As fases da lua

Story Pod, uma biblioteca urbana pensada para cidades que nunca dormem

0

biblioteca-stoy-pod3_0

Publicado no Idealista

Story Pod é uma biblioteca urbana pensada para diminuir o ritmo frenético de trabalho e, claro está, relaxar. Situada na cidade canadense de Toronto, à noite é uma construção em forma de “caixa”, mas de dia esta “caixa” abre-se para usufruto das pessoas que queiram desfrutar do prazer de ler. É um lugar vivo, até porque quem quiser pode levar ou deixar livros.

De referir que o edifício Story Pod é sustentável, tendo sido projetado pelo estúdio de arquitetura AKB.

biblioteca-stoy-pod4

biblioteca-stoy-pod

biblioteca-stoy-pod2

biblioteca-stoy-pod1

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Que diferenças separam quem lê de quem não lê?

0

tumblr_l5ukaonM241qcqpzqo1_500_large

Publicado na Gazeta do Povo

O sujeito pode ser extremamente culto, ler bem e ler muito, e ainda assim ser um crápula (veja Hitler).

O fato é que ler bem faz o cérebro funcionar melhor – o que você faz com isso é outra história. Porém, existem algumas qualidades visíveis e comuns entre os leitores experientes.

“Leitores costumam ter mais vocabulário, frases mais complexas, pensamentos mais matizados, na mesma medida em que expressam ideias e valores mais sutis, menos óbvios”, diz Luís Augusto Fischer, escritor e professor. Ele é autor de “Filosofia Mínima” (Arquipélago), livro que fala justamente sobre ler, escrever, ensinar e aprender. “Dito isso, é claro que não se trata de algo absoluto nessa diferença, porque eu ainda conheci gente do mundo rural que não sabia ler e mesmo assim tinha virtudes como as que mencionei antes.”

Existem desvantagens que pesam sobre quem não lê? (E esse “ler” tem a ver com o que os cientistas chamam de “leitura profunda”.) “Claro que sim”, responde Fischer, levando em conta um critério moderno “que avalia como positiva a consciência do indivíduo sobre sua vida e a vida coletiva”.

Quem não lê, é menos consciente

“Ler e escrever proficientemente ajudam cada um a conhecer-se mais e a perceber mais agudamente seu entorno, seu semelhante, a Cidade, o Estado”, diz Fischer. “Penso mesmo que seja uma questão de cidadania”, diz Benedito Costa Neto, também escritor e professor.
Reféns dos algoritmos

Julia Fank, fundadora da Escola de Escrita, faz a defesa das redes sociais. “Estamos lendo e escrevendo o tempo todo – e temos condições de nos manter bem informados e de ter contatos com textos bons mesmo no feed de notícias do Facebook”, diz. “A questão é que somos condicionados, a partir de algoritmos, a ler apenas aquilo que já lemos e consumir apenas aquilo que já consumimos culturalmente.”

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

A livraria em Londres onde os livros são gratuitos!

0

IMG_20160722_100539

Publicado no Aprendiz de Viajante

Quem ama ler não tem dó nenhuma de gastar dinheiro com livros. E digo isso porque sou uma dessas pessoas! Acho que, como muita gente, compro mais livros do que dou conta de ler, mas nunca me arrependi de voltar pra casa com uma sacola carregada deles. Eu adoro entrar em livrarias e ficar olhando tudo com calma. Mesmo quando estou viajando, costumo entrar em livrarias só pra não perder o costume!

E se eu te falasse que existe uma livraria em Londres onde os livros são de graça? Que é só você entrar, escolher o que quiser e ir embora feliz? Essa livraria é o QG da iniciativa The Kindness Offensive, um projeto que vista fazer as pessoas felizes através de atos de gentileza. Basicamente, eles fazem parcerias com empresas para obter doações de produtos, os quais são então distribuídos para instituições de caridade. Mas a livraria é a menina dos olhos do projeto, e está lá pra atender toda e qualquer pessoa.

IMG_20160722_100526

Lá você não vai encontrar o mais recente lançamento de autores famosos, pois os livros são usados (provenientes de bibliotecas que fecharam as portas ou doações grandes de empresas, eles não recebem doações de pessoas). Mas em compensação a oferta é imensa, e tem de tudo. Biografias, ficção, guias de viagem, livros de história. Se você tem paciência e não se importa de ler um livro de segunda mão, esse lugar é um paraíso! Fora que o espaço é uma graça, super colorido e bem cuidado.

A livraria do The Kindness Offensive fica fora do centro da cidade, afastada das principais atrações turísticas. Mas é bem perto da estação de metrô Caledonian Road (na Piccadilly Line), então se você ficou curioso e quer ir lá conhecer, não é nada complicado fazer esse ‘desvio’.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Livraria do Museu da República fecha as portas no Catete

0
Palácio, no Catete, é patrimônio cultural e guarda relíqueas históricas - Ana Branco / Agência O Globo

Palácio, no Catete, é patrimônio cultural e guarda relíqueas históricas – Ana Branco / Agência O Globo

Dona da Mini Book Store alega que interdição de marquise prejudicou as vendas

Simone Candida, em O Globo

RIO – Mais uma livraria cerra as portas na cidade. Sem conseguir fechar as contas, a Mini Book Store, especializada em livros raros e DVDs, encerrou seus serviços na semana passada. Mas o triste final da lojinha, que funcionava desde 2010 dentro do Museu da República, no Catete, não foi causado apenas pela crise financeira. Segundo a proprietária Lilian Maffei, depois que a direção da instituição fechou um portão da Rua do Catete, devido ao risco de queda da marquise de uma varanda, o movimento de visitantes diminuiu. E as vendas, que já não andavam boas, despencaram de vez.

— Já vínhamos mantendo a livraria com dificuldade, por conta da crise. Mas o que piorou mesmo a situação foi o fechamento do portão. Eu conversei muito e pedi ajuda à direção do museu, que se limitou a tentar paliativos, como a instalação de placas indicando a loja. Mas, depois que o portão fechou, as pessoas não passavam mais pela frente da vitrine. Chegou a um ponto em que precisei fechar para não falir — justificou Lilian.

Ela conta que, diante do novo cenário, pediu uma redução de 50% no valor do aluguel, mas a direção não aprovou.

— Ganhei uma licitação para um contrato de seis anos. Mas, quando me candidatei, havia uma loja com grande fluxo de pessoas. Durante a semana, muita gente que trabalha no Flamengo e no Catete aproveitava o horário de almoço para vir passear no museu. As pessoas entravam por aquele portão da Rua do Catete e passavam em frente à loja. Perdi esses clientes — reclamou ela, que já encaixotou os cerca de 5 mil DVDs e livros que estavam à venda no estabelecimento.

A direção do Museu da República afirma acreditar que a interdição da varanda lateral não foi o maior motivo do fechamento da Mini Book Store, já que os outros estabelecimentos — um cinema e um bistrô — estão funcionando normalmente.

“Inicialmente, (os estabelecimentos) até sentiram o fechamento do portão da Rua do Catete, mas depois tudo se acomodou. Colocou-se aviso com letras maiores no portão. A crise é séria, e talvez a compra de DVDs, que é o forte da permissionária, não seja fundamental neste momento”, disse, por e-mail a diretora do Museu da República, Magaly de Oliveira Cabral, acrescentando que, para atender melhor à livraria, a direção fez alterações nos fluxos de saída do museu e colocou placas com uma indicação do estabelecimento.

A direção do museu informou também que está preparando um edital para contratação da obra de reparo da varanda.

PREVISÃO DE NOVAS LIVRARIAS

No ano passado, a cidade perdeu a Livraria Saraiva do Village Mall, na Barra, e viu a Leonardo da Vinci, no Centro, quase fechar por problemas financeiros. A livraria foi comprada e, depois de alguns meses funcionando num espaço provisório, deve retornar para o antigo endereço, no Edifício Marquês do Herval, ainda este ano.

De acordo com a Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro, entre 2014 e 2015, 18 estabelecimentos encerraram as atividades na cidade. E o mercado amargou em 2015 uma retração nas vendas entre 5% e 10%. Este ano, no entanto, houve uma melhora: há previsão de abertura de pelo menos seis livrarias na cidade. Segundo um levantamento da associação, o município tem 200 livrarias, sendo que 60 estão localizadas no Centro. Entre as que resistiram, uma das mais antigas é a Livraria da Federação Espírita Brasileira, na Avenida Passos, no Centro. Ela é especializada em livros da doutrina e foi fundada em 31 de março de 1897.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

O que a boa leitura faz com o seu cérebro?

0

mind-234

O cérebro é flexível e por isso é capaz de adquirir mais conhecimentos à medida que a pessoa arrisca a ler textos mais complexos. Por outro lado, ele também se acomoda à mediocridade

Denise Drechsel, na Gazeta do Povo

Comparar o ato de ler com uma espécie de “exercício físico” para o cérebro, como ocorre na musculação sobre a massa corporal, está longe de ser adequado – e com as últimas descobertas da neurociência, essa analogia serve apenas para dar uma ideia distante do seu efeito real. O percorrer os olhos sobre palavras ordenadas com um sentido faz muito mais: ajuda o cérebro a absorver conceitos da realidade e a dominá-la. Quanto maior o vocabulário, a fluência na leitura e a sua complexidade, maior a capacidade de compreender a si mesmo, interagir socialmente e ser bem-sucedido no mercado de trabalho. Se uma pessoa não sabe ‘nominar’ algo, em geral, não a assimila com clareza.

O processo de entender o mundo começa na infância. A rede neural tem sua idade de ouro nos primeiros anos, quando é maior a neuroplasticidade (a capacidade de reter conhecimentos). Quando uma criança começa a ler, entre 5 e 8 anos, o cérebro fica mais eficiente e, para eliminar sobras e aumentar a sua agilidade, ocorre a chamada poda neuronal, a perda de bilhões de neurônios até os 10 anos, algo natural para o organismo. Esse recuo é tão grande que até a espessura do córtex cerebral diminui.

O maior efeito disso incide sobre o aprendizado, principalmente em relação à linguagem escrita. Se a rede neural não é estimulada, falta essa poda ‘qualificada’ e a criança sofre os efeitos do desuso – e aqui a comparação do organismo com músculos atrofiados e excesso de massa gorda pode ajudar. “Se não ocorre essa simplificação neuronal nessa fase crítica, você não é capaz de desenvolver uma linguagem mais complexa quando adulto”, explica o neurocientista Renato Sabbatista, pós-doutor pelo Instituto Max Planck. “Pouco dessa situação pode ser sanada nos anos seguintes, mas é preciso um esforço maior, mais ou menos como quando um idoso aprende a dirigir, demora mais”.

Da infância à vida adulta, para que esse processo não regrida, é necessário colocar o cérebro em contato com conteúdos cada vez mais complexos. Se a pessoa se contenta com linguagem simples – frases curtas da televisão e das redes sociais, vocabulário pobre e sintaxe pouco elaborada –, o desenvolvimento cerebral se estabiliza e a pessoa se torna incapaz de compreender ideias com consequências significativas para si mesmo e para a sociedade. As pesquisadoras Yellolees Douglas e Samantha Miller perceberam, por exemplo, que estudantes que liam diariamente o “Huffington Post” tiveram a menor pontuação em seus escritos do que os que liam, ainda que com menos frequência, o “The New York Times”.

O esforço para ler e entender textos mais complexos, por outro lado, aumenta a qualidade da chamada ‘fala silenciosa’, o discurso interior feito por quem é capaz de escrever frases coerentes. Ao mesmo tempo, exercita a memória, necessária para falar, escrever e entender. “O contrário se pode perceber em uma pessoa que vai morar em outro país, que começa a utilizar um português mais simples porque vai esquecendo as palavras”, exemplifica Sabbatini.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Go to Top