Documentário promete retratar a vida íntima do discreto autor de “O apanhador no campo de centeio”

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O escritor americano J.D. Salinger também será mote de livro

O autor americano e exemplares de sua mais célebre obra AP Photo/Amy Sancetta

O autor americano e exemplares de sua mais célebre obra AP Photo/Amy Sancetta

Publicado em O Globo

RIO – Autor de “O apanhador no campo de centeio” e um dos reclusos mais famosos dos Estados Unidos, J.D. Salinger (1919-2010) será mote de um documentário, cujos detalhes são mantidos em segredo tanto quanto ele próprio o fazia com sua vida privada.

“Salinger”, o filme, foi escrito ao longo de nove anos por Shane Salerno, que também dirige e produz o longa, bancado por ele mesmo. O projeto é uma virada na carreira de Salerno, mais conhecido pelo trabalho como roteirista de blockbusters tradicionais como “Alien vs. Predador”.

Mas a promessa de descobrir detalhes da vida de um dos escritores mais respeitados da América provou ser uma atração enorme para Hollywood. “Salinger” foi comprado pelo magnata do cinema independente Harvey Weinstein depois de ter viso uma exibição privada na manhã do Oscar deste ano. Mesmo que, na amostra, não tenha visto todas as revelações que o filme promete, ele fechou negócio imediatamente.

Salerno e sua equipe também estão lançando um programa de TV baseado no documentário e já fecharam acordo com a editora Simon and Schuster para publicar um livro chamado “A guerra particular de J.D. Salinger”.

Como Salerno não dá entrevistas, há especulações febris sobre detalhes de casos de amor e rumores de manuscritos inéditos de Salinger. Uma das poucas pistas veio quando Salerno anunciou o negócio do livro. “O mito que as pessoas criaram e acreditaram nos últimos 60 anos em torno de J.D. Salinger é de alguém muito puro para ser publicado, muito sensível para ser tocado. Substituímos esse mito por um ser humano extraordinariamente complexo e profundamente contraditório. Nosso livro oferece uma completa reavaliação e reinterpretação de seu trabalho e de sua vida”, disse Salerno.

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George R.R. Martin, o ‘senhor dos Tronos’, na primeira entrevista ao Brasil

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O escritor americano em foto da mulher, Paris McBride

O escritor americano em foto da mulher, Paris McBride

Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Seria apenas meia hora de conversa por telefone e o assunto não poderia fugir muito de “Wild Cards”, série  coletiva sobre super-heróis que George R.R. Martin edita e na qual escreve desde os anos 1980. Duas das condições com as quais chegou até mim, no mês passado, a possibilidade de entrevistar o autor de “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que nunca tinha falado a jornais do Brasil, país que está entre aqueles onde ele tem hoje mais leitores.

Confesso que bateu aflição à medida que lia entrevistas com ele. GRRM é um bom entrevistado, mas a paixão que sua obra desperta e a atenção implacável de fãs fez com que já fosse questionado sobre todo assunto que se possa imaginar, e as respostas tendem a se repetir. No fim, até ajudou falar de um tema menos abordado, “Wild Cards”, cujo volume 1 a editora LeYa acaba de pôr nas lojas (o segundo e o terceiro saem em novembro). E, é claro, fui encaixando na conversa as “Crônicas” e “Game of Thrones”, a série da HBO baseada nos livros.

Em “Wild Cards”, como nas “Crônicas”, GRRM dá um tratamento mais adulto, por assim dizer, a temas que tendem a ser associados ao juvenil (super-heróis, fantasia), com violência, política e sexo como pano de fundo. A boa notícia para os fãs das “Crônicas” é que GRRM hoje quase não ocupa seu tempo escrevendo para “Wild Cards”, embora editar a obra seja, como ele diz, “o trabalho mais desafiador” nesse sentido.

“Wild Cards”surgiu como RPG nos anos 1980. GRRM convidou vários amigos nerds a escrever contos a partir dessa premissa: um vírus alienígena que, em 1946, infectou terráqueos com sintomas imprevisíveis, matando muitos, dando superpoderes a uns e deixando outros deformados. Nisso, já foram 22 livros, histórias isoladas com personagens que se repetem e cujo fio narrativo é unificado. Cabe a GRRM reescrever muita coisa e fazer o conjunto funcionar, “conduzindo a sinfonia como se fosse uma big band”.

O resultado foi a capa da Ilustrada deste domingo, com os principais trechos da entrevista,  cuja íntegra você pode ler abaixo. Também questionei vários autores sobre a relevância de GRRM na literatura fantástica.

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Folha – O sr. se tornou escritor devido ao interesse por quadrinhos, como costuma dizer, e em “Wild Cards” o sr. leva os super-heróis dos quadrinhos para a literatura. Como é usar na literatura um tema tão característico das HQs?
George R.R. Martin -
 Bom, nós buscamos, nos livros, fazer uma abordagem mais realista. Para começar do básico: eu amo quadrinhos, cresci lendo quadrinhos, mas há muitas convenções no formato que não fazem sentido quando você pensa nelas. A noção de que alguém que consegue superpoderes vai imediatamente comprar uma roupa de spandex e combater o crime. Não acho que isso funcione. No mundo real, se você conseguisse superpoderes, se eu tivesse a habilidade de voar, bem, provavelmente eu ainda seria um escritor, com a diferença de que não andaria mais de aviões. Isso iria mudar minha vida, mas não como acontece nos quadrinhos.

Então essa foi a situação quando pensamos no básico. Partimos da premissa: ok, depois da Segunda Guerra, algumas pessoas conseguiram superpoderes. Poderes e habilidades que vão muito além daquelas dos simples mortais. E começamos a pensar como o mundo seria transformado, como a vida das pessoas atingidas seria transformada.

Outra diferença entre “Wild Cards” e outras histórias de heróis é que a série lida mais diretamente com a história real e, conforme ela passa, muda seus rumos.
Sim, o realismo nos fez colocar os super-heróis no tempo real, interagindo com o mundo real. Por exemplo, eu lembro, quando era garoto, que estava na escola e apareceu o Homem-Aranha. Ele estava no ensino médio, igual a mim. Houve uma identificação imediata, e pude entender problemas pelos quais ele estava passando. Então me formei no ensino médio e entrei na faculdade, e o Homem-Aranha terminou o ensino médio e entrou na faculdade, Peter Parker fez isso. Estávamos mudando.

Mas saí da faculdade em quatro anos, e o Homem-Aranha levou uns 20 anos para se formar. E, depois que saiu da faculdade, ficou preso naquela coisa de ser um cara de 20 e poucos anos que tinha acabado de sair da faculdade. E ficou um tempo casado, e depois não estava mais casado, disseram que o casamento nunca tinha acontecido. Você pega um livro do Homem-Aranha hoje e ele ainda tem lá seus 23 anos e saiu da faculdade poucos anos atrás. Lembro ter lido livros do Homem-Aranha em que ele estava envolvido em demonstrações dos anos 1960 conta a Guerra do Vietnã… Obviamente, o tempo dos quadrinhos não faz o menor sentido. Ele era da minha geração e agora é parte de uma geração muito mais jovem.

O Superman veio à Terra nos anos 1920, eu acho, e aterrissou pequeno e se tornou o Superman público no final dos anos 1930, mas, agora, se você lê os livros, ele veio à Terra em 1995 ou algo assim. Os criadores ficam revisando a história para mantê-los eternamente jovens, e essa é uma armadilha na qual decidimos não cair em “Wild Cards”. Queríamos fazer algo mais ligado ao tempo real. Heróis que conseguiram seus superpoderes em 1946, data do primeiro “Wild Cards”, e tivessem 20 anos naquela época, bem, agora eles estão aposentados, estiveram casados, têm filhos e casaram de novo e seus filhos cresceram. Eles tiveram todo tipo de problema que as pessoas têm ao longo da vida. Ser superforte ou lançar raios pelos dedos não eliminam os problemas que as pessoas têm na vida real. (mais…)

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Choque elétrico na cabeça melhora o aprendizado em matemática, diz especialista

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Pesquisadores da Universidade Oxford elaboraram o procedimento em estudantes

dailymail

Publicado no Daily Mail [via R7]

Cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, elaboraram um experimento inovador: choque elétrico na cabeça dos estudantes melhora as habilidades com a matématica e desenvolvimento do aprendizado. Os alunos aprendem cáclculos até cinco vezes mais rápido. As informações foram retiradas do Daily Mail.

A equipe de Oxford realizou a experiência em 51 alunos durante cinco sessões. Em um forma mais rápida que o ensino escolar, os estudantes aprenderam novas contas e maneiras de recordar figuras em tabelas.

Roi Cohen Kadosh, pesquisador chefe do departamento de psicologia experimental de Oxford, disse que a equipe estava tentando encontrar uma forma de ajudar as pessoas que tem dificuldade com a matemática.

— O estudo sugere uma maneira segura e barata que podemos melhorar matemática na vida das pessoas. Em cinco dias, fomos capazes de trazer melhorias duradouras nas funções cognitivas e do cérebro.

Exames elaborados durante o procedimento de corrente elétrica demonstram que a técnica aumenta o suprimento de oxigênio e nutrientes no cérebro.

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PA: Professores viajam 9 meses por ano para dar aula no ensino médio

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Casa dos professores na vila do Aritapera, na região da várzea santarena. A casa é uma palafita de madeira, característica da região (foto: Acervo Pessoal)

Casa dos professores na vila do Aritapera, na região da várzea santarena. A casa é uma palafita de madeira, característica da região (foto: Acervo Pessoal)

Cristiane Capuchinho, no UOL

Passar 50 dias letivos vivendo em uma comunidade diferente durante nove meses do ano. Essa é a rotina de cerca de 1.300 professores do ensino médio no Pará. Os docentes participam de um programa modular que permite a estudantes de área rural continuarem sua formação sem sair da região em que moram.

Pela dificuldade em oferecer professores formados em doze disciplinas para alunos de pequenas comunidades rurais, foi criado o Some (Sistema de Organização Modular de Ensino) há 33 anos. Nesse modelo, em vez dos estudantes se mudarem, são os professores que viajam.

Durante o período de permanência do professor na escola, ele terá de dar conta de todo o conteúdo daquela disciplina que um aluno do sistema regular teria em 200 dias letivos. “Às vezes dou seis aulas para a mesma sala em um único dia. É um projeto de aula completamente concentrado”, explica o professor de matemática Edison Feitosa.

Na tarde de uma sexta-feira, Feitosa aguardava o horário para “tomar a voadeira” –espécie de lancha comum na região amazônica- e visitar seus três filhos e sua esposa em Santarém. O professor dava o primeiro módulo de aulas em uma comunidade considerada próxima da cidade, a quase duas horas de barco da área urbana de Santarém (699 km de Belém).

Edison aproveita para voltar várias vezes para casa para “os filhos reconhecerem o pai”, brinca. No seu planejamento do ano constam comunidades distantes até seis horas de sua casa.

O programa atende a 441 escolas e cerca de 33 mil alunos, segundo a secretaria estadual de Educação do Pará. As aulas do ensino médio seguem o mesmo conteúdo programático daquelas no ensino médio regular, com 12 disciplinas. A diferença é a concentração das aulas, divididas em quatro blocos de 50 dias letivos.

No primeiro módulo deste ano, os alunos da escola municipal Santíssima Trindade, na vila do Aritapera, tinham aulas de língua portuguesa e de inglês. Já na comunidade de Arapixuna, as aulas eram de física, matemática e educação física.

Comunidades

O sistema é uma parceria entre Estado, município e comunidade. O Estado oferece os professores, o município disponibiliza salas de aula em escolas e a comunidade rural deve se reunir para fornecer um lugar de estadia dos professores.

“As comunidades são muito diferentes. Já passei 50 dias dormindo dentro de uma sala da escola”, contou Feitosa, enquanto passava uma temporada na escola de ensino fundamental e médio Sant’Anna, na comunidade de Arapixuna.

O professor Eládio Delfino Netoro conta que as dificuldades não influenciam apenas a vida dos docentes. “Os estudantes estudam em locais improvisados, como barracões comunitários, igrejas e sedes de clubes de futebol”, explica.

‘Meu destino é viajar’

Na vida de Eládio, o Some apareceu como uma nova oportunidade de levar a vida viajando. Após deixar a Marinha Mercante, onde trabalhou por dez anos, Eládio cursou letras na UFPA (Universidade Federal do Pará). “O principal motivo que me levou a abraçar o ensino modelar foi o trabalho itinerante”, conta. “Meu destino é viajar.”

Casado e com três filhos, o professor deu aulas no primeiro módulo este ano em uma comunidade a cerca de quatro horas de viagem de Santarém. Na sua rota do ano, a comunidade mais distante é “Cametá, no município de Aveiro. São aproximadamente doze horas de viagem em embarcação da região”.

Apesar da aventura, o Estado usa o salário para atrair professores para a vida de “caixeiro viajante”. Em janeiro de 2013, os docentes recebiam uma gratificação no salário de R$ 2.862,76 por trabalharem no programa.

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Faculdade inglesa cria curso de heavy metal

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ONG que defende educação considera iniciativa uma ‘perda de tempo’

Eddie, o zumbi mascote do Iron Maiden, na capa do single "The Trooper" - Reprodução

Eddie, o zumbi mascote do Iron Maiden, na capa do single “The Trooper” – Reprodução

Publicado em O Globo

RIO – Na canção “Feitio de oração”, Noel Rosa alertava que “ninguém aprende samba no colégio”. Essa parece ser a opinião da ONG inglesa “Campaign for Real Education” em relação a um novo curso de heavy metal criado pela faculdade Nottingham College.

“Pode parecer uma opção atraente e fácil para algumas pessoas, mas você não precisa de um diploma em heavy metal. É uma perda de tempo”, disse o presidente da ONG, Chris McGovern, à BBC News.

Segundo o site da faculdade, o curso foi criado “em resposta a demanda dos alunos e da crescente economia criativa e musical de Nottingham”. As aulas prometem ser animadas, com os estudantes formando bandas, tocando e promovendo shows.

O curso tem como tutor o professor de música Liam Maloy, que afirma ter passado sete meses desenvolvendo o currículo. Os alunos vão aprender teoria musical, composição, improviso, técnicas de gravação, além do contexto do heavy metal na indústria musical.

“Haverá um diploma, então seremos academicamente rigorosos”, garante o professor. “No passado, o heavy metal não era levado a sério e tinha menos credibilidade do que outros gêneros como jazz e música clássica, mas isso é só uma construção cultural”.

A primeira turma começa em setembro de 2013 e o curso tem previsão inicial de durar dois anos. No segundo ano, os estudantes formarão bandar para se apresentar pelo Reino Unido. Depois, podem optar por continuar estudando na faculdade de música por um terceiro ano, garantindo assim um diploma completo da Nottingham Trent University.

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