Um marcador inteligente que tuíta para lembrá-lo de voltar a ler

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Se você deixar a leitura de lado por mais de uma semana, o perfil do escritor aparece no seu Twitter para convidá-lo a retornar para as páginas do impresso

Imagem de Amostra do You Tube

Jacqueline Lafloufa, no B9

Ainda que eu goste muito de ler, conseguir parar com um livro na mão e ler por horas a fio tem se tornado uma tarefa cada vez mais difícil. No meio da leitura, pisca o celular com uma mensagem, toca um app social, apita uma novidade e eu acabo sendo levada para fora da minha leitura. Meus momentos de microtédio em filas e salas de espera, ao invés de serem preenchidos com algumas boas páginas de leitura, acabaram sendo sugados por uma rolagem infinita de postagens das minhas timelines sociais.

Provavelmente observando esse comportamento, a Penguin Companhia das Letras lançou o Tweet for a Read, um marcador inteligente que é capaz de perceber quando você deixou seu livro de lado por muito tempo, e que te avisa via Twitter, te convidando a voltar onde você tinha parado naquela leitura.

A criação da agência Mood inseriu nesse marcador um sensor de luz, um timer e um nano computador com Wi-Fi, permitindo que ele detecte se você passar mais de uma semana sem abrir o livro. Se isso acontecer, o autor da obra te envia um tuíte dando aquele puxão de orelha incentivo para você retomar a história.

Para mim, parece a associação perfeita para trazer leitores do digital para o mundo de papel, e certamente funciona como um bom ‘alarme’ para se delongar demais para encerrar uma história. Até eu preciso de um desses com urgência, para me lembrar de deixar as redes sociais de lado um tantinho e me perder nas páginas de bons livros.

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Amazon passa a vender livro em papel no Brasil

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Publicado no UOLphoto-1378249079083-1-0-size-320

A varejista online Amazon lança no Brasil, nesta quinta-feira (21), a venda de livros em papel em português. A empresa já vendia livros digitais aqui. Com um catálogo de 150 mil títulos de 2.100 editoras, a loja terá obras a preços mais baixos que os praticados em livrarias.

Em promoção de lançamento sem data para terminar, o frete será grátis para as compras acima de R$ 69 no país todo. Na cidade de São Paulo, consumidores que adquirirem livros antes das 11h terão a opção de recebê-los no dia útil seguinte. Essa modalidade de entrega, mais rápida que a convencional, só estará disponível para algumas regiões da cidade.

“Decidimos abrir a loja de livros físicos porque já vendemos milhões de livros digitais no Brasil e temos experiência com o consumidor daqui”, disse Alex Szapiro, diretor da Amazon no Brasil. O executivo afirma que uma das condições mais importantes para lançar a loja foi a inteligência do algoritmo da Amazon, que gera recomendações de compra para o cliente baseadas em suas buscas e navegações no site.

O site também inaugura no país uma ferramenta que permite a leitura do livro digital enquanto o livro físico não chega à casa do cliente, o Leia Enquanto Enviamos.

A Amazon chegou ao Brasil em dezembro de 2012, com um catálogo de 13 mil títulos de livros digitais em português. Hoje, são mais de 35 mil títulos. “O segmento de livros digitais deve terminar o ano com uma fatia de 4% a 5% do mercado de livros”, diz Szapiro. “Ainda não é uma parcela muito representativa, mas há dois anos ela era praticamente inexistente.”

Escritores criticam estratégia da Amazon

A empresa do americano Jeff Bezos, é criticada pelo mercado editorial em alguns países por adotar uma estratégia feroz de descontos e promoções.

Na semana passada, mais de 900 escritores americanos assinaram uma carta, publicada no jornal “The New York Times”, na qual afirmam que a Amazon boicota editoras que se recusam a diminuir as margens de lucro, atrasando entregas e retirando seus livros das posições de destaque no site.

Dias depois, mais de mil escritores alemães se manifestaram em carta aberta na internet, dizendo que editoras alemãs também estão sendo prejudicadas.

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“Escrevia para não ficar doido”, diz ex-morador de rua que virou escritor

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sebastiao-nicomedes-ex-morador-de-rua-poeta-escritor-1408477502742_300x300Bruna Souza Cruz, no UOL

Sebastião Nicomedes de Oliveira, 45, diz já ter feito “de tudo um pouco nessa vida”. Já colheu algodão, foi cobrador de ônibus, trabalhou em restaurante, foi zelador de uma igreja, fabricou placas e letreiros. Mas, só durante o tempo em que morou na rua, ele descobriu um de seus maiores talentos: a escrita.

“Escrever era um desabafo na época. Tinha medo de enlouquecer de vez, escrevia para não ficar doido. Escrever me ajudou a enfrentar as dificuldades da rua e elas não foram poucas”, lembra.

“Eu sempre gostei de ler e costumo ler muito, sabe. Gosto de Machado de Assis, Graciliano Ramos”. Para aqueles que gostam de literatura e desejam escrever bem, Sebastião diz que o segredo é “ler de tudo. Ler jornais, revistas, livros e até gibis. E fazer rascunhos também. Faço isso o tempo todo.”

Vida na rua

O escritor foi parar nas ruas depois de um acidente grave de trabalho, em 2003. Enquanto instalava uma placa luminosa – na época ele era dono de uma empresa de comunicação visual –, caiu de um andaime a uma altura de cerca de seis metros. Além das fraturas e uma placa de platina no punho esquerdo, ele ainda enfrentou o sumiço da noiva e a descoberta de que seus companheiros de trabalho o haviam roubado.

Chamado de “poeta das ruas”, Sebastião já publicou um livro de poesias e crônicas, chamado “Cátia, Simone e Outras Marvadas” (2007), e escreveu a peça “Diário dum Carroceiro”, sobre a vida de um catador, que foi montada em 2006 e rodou algumas regiões do Brasil.

As duas obras foram escritas nos quatro anos em que Sebastião se dividia entre a rua, albergues e pensões da cidade de São Paulo. Para ele, as inspirações vieram de tudo que observava ao seu redor. “Catando latinha por aí acabei catando lápis e caneta e comecei a escrever. Acabou surgindo aí a ideia do ‘Diário dum Carroceiro’.”

O escritor nasceu em Assis (SP) e só cursou até a 8ª série do ensino fundamental. Diz não ter voltado aos estudos por achar “que não conseguia mais ficar parado na escola”. Apesar do afastamento dos bancos escolares, Sebastião faz questão de ressaltar que acredita no poder da educação.

Engajamento

Com a repercussão de seu trabalho e da experiência como morador de rua, o escritor conheceu e passou a integrar alguns movimentos sociais – como o dos catadores de materiais recicláveis e o de moradores de rua.

Atualmente, Sebastião fica dividido entre São Paulo – na pensão de um amigo – e Caraguatatuba, onde conseguiu comprar uma casa. Sua fonte de renda é o artesanato. Porém, não deixou o gosto pela escrita de lado. Ele pretende lançar um novo livro, assim que possível. Seu próximo título também retrata a vida na rua.

“Estou fabricando uns barquinhos de madeira e estou no propósito de vender 200 pra custear a publicação”, conta o ex-morador de rua que não tem editora em vista para seu livro.

Outro projeto que o escritor está envolvido é a organização de um festival de música para pessoas em situação de rua, em parceria com o Sindicato dos Músicos do Brasil. “O festival vai ser a oportunidade que muita gente sonhou. Um presente. O pessoal discute muita política, querem trabalho, querem moradia, mas eles [moradores de rua] também precisam de lazer e de cultura.”

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Aos 91 anos, criador da Marvel continua a expandir seu universo

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Stan Lee na prèmiere de "Homem de Ferro 3" em Hollywood

Piya Sinha-Roy, na Reuters

LOS ANGELES (Reuters) – O diretor emérito da Marvel Entertainment, Stan Lee, pode estar em sua nona década de vida, mas isso não o impede de expandir seu império criativo, e ele espera captar o interesse de uma nova geração de crianças com um novo espectro de super-heróis de todas as formas e tamanhos.

Lee, de 91 anos, criador de franquias de quadrinhos e cinema como Homem-Aranha, Os Vingadores e X-Men, está com sua atenção focada na produtora “Stan Lee Kids Universe”, dedicada ao público infantil, e na edição de novas histórias para crianças em livros, programas de TV e plataformas digitais.

O mais recente personagem a entrar nesse universo é Dex T-Rex, um dinossauro azul que gosta de criar confusões mas aprende uma séria lição quando suas ações tornam-se prejudiciais aos outros. Ele aparece no livro chamado “Dex T-Rex: The Mischievous Little Dinosaur” (“Dex T-Rex: o Pequeno Dinossauro Travesso”, em tradução livre), escrito e ilustrado pela ilustradora de primeira viagem Katya Bowser, para crianças com menos de 10 anos.

“Crianças nessa idade apreciam qualquer história com coisas interessantes acontecendo, mas você pode colocar uma moral na história, e isso é bem melhor”, disse Lee durante uma sessão de autógrafos do livro em Los Angeles, no fim de semana. “Você tenta fazer isso de um jeito divertido e não de um jeito professoral.”

Mais de 100 pessoas, tanto adultos como crianças, fizeram fila na livraria para ver Lee. Novos fãs foram conquistados por filmes da Marvel como “Capital América”, “Thor” e, mais recentemente, “Guardiões da Galáxia”, todos nos quais ele faz uma breve aparição. A Disney é dona da Marvel.

“Por causa do sucesso desses filmes, muitas pessoas me conhecem, então se eu faço livros como este, eles estão dispostos a experimentá-lo”, disse Lee.

Muitos dos filmes da Marvel são dominados por papéis masculinos, e tanto críticos como fãs têm pressionado por mais personagens femininos no universo Marvel. Embora os livros de Lee para crianças frequentemente usem a imagem de animais, segundo ele “é claro que teremos representantes de todos os tipos diferentes” de pessoas.

Em outubro, a Marvel apresentará uma personagem feminina como Thor, em um esforço para atrair novos leitores e ter apelo entre mulheres e garotas.

A companhia de Lee, a POW (Purveyors of Wonder), fez uma parceria com novos artistas e ilustradores para o Universo Infantil, produzindo livros como “Monters vs. Kittens” (“Monstros versus Gatinhos”), “Hero Petz” e “Rockstar Super Diva”, com foco em meninas.

Lee acredita que as personagens podem ser adaptadas para cinema e TV, e ele tem um projeto de animação em andamento para o próximo ano.

“As histórias que eu sempre tentei fazer foram interessantes, provocativas e empolgantes o bastante para chamar a atenção de alguém”, disse ele.

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George R.R. Martin usa livro de bebês para batizar personagens de ‘Game of Thrones’

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Autor dos livros que deu origem à série da HBO contou que usa livros do tipo ‘Que Nome Dar ao Seu Filho’ para decidir como chamaria alguns personagens

George RR Martin usa livro de bebês para batizar personagens de Game of Thrones (Foto: Divulgação/ HBO)

George RR Martin usa livro de bebês para batizar personagens de Game of Thrones (Foto: Divulgação/ HBO)

Publicado na Caras

Você já teve curiosidade em saber como surgiram os nomes de Khaleesi, Joffrey, Tyrion, Arya e outros personagens de Game of Thrones? O autor George R.R. Martin, que escreve os livros que deram origem à série da HBO, contou que ele tem vários livros feitos para pais escolherem os nomes dos filhos.

“Nomes são difíceis. Não há uma resposta fácil para isso. Tenho uma biblioteca de ‘Que Nome Dar ao Seu Bebê’, mesmo sabendo que eu nunca tive um bebê. E estou sempre pegando um livro novo”, contou ele ao Express UK.

Martin também disse que já tentou usar geradores de nomes fictícios online, mas que todos saíam parecidos com ‘Grisnopple’. “Muitos nomes de fantasia são um pouco demais para mim. Eles são difíceis de pronunciar”, falou.

O autor também falou que se inspirou em nomes britânicos conhecidos na Idada Média.

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