Contando e Cantando (Volume 2)

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Companhia das Letras começa publicar os livros de Monteiro Lobato este mês

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Na Semana das Crianças do ano passado a Companhia das Letrinhas anunciou publicar alguns clássicos de Monteiro Lobato, um projeto com o intuito de atualizar as histórias para as crianças, sendo ele chamado Biblioteca Lobato, organizada por Marisa Lajolo, a maior especialista da obra lobatiana no Brasil, e ilustrada pela premiada artista Lole.

Domingo (17) a Companhia das Letras utilizou o seu Instagram para comunicar ao público o primeiro lançamento deste projeto, inclusive informou na mesma publicação os detalhes especiais presentes na obra.

O 1° lançamento chama Reinações de Narizinho e entra em venda nas maiores livrarias a partir do dia 25 de janeiro. Ele foi publicado pela primeira vez em 1931 e nesta edição vai contar com algumas novidades, como texto integral, diálogo entre personagens com teor de explicação — vocabulário e época —, organização de Marisa Lajolo e entre outros.

Alguns títulos da Biblioteca Lobato já ganharam data de lançamento, inclusive a biografia do escritor feita para crianças, Reinações de Monteiro Lobato, vai ser lançada em março.

Penguin Random House assume controle majoritário da Companhia das Letras

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Luiz Schwarcz, fundador e dono da Companhia das Letras, uma das principais editoras brasileiras (Gabriel Rinaldi/Dedoc)

Em 2012, o grupo já havia comprado 45% das ações da casa editorial fundada por Luiz e Lilia Moritz Schwarcz

Publicado na Veja

A Companhia das Letras anunciou nesta terça-feira que a Penguin Random House assumirá a maior parte do controle acionário da editora brasileira. Em 2012, o grupo já havia comprado 45% das ações da casa editorial fundada por Luiz e Lilia Moritz Schwarcz – uma cláusula nesse contrato já previa que a empresa estrangeira assumisse o controle da editora.

Luiz continuará como o CEO da Companhia das Letras e Lilia, como diretora. Eles continuarão como sócios minoritários. A família Moreira Salles, que era sócia minoritária na editora desde sua fundação, vai se retirar da sociedade.

Em comunicado enviado à imprensa, Luiz Schwarcz disse que “a vida na Companhia das Letras não muda”. O editor afirmou que a casa editorial ganhará “mais apoio para iniciativas importantes, como o acompanhamento em novas formas de distribuição do conteúdo literário”.

Markus Dohle, CEO da Penguin Random House, disse acreditar que a situação econômica no Brasil vai melhorar. “Agora, juntos, continuaremos a expandir ainda mais a Companhia, celebrando a força de nossos times locais e certificando a conciliação das dinâmicas do mercado local com o objetivo compartilhado de conectar nossos autores com a mais rica rede de leitores brasileiros e além”, disse.

Julio Cortázar será publicado pela Companhia das Letras

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O escritor argentino Julio Cortázar na sua casa em Paris – Ulf Andersen / Getty Images

 

Primeiro título será caixa com todos os contos do argentino, inédita no Brasil

Emiliano Urbim, em O Globo

RIO — O Grupo Companhia das Letras anunciou nesta segunda-feira que vai republicar toda a obra de Julio Cortázar (1914-1984), considerado um dos maiores escritores argentinos do século XX. Após meses de negociação, a editora paulista adquiriu os direitos de publicação, que eram da Civilização Brasileira, selo do Grupo Editorial Record.

O primeiro título, inédito no Brasil, chega em 2019: uma caixa em dois volumes com todos os contos do autor. Em seguida será a vez do romance experimental “O jogo da amarelinha” (1963), considerado sua obra-prima. Também está prevista a publicação de “Os autonautas da cosmopista” (1983), de Cortázar com Carol Dunlop (sua última mulher), fora de catálogo em português desde 1991.

As capas das novas edições brasileiras foram encomendadas para o americano Richar McGuire, capista da revista “The New Yorker” e autor da graphic novel “Aqui”.

“Cortázar começa a ser lido de um jeito novo, menos automático e reverente”, diz o editor Emilio Fraia em um comunicado da Companhia das Letras. “Às vezes é preciso que surja uma nova geração de leitores para enxergar um escritor com certa distância. É o que vamos ter a oportunidade de fazer agora com Cortázar.”

‘É uma ficção que tem muito a ver com a minha vida’, diz Milton Hatoum sobre novo livro

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O escritor Milton Hatoum: maior romancista brasileiro vivo - Divulgação

O escritor Milton Hatoum: maior romancista brasileiro vivo – Divulgação

Alexandre Gaioto, no Viva Maringá

Milton Hatoum não pode conceder entrevistas. O maior romancista brasileiro vivo, que já participou de dois eventos literários em Maringá – enfrentando intermináveis sessões de autógrafos e dialogando com o público – encaminha uma resposta gentil e cordial, avisando que a editora Companhia das Letras pediu que não comentasse, por enquanto, o seu próximo romance, “A Noite da Espera”, que já está em pré-venda na internet e será lançado no dia 27.

O silenciamento de Hatoum é absolutamente compreensível. Seu último romance, “Cinzas do Norte”, foi publicado em 2005 e faturou os prêmios literários mais importantes do País, como o Portugal Telecom e o APCA. Hatoum e editora sabem que têm em mãos não apenas um romance: eles têm, simplesmente, a obra mais esperada dos últimos anos da literatura brasileira.

Embora Hatoum não possa falar no momento – ele prometeu entrevista para depois do lançamento da obra -, é possível ter uma ideia, mais ou menos, do que será a primeira parte da trilogia “O Lugar Mais Sombrio”.

Processo criativo

Em abril de 2014, o romancista manaura considerava “O Lugar mais Sombrio” uma sequência de apenas dois romances – e não três -, de acordo com entrevista publicada no Correio Braziliense, concedida à jornalista maringaense Ariádiny Rinaldi.

Ao Estado de S. Paulo, três anos antes, Hatoum não parecia cogitar a ideia de uma trilogia. O autor comentava que “O Lugar mais Sombrio” seria o título do próximo romance e revelava ao jornalista Daniel Piza que não saberia se conseguiria cumprir o prazo da editora, finalizando a obra até julho de 2011. Ou seja: a proposta da trilogia – uma lacuna, é fato, na literatura nacional – não foi planejada desde o início da escrita, mas surgiu com o tempo.

Questionado em 2014 no Correio Braziliense sobre o que uniria os dois livros de “O Lugar mais Sombrio”, Hatoum respondeu: “A mulher do segundo volume conheceu dois dos personagens do primeiro livro quando esteve no Brasil. Então, nessa segunda parte do romance ela está relembrando e contando para um amigo uma história de amor que ele não conheceu. Uma relação amorosa, a qual ele não teve acesso, mas que foi dramática. É quase trágico para ela”.

Vida real

O romance – ou, agora, a trilogia – segundo o autor “é uma ficção que tem muito a ver com a minha vida”, comenta, adiantando que será seu primeiro romance escrito sob a perspectiva feminina e que terá momentos ambientados durante o regime militar.

“Eu tinha 12 anos quando saí da província, Manaus, para morar em Brasília, que estava fervendo naquele momento. Cheguei no Distrito em 1968, no ano do AI-5”, comentou ao Correio Braziliense.

Cerca de 4.080 noites depois do lançamento de “Cinzas do Norte”, Hatoum está prestes a matar a curiosidade de seus leitores. As esperas nunca foram tão angustiantes nem tão líricas.

NA TELINHA
Romance mais lido de Hatoum, “Dois Irmãos” é o segundo de sua trajetória e foi contemplado com o Prêmio Jabuti. Na Globo, minissérie foi dirigida por Luiz Fernando Carvalho.

NOVELA
Em uma prosa mais enxuta, autor aborda a história da decadência de uma família em “Órfãos do Eldorado”. Virou filme em 2015, nas mãos de Guilherme Coelho.

ÉPICO
Ambientado em Manaus, “Cinzas do Norte” faturou os prêmios Bravo!, APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e Portugal Telecom.

ESTREIA AVASSALADORA
Em seu primeiro romance, “Relato de um Certo Oriente”, Hatoum faturou o Prêmio Jabuti de Melhor Romance e já foi publicado em vários países da Europa.

Nipo-britânico Kazuo Ishiguro ganha Nobel de Literatura de 2017

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O escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro é autor de Vestígios do dia, que foi adaptado para o cinema (foto: AFP / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Jason MERRITT )

O escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro é autor de Vestígios do dia, que foi adaptado para o cinema (foto: AFP / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Jason MERRITT )

 

O ganhador foi anunciado, na manhã desta quinta (5/9), em evento em Estocolmo na Suécia. Embora de origem nipônica, os livros de Kazuo são escritos na língua inglesa

Marcia Maria Cruz, no UAI

A Academia Sueca anunciou o vencedor do Nobel de Literatura de 2017 , na manhã desta quinta (5/9 ), em evento em Estocolmo, na Suécia. O ganhador foi o escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro, de 62 anos. A academia destacou que a obra versa sobre ‘memória, passagem do tempo e desilusão pessoal’.

Kazuo nasceu em Nagasaki, no Japão, em 1954, mas saiu de lá muito cedo. Aos cinco anos foi para a Inglaterra, onde se radicou. Os livros são escritos em inglês: ‘Os vestígios do dia’ (1989) e a ficção científica ‘Não me abandone jamais’ (2005). As obras foram adaptadas para o cinema. Vestígio foi estrelado pelo ator Anthony Hopkins.

No Brasil, Kazuo é editado pela Companhia das Letras. A editora lançou também ‘Noturnos’ e ‘Quando éramos órfãos’. O mais recente é ‘O gigante enterrado’ (2015). A historiadora, antropóloga e professora da Universidade de Sâo Paulo, Lilia Schwarcz comemorou a indicação de Kazuo. “Ishiguro é uma pessoa sensível, erudita, bem humorada, louco por futebol”, afirmou.

Ela destaca que nos livros ‘Vestígios do dia’ e o ‘Gigante adormecido’, Kazuo mistura prosa refinada e muita sensibilidade. ‘O leitor é conduzido pela mão segura do escritor. As reflexões que ele acaba distilando, sobre tempo , envelhecimento, memória. São de uma imensa profundidade e atualidade. Sua ficção parece, sob essa perspectiva, como que infinda. Como são sempre infindos, ao menos aos olhos do leitor, todos os bons livros.”

A curadora da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Josélia Aguiar lembrou que entre os nomes de escritores nipônicos o mais cotado era Haruki Murakami. “Nas bolsas de apostas, o Murakami estava muito acima do Ishiguro. Então de certo modo sim, foi uma surpresa”, afirma.

Ela lembra que, depois de premiar a bielo-russa Svetlana Alexievich (2015) e o compositor Bob Dylan (2016), o Nobel volta à literatura em seu sentido mais estabelecido. “Ele não é o tipo de surpresa que foi, por exemplo, a Svetlana, que nem era traduzida. O Ishiguro nasceu no Japão, mas desde criança vive com a família na Inglaterra.”.

Ishiguro foi várias vezes finalista do Man Booker Prize, inclusive venceu uma vez. “É um autor internacional que escreve em inglês, é bem traduzido e teve obra adaptada para o cinema.” Josélia ainda destaca o fato Ishiguro ter em sua obra elementos de ficção científica.

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