Orgulho & Preconceito

A escola onde pais e crianças escolhem as matérias

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Maurice de Hond, consultor holandês de 68 anos, fez fortuna em empresas tecnológicas. Há dois anos criou uma escola onde as crianças e os pais escolhem o que querem aprender. Chamou-lhes Steve Jobs Schools porque ali se ensina através de iPads

Sara Capelo, no Sabado

Esqueça os professores, os cadernos, os quadros de ardósia e até os colegas de carteira. Nas Steve Jobs Schools (começaram por ser 12 e vão em 30, incluindo na África do Sul e no Dubai) as crianças usam iPads e são incentivadas por “treinadores”. Bem-vindo ao futuro, segundo Maurice de Hond, que falou com a SÁBADO ao telefone, a partir da Holanda.

Como é que teve a ideia de criar estas escolas?
Surgiu com a minha filha, que nasceu em 2009. Quando ela tinha seis meses, brincava com uma app para bebés no iPhone. Um ano depois, quando o iPad chegou ao mercado, percebi que ela conseguia manuseá-lo. Quando foi para um centro de aprendizagem, com 3 anos, este ficava no edifício da antiga escola do meu filho, que nasceu no início dos anos 1980. A sala de aula dele estava na mesma, como há 30 anos. E pensei que, tendo uma filha nascida em 2009, tinha de a preparar para 2030. Porque é que deveria levá-la para uma escola que estava num regime do passado? Na Holanda, é possível a pais com boas ideias criarem uma escola financiada pelo Governo. Formei um grupo para redesenharmos a escola, incluir a tecnologia de hoje e usar os talentos das crianças. Pensamos que cada criança é diferente, pelo que temos de fazer abordagens que funcionem com o indivíduo.

O sistema de educação não mudou desde o século XIX?
O que eles faziam nos anos 80 era o mesmo que faziam 60 ou 100 anos antes. Eu andei numa sala de aula com 50 crianças, nos anos 50. Era como numa fábrica porque não havia outra forma. Só quando se tem mais dinheiro é que se pode ter mais professores. Parte do que ensinamos nas escolas está completamente desatualizado.

Que outros sistemas existem na Holanda, além do seu?
No sistema público temos diferentes tipos de abordagem. O Governo controla o resultado final, mas não a forma como se chega lá.

E como funcionam?
Em 7% das escolas públicas, as crianças estão divididas em grupos (dos 4 aos 6 anos, dos 7 aos 9, dos 10 aos 12) e elas trabalham de uma forma mais independente com base no princípio de “ensine-me como aprender e eu fá-lo-ei sozinho”.

Quantos professores têm?
Somos financiados pelo Governo e temos o mesmo número de professores que outras escolas, porque não somos privados – o rácio na Holanda é de um professor por 24 alunos. As crianças não estão todo o dia na mesma sala com o mesmo professor. Cada uma tem o seu treinador (1 por 24, que têm idades diferentes). Cada um é especializado numa área, como Matemática, língua, Geografia. As crianças podem escolher, conforme o seu plano de desenvolvimento, para onde vão. Se já estão avançadas em leitura, porque é que hão-de ir para uma aula sobre isso? E por uma hora por dia testam, através de uma app no iPad, as diferentes disciplinas, como Matemática ou línguas. Fazem oito a 10 mil tarefas por ano, sem a ajuda do professor. Se em 10 tarefas fizerem bem oito, sobem de nível. Caso contrário, vão para um nível mais fácil.

Há livros?
Sim. O que não temos é tantos livros quanto crianças. A minha filha, que está a aprender a ler, fá-lo em parte com apps e no restante com livros de exercícios ligados a essas aplicações. Cada criança tem o seu estilo de aprendizagem. Umas são mais visuais, outras não. O professor decide qual é o tipo de abordagem ideal para cada uma.

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E os pais definem qual deve ser o currículo dos filhos?
De seis em seis semanas há reuniões entre os pais, a criança e o treinador, que discutem o desenvolvimento das seis semanas seguintes. E as crianças levam os iPads para casa para continuarem a usar as apps depois da escola.

Foi contactado por professores infelizes pela forma como ensinavam noutras escolas?
Diziam-me que havia apenas livros de um editor e que eles seguiam o que este entendia que devia ser feito e em que época do ano tinham de o fazer. Mas que havia crianças da mesma idade em que umas iam mais depressa do que outras.

Como é que dividem os níveis de ensino? Crianças de 6 anos aprendem o mesmo das de 8?
Estive no Brasil e creio que o sistema de ensino deve ser parecido com o português. A diferença no nosso sistema é que não decidimos em que (mais…)

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Dificuldades de ser escritor no Brasil incentivam projetos de publicação coletiva

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Escritor Cristiano Deveras: “Escritores precisam apostar em estratégias de economia criativa para não depender apenas dos editais públicos”

Escritor Cristiano Deveras: “Escritores precisam apostar em estratégias de economia criativa para não depender apenas dos editais públicos”

 

Antologias e coletâneas têm sido a saída para várias pessoas que pretendem fazer arte escrita no País, mas não têm acesso ao grande mercado editorial

Marcos Nunes Carreiro, no Jornal Opção

Ser escritor no Brasil não é fácil, sobretudo no interior do País, naqueles estados que estão longe das grandes editoras do eixo Rio-São Paulo. Ser escritor não é só escrever, mas se preocupar também com a qualidade da publicação e com a distribuição de seus livros, para ficarmos em dois exemplos.

Acontece que na maioria dos estados — Goiás, por exemplo — existem pequenas editoras e gráficas que fazem vias de editoras, imprimem o livro, mas não conseguem arcar com a distribuição correta das publicações. Isso faz com que a literatura, muitas vezes de qualidade, não saia do estado. Isso quando os autores conseguem recursos para chegar até essas pequenas editoras.

Para tentar superar esses problemas — o financeiro e o de distribuição —, muitos autores, sobretudo os iniciantes, se juntam em projetos co­letivos de publicação. Assim, os custos ficam bem menores para cada au­tor e, com escritores de vá­rios can­tos do País, a literatura “viaja mais”.

É o que tem feito o coletivo “Bar do Escritor”, que reúne escritores do país inteiro e tem atraído, inclusive, estrangeiros. O goiano Cristiano De­ve­ras é quem tem encabeçado o coletivo. Ele conta que o projeto já lançou cinco livros, publicando mais de cem autores iniciantes, vendendo cerca de 15 mil livros.

Cristiano explica que o “Bar do Escritor” abriu, no dia 30 de março, o chamamento para a sexta edição, que será publicada neste ano e já conta com escritores brasileiros e europeus e africanos. “Além dos autores brasileiros”, relata, “já temos confirmada a presença de um português, um angolano e cinco moçambicanos. Queremos incentivar cada vez mais esse intercâmbio literário entre os países lusófonos.”

Para diminuir os custos, o próprio Cristiano, junto com colegas de trabalho, faz a diagramação, revisão e o projeto gráfico. “Quando entrego o material para a editora é só publicar, porque tem editora que cobra pesado para fazer isso”, argumenta. Para ele, antologias são importantes, pois dão a chance de publicação de maneira mais econômica a autores iniciantes. “Além disso, podemos conhecer muitos autores de uma só vez”, afirma.

Desde 2010, o pré-lançamento da coletânea é feita no Rio de Ja­nei­ro, durante a Festa Literária In­ter­nacional de Paraty. “Nosso sarau já é conhecido na feira. Fazemos tudo na praia, em parceira com um francês, que tem um bar no local. Usamos a estrutura para atrair as pessoas e mostrar a elas nosso trabalho, promovendo debates e oficinas”, relata.

Bolsa Hugo de Carvalho Ramos

Cristiano Deveras conta que é “fruto” da Bolsa de Publicação Hugo de Carvalho Ramos, prêmio da União Brasileira dos Escritores Seção Goiás (UBE-GO). Seu primeiro livro, “Jantar das 11”, foi publicado quando venceu o prêmio. “Esse é um dos prêmios mais importantes do Brasil”, afirma.

A partir disso, Cristiano decidiu investir na carreira de escritor. Em 2008, recebeu menção honrosa no Prêmio Literário Cidade do Recife e foi finalista no Prêmio Sesc de Literatura com seu segundo livro: “O etéreo ser de carbono”, publicado em 2013, também por meio da Bolsa da UBE-GO.

Por esse livro, publicado pelo selo editorial goiano R&F, Cristiano foi convidado para participar da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha. Um dos poucos goianos. Ele relata:

“O país homenageado pela feira daquele ano foi o Brasil e o Mi­nis­tério da Cultura levou 70 autores. Nenhum era goiano. Aliás, a maioria dos escritores levados pelo ministério era do eixo Rio-São Paulo; metade do País não estava representado. Eu fui convidado pela R&F e pude levar a literatura de Goiás para aquela feira, que é a maior do mundo”.

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Estudante carrega enxada na cerimônia de formatura em homenagem aos pais

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Mais uma prova de que uma alma grata é capaz de indizíveis belezas!

Mais uma prova de que uma alma grata é capaz de indizíveis belezas!

 

Publicado na Revista Pazes

Na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, a jovem Kauany Sousa, de 24 anos, ergueu uma enxada durante sua entrada na cerimônia de formatura do curso de Serviço Social, na UnP (Universidade Potiguar) para agradecer seus pais pelo esforço no trabalho na roça para garantir o sustento dela e de mais três irmãos.

A homenagem feita pela estudante Kauany Sousa aos seus pais durante sua formatura no curso de Serviço Social na UnP (Universidade Potiguar) emocionou não só os convidados presentes na cerimônia, mas também milhares de internautas. Na festa, ocorrida no dia 9 de abril na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Kauany levantou uma enxada para representar o trabalho de seus pais que garantiu o sustento da família durante sua infância difícil no campo. Assista o vídeo abaixo:

“Eu lembro do meu pai saindo todos os dias para trabalhar, como ele faz até hoje. Trabalhar na roça, para dar sustento para mim e mais três irmãos. Desde o início, foi sempre assim. A lembrança que eu tenho é de ver ele sair de casa para trabalhar”, contou a jovem de 24 anos em entrevista ao canal UERN TV, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. A renda de seu pai, Nilson Pereira, não passava de R$ 20 por semana. Por conta das dificuldades financeiras, a família tinha problemas até mesmo para conseguir comer todos os dias. “[Lembro] de ver minha mãe preocupada todos os dias para dar um prato de comida para a gente. Muitas vezes não tinha e ela agradecia a Deus quando um vizinho chegava e dava uma alimentação. Eu lembro que na época meu pai ganhava R$ 20 por semana, para trabalhar no sol quente, todos os dias”, relata.

No sítio Caraúba Torta, no município potiguar de Almino Afonso, Kauany começou a aprender a ler e escrever debaixo de uma árvore, no espaço cedido por uma vizinha. Além disso, assim como seus outros três irmãos, ela também ajudava no trabalho de agricultura.

Assistam ao vídeo!

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Conheça essas 5 habilidades aprendidas na faculdade que são úteis para toda a vida

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Publicado no Amo Direito

Além de aprender muitos conteúdos que serão essenciais para seguir a carreira escolhida, a faculdade também ensina outras habilidades aos estudantes que com certeza serão úteis em diversas situações da vida, tanto pessoais como profissionais. Diferentemente de alguns tópicos que podem ser esquecidos após o término do curso, essas características serão armazenadas e aplicadas muitas vezes.

A seguir, conheça 5 habilidades que serão aprendidas durante a graduação e que você utilizará com frequência:

1 – Fazer anotações
As aulas na faculdade costumam ter longa duração, sendo que os professores usam boa parte desse tempo para falar. Assim, para que consiga acompanhar a explicação e anotar todos os detalhes, você aprende estratégias próprias para que o processo seja mais rápido. Isso será uma vantagem durante a vida, porque você conseguirá aliar a velocidade a informações precisas o suficiente para que você entenda o que precisa ser feito para determinada tarefa.

2 – Como administrar trabalhos com pessoas preguiçosas
Durante a graduação, geralmente todos enfrentam ao menos um trabalho em grupo no qual um dos integrantes não ajuda na realização do projeto. Esse tipo de situação costuma ser muito estressante para os alunos mais comprometidos, mas pode ser uma vantagem no futuro. Assim como na sala de aula, o mercado de trabalho também conta com pessoas desinteressadas e você precisa saber lidar com elas. As técnicas aprendidas na faculdade para que todos colaborem podem ser muito utilizadas fora dela, fazendo com que você se estresse menos e tenha outros planos caso ninguém ajude de fato.

3 – Fazer atividades que você não gosta
Nem todas as disciplinas da grade curricular da faculdade agradam os estudantes. No entanto, a vantagem da pluralidade de matérias é que você consegue realmente entender por que gosta ou não de um conteúdo, além de aprender a lidar com atividades que não são agradáveis para você. Como o número de trabalhos costuma ser grande durante a graduação, por mais chata que a disciplina seja, você se acostumará com a realização das tarefas propostas, conseguindo um grande diferencial depois que estiver formado.

4 – Aprender a priorizar atividades
O volume de tarefas que os universitários precisam entregar para compor as notas faz com que você aprenda a selecionar quais delas precisam ser priorizadas. Além disso, é fundamental que se concilie a vida acadêmica com a pessoal e, por isso, os estudantes estão acostumados com a pressão cotidiana. Ao terminar a graduação, lidar com diversas tarefas ao mesmo tempo não será um problema, já que passou por isso ao longo do curso todo, principalmente em momentos em que teve que estudar e estagiar.

5 – Encontrar vantagens para você
Geralmente os universitários estão em constante busca por boas oportunidades para gastar menos dinheiro e tornar as tarefas cotidianas mais simples. Além de aprender sobre uma série de recursos que facilitam a realização de determinadas tarefas, tornam-se ótimos em encontrar vantagens em situações adversas, a exemplo de formas de gastar pouco para imprimir documentos ou conseguir descontos por ser estudante.

Fonte: Universia Brasil

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7 grandes livros que você deve ler antes de morrer

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publicado no Geekness

O poeta espanhol Rubén Darío disse uma vez que “aprender a ler é uma das coisas mais importantes que nos acontece na vida”. E esta é uma verdade.

Quase não dá para imaginar como seria nossa vida hoje sem os grandes livros, histórias e registros. E, sim, para ler e aproveitar a leitura é preciso aprender. Uma coisa é ler a lista do mercado ou textos na internet outra coisa bem diferente é entrar em um universo novo feito de páginas, palavras e imaginação.

Dizem que para saber ler basta ler; e nós concordamos. Uma vez que você pega gosto pela leitura é difícil conseguir parar. A dica é se manter lendo, trocando de livro um atrás do outro e não deixando o ânimo esfriar.

Para que você tenho pelo menos sete ótimos livros para ler nos próximos meses, selecionamos clássicos imperdíveis da literatura. Não tem desculpa agora para dizer que não sabe o que ler… Boa leitura!

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Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, 1967

Clássico absoluto recomendado por 10 entre 10 leitores, Cem Anos de Solidão apresenta a história da família Buendia em sete gerações. Durante um século, García Márquez narra a trajetória de uma vila no meio do nada, cuja existência passa despercebida no tempo.

Trata-se de uma leitura que exige concentração, pois pede certa sagacidade do leitor para entender o ambiente irreal de Macondo que é cheio de detalhes e mistura o normal e o fantástico, o real e o sobrenatural.

O livro tem a intenção de retratar a solidão humana, quando se passam cem anos e nada continua igual, apenas o ser humano. Leitura recomendada para todas as idades!

A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera, 1984
insustentavel-leveza-do-ser (1)O romance de Milan Kundera se passa em Praga em 1968 e narra os amores e desamores de quatro personagens: Tomás, Tereza, Sabina e Franz. O livro é permeado pela invasão russa à Tchecoslováquia e pelo clima de tensão que pairava em Praga naqueles dias.

Além de totalmente sensual e envolvente, o estilo narrativo de Kundera permite saídas do texto central com comentários que esclarecem ao leitor sobre o terreno filosófico e psicológico em que a história se desenrola.

Há referência a autores como Nietzsche e Parmênides que situam o enredo em uma perspectiva existencial e submete as situações à uma análise filosófica e uma reflexão especulativa.

O livro narra as dores e as delícias de optar pela liberdade ou pelo comprometimento ilustrando as consequências existenciais de cada uma dessas opções. Imperdível e maravilhoso!

Memória de Minhas Putas Tristes, Gabriel García Márquez, 2004

Memória de Minhas Putas Tristes narra a história de um velho cronista e crítico musical que, em seu aniversário de 90 anos, pretende presentear a si mesmo com uma noite de amor insano com uma adolescente virgem.

No entanto, ao vê-la dormindo, não tem coragem de acordá-la e se apaixona por uma garota adormecida. Um livro sábio, reflexivo e com muito bom humor.

1984, George Orwell, 1949
19841984 apresenta a história de Winston Smith, um homem com uma vida insignificante que recebe a tarefa de perpetuar a propaganda do regime atuante por meio da falsificação de documentos públicos e da literatura a fim de que o governo sempre esteja correto no que faz.

Smith fica cada vez mais desiludido com sua existência miserável e assim é iniciada uma rebelião contra o sistema. O romance ficou famoso por seu retrato sobre a fiscalização e controle de um determinado governo na vida dos cidadãos e a crescente invasão sobre os direitos do indivíduo.

Vivemos ou não em um imenso “Big Brother”?

Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley, 1932

No mundo futurista criado por Aldous Huxley não existe família e as pessoas nascem pré-condicionadas biologicamente em uma sociedade organizada por castas. Nesta sociedade não existe ética religiosa nem os valores que regem a sociedade atual.

Qualquer dúvida ou insegurança são dissipadas com o consumo de uma droga chamada “soma”. Não existem casais, nem o nascimento por meio da gravidez. O conceito de Amor, como um sentimento monogâmico, também não existe.

As pessoas praticam relações sexuais entre si como uma mera forma de lazer, vivendo sob o lema: “cada um pertence a todos”. O enredo remete à reflexões sobre os relacionamentos, o futuro e modos de vida.

Quando Nietzsche Chorou, Irvin D. Yalom, 1982

Em Quando Nietzsche Chorou, o psicoterapeuta Irvin Yalom liga duas figuras históricas importantíssimas em um relacionamento fictício que se passa em um contexto histórico real na Viena de 1982.

O médico e fisiologista austríaco Josef Breuer e o filósofo alemão Friedrich Nietzsche iniciam discussões permeadas pelas teorias de Nietzsche, como a do eterno retorno, e abrangem grandes questões que permeiam a existência humana: o seu significado, a liberdade, as escolhas, o destino, Deus, a morte e o desespero.

Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa, 1956

Com uma linguagem caracterizada por acentos e jeitos sertanejos, Grande Sertão: Veredas é considerado uma das maiores obras da literatura brasileira. A grandiosidade do livro de Guimarães Rosa pode ser exemplificada pelas interpretações, que abordam variados pontos de vista e as mais diferentes culturas.

A obra se passa no sertão brasileiro e o enredo é tomado por uma espécie de labirinto. Como se fosse uma metáfora da vida, a travessia do labirinto pode ser interpretada como a travessia da própria existência.

Mais que os outros livros desta lista, este é destinado para quem sabe ler. Ele requer paciência, pois a linguagem é cheia de cultura oral e pede muita interpretação de texto. Com paciência é possível logo se sentir preso à trama e abduzido por um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos que deve ser lido e entendido muitas vezes.

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