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Conheça as principais obras do poeta Ferreira Gullar

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O poeta Ferreira Gullar - Simone Marinho / Divulgação/ Simone Marinho

O poeta Ferreira Gullar – Simone Marinho / Divulgação/ Simone Marinho

 

Artista múltiplo, escritor construiu uma sólida carreira ao longo de seis décadas

Publicado em O Globo

RIO – Poeta, artista plástico, dramaturgo, compositor, ensaísta, crítico, memorialista. Os predicados de Ferreira Gullar, que morreu na manhã deste domingo, são múltiplos. O artista construiu uma carreira sólida desde os anos 1940, em São Luís, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Moscou, Santiago. Abaixo, uma lista das obras fundamentais de Gullar ao longo de seis décadas.

– “A luta corporal”, de 1954

Primeiro livro do poeta, que já tinha publicado textos em jornais do Rio de Janeiro e de São Luís, a obra traz experimentações gráficas que abriram caminho para os concretistas de São Paulo na segunda metade da década de 1950, os irmãos Haroldo e Augusto de Campos e Décio Pignatari à frente.

– “Manifesto neoconcreto” e “Teoria do não-objeto”, de 1959

Os dois textos se tornaram marcos conceituais do neoconcretismo, movimento surgido no Rio de Janeiro que se afastava dos concretistas de São Paulo ao ampliar o espaço da subjetividade na obra de arte. Gullar já tinha rompido com os paulistas dois anos antes, por discordar do artigo “Da psicologia da composição à matemática da composição”.

– “João Boa-Morte, cabra marcado para morrer”, de 1962

Em determinado período da carreira, Ferreira Gullar acreditava que era mais importante que sua poesia se comunicasse com um maior número de pessoas — mesmo que, com isso, fosse obrigado a sacrificar a sua qualidade formal. Seus poemas em forma de cordel, como os que estão presentes nesse livro, partem dessa preocupação em levar a luta política a um grande público.

– “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, de 1966

A peça em três atos, escrita em parceria com Oduvaldo Vianna Filho, estreou em abril de 1966 no Rio de Janeiro no Teatro Opinião. No elenco, o próprio Vianna Filho, Sérgio Mamberti, Agildo Ribeiro, Antônio Pitanga, Francisco Milani, entre outros. A peça recebeu os prêmios Molière, Saci e Governador do Estado de São Paulo, como melhor peça e melhores autores do ano.

– “Dentro da noite veloz”, de 1975

No exílio desde 1971, após passar longo período na clandestinidade, o poema traz um Gullar preocupado com a necessidade de mudanças radicais no país. É resultado de sua busca de uma poesia que trata das questões políticas e sociais brasileiras, mas mantém sua qualidade literária, sem fazer concessão ao panfletário.

– “Poema sujo”, de 1976

A obra mais conhecida do escritor chegou ao Brasil contrabandeada por Vinícius de Moraes no ano anterior. Exilado em Buenos Aires, Gullar gravou em uma fita cassete sua leitura do poema, que acabou lançado no Brasil sem a sua presença.

– “Na vertigem do dia”, de 1980

Os poemas reunidos no livro mostram um poeta maduro em suas realizações literárias, estéticas e intelectuais e fazem um mergulho profundo nas entranhas da condição humana.

– “Argumentação contra a morte da arte”, de 1993

Nesta série de ensaios, Gullar exercita o seu lado de crítico de arte para atacar as vanguardas e abordar questões delicadas da arte contemporânea, na sua opinião ameaçada pela falsidade e pela tolice dos jogos de marketing.

– “Muitas vozes”, de 1999

Nos 54 poemas do livro, o escritor trata da morte, da vida, da poesia, das paisagens, dos medos e das reflexões provenientes da experiência no mundo moderno. Entre os destaques da obra, que ganhou os prêmios Jabuti e Alphonso de Guimarães, da Biblioteca Nacional, estão “Nasce o poeta”, em que retrata o fazer poético, e “Visita”, em que Gullar fala da morte do filho.

– “Em alguma parte alguma”, de 2010

Lançado mais de dez anos após seu último livro de poemas, “Em alguma parte alguma” traz de volta temas abordados em “Muitas vozes”, como a reflexão poética sobre a existência.

– “Autobiografia poética e outros textos”, de 2015

Além de um ensaio autobiográfico inédito, a obra traz entrevistas, artigos, depoimentos e um caderno de fotos que compõem um amplo painel da vida e da obra do poeta maranhense.

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Adaptação da saga Fallen estreia dia 8 de dezembro nos cinemas

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Publicado em O Grito

0 milhões de exemplares vendidos depois, a saga Fallen chega ao Brasil no dia 8 de dezembro. O longa mostra a história de amor entre uma adolescente e dois anjos. Com três volumes já lançados, a obra, escrita por Lauren Kate tornou-se sucesso editorial também no Brasil com mais 1,2 milhão de livros vendidos.

O roteiro do filme foi escrito por Michael Ross, a partir da adaptação para o cinema do texto de Lauren Kate, a cargo da dupla Nichole Millard e Kathryn Price. Lauren é creditada como Produtora Executiva da versão cinematográfica de seu romance.

A estreia do longa foi antecipada no Brasil após forte campanha dos fãs nas redes sociais – a escritora chegou a comentar a possível data de estreia no Twitter.

Na trama, a jovem Luce (Addison Timlin) é responsabilizada pela misteriosa morte de seu namorado e mandada para o reformatório Sword & Cross, onde se aproxima de Daniel Grigori (Jeremy Irvine), sem saber que ele é um anjo apaixonado por ela há milênios. Ao mesmo tempo, a protagonista da trama não consegue se manter afastada de Cam Briel (Harrison Gilbertson), que também é um anjo e há tempos luta pelo amor de Luce.

Veja o trailer:

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Editora Autêntica lançará dois livros de Ferreira Gullar em 2017

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Gabriela Sá Pessoa, na Folha de S.Paulo

Ferreira Gullar trabalhava em duas novas edições de suas obras, previstas para sair em 2017 pela Autêntica. A casa publicou, em 2015, a “Autobiografia Poética” do escritor.

O primeiro é uma reedição do livro infantil “Dr. Urubu e Outras Fábulas”, com ilustrações de Cláudio Martins e publicado originalmente em 2005. O segundo, uma coletânea de textos sobre crítica de arte publicados pelo poeta ao longo da vida —inclusive em suas colunas na “Ilustrada”.

Segundo a editora e amiga Maria Amélia Mello, que cuida da obra de Gullar há três décadas, os projetos eram encaminhados pelo próprio poeta e ele deu a última palavra sobre os mais de cem ensaios selecionados para o livro.

O autor de “Poema Sujo” (1975) morreu na manhã deste domingo (4), aos 86 anos. Seu corpo está sendo velado nesta noite na Biblioteca Nacional, no Rio, e seguirá em cortejo às 9h de segunda (5) até a Academia Brasileira de Letras, de que era membro.

“Ele deixou orientações, que vou repetir”, disse Mello. A editora conta que Gullar seguia trabalhando de seu leito no Hospital Copa D’Or, em Copacabana, onde ficou hospitalizado por 20 dias em razão de problemas respiratórios.

Em sua penúltima visita, há cerca de dez dias, “ele estava escrevendo, querendo saber das coisas. E assistindo televisão, expressando opinião. E rindo muito”. Ela o visitou no sábado (3), quando já o percebeu mais abatido e a saúde, debilitada. Segundo Claudia Ahimsa, mulher do poeta, ele disse no hospital: “Se você me ama, me deixa ir embora”.

Até a internação, Mello conta que Gullar seguia a rotina de sempre: usava o transporte público, ia sozinho à padaria e à banca de jornal, fazia as compras no supermercado, conhecia todos no bairro, desenrolava os próprios problemas. “Nos falávamos todos os dias. Quando passava quatro dias sem ligar porque minha vida enrolava, no próximo telefonema ele perguntava: ‘O que aconteceu? Por que você não me ligou? Está tudo bem?’.”

Gullar andava rápido, “naquele passo dele, o cabelo branco voando”. “O mais importante é essa trajetória: ele manteve a coerência, o que ele escreve é o que ele está pensando. Tinha a lucidez como norte da vida dele. Se o chamassem para ir a uma escola se encontrar com jovens, ele ia. A um grande evento, também. Não ficava enclausurado em casa, cheio de glórias. Você ligava na casa dele e ele mesmo atendia.”

Além dos dois livros previstos para 2017, o escritor aparecerá aos leitores em um DVD, encartado em nova edição da “Autobiografia Poética”. Dirigido por Zelito, o filme documental registra o poeta maranhense falando sobre a própria obra, filmado ao ar livre, mais jovem, nos anos 1980.

“Ele falava muito bem, além de ter uma voz muito bonita —não se esqueça que ele começou a vida como locutor de rádio”, diz Mello.

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Veronica Roth vai lançar novo capítulo da Série Divergente

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Marcel Plasse, no Pipoca Moderna

A Lionsgate ainda não definiu o que vai fazer com a franquia “Divergente”, que pode ficar sem final por culpa de sua própria ganância – o estúdio quis dividir o terceiro e último livro em dois filmes e obteve uma bilheteria inexpressiva com a primeira parte. Mas os fãs dos livros originais tiveram uma boa notícia. A escritora Veronica Roth usou seu Twitter para revelar que a história literária não acabou com “Convergente”.

Em vídeo, ela conta que lançará uma história inédita derivada da trilogia original, centrada no personagem Four (vivido no cinema por Theo James).

A história vai se passar anos depois do final de “Convergente”, e tem o título de “We Can Be Mended”, servindo como epílogo para trama. O detalhe é que ela será disponibilizada exclusivamente como bônus para quem comprar a nova sci-fi da escritora, “Cave The Mark”, em pré-venda ou no dia do lançamento, 17 de janeiro.

Segundo apurou o site da revista Variety, o estúdio Lionsgate ainda não desistiu de produzir “A Série Divergente: Ascendente”, o final da franquia, mas seus planos visariam uma parceria com um serviço de streaming.

A mudança de estratégia seria reflexo da queda de bilheteria registrada no filme anterior. Enquanto “Divergente” (2014) e “A Série Divergente: Insurgente” (2015) arrecadaram US$ 288,8 milhões e US$ 297,2 milhões, respectivamente, “A Série Divergente: Convergente” (2016) implodiu com US$ 179 milhões em todo o mundo.

Diante de um calendário lotado de blockbusters no verão de 2017, o estúdio passou a considerar a mudança de estratégia. Além de levar “Ascendente” para a televisão, o estúdio ainda estaria pensando em continuar a história com outros personagens em uma série televisiva. O problema é que, até agora, não conseguiu fechar parceria com nenhum canal de TV ou streaming. E alguns dos atores já se manifestaram, avisando que não assinaram contrato para fazer telefilme ou série televisiva.

Enquanto isso, uma subdivisão da Fox, a Fox 2000, comprou os direitos de outra sci-fi futurista da escritora Veronica Roth, “Inertia”, publicada no ano passado.

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Leiloado exemplar de ‘O Pequeno Príncipe’ com desenhos de Saint-Exupéry

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Exemplar de O Pequeno Príncipe com anotações originais do autor (Foto: PHILIPPE LOPEZ/AFP)

Exemplar de O Pequeno Príncipe com anotações originais do autor (Foto: PHILIPPE LOPEZ/AFP)

 

Edição original em francês, o exemplar foi arrematado por € 90 mil.

Publicado no G1

Um exemplar original de “O Pequeno Príncipe”, do escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, com quatro desenhos e dedicatória do autor, foi leiloado neste sábado (3) em Paris por quase € 90 mil, informou a casa Cazo.

Edição original em francês, o exemplar, oferecido por Saint-Exupéry ao tenente-coronel e amigo Lionel-Max Chassin, estava avaliado entre € 80 mil e € 100 mil, segundo a Cazo.

Ele foi arrematado hoje por € 89.467, gastos incluídos, informou o leiloeiro Wilfrid Cazo. O comprador preferiu se manter anônimo. O exemplar vendido hoje está dedicado a “Doudou Chassin”, filho mais velho de Lionel-Max Chassin.

A amizade entre Lionel-Max Chassin e Saint-Exupéry começou em 1929, quando o primeiro foi professor de navegação aérea do segundo.

Ambos se reencontraram em Argel, em 1943. Chassin ajudou Saint-Exupéry a retomar o serviço, apesar de ser considerado um piloto superado, incapaz de pilotar um avião de combate moderno, como o P-38 Lightning, em que o escritor desapareceu em frente a Marselha (sudoeste) em 31 de julho de 1944, aos 44 anos.

Traduzido para 270 idiomas, foram vendidos até hoje 145 milhões de exemplares de “O Pequeno Príncipe” em todo o mundo.

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