem está transformando a região e a biblioteca Paulo Freire.

Aos 8 anos, Joana vende os livros em parques e praças para comprar novos

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Joana tem oito ano e está vendendo os livros para comprar novos (Foto: Fernando Antunes)

Joana tem oito ano e está vendendo os livros para comprar novos (Foto: Fernando Antunes)

 

Naiane Mesquita, no Campo Grande News

Aos oito anos de idade Joana tem um jeitinho todo manhoso de falar. Como quase toda criança da sua idade é fã da atriz Larissa Manoela e adora Carrossel. Mas, longe de ser uma admiradora exclusiva de televisão, ela faz questão de manter outra paixão bem viva. De gibis a livros de terror, tudo passa pelos olhinhos espertos dela, que para manter vivo esse amor decidiu abrir o porta-malas do carro e vender as antigas companhias por novas publicações.

“Eu que tive a ideia. Contei para o meu pai e ele foi me falando o preço que eu tinha que por nos livros”, explica Joana.

Joana e seus primeiros clientes (Foto: Fernando Antunes)

Joana e seus primeiros clientes (Foto: Fernando Antunes)

Na lista de livros tem de tudo. “Gosto de ler conto de fadas, história de princesa, aventura, terror, gibi da Mônica, Magali, Chico Bento, Gasparzinho, Riquinho”, conta a pequena, que desde os seis aninhos mantém o hábito.

Para vender os livros, Joana teve a ajuda do tio Renato, que topou emprestar o porta-malas do carro e abrir no Parque das Nações Indígenas. A garotinha foi no sábado e domingo. No final da tarde ainda quis tentar o negócio na Praça do Peixe, no bairro Vilas Boas, onde ela mora.

“Ela é surpreendente”, afirma a mãe coruja, Karen Gonçalves de Campos, 35 anos. “Meu carro está batido, fiquei sem, então o tio dela emprestou o dele para ir ao parque. Todo mundo achou demais, chamou a atenção de quem estava passando. Eu só fiquei sabendo depois que eles foram, vou confessar que estou emocionada”, conta.

Toda séria arrumando a banquinha que montou na Praça do Peixe (Foto: Fernando Antunes)

Toda séria arrumando a banquinha que montou na Praça do Peixe (Foto: Fernando Antunes)

 

Segundo a mãe, Joana sempre adorou ler, é uma daquelas garotinhas que sempre está com um livro embaixo do braço. Nos aniversários dos coleguinhas ao invés de comprar brinquedos, ela embrulha algum que goste bastante. “Ela é demais, acontece de forma natural. Sempre embala um livro e leva para o amiguinho de presente. É o jeitinho dela”, descreve.

A única surpresa foi a ideia da venda. “Não sei como ela pensou nisso. Eu nessa correria toda só fiquei sabendo depois e estou morrendo de orgulho, extasiada”, diz a mãe, toda feliz.

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