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Museu de Nova York oferece mais de 400 livros para download grátis

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Museu de Nova York oferece mais de 400 livros para download grátis  |  Fonte: Shutterstock

Museu de Nova York oferece mais de 400 livros para download grátis | Fonte: Shutterstock

 

MET (Metropolitan Museum of Art) tem acervo de livros e imagens para download grátis

Publicado no Universia Brasil

Você é um apaixonado por artes? Então, vai gostar de saber que o Metropolitan Museum of Art (MET) de Nova York, um dos mais famosos museus de arte do mundo, liberou mais de 400 livros sobre o tema para download e de graça!

As obras foram publicadas entre 1964 e 2013 e contam com biografias de nomes como Pablo Picasso, John Singer Sargent e Georgia O’Keeffe. Para localizar a figura sobre a qual você quer ler, basta buscar pelo nome do autor, obra, artistas ou palavras-chave que estejam relacionadas. Também é possível buscar de acordo com a temática ou departamento.

Os interessados também podem acessar um acervo de mais de 400 mil imagens liberadas pelo museu recentemente. Boa parte delas está em alta resolução. A única exigência do museu é que, tanto os livros quanto as imagens, não sejam utilizados para fins comercias, uma vez que eles podem estar atrelados a direitos autorais.

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Ladrões roubam livros raros de Galileu, Copérnico, Dante, da Vinci e Newton

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(Foto: Flicker/ Creative Commons/ Barta IV)

(Foto: Flicker/ Creative Commons/ Barta IV)

 

Publicado na Galileu

Ladrões roubaram o equivalente a R$ 7,5 milhões em livros raros de um depósito, na Inglaterra. No melhor estilo Missão Impossível, os três bandidos fizeram buracos no teto do estabelecimento e desceram com cordas por 12 metros, evitando o acionamento dos alarmes de segurança.

A Scotland Yard confirmou que 160 publicações valiosas foram levadas, entre elas, obras dos séculos 15 e 16. O material mais caro foi De Revolutionibus Orbium Coelestium, importante obra de Nicolau Copérnico, que vale cerca de R$ 830 mil. Além de Copérnico, os ladrões investiram também em uma edição de 1569 da A Divina Comédia, de Dante Alighieri, e obras de Galileu Galilei, Isaac Newton, Leonardo da Vinci.

“Estou triste porque não são coisas que você pode comprar em qualquer lugar. Por trás destes livros existe muita pesquisa e trabalho”, afirmou ao Sky News Alessandro Meda Riquier, negociante de livros raros e vítima do roubo.

A polícia suspeita que o crime tenha sido encomendado por algum colecionar ou especialista em arte. Segundo o The Guardian, uma fonte próxima ao caso que não quis se identificar afirmou: “É impossível que as obras sejam vendidas para qualquer colecionador ou casa de leilão de respeito (…) Os livros pertecem a três colecionadores diferentes que representam o top do mercado”. A polícia continua trabalhando no caso, mas ainda não tem pistas.

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O macabro assassinato da escritora britânica pelo noivo que conheceu na internet

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Polícia de Hertfordshire / PA Wire Image caption Helen Bailey deixou fortuna de mais de R$ 15 milhões para o noivo; seu corpo foi encontrado junto com o de seu cachorro

Polícia de Hertfordshire / PA Wire
Image caption Helen Bailey deixou fortuna de mais de R$ 15 milhões para o noivo; seu corpo foi encontrado junto com o de seu cachorro

 

Publicado na BBC Brasil

A vida da escritora britânica Helen Bailey, de 51 anos, mudou por completo com a morte do marido em 2011.

Tomada pelo pesar da perda e por solidão, ela criou um blog, o Planet Grief (Planeta Luto, em tradução livre), em que narrava sua experiência e se comunicava com outras pessoas que também sofriam com a dor de perder entes queridos.

Foi assim que conheceu e se apaixonou pelo homem que chamava de “viúvo grisalho gato” e que passou a tratar como seu futuro companheiro de vida.

Nesta semana, o noivo, Ian Stewart, de 56 anos, foi condenado a 34 anos de prisão pelo assassinato da escritora, após sete semanas de julgamento.

A promotoria disse que Stewart, descrito como “narcisista”, “frio” e “calculista”, planejou o assassinato para herdar a fortuna de Bailey, estimada em 4 milhões de libras (cerca de R$ 15,3 milhões), amealhada com a publicação de mais de 20 livros, entre eles a série Electra Brown, bastante popular entre adolescentes no Reino Unido – ainda inédita no Brasil.

Secretamente, ele administrou, por semanas, um remédio para dormir à sua noiva, até resolver asfixiá-la até a morte com um travesseiro.

Desaparecimento

Helen Tipper Image caption Ian Stewart, de 56 anos, alegou que mulher tinha sido sequestrada por dois colegas de trabalho de marido falecido de sua noiva

Helen Tipper
Image caption Ian Stewart, de 56 anos, alegou que mulher tinha sido sequestrada por dois colegas de trabalho de marido falecido de sua noiva

 

O caso de Helen Bailey começou a tomar os jornais por causa das notícias de seu desaparecimento, em abril do ano passado.

Familiares, amigos e o noivo estavam preocupados. Stewart chegou a avisar a polícia que tinha encontrado um bilhete de Bailey, no qual ela dizia precisar de “espaço” e que havia ido à casa de férias que tinha no condado de Kent.

Logo depois, Stewart divulgou um apelo emocionado dirigido a Bailey, pedindo para que ela voltasse: “Você não só arrematou meu coração há cinco anos, como o tornou maior, mais forte e mais gentil. Agora sinto como se meu coração não existisse mais. Nossos planos ainda não estão completos e sem você não fazem sentido”.

Ele também mandou mensagens de texto para a escritora, pedindo notícias e implorando para que o chamasse.

Amigos organizaram buscas e fãs enviaram mensagens de solidariedade pelo telefone e redes sociais.

Mas, durante todo esse tempo, o corpo de Bailey – junto com o de seu cachorro, Boris – estava escondido embaixo da própria casa, bem distante de onde a polícia procurava por ela: na fossa séptica, embaixo da garagem.

Tania Butler / Polícia de Hertfordshire / PA Wire Image caption Polícia só descobriu a fossa graças a comentário de uma vizinha

Tania Butler / Polícia de Hertfordshire / PA Wire
Image caption Polícia só descobriu a fossa graças a comentário de uma vizinha

 

O corpo foi encontrado pela polícia três meses depois de seu assassinato. A polícia só encontrou o corpo graças ao comentário de uma vizinha de Bailey, revelando a existência da fossa escondida.
‘Viúvo grisalho gato’

Bailey foi casada com John Sinfield – seu companheiro por 22 anos. Ele morreu afogado no mar em 2011, durante férias do casal em Barbados, no Caribe.

Durante o luto, achou que o blog poderia ajudar a dissipar seu sofrimento.

Começou escrevendo sobre lembranças do marido morto, sobre o primeiro Natal sem ele e sobre as várias coisas que passou a fazer sozinha.

O blog também registrou como Bailey conheceu Stewart, através de uma foto no Facebook que chamou sua atenção. Ela passou a se referir a ele no próprio blog com as iniciais GGHW em inglês para “Viúvo Grisalho Gato”.

Polícia de Hertfordshire / PA Wire Image caption Juiz disse que Stewart representava 'perigo para as mulheres com quem tem relacionamento'

Polícia de Hertfordshire / PA Wire
Image caption Juiz disse que Stewart representava ‘perigo para as mulheres com quem tem relacionamento’

“Desde o primeiro encontro senti como se o conhecesse toda minha vida”, escreveu.

A escritora começou a trocar mensagens com GGHW. Passaram a sair juntos e logo compraram uma casa em Royston, no condado de Hertfordshire, para onde se mudaram.

Planejavam se casar e estavam organizando a cerimônia, quando, em abril do ano passado, Helen Bailey foi dada como desaparecida.
‘Calado e reservado’

Descrito por muitos como “calado” e “reservado”, Ian Stewart ficou viúvo em 2010, quando sua mulher, Diane, morreu após um ataque epilético no jardim de casa, na Inglaterra.

Trabalhou como engenheiro de sistemas até ser forçado a se afastar do emprego por problemas de saúde. Sofria de insônia crônica e os médicos lhe receitaram um remédio chamado zopiclone, o mesmo encontrado pela perícia no corpo de Bailey.

Mavis Drake, vizinha do casal, disse que Stewart “não era muito comunicativo e era preciso tirar qualquer informação dele à força”.

“Nunca, em um milhão de anos, os juntaria como um casal. Para mim, tinham personalidade completamente opostas”, opinou.

Durante o julgamento, foi revelado que, no dia em que Bailey foi morta, ele foi visitar o filho Jamie, jogou boliche e depois pediu comida chinesa “pra viagem”.

Policía de Hertfordshire / PA Wire Image caption Bailey e Stewart viviam juntos numa casa no condado de Hertfordshire, próximo a Londres, e planejavam se casar quando ela desapareceu

Policía de Hertfordshire / PA Wire
Image caption Bailey e Stewart viviam juntos numa casa no condado de Hertfordshire, próximo a Londres, e planejavam se casar quando ela desapareceu

 

Também foi revelado ,enquanto a polícia ainda procurava pela escritora, ele renovou o cartão de sócio-torcedor do time de futebol Arsenal e foi de férias para Mallorca, na Espanha, usando a conta conjunta do casal.

Ele negou que tivesse assassinado Bailey, e alegou que foi chantageado por dois colegas de trabalho do falecido marido da escritora que a teriam sequestrado.

Alegou, durante o julgamento, que esses dois homens o ameaçaram matar seus filhos, caso ele informasse a polícia.
‘Meu final feliz’

Durante a sentença, o juiz Andrew Bright descreveu o crime como “horrível” e disse ao réu: “Sou firmemente da opinião que você atualmente representa um perigo real para as mulheres com quem você tem um relacionamento”.

Policía de Hertfordshire Image caption Bailey era 'uma mulher valente e cheia de bondade', contou uma amiga

Policía de Hertfordshire
Image caption Bailey era ‘uma mulher valente e cheia de bondade’, contou uma amiga

 

Shelley Whitehead, que conheceu a escritora pouco depois da morte do primeiro marido, diz que ela era uma “mulher valente e cheia de bondade”, que, com seu blog, “ajudou a muitos que sofreram perdas”.

“Helen continua viva em seus livros. Guardo cópias de seu último livro dar a pessoas que ficam viúvas”, contou a amiga.

Seu último livro, When Bad Things Happen in Good Bikinis, lançado em 2015, foi baseado na sua experiência com o blog Planet Grief – e sua “jornada pelo luto”.

O livro traz uma dedicatória a Stewart.

“Por último, dedico esse livro ao meu viúvo grisalho gato, Ian Stewart: te amo. Você é meu final feliz.”

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Richard Blair: “A sociedade evoluiu para o que George Orwell viu”

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Richard Blair, filho de George Orwell, na estação da Atocha (Madri), no último domingo. Carlos Rosillo

Richard Blair, filho de George Orwell, na estação da Atocha (Madri), no último domingo. Carlos Rosillo

 

Filho do escritor e presidente da Orwell Society reflete sobre o legado do seu pai

Bernardo Márin, no El País

Em fevereiro de 1937, um jovem britânico na faixa dos 30 anos, idealista e desajeitado, chegava às trincheiras da frente de Aragão para defender a República Espanhola. Chamava-se Eric Arthur Blair, embora a história o recorde como George Orwell. Neste mês, 80 anos depois do começo daquela aventura, o inglês Richard Blair, único filho do escritor, um engenheiro agrícola aposentado de 72 anos, viajou a Huesca (Espanha) para participar da inauguração de uma grande exposição sobre seu pai. Em uma conversa com o EL PAÍS durante sua rápida passagem por Madri no regresso a Londres, Blair evocou a figura de Orwell e comentou a atualidade do seu legado e a onda de interesse em torno do seu último romance, 1984, transformado em best-seller mundial desde a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

“É verdade que nas últimas semanas, com as referências nos Estados Unidos aos ‘fatos alternativos’ [mencionados por Kellyanne Conway, uma das principais assessoras do presidente], aumentou muito o interesse por seu livro. Mas meu pai nunca deixou de estar na moda.” Originalmente, 1984 não era uma profecia, e sim uma fábula sobre os totalitarismos nazista e stalinista. Mas, como observa Blair, alguns detalhes que no romance pareciam ficção científica há bastante tempo foram incorporados ao nosso cotidiano – caso das câmeras de segurança que vigiam quase todos os nossos movimentos, ou o conhecimento que algumas empresas têm sobre nós apenas pela forma como navegamos na Internet ou pelo uso que fazemos do nosso cartão de crédito. “A sociedade evoluiu para o que ele viu. O mundo se encaminhou para Orwell”, afirma.

George Orwell e seu filho Richard, em 1946. Vernon Richards

George Orwell e seu filho Richard, em 1946. Vernon Richards

 

Blair é o presidente da Orwell Society, organização sem fins lucrativos que se dedica a promover o debate de ideias e o conhecimento sobre a vida e obra do escritor, sob uma escrupulosa neutralidade em questões políticas. Talvez por isso, escolha muito bem suas palavras quando fala de Trump. “Acho que neste momento há muita tensão e compressão na Casa Branca. É verdade que Trump está atacando a imprensa, mas é um completo enigma, todos estão manobrando e aprendendo a conviver.” Naturalmente se alegra com o aumento das vendas dos livros de seu pai, inclusive porque é o herdeiro dos seus direitos autorais, (“que caducam em 2020”, comenta). Mas admite que é inquietante que esse efeito se deva aos paralelismos vistos pelo público entre a situação atual e a distopia que Orwell descreveu.

O escritor e sua mulher, Eileen, adotaram Richard em 1944. Dez meses depois, Eileen morreu durante uma cirurgia. Alguns amigos sugeriram ao escritor, tuberculoso, que devolvesse o menino, mas ele se recusou. A relação entre pai e filho se estreitou quando ambos se mudaram para a ilha de Jura, na Escócia. Um lugar mais saudável para conviver com a doença, e tão frio que, “se você se afastasse seis polegadas [15 centímetros] da chaminé, congelava”. Daqueles anos, Blair guarda a lembrança de um pai amoroso, que lhe fabricava brinquedos de madeira, com um peculiar senso de humor e nenhum dos escrúpulos da educação moderna. Certa vez, deixou o pequeno Richard, de três anos, dar uma tragada num cachimbo que ele havia enchido com o tabaco que juntava das bitucas do pai. O efeito, além de um tremendo ataque de vômito, foi que o menino ficou, temporariamente, vacinado contra o vício de fumar.

Foi em Jura que Orwell concluiu 1984. Durante o dia, escrevia em seu quarto e compartilhava os entardeceres com o menino. Uma de suas atividades favoritas era a pesca, em especial das lagostas que completavam uma dieta parca por causa do racionamento do pós-guerra. Na volta de um fim de semana de descanso no oeste da ilha, naufragaram e quase morreram afogados. Salvaram suas vidas, mas segundo Blair, o incidente agravou a saúde do seu pai. Seu amigo David Astor, dono do jornal The Observer, onde o escritor publicava, pediu permissão para importar dos EUA o antibiótico estreptomicina, então recém-descoberto. Mas Orwell desenvolveu alergia ao medicamento, e o esforço foi em vão. “As unhas lhe caíram, brotaram bolhas nos lábios”, recorda Richard. O escritor morreu em janeiro de 1950. Tinha 46 anos, e seu filho estava prestes a completar seis.

Qual é o ensinamento mais importante que Orwell nos deixou? Para os jornalistas, há vários, segundo Blair. “Seja honesto. O mais importante são os fatos que você puder provar, não a realidade que você gostaria que fosse. Hoje, os jornalistas não têm tempo de checar os fatos, e os erros se perpetuam e se multiplicam na Internet, até se transformarem numa verdade.” O filho do escritor recorda também suas seis regras para escrever com clareza: “Nunca use uma metáfora ou comparação que você costume ler [os clichês]; nunca use uma palavra longa se puder usar outra mais curta; se puder cortar uma palavra, corte; nunca use a voz passiva se puder usar a ativa; nunca use um termo estrangeiro, científico ou jargão se puder usar uma palavra de uso cotidiano; rompa qualquer uma destas regras se a alternativa for escrever alguma coisa francamente ruim”. E conclui com a definição de liberdade feita por seu pai: “Liberdade é poder dizer algo que os outros não querem ouvir”.

Blair se diz particularmente preocupado com a falta de diálogo na sociedade contemporânea. “As pessoas se dedicam a gritar umas com as outras, sem se escutarem.” E se surpreende ao ver que os jovens, em vez de falar cara a cara, passam o dia olhando seus celulares. “Até os casais nos restaurantes! Estarão se comunicando entre si por mensagens?”, brinca. E o que pensaria Orwell do século XXI, da Internet, dos grandes avanços científicos e da pós-verdade? “Ah, essa é a pergunta do milhão. Mas não é possível entrar na cabeça de ninguém. Nem responder a isso lendo seus livros. Se fosse vivo, teria 113 anos e teria tido muitas novas influências… é bobagem especular”. Portanto, nem ele sabe, nem há como saber. Mas se atreve a supor uma coisa: que, de qualquer forma, provavelmente faria reflexões cheias de bom senso.

Richard Blair visitou a Espanha para participar da inauguração de uma exposição, intitulada Orwell Toma Café em Huesca, que recorda a participação de seu pai na Guerra Civil espanhola. A mostra, organizada pelo Governo da região de Aragão, pela administração provincial de Huesca e pela prefeitura da cidade, foi inaugurada em 17 de fevereiro, coincidindo com o 80º. aniversário da chegada do escritor à frente de Aragão, e ficará aberta até 25 de junho.

O nome da exposição é uma alusão a uma frase que Orwell incluiu em Lutando na Espanha (Homage do Catalonia), seu livro de memórias sobre o conflito, supostamente dita pelo general que comandava as tropas republicanas depois da captura da localidade de Siétamo: “Amanhã tomaremos um café em Huesca”. Mas a cidade aragonesa não caiu, embora alguns jornais da zona leal à República tenham chegado a publicar essa notícia em suas primeiras páginas.

Orwell não tomou esse café, mas Richard na semana passada aproveitou a oportunidade, na companhia de um descendente de outro protagonista da sua aventura espanhola: Quentin Kopp, organizador de eventos da Orwell Society e filho do comandante Kopp, chefe do escritor nas milícias do POUM (Partido Operário de Unificação Marxista), próximas do trotskismo.

Lutando na Espanha é uma obra honesta, que não agrada totalmente a quem mantém uma visão maniqueísta da guerra. Orwell foi à Espanha para lutar contra o fascismo, mas, como aconteceu com os trotskistas e anarquistas, acabou sendo perseguido pelos comunistas de linha soviética. A Espanha ainda não compreendeu bem sua história recente, segundo Blair, e esse livro, o mais vendido sobre a Guerra Civil, contribui para reduzir “esse grande buraco negro que há entre 1936 e 1975”. “Ainda há pessoas que chegam até mim com lágrimas nos olhos e me dizem: obrigado pelo que o seu pai fez”.

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Tom Hanks vai estrear como escritor com sua primeira coleção de contos

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TomHankswithTypewriters

Pedro Prado, no Pipoca Moderna

O ator Tom Hanks vai iniciar uma nova carreira, aos 60 anos. Ele vai estrear como escritor de livros com o lançamento da coleção de contos “Uncommon Type: Some Stories”. A obra será lançada nos Estados Unidos e na Inglaterra em outubro, com 17 histórias escritas pelo astro de Hollywood.

O livro está em produção desde que Hanks publicou uma crônica na revista New Yorker em 2014. A história chamou a atenção do editor-chefe da editora Alfred A Knopf, Sonny Mehta. “Fiquei impressionado com sua voz notável e seu comando como escritor. Eu esperava que pudesse haver mais histórias. Felizmente, para os leitores, havia”, ele explicou ao jornal inglês The Guardian.

Estimulado pelo editor, Hanks começou a escrever o livro em 2015. “Nos dois anos de trabalho, eu fiz filmes em Nova York, Berlim, Budapeste e Atlanta e escrevi nos sets de todos eles. Escrevi nas férias, em aviões, em casa e no escritório”, disse o ator em um comunicado oficial.

Apesar de independentes entre si, os contos compartilham um tema que reflete uma paixão pessoal do ator: máquinas de escrever. Cada história do livro envolve de alguma maneira uma dessas máquinas, hoje em dia cada vez mais raras e menos utilizadas.

Segundo o editor adiantou, as páginas de “Uncommon Type” incluirão “uma história sobre um imigrante que chega em Nova York depois que sua família e sua vida foram destruídas pela guerra civil de seu país; outro sobre um homem que faz um jogo perfeito, se tornando a mais nova celebridade da ESPN; outro sobre um bilionário excêntrico e seu fiel assistente executivo em busca de algo maior na América; e a vida imprudente de um ator.”

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