Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

10 livros de suspense e mistério para presentear no Natal

0

collageme

Publicado no Literatura Policial

Se você quer dar um livro de suspense para um amigo mas não sabe qual escolher, a gente vai te dar uma mãozinha. Separamos 10 romances policiais entre clássicos, lançamentos e reedições que certamente vão agradar fãs de uma boa história de mistério.

1. Assassinato no Expresso do Oriente, Agatha Christie

A gente começa a lista com esse clássico da Agatha Christie publicado em 1934, mas que é um sucesso até hoje. Aproveitando a bela adaptação para o cinema feita por Kenneth Branagh, foram lançadas algumas edições com a capa do filme (que eu geralmente não gosto, mas que nesse caso ficaram lindas). Ah! Essa é uma das histórias mais famosas com Hercule Poirot, o detetive belga que gosta de exercitar as células cinzentas.

2. Histórias Extraordinárias, Edgar Allan Poe

Ele criou os parâmetros para as histórias de detetive como conhecemos hoje, com seu personagem francês, o detetive Auguste Dupin. Essa edição da Companhia das Letras vem com um design lindo de morrer, trazendo dezoito contos clássicos de Edgar Allan Poe como “A carta roubada” e “O gato preto”. Um presente que mais parece um tesouro.

3. O Sorriso da Hiena, Gustavo Ávila

Quer se surpreender com um thriller psicológico e um final arrebatador? Então esse é o livro indicado. Um dos melhores lançamentos nacionais de 2017, O sorriso da hiena é o primeiro livro de Gustavo Ávila, que conquistou de cara os leitores ficando semanas na lista de mais vendidos do país. Publicado pela Verus Editora. Leia a resenha.

4. A Grande Ilusão, Harlan Coben

O simpático Harlan Coben é sempre uma boa pedida para quem gosta de histórias de suspense. Em A grande ilusão, publicado pela Editora Arqueiro, uma ex-militar investiga as circunstâncias da morte do marido e acaba descobrindo uma teia de intrigas e revelações. Para ler numa sentada só. Confira a resenha.

5. A Zona Morta, Stephen King

Não é bem um “suspense”, mas quem acompanha o site sabe que sou apaixonada pelas histórias de King, então encaixar um livro dele nessa lista não é difícil. Escolhi A zona morta, que é de 1979 e foi reeditado esse ano pela Editora Suma. Também já virou filme nos anos 80 com o excelente Christopher Walken. A trama é sobre um homem que sofre um acidente quase fatal, ficando 5 anos em coma. Quando acorda, descobre que tem poderes sobrenaturais como enxergar o passado e o futuro. Há um certo mistério pois ele irá prever situações conflitantes e terá que decidir como vai reagir a essas previsões. História incrível e muito envolvente do Mestre King. Leia a resenha.

6. Boneco de Neve – Capa do Filme

Eu sei que o livro não é um lançamento, mas como a adaptação saiu este ano no cinema esse livro do autor norueguês Jo Nesbo voltou a ser falado (inclusive foi relançado pela Editora Record com a capa do filme, como podem ver). É considerado por muitos o melhor da série com o detetive Harry Hole, um personagem atormentado e cheio de demônios pessoais para tratar. Sensacional não expressa o que senti quando acabei a leitura! Fiquei muito impressionada com a escrita do Jo Nesbo e completamente arrepiada com essa história, que é uma caçada a um serial killer que está matando mulheres após o primeiro dia de neve em Oslo. Chilling! Leia a resenha.

7. Ninfeias Negras, Michel Bussi

Outra leitura que me arrebatou em 2017 foi Ninfeias negras, desse autor francês que eu não conhecia ainda chamado Michel Bussi. Saiu pela Editora Arqueiro, foi muito comentado por fãs de histórias de suspense e com razão. Trata da investigação do assassinato de um médico, encontrado morto nos jardins de Monet, em Giverny. Para falar a verdade, morri de vontade conhecer os tais jardins depois de ler esse livro. Leia a resenha.

8. Um Romance Perigoso, Flávio Carneiro

Uma história com uma premissa super divertida, escrita pelo carioca Flávio Carneiro e que traz descrições sobre vários lugares legais no Rio de Janeiro. Na trama, o detetive particular André e seu amigo Gordo, dono de um sebo na rua do Lavradio e apaixonado por literatura policial, seguem o rastro de um serial killer que está matando autores de autoajuda e deixando o mercado editorial, e toda a cidade, em polvorosa. By the way, Um romance perigoso saiu pela Editora Rocco. E eu dei boas risadas com essa história. Leia a resenha.

9. Coração Satânico, William Hjortsberg

A Darkside Books lançou tantos livros lindos este ano que, se eu pudesse, indicaria todos de uma vez só (e quem sabe eu faça isso num post separado). Mas por enquanto escolhi Coração satânico, uma história que ficou mais conhecida no cinema com Robert de Niro e Mickey Rourke como protagonistas. Essa é uma autêntica história de detetive com pitadas de terror, trazendo o detetive particular Harry Angel pelas ruas de Nova York em 1959. Vale pela história e pela edição caprichada da Dark, com comentário de luxo de Stephen King. Leia a resenha.

10. Um Estudo em Vermelho – Coleção Clássicos Zahar

Não poderia faltar ele! Um estudo em vermelho é a primeira aventura do Sherlock Holmes, o detetive mais famoso do mundo. O livro foi originalmente publicado em 1887 e é um sucesso até hoje. Se a pessoa presenteada gostar de histórias de suspense, não tem como não gostar desse livro. Gosto principalmente dessa coleção da Zahar porque é pequenina e graciosa. Um bom presente em qualquer ocasião, não só no Natal.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Vencedor do Pulitzer, Colson Whitehead diz que se tornou escritor no Brasil

0

Escritor afirma que racismo, linchamento e violência policial são faces do cativeiro contemporâneo

Publicado no UAI

Escritor lança o livro 'The underground railroad: Os caminhos para a liberdade'. (foto: Odd Andersen/AFP)

Escritor lança o livro ‘The underground railroad: Os caminhos para a liberdade’. (foto: Odd Andersen/AFP)

Colson Whitehead já era escritor conhecido nos EUA quando lançou, em agosto de 2016, o romance The underground railroad, que, no Brasil, ganhou o subtítulo Os caminhos para a liberdade (Harper Collins). O sucesso absoluto de crítica e de público o projetou globalmente – foi #1 na lista de mais vendidos do The New York Times depois de recomendações públicas de Barack Obama e Oprah Winfrey. O livro deu a Colon o prêmio Pulitzer de ficção deste ano.

O romance usa uma estrutura que se move no tempo e no espaço para descrever o caminho de Cora, escrava que o leitor conhece numa fazenda da Georgia, estado norte-americano notadamente escravocrata e de farta produção de algodão no século 19.

A “ferrovia subterrânea” – denominação para a rede de pessoas que ajudavam escravos a fugir do Sul dos EUA, historicamente real – assume um caráter mágico, de realismo mágico. E os trens, na ficção, realmente viajam debaixo da terra.

Curiosamente, Whitehead diz ter se tornado escritor de ficção numa viagem ao Brasil, em 1994, quando tinha 24 anos. “Fui um cara de 20 e poucos anos quebrado e deprimido. Voltei (do Brasil) um cara de 20 e poucos anos quebrado e deprimido trabalhando num romance”, comenta, aos risos, nesta entrevista.

O que era “ferrovia subterrânea” da vida real?
Uma rede de pessoas que ajudavam escravos a escapar para o Norte. Gente que escondia escravos nos vagões, em celeiros. Na época, os trens estavam transformando os Estados Unidos, eram algo poderoso.

Como você fez o equilíbrio entre a realidade histórica e o realismo mágico do século 21?
O primeiro capítulo, na Georgia, na plantação, é realista. Antes de começar a brincar com a história, eu queria acertar. Quando Cora toma o trem, entramos no reino da fantasia. Um dos marcos do realismo mágico é manter uma cara séria, um tom prosaico, entre realidade e fantasia.

Você menciona o trabalho de Gabriel García Márquez em várias entrevistas. Como é sua relação com os livros dele?
Ele foi definitivamente importante quando eu era mais jovem. Comecei a querer ser escritor lendo ficção científica, fantasia e terror. Então, usar fantasia sempre me pareceu uma ferramenta natural para contar histórias. Li Cem anos de solidão quando tinha 17 anos. Li muito depois também e, quando estava tentando descobrir a voz de meu livro, pareceu que o realismo mágico era o jeito de prosseguir.

Até que ponto uma pessoa consegue ler e pensar sobre a história da escravidão e não ficar desesperada com a raça humana?
Foi muito difícil escrever. Na pesquisa, pensar nisso como um adulto era muito difícil. Tenho filhos. Não posso imaginar ver essas crianças torturadas ou vendidas. De vários jeitos, nem deveria estar aqui. É um milagre meus antepassados não terem morrido. “Eis uma ilusão: não podemos escapar da escravidão. Não podemos. As cicatrizes da escravidão nunca desaparecerão”, diz um personagem do romance.

Quanto dos Estados Unidos contemporâneo é resultado direto da escravidão?
O país se forma no século 19 a partir da escravidão, da exportação e do dinheiro que veio disso. Houve leis que regularam isso, mas depois os meios de controle se deram por outros jeitos, como a segregação, o racismo, o linchamento. Nos dias atuais, ainda temos uma polícia branca que pode ser muito racista e agressiva contra pessoas negras. Temos senadores e políticos que pensam em novos jeitos de privar eleitores negros do direito ao voto. Temos a revogação de leis de direitos civis e proteções no Departamento de Justiça. A escravidão acabou, mas há novos jeitos de colocar as pessoas negras em “seu lugar”.

Como você vê a discussão contemporânea sobre o racismo e suas origens, presentes, hoje em dia, nas artes?
Há mais artistas negros fazendo arte. Não estou certo sobre os resultados disso. A escravidão é pouco discutida nas escolas e a arte não deveria substituir a boa educação. Não temos uma exploração histórica sustentada na América, seja sobre o genocídio dos nativos, seja sobre a escravidão africana.

O narrador fala de um “imperativo” americano: “Se conseguir ficar com ele, é seu. Sua propriedade, escravo ou continente”. Esse imperativo segue vivo?
Nosso país é movido pelo capitalismo. Nós ainda temos interesse em exportadores de petróleo. Sim, os EUA passam muito tempo garantindo que os ricos permaneçam ricos.

A protagonista de seu romance aprende a ler. Você pensou na metáfora em que isso representa um tipo de liberdade?
Sim, claro, como é para qualquer um. Especialmente para pessoas que se alfabetizam mais tarde na vida. Nas narrativas de escravidão, esse é um grande momento, quando eles escapam, chegam ao Norte e aprendem a ler. De repente, todo um mundo se abre para eles. Queria isso para Cora. Ela começa como um objeto, sem conhecimento do mundo. Assim que aprende a ler, pode viajar além da sua localidade.

Esta é uma das partes mais interessantes do livro: como escravos eram punidos se fossem vistos lendo.
Em muitos estados, era ilegal ensinar escravos a ler. Uma vez que você lê, já não está completamente escravizado.

O protagonista era homem quando você teve a ideia do livro. Por que a mudança?
Isso foi antes de começar a escrever. Vinha de uma série de narradores masculinos e não quero fazer a mesma merda o tempo inteiro. Há uma escritora, Harriet Jacobs, que escreveu de maneira atraente sobre a escravidão, sobre como uma garota se torna mulher numa plantação e fica subjugada pelos desejos dos mestres – e então tem filhos. São dilemas diferentes dos de um homem.

Qual é a sua opinião sobre o primeiro ano de administração Donald Trump?
Ninguém, incluindo Trump, pensava que ele venceria. Era uma ideia para ganhar dinheiro na campanha, mas aí muitas coisas deram errado no mundo (risos). E agora é um período muito obscuro. A cada dia surge uma nova atrocidade perpetrada por ele ou por sua administração. Há um empurra-empurra entre direita e esquerda, democratas e republicanos. Se a gente não morrer num holocausto nuclear, alguma parte do dano que ele está fazendo será desfeita, mas no meio tempo muita gente vai se machucar, muita gente vai morrer e o prejuízo será da sociedade americana e das nossas relações pelo mundo. Para dizer o mínimo.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Star Wars | 7 segredos de Poe Dameron revelados nos livros e HQs

0

poe-dameron_70f5aee2

Publicado no Boa Informação

Poe Dameron tornou-se um dos imprescindíveis personagens da nova trilogia de Star Wars e retorna em Os Últimos Jedi, que estreia essa semana no Brasil. Um dos favoritos dos fãs, o piloto interpretado por Oscar Isaac virou uma potência tão grande que ganhou diversas histórias derivadas em outras mídias além dos cinemas.

Dameron conta com uma HQ solo que se passa pouco antes de O Despertar da Força e, além disso, diversas publicações tanto da Marvel, quanto do Universo Expandido mostraram mais sobre o passado conturbado do piloto.

Confira os segredos revelados de Poe Dameron:

Seus pais lutaram ao lado da Resistência :

Em Shattered Empire é revelado que Shara Bey e Kes Dameron, pais do piloto, eram peças importantes da Aliança na luta contra o Império Galáctico. Ele teve pouco contato com os pais no começo de sua vida, uma vez que a mãe (Shara) era uma pilota de A-Wing Rebelde do Esquadrão Verde e seu pai era um soldado que lutou sob o comando de Han Solo em Endor. Por conta disso, ele passou boa parte da infância sendo criado pelo avô.

Infância em Yavin:

Após a vitória da Aliança Rebelde, os pais de Poe se aposentaram e o futuro piloto cresceu em Yavin 4, base da aliança rebelde no Episódio IV. No livro Antes do Despertar, lançado no Brasil pela Seguinte (Grupo Companhia das Letras), descobrimos que ele aprendeu a pilotar com sua mãe em uma antiga A-Wing RZ-1. Juntos, eles viajavam por selvas do planeta e ele chegou até a voar pelo espaço. Infelizmente, sua mãe nunca o viu se transformar em piloto uma vez que morreu quando ele além disso era um garoto.

Mãe heroína :

Antes do Despertar revela além disso que Poe tornou-se um piloto da Nova República justamente por conta do trabalho de seus pais. Sua mãe nunca havia falado sobre sua época como pilota e Poe só descobre sua importância quando é aceito na academia. Shara chegou a ser comandante, recebeu diversas medalhas de honra por seu valor em combate e pessoas que lutaram ao seu lado explicaram a Poe que ela salvou diversas vidas.

Evolução como Piloto e BB 8:

Não demorou para Poe ganhar a fama como um dos melhores pilotos da tropa. Habilidoso, ele logo virou comandante da Nova República, liderando um grupo de T-85 X-Wings. Foi nessa época que ele conheceu um pequeno droid que se tornaria seu grande companheiro, BB-8.

Poe contra a Primeira Ordem:

além disso em Antes do Despertar, Poe e seu esquadrão encontram uma nave sendo atacada por diversos caças Tie da Primeira Ordem. Ele consegue destruir todas, mas perde um de seus comandados. Após isso, ele tentou convencer seus superiores da ameaça iminente, mas foi ignorado, Eventualmente, ele conheceu a General Leia Organa, que se decepcionou com a República em Legado de Sangue e começou a formar a Resistência – leia mais.

Missão para encontra Luke Skywalker:

Nos quadrinhos, Poe rapidamente se torna um dos homens de confiança da General Leia e recebe diversas missões especiais que visam fortalecer a Resistência. As HQs começam com um arco onde ele precisa libertar Grakkus, o Hutt, de um planeta prisão. Essas edições já foram publicadas no Brasil pela Panini.

Como Poe escapou de Jakku :

Em O Despertar da Força, Poe e Finn escapam da Estrela da Morte de Kylo Ren e a dupla cai em Jakku. Na adaptação literária da produção, descobrimos que Poe fica na nave até ela bater e, como Finn não estava por perto, ele começa uma jornada para encontrar uma nave para voltar à Resistência. Ele encontra em sua jornada Blarina Naka Lit, que se impressiona com Poe e aceita levá-lo até uma cidade próxima onde ele escapa do planeta.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Extraordinário – filme baseado no livro best-seller do escritor R. J. Palacio dá vida nova a filmes do gênero

0
Filme conta a história de Auggie (Jacob Tremblay), menino que nasceu com uma deformidade facial. Foto: Lionsgate Films/Divulgação

Filme conta a história de Auggie (Jacob Tremblay), menino que nasceu com uma deformidade facial. Foto: Lionsgate Films/Divulgação

Filme de Stephen Chbosky passa longe dos clichês ao tratar da história de um garoto com deformidade facial

Daniel Bydlowski, Diário de Pernambuco

O filme conta a história de Auggie (Jacob Tremblay), um menino que nasceu com uma deformidade facial devido a um raro gene que ambos os seus pais possuem. Acreditando que é hora de seu filho aprender a enfrentar a realidade e as outras pessoas, seu pai (Owen Wilson) convence sua mãe (Julia Roberts) de que Auggie precisa ingressar no ginásio. O maior conflito do enredo fica então claro: Auggie precisa lidar com o bullying de muitos jovens da escola para tentar fazer amigos. Ao mesmo tempo, seus pais e sua irmã (Izabela Vidovic) tentam colocar suas vidas pessoais em ordem.

Vendo o trailer, pode-se acreditar que se trata mais uma vez de um clichê que mostra como a vida de tal pessoa é triste e como é difícil para a família. Porém, a obra está longe disso e caminha muito inteligentemente sem cair nas famosas armadilhas já batidas. O aspecto mais importante é o modo com que Auggie é retratado: como uma criança comum, que tem desejos e medos regulares. Além disso, sua aparência física é compensada por seu humor e inteligência. Assim, todos os espectadores imediatamente gostam do personagem e, ao invés de ter pena, se identificam com ele. Afinal, como seu melhor amigo afirma, esquecemos de sua deformidade ao longo do tempo, e focamos principalmente em suas qualidades positivas.

'Extraordinário' é a estreia da semana do cinema de Vilhena (Foto: Reprodução)

‘Extraordinário’ é a estreia da semana do cinema de Vilhena (Foto: Reprodução)

A produção ainda usa elementos da cultura Nerd para dar mais vida ao enredo. Por exemplo, Star Wars é citado várias vezes como algo querido por Auggie, o que também dá grande humor à obra (com direito à participação dos próprios personagens da saga de ficção científica na escola). Além disso, estas referências são usadas de modo eficaz. Qual é a pior coisa para uma criança do que ter seus próprios ídolos voltados contra ela? Quando um dos meninos que caçoam de Auggie usa o vilão deformado de Star Wars (Imperador Palpatine) para se referir ao protagonista, todos sentimos sua dor.

O filme evita colocar Auggie sempre como centro da atenção e foca também em sua irmã Via, que se sente muito solitária já que toda a atenção de seus pais está com seu irmão. E o modo que Extraordinário faz isso é com a criação de capítulos que mostram o ponto de vida de personagens diferentes, como o próprio Auggie, sua irmã e até mesmo seus amigos.

Tanto a presença da cultura popular e Nerd, quanto a possibilidade de vermos os diferentes pontos de vista de diversos personagens, dão ao filme uma leveza muito rara para este tipo de obra. O resultado é que, ao invés de levar à depressão, Extraordinário simplesmente faz com que todos lembremos e voltemos para a época do ginásio, com lembranças contentes e tristes, amigos inesquecíveis e um futuro pela frente.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Universidade dos EUA abre arquivos de Gabriel Garcia Márquez

0
'Gabo' em foto de 2011

‘Gabo’ em foto de 2011

Instituição disponibiliza gratuitamente mais da metade do arquivo de 27 mil páginas do Nobel em Literatura. Medida chama a atenção, já que obra do colombiano continua protegida por direitos autorais.

Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi[via Deutsche Welle]

Mais da metade de um arquivo de 27 mil páginas referentes ao escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez foi liberada para uso público gratuito, informou o jornal The New York Times nesta segunda-feira (11/12).

O material em questão envolve diversos manuscritos, fotografias, roteiros e cartas, além de 22 cadernos de anotações pessoais e de memórias do prêmio Nobel de Literatura, tudo isso agora disponível na internet tanto em inglês como em espanhol.

A iniciativa partiu do Centro Harry Ransom, da Universidade do Texas, que adquiriu o arquivo literário do autor em 2014 por 2 milhões de dólares. A medida chama a atenção pelo fato de a obra ainda estar sob proteção dos direitos autorais.

“Muitas vezes, tem-se uma visão limitada da propriedade intelectual, com a ideia de que o uso acadêmico ameaça ou diminui seu interesse comercial”, disse ao jornal Steve Enniss, diretor do Harry Ransom Center.

“Agradecemos a família de Gabo por liberar o arquivo e reconhecer esse trabalho como uma prestação de serviço a seus leitores em todo o mundo”, acrescentou, usando o popular apelido pelo qual Garcia Márquez é conhecido.

Desde 2015, quando foi aberto para pesquisas, o arquivo do escritor colombiano se tornou uma das coleções mais circuladas da instituição, um fenômeno que agora deverá se expandir ainda mais.

“Qualquer pessoa com acesso à internet pode ter uma visão aprofundada do arquivo de García Márquez”, disse Jullianne Ballou, bibliotecária do projeto Ransom Center. “Abrangendo mais de meio século, o conteúdo reflete a energia e a disciplina de García Márquez e revela uma visão íntima de seu trabalho, família, amizades e política.”

O escritor alcançou renome internacional graças ao uso do chamado “realismo mágico”, especialmente em romances aclamados como 100 anos de solidão e O amor nos tempos de cólera. Após sua morte em 2014, ele chegou a ser descrito pelo presidente Juan Manuel Santos como o “maior colombiano que já viveu”.

Garcia Márquez começou a carreira de escritor como jornalista e não teve medo de tecer críticas tanto contra políticos colombianos como contra estrangeiros. Um crítico ardente do capitalismo desenfreado, também se opôs ao que ele apontou ao longo de sua vida como um imperialismo arrebatador por parte do governo dos Estados Unidos.

Seus laços com o partido comunista da Colômbia foram inclusive motivo para que ele fosse proibido de entrar nos EUA por três décadas. Ironicamente, Garcia Márquez é o romancista favorito do ex-presidente americano Bill Clinton, que uma vez o chamou de “o mais importante escritor de ficção em qualquer idioma desde a morte de William Faulkner”.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Go to Top