Um Jardim de Cores

Frases de escritores que exaltam a importância da Biblioteca na sociedade

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

Em um relatório sobre as bibliotecas preparado pelo Centro de Pesquisas Pew, um bibliotecário brilhantemente destacou a seguinte frase: ‘Cortar a verba das bibliotecas durante uma recessão, é o mesmo que cortar a verba dos hospitais durante uma epidemia’. Um excelente conceito para ilustrar a importância das bibliotecas como um ponto de acesso a cultura.

Mas este bibliotecário não foi o único que nos alertou sobre o papel da biblioteca em nossa sociedade nos últimos anos e séculos. Muitos escritores também discutiram a questão, e suas palavras são como pérolas de sabedoria para todos que adoram investir parte do seu tempo em bibliotecas públicas.

“Em uma boa biblioteca, de forma misteriosa, você sente que é capaz de absorver toda a sabedoria contida naqueles livros através da sua pele, sem nem mesmo precisar abri-los”
-Mark Twain

“As pessoas podem perder as suas vidas em bibliotecas. Eles deveriam ser advertidos ”
-Saul Bellow

“Eu sempre imaginei que o paraíso seria uma espécie de biblioteca”
-Jose Luis Borges

“Se não tivermos bibliotecas, não temos nenhum passado e não teremos um futuro”
-Ray Bradbury

“Saqueie as bibliotecas públicas e encontrará centenas de tesouros escondidos”
-Virginia Woolf

“Não é apenas uma biblioteca. É uma espaçonave que irá levá-lo até aos confins do universo, uma máquina do tempo que vai levá-lo para o passado e ao futuro distante, um professor que sabe mais do que qualquer ser humano, um amigo que vai diverti-lo e consolá-lo e todas as saídas para uma vida melhor, mais feliz e mais útil ”
-Isaac Asimov

“Com uma biblioteca se é livre, você não está confinado por climas políticos temporários. É a mais democrática das instituições porque ninguém, ninguém mesmo, pode dizer-lhe o que ler, quando e como ”
-Doris Lessing

“Eu sempre digo às pessoas que me tornei uma escritora não porque fui à escola, mas porque minha mãe me levou para a biblioteca. Eu queria me tornar uma escritora para ver meu nome no catálogo de cartões”
-Sandra Cisneros

“Se eu fosse um livro, eu seria um livro de biblioteca, e poderia ser levado para casa por todos os tipos de crianças”
-Cornelia Funke

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Editoras mais populares no Facebook (14)

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Sérgio Pavarini

Que as redes sociais são altamente viciantes, ninguém tem dúvida. No entanto, há situações que envolvem riscos para terceiros e extrapolam o bom senso.

Pesquisa encomendada pela AT&T revelou que 27% dos motoristas norte-americanos com idade entre 16 e 65 anos disseram usar o Facebook ao volante. Alguns gravam vídeos (oi?) e outros tiram selfies no momento em que deveriam estar concentrados em dirigir.

De acordo com o Conselho Nacional de Segurança dos EUA, o número de acidentes com motoristas que estavam digitando responde atualmente por 6% do total. Lembrando o bordão, “para que tá feio”.

Vamos ao nosso ranking, Todas as editoras permaneceram estacionadas nas posições de abril, com exceção da Leya, que subiu uma posição e agora está em 12º lugar.

Mês que vem estamos de volta. :-)

 

Ranking Maio

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1.   2.307.000 Chiado

2.      901.000 Intrínseca

3.      850.000 Saraiva

4.      670.000 Record

5.      531.000 Arqueiro

6.      476.000 Rocco

7.      442.000 Cia das Letras

8.      370.000 Darkside Books

9.      327.000 Novo Conceito

10.    251.000 Sextante

11.    209.000 Universo dos Livros

12.    197.000 Leya Brasil

13.    195.000 Impetus

14.    181.000 CPAD

15.    169.000 Suma de Letras

16.    163.000 Casa Publicadora

17.    153.000 Mundo Cristão

18.    141.000 Galera Record

19.    138.000 L&PM Editores

20.    119.000 Hagnos

ranking atualizado em 21/5

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A biblioteca de Osama Bin Laden

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Documentos divulgados mostram o interesse do líder da Al Qaeda em Noam Chomsky

Yolanda Monge, no El País

Osama Bin Laden tinha suas prioridades bem claras na hora de semear o terror. Essas passavam por acabar com a vida de todos os norte-americanos que fosse possível, deixar de lado os conflitos internos com regimes do Oriente Médio e a criação de um Estado Islâmico, segundo documentos tornados públicos nesta quarta-feira pelo Escritório do Diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, que foram confiscados pelos Navy Seals durante a operação no Paquistão para matar o líder da Al Qaeda.

Mas à margem do debate sobre as táticas —que não pareceu ser frutífero, a julgar pelo atual estado da situação internacional—, os documentos divulgados permitem conhecer os interesses literários do fundador do grupo terrorista, cuja imagem estaria mais próxima a de um idoso recluso em uma prisão —e que solicita leituras a seus visitantes— do que a de um líder cujas ordens não eram discutidas.

Bin Laden era um ávido leitor, por exemplo, de Noam Chomsky, autor de dois dos 39 livros digitais em inglês que aparecem na lista apresentada pelo Escritório do Diretor de Inteligência Nacional. Outras obras que o líder da Al Qaeda consultou durante seus dias em Abbottabad foram o texto Guerras de Obama, do conhecido jornalista Bob Woodward; Cristianismo e Islã na Espanha, 756-1031, de C. R. Haines; e Ascensão e Queda dos Grandes Poderes, de Paul Kennedy.

Surpreendentemente, há 19 títulos em francês, entre eles um manuscrito não publicado intitulado A França Causou a Grande Depressão? Na opinão de Jeffrey Anchukaitis, porta-voz do ODNI (sigla em inglês do Escritório do Diretor de Inteligência Nacional), tudo indica que Bin Laden teria interesse em atacar a economia francesa com a esperança de que um colapso econômico nesse país da Europa provocaria outro nos Estados Unidos e no resto do mundo ocidental.

O porta-voz destacou à agência France Presse que o fato de o líder da Al Qaeda ter esses livros não significa que estivesse planejando um ataque concreto contra a França. “Significa que pediu a seus subalternos que fornecessem informação sobre a França”. A lista de leituras divulgada pelo ODNI inclui textos da indústria de defesa francesa, de seus recursos aquíferos, sua relação com a OTAN e seu sistema nuclear.

A revelação desses documentos ocorre pouco após o reconhecido jornalista norte-americano Seymour Hersh ter publicado uma reportagem segundo a qual o relato oficial da captura e morte de Bin Laden defendida pela Casa Branca há quatro anos é falso. A CIA, por meio de um porta-voz, afirmou que a divulgação dos textos estava prevista há bastante tempo e não pretende ser uma resposta ao relato de Hersh.

“Cidadãos, acadêmicos, jornalistas e historiadores terão a oportunidade de ler e compreender os documentos de Bin Laden”, afirmou o presidente da Comissão de Inteligência da Câmara dos Deputados dos EUA, Devin Nunes.

Nunes disse que a publicação desses documentos é “um passo na direção correta”. Agora são 103 informes divulgados publicamente sobre o ocorrido em Abbottabad. “Espero que continue o processo de divulgação dos centenas de informes de Abbottabad que ainda estão pendentes e que cumpram as requisições do Congresso”, afirmou.

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Machado de Assis aparece em foto, ao lado de princesa Isabel, numa missa que homenageou o fim da escravidão

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Reprodução

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Autores como Sidney Chalhoub, Alfredo Bosi, John Gledson e Roberto Schwarz mostram que o autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas não era alienado

Euler de França Belém, no Jornal Opção

Durante anos, leituras apressadas e redutoras frisaram que Machado de Assis (1839-1908), o maior escritor brasileiro, autor do seminal romance “Memórias Póstumas de Brás Cubas” — que influenciou, entre outros, Philip Roth —, era politicamente “alienado”. Não era, claro. Mas sua sutileza verbal, sua linguagem apurada e irônica e sua ambiguidade à Henry James não são percebidas por leituras à realismo socialista. Sua prosa, cada vez mais estudada no e fora do Brasil, por expert como o brasileiro Alfredo Bosi e o britânico John Gledson, está sempre revelando coisas novas, descortinando seu tempo e, ao seu modo, dialogando com o futuro. Pode-se dizer que Machado de Assis passou a ser mais conhecido na medida que escritores começaram a “repeti-lo”, mesmo sem citá-lo diretamente, e os críticos passaram a lê-lo com mais atenção. Agora, os jornais revelam mais uma “surpresa” do criador de “Dom Casmurro”. Uma fotografia o mostra — tudo indica que se trata do escritor — numa missa campal realizada no dia 17 de maio de 1888, há 127 anos, em São Cistovão, no Rio de Janeiro.

Era uma homenagem à abolição escravidão e Machado de Assis estava presente — próximo da Princesa Isabel e do marido desta, o conde D’Eu. O portal Brasiliana Fotográfica ampliou a fotografia — 15 vezes — e, por isso, ficou mais fácil identificá-lo. A “Folha de S. Paulo” ouviu especialistas em Machado de Assis e eles concordam que a pessoa é mesmo muito parecida com o escritor.

“A foto é uma representação muito importante do contexto da época, e ainda demonstra que Machado estava próximo da questão abolicionista”, disse Sergio Burgi, coordenador de fotografia do Instituto Moreira Sales, à “Folha”.

Ubiratan Machado, autor do “Dicionário de Machado de Assis”, afirma que “a presença” do autor de “O alienista” na missa era “fato até hoje desconhecido pelos biógrafos”. O que prova que o autor que morreu há 107 anos — no ano em que nasceu Guimarães Rosa, o Machado de Assis do modernismo literário — ainda é um enigma e carece de novas pesquisas. O livro “Machado de Assis Historiador”, de Sidney Chalhoub, revela que o escritor tinha uma compreensão poderosa de seu tempo — inclusive (talvez sobretudo) da escravidão. Roberto Schwarz e Raymundo Faoro, nos seus clássicos, mostraram o tanto que Machado de Assis era atento ao seu tempo e o registrou com a finura do escritor, não com o registro às vezes seco e frio do historiador.

“Não bato o martelo de que é o Machado, mas realmente parece muito com ele”, disse Valentim Facioli, mestre aposentado da USP, à “Folha”. “Se for realmente ele, é mais uma prova para desqualificar as bobagens de que Machado era indiferente à escravidão. Sempre foi um abolicionista, mas à moda dele, sem militar em grupos ou comícios”, afirma. O livro de Sidney Chalhoub comprova, em detalhes, que as preocupações sociais de Machado são expostas, ainda que não de maneira engajada, na sua prosa perspicaz e antenada.

O pesquisador britânico John Gledson, um dos maiores machadianos internacionais, concorda com seus pares: “Parece realmente o Machado daquele período. Me surpreende que ele estivesse tão perto da princesa. Ele não era exatamente membro da elite, embora já fosse famoso na época”. Se foi uma jogada de “marketing” da princesa, tê-lo tão perto, o tempo mostra que foi um acerto. A fotografia indica que tanta a aristocrata quanto o intelectual plebeu tinham sensibilidade social e estavam conectados com os tempos ventos-tempos.

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Sem vaga em escola para as filhas, mãe gasta metade do salário com babá

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Publicado em Folha de S.Paulo

Com os R$ 955 de seu salário, Jocasta Batista, 27, não faz planos. Há três meses, voltou para a casa da mãe e se livrou do aluguel de R$ 450. Dos R$ 400 destinados à vizinha para tomar conta das gêmeas de 2 anos, no entanto, ela não se livra.

O motivo é um só: no Jardim Ângela, onde mora, na zona sul, as creches têm vagas de menos para crianças de mais.

A pouco menos de 3 km da casa de fundos onde Jocasta vive com a mãe, as filhas, a irmã e o sobrinho, a angústia se replica.

Ali, no Capão Redondo, o único plano que Ana Cristina de Souza, 36, faz é como ganhar mais e pagar menos que R$ 450 para que três de seus quatro filhos sejam olhados também por uma vizinha.

Outros 18 km zona sul adentro, no Jardim Miriam, Samara Ádamo Pereira, 22, tenta dar um jeito no nó em que se transformou a vida. De favor, desde que se separou, vai vivendo na casa de uma amiga.

Recém-empregada em uma empresa de telemarketing, trabalha de domingo a domingo com uma folga por semana, em dias alternados. Dos R$ 800 reais que recebe, R$ 300 vão também para uma vizinha tomar conta de seus dois meninos, de 4 e 2 anos.

Jocasta, auxiliar de nutrição. Ana Cristina, auxiliar de limpeza. Samara, atendente em um call center. Em comum, as três -que não se conhecem-têm o fato de viverem em alguns dos bairros de São Paulo com o maior deficit de vagas nas creches.

Jardim Ângela, Capão Redondo e Grajaú lideram essa lista, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação.

A espera das três mães parece que ainda será longa. Como a Folha mostrou nesta quarta-feira (20), a gestão Fernando Haddad (PT) admite que não conseguirá cumprir a meta de construção de 243 creches na cidade até 2016, no final do mandato.

A promessa consta do plano de metas da administração petista. A Secretaria da Educação, no entanto, afirma que só conseguirá fazer cem unidades, além das 47 que já foram entregues ou estão em fase de conclusão.

Enquanto espera pelas vagas, Jocasta vê as gêmeas Heloysa e Sophya ficarem atrasadas. “Elas não falam mais do que mamãe, vovó e papai. Estão sempre agitadas e nervosas. É falta de contato com outras crianças”, afirma ela, com a certeza inabalável que só as mães podem ter.

Avó das meninas, a diarista Zilda Batista, 55, se ressente de elas não terem um lugar adequado para passar o dia. “Na creche, as ‘bichinhas’ poderiam correr, fazer amigos. Em casa, não tem como.”

FILA

Em 2014, 187 mil crianças estavam na mesma situação das gêmeas na cidade: à espera de uma vaga no serviço. Até março deste ano, 106 mil.

Apesar de a fila ter ‘encurtado’, a situação para o poder público municipal não é nada confortável. Assim como Samara, a Prefeitura de São Paulo tem um prazo.

Por decisão do Tribunal de Justiça, até o final do próximo ano, a prefeitura precisa resolver esse problema.

A medida foi tomada em ação civil pública movida pelas ONGs Ação Educativa e Nossa São Paulo, com apoio da Defensoria Pública e do Ministério Público Estadual.

Na mesma decisão, o TJ ordenou que a administração tem de apresentar, semestralmente, relatório de providências para o atendimento da ordem, que é monitorada pela Coordenadoria da Infância e da Juventude do tribunal.

A pasta afirma que a gestão trabalha para aumentar os convênios com entidades idôneas, além de ampliar os convênios já existentes.

Caso a prefeitura não cumpra a decisão da Justiça, Samara não acredita que algum gestor será punido. Sobre as vagas de seus filhos, ela parece acreditar ainda menos.

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