A História do Futuro de Glory O'brien

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Turma da Mônica ganha personagens soropositivos

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A Turma da Mônica vai ganhar dois novos personagens: Igor e Vitória, ambos soropositivos.

Publicado em O Debate

Um dos cartunistas mais queridos do Brasil, Maurício de Sousa criou os novos integrantes da galera em parceria com a ONG Amigos da Vida, que oferece assistência a pessoas portadoras do vírus HIV.

De acordo com Maurício de Sousa, para criar os personagens, foi preciso visitar e conversar com muitas crianças da instituição. “Precisava me informar bem para não falar besteira nos gibis. Afinal, é justamente por conta da falta de informação que surge o preconceito” comentou .

O primeiro gibi “Turma da Mônica em: Amiguinhos da vida” será lançado na próxima terça-feira (3), no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, com direito a sessão de autógrafos.

A edição especial, que será distribuída gratuitamente em escolas da rede pública, trará as aventuras de Igor e Vitória – mas esse é apenas o primeiro número, pois outras tramas já estão sendo produzidas!

A intenção das histórias é conscientizar pais e crianças da existência da doença e contribuir para diminuir o preconceito e a discriminação contra os soropositivos.

 

Prova é aplicada com palavrão em tirinha da Turma da Mônica no AC

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Exame foi aplicado para alunos da 4ª série; mãe diz ter ficado chocada.
‘Descuido com os alunos’, diz assessoria de Mauricio de Sousa.

Tirinha da Turma da Mônica adulterada foi aplicada em prova (Foto: Eliane Sinhasique/Arquivo pessoal)

Tirinha da Turma da Mônica adulterada foi aplicada em prova (Foto: Eliane Sinhasique/Arquivo pessoal)

Yuri Marcel, no G1

Uma questão de prova para o 4º ano do Ensino Fundamental da Escola Luiza Batista de Souza, em Rio Branco, causou polêmica, na última sexta-feira (25). Uma tirinha da Turma Mônica com um palavrão gerou questionamentos entre os pais das crianças. A escola alega que o erro ocorreu na hora da digitalização da atividade, porém, nega que a expressão tenha sido usada de forma maldosa pela professora.

A tirinha mostra uma conversa entre Cebolinha, Magali e um pipoqueiro.

– Eu quelo um saco de pipoca — pede Cebolinha.

– E a garotinha? — pergunta o pipoqueiro.

– Uma pica! — responde Magali.

A economista Efigênia Ferreira, de 36 anos, foi uma das mães que questionou o uso da palavra no exame. “Eu expliquei que no linguajar popular a expressão é usada como um termo pejorativo do órgão masculino. Porém, ela [a professora] disse que a maldade está na cabeça do adulto e não da criança e que isso não era um palavrão”, explica.

De acordo com Efigênia, o fato causou constrangimento durante uma reunião entre pais e professores, após o pai de um aluno questionar o uso daquela palavra. “A professora disse que tinha elaborado as provas, mas que a coordenadora tinha visto e não via nenhum problema na palavra”, disse.

Efigênia Ferreira diz que vai procurar a coordenação da escola (Foto: Eliane Sinhasique/Arquivo pessoal)

Efigênia Ferreira diz que vai procurar a coordenação
da escola (Foto: Eliane Sinhasique/Arquivo pessoal)

A economista disse que ao chegar em casa foi analisar a prova e não conseguia entender como positivo o conteúdo da atividade. Ela conta ainda que chegou a conversar com seu filho sobre a questão e o garoto afirmou que os estudantes teriam alertado a professora para uma ‘imoralidade na prova’, mas a professora negou o termo maldoso.

Efigênia decidiu postar a foto da prova em sua rede social para avaliar a opinião de outras pessoas. Após o ocorrido, a economista pretende voltar à escola e conversar com a coordenadora e também com a professora para saber o que realmente aconteceu.

“Meu procedimento agora é ir até a escola e saber o que aconteceu, se realmente a coordenadora viu essa prova e deu o aval, pois nem na prova de vestibular acontece isso”, ressalta.

Tirinha da web
A professora que a economista se refere é Francisca Ermelinda, 50 anos, ela está dentro da sala de aula há 26 e conta que houve um erro na hora da secretária digitalizar a prova. Na tirinha original magali responde ‘O que sobrar’. “No rascunho era outra expressão, aí a moça que elabora a prova puxou a tirinha da internet e não percebeu que ela estava com a expressão errada”, explica.

Apesar do problema, ela diz que nenhum dos alunos nas quatro turmas em que a prova foi aplicada chegou a comentar algo dentro da sala de aula. “Quando a gente recebeu a prova, vi a expressão e não achei maldade nenhuma. A gente trabalha com as crianças para tirar a maldade, esse mau pensamento, essa coisa ruim do pensamento deles”, diz.

A coordenadora pedagógica do colégio, Jorgineide Santos Jacinto, conta que chegou a revisar a versão da prova já com a expressão, antes dela ser aplicada. Porém, diz ter acreditado que como se tratava de uma questão de interpretação o uso da palavra era intencional.

Professora mostra rascunho original da prova em que aparece a expressão correta (Foto: Yuri Marcel/G1)

Professora mostra rascunho original da prova em que aparece a expressão correta (Foto: Yuri Marcel/G1)

“Quando peguei a prova, não tive acesso à expressão original. Eu olhei e vi a palavra como a omissão da sigla pipoca”, comenta. A coordenadora diz ainda que gostaria de conversar com os pais que se sentiram ofendidos para explicar a situação.

Na tirinha original, Magali responde "O que sobrar" (Foto: Reprodução)

Na tirinha original, Magali responde “O que sobrar” (Foto: Reprodução)

“Precisamos ter mais cuidado, ver o ponto de vista do pai. A professora não pode ser prejudicada, foi uma modificação feita aqui”, conclui.

O caso chamou a atenção da vereadora Eliane Sinhasique (PMDB-AC) que disse que irá levar o caso para a Secretaria Estadual de Educação (SEE) e ao Conselho Escolar.

‘Descuido’, diz assessoria de Mauricio de Sousa
Procurada pelo G1, a assessoria de Mauricio de Sousa comentou o uso indevido da tirinha e classificou como ‘um descuido tanto com os alunos como com os direitos do autor’.

“Quando uma editora ou entidade ligada à educação quer usar alguma imagem publicada ou inédita dos personagens de autoria de Mauricio de Sousa, entram em contato com a empresa para obter uma autorização oficial. E o desenho é enviado direto dos estúdios, com a qualidade para publicação. Provavelmente essa tira foi tirada de algum site ou blog da internet sem esse cuidado”, diz.

A assessoria informou ainda que o caso será encaminhado para o departamento responsável e será analisado. “Se a escola diz que tinha a tira correta e acabou publicando uma errada só pode ter sido adulterada por alguém na digitação ou já tinha sido copiada da internet já adulterada”, conclui.

Adolescente ‘gênio’ da Mongólia inventa sistema de alerta e vira aluno do MIT

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Publicado na Folha de S.Paulo

O adolescente mongol Battushig Myanganbayar, 17, é um dos calouros de engenharia deste ano no MIT, nos EUA, uma das melhores e mais concorridas universidades do mundo.

A diferença entre ele e os demais alunos da sua turma é que Battushig foi convidado para estudar lá.

O garoto foi descoberto pelo MIT quando cursou a disciplina “Circuito e eletrônica” no Edx, uma plataforma de cursos livres, abertos e de graça do MIT (veja mais sobre esse curso aqui).

O desempenho do garoto, então com 15 anos, surpreendeu os docentes de MIT.

Não bastassem as boas notas (ele tirou dez em tudo), o pequeno Battushig ainda desenvolveu, durante um curso, uma espécie de sirene que avisa crianças que estão brincando na rua quando há um carro de aproximando.

Ele explica a sua invenção em um vídeo do YouTube (feito em bom inglês).

Impressionada, uma equipe de professores do MIT viajou até Ulan Bator, a cidade do garoto na Mongólia, e acabou convidando o menino para se mudar para os Estados Unidos.

A história ganhou projeção e o garoto foi apelidado de “o gênio da Mongólia” pela imprensa norte-americana.

ABRE-PORTAS

O que surpreende no caso de Battushig é a evidência de que cursos on-line oferecidos por grandes universidades dos EUA em plataformas como o Edx ou Coursera podem, de fato, disseminar conhecimento e incentivar novos talentos em todo o mundo.

Esses cursos são os chamados MOOCs que, na tradução do inglês, significam “cursos massivos abertos e on-line”. Duram em média dez semanas com aulas em vídeos, trabalhos e provas. Tudo de graça e pela internet.

O Edx tem 72 cursos e funciona há dois anos (detalhe: o garoto mongol foi um dos primeiros alunos da plataforma!). O Cousera é um pouco mais novo e bem maior: são 450 cursos com quase 5 milhões de alunos em todo o mundo.

Os MOOCs são um investimento grande das universidades participantes. Mas, considerando que o que essas universidades querem são alunos gênios como Battushig, essas plataformas de cursos gratuitos podem ser um eficiente caminho de busca.

Pôquer é disciplina optativa mais procurada da Unicamp em Limeira

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Aula de pôquer na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em Limeira (foto: Rafaela Pille/Divulgação)

Aula de pôquer na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em Limeira (foto: Rafaela Pille/Divulgação)

Eduardo Schiavoni, no UOL

A aula de Fundamentos do Pôquer, que começou a ser oferecida aos estudantes do campus de Limeira da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em agosto, já é a disciplina optativa mais procurada pelos estudantes da Faculdade de Ciências Aplicadas da instituição. Já são 130 alunos matriculados e, devido à procura, a Unicamp deve expandir novamente o número de vagas.

Quando foi incluída no calendário, a matéria tinha 60 vagas. Com a procura, o total aumentou para 90 e, hoje, chegou a 130 – quantidade máxima de alunos suportada pelas instalações. No semestre que vem, segundo a instituição, uma nova turma poderá ser formada, já que pelo menos 200 pessoas se inscreveram, fazendo com que um excedente de 70 interessados não pudessem cursar a disciplina. Na média, as demais disciplinas ofertadas não passam de 60 alunos.

O professor Cristiano Torezzan, 36, é responsável pela disciplina de Fundamentos do Pôquer na Unicamp

O professor Cristiano Torezzan, 36, é responsável pela disciplina de Fundamentos do Pôquer na Unicamp

“Formamos pessoas que irão liderar equipes, liderar projetos e invariavelmente terão que tomar decisões. O pôquer é um bom laboratório para exercitar este tipo de habilidade”, avalia o matemático Cristiano Torezzan, 36, professor responsável pela matéria.

Para ele, entender as variáveis ao se tomar uma decisão é essencial para o ambiente corporativo, e a disciplina atua nesse segmento. “O poker é um jogo de estratégias, que exige concentração, paciência e coragem para tomar decisões inteligentes num cenário de informações incompletas. Cada decisão tomada em um jogo de pôquer envolve um conjunto de fatores como matemática, estratégia e análise de conjuntura, dentre outros, que devem culminar com a identificação de padrões comportamentais dos outros jogadores frente a situações de risco. É isso que queremos desenvolver com a disciplina”, disse.

O professor ressalta que cartas de baralho não são utilizadas em aula: “As aulas serão teóricas. Não haverá prática do jogo durante as aulas regulares em sala de aula, mas teremos diversos exercícios envolvendo situações de jogo online. Para isso, vamos filtrar situações onde os jogadores de pôquer precisem tomar decisões difíceis no jogo e analisar qual a melhor saída em cada caso”.

Público

Vinculada ao curso de ciências do esporte, a disciplina Fundamentos do Pôquer é frequentada também por alunos das engenharias de produção e de manufatura, administração e administração pública, nutrição e tecnologia.

Além das aulas, Torezzan informa que os alunos praticam pôquer em casa, em servidores de pôquer online, para que possam entender o jogo e criar as analogias com outras situações cotidianas. “Parte da avaliação da disciplina será baseada no desempenho dos alunos em torneios gratuitos online entre a própria turma”, esclareceu.

Professoras da rede pública gastam salário com equipamentos para aula

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Marcelle Souza, no UOL

Verônica Batista gastou R$ 1.300 com projetor (Acervo Pessoal)

Verônica Batista gastou R$ 1.300 com projetor (Acervo Pessoal)

Se a escola pública oferece poucos recursos, a professora Verônica Eliane de Souza Batista, 42, não hesita em tirar dinheiro do bolso para tornar as aulas de biologia e química mais atrativas para os alunos. Sua lista de investimentos tem desde material em áudio sobre o corpo humano até um projetor multimídia e um microfone.

O mini-projetor com controle remoto custou cerca de R$ 1.300 e teve que ser parcelado em cinco vezes. Com o microfone e o amplificador, foram gastos outros R$ 340 –o piso salarial nacional de um professor é de R$ 1.567.

“No ano passado, um grupo de alunos preparou uma apresentação para um trabalho, mas não conseguiu mostrar para a turma porque o responsável pela montagem do projetor da escola ainda não tinha chegado. Fiquei bem chateada e decidi comprar o meu”, conta.

Verônica garante que valeu a pena. “Acho que faz muita diferença, gosto de tentar sempre melhorar a minha aula, mudar um pouco a rotina. Comprei o equipamento faz uns dois meses e percebo que consigo prender mais a atenção dos alunos”, diz ela, que dá aulas na zona leste de São Paulo.

O equipamento de som previne as inflamações de garganta, os antibióticos e as faltas – antes mais frequentes por causa da rouquidão constante.

Mês de salário
Assim como Verônica, a professora de sociologia Valéria Tenório, 29, também cansou de disputar o único projetor da escola pública em que leciona e decidiu gastar R$ 1.800 – que corresponde a aproximadamente um mês de salário – para comprar um projetor.

“Eu uso para preparar aulas mais dinâmicas, trabalhar com imagens e vídeos. Sociologia não tem exercício na lousa, é mais verbal, mais teórica. Então, a aula não vai ser convidativa se eu ficar falando por 50 minutos em uma sala com mais de 45 alunos”, afirma a professora da zona leste da capital.

As professoras dizem que existem projetores nas escolas em que trabalham, mas que os equipamentos são disputados e, às vezes, é preciso enfrentar problemas como tomadas que não funcionam e demora na hora de instalar a aparelho na sala de aula.

“Muitas vezes, você tenta falar e o aluno não presta atenção. Eu não acho que é culpa dele, nem todo mundo tem a obrigação de gostar de tudo. Mas se você se interessa em dar aula, o aluno valoriza”, diz Valéria.

Falta de condições de trabalho
Para a professora Andrea Caldas, do setor de Educação da UFPR (Universidade Federal do Paraná), a atitude das duas professoras é um mérito, mas melhorar as condições de trabalho da categoria deveria ser uma prioridade dos governos.

A professora de sociologia Valéria Tenório gastou um mês de salário para comprar um projetor

A professora de sociologia Valéria Tenório gastou um mês de salário para comprar um projetor

“Isso revela o quanto os professores se sentem sozinhos no seu trabalho. É uma ação isolada, emergencial, uma improvisação, enquanto quem tinha que prover essas ferramentas de trabalho é o Estado”, afirma.

A especialista acrescenta que Estados e municípios precisam planejar a adoção de novas tecnologias para que ações como a das professoras não sejam dispersas e desarticuladas. Para Caldas, os equipamentos são acessórios e, em primeiro lugar, é preciso investir na formação dos professores. “O professor pode tornar a aula mais interessante se ele souber exatamente o que fazer com a ferramenta.”

Sempre mais
A professora Verônica promete não parar no projetor e no microfone, agora está estudando comprar um microscópio para as aulas de biologia.

“Dar aula é um trabalho em que temos que comprar desde a caneta que a gente escreve, só temos o giz a lousa”, diz. “E, mesmo depois de 18 anos, eu sinto que preciso sempre me adaptar, porque a tecnologia está na mão dos alunos”, afirma.

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