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Especialistas debatem avaliação da educação infantil em evento

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Primeiro Seminário Nacional de Avaliação da Educação Infantil ocorre no dia 17 de setembro, das 9 horas às 17h30, em São Paulo
O primeiro Seminário Nacional de Avaliação da Educação Infantil deve ocorrer no dia 17 de setembro, das 9 horas às 17h30, no auditório da Torre Santander, no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo.
O objetivo do evento é contribuir para a discussão da avaliação da educação infantil no Brasil, disseminar experiências nacionais e refletir de que maneira essas ações podem colaborar com o debate de uma política nacional na perspectiva da garantia dos direitos das crianças.
Em São Paulo, por exemplo, os pais vão começar a ser ouvidos na avaliação de creches e jardins de infância da cidade para ajudas na avaliação das escolas da rede. O próximo passo da rede municipal será ouvir alunos de 4 a 5 anos no diagnóstico.
A iniciativa reunirá importantes especialistas da área como Rita Coelho, coordenadora de educação infantil do Ministério da Educação (MEC); Maria Malta Campos, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e pesquisadora da Fundação Carlos Chagas; além de Catarina Moro, pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O seminário terá transmissão ao vivo pela internet, pelo site www.movesocial.com.br.

Mais informações:
Seminário Nacional de Avaliação da Educação Infantil
Quando: 17 de setembro, das 9 h às 17h30.
Onde: Auditório da Torre Santander, Av. Juscelino Kubistchek, 2.041, Itaim Bibi – São Paulo, SP.
Transmissão ao vivo: www.movesocial.com.br

Fonte: ESTADÃO Blogs Ponto Edu

Pôquer é disciplina optativa mais procurada da Unicamp em Limeira

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Aula de pôquer na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em Limeira (foto: Rafaela Pille/Divulgação)

Aula de pôquer na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em Limeira (foto: Rafaela Pille/Divulgação)

Eduardo Schiavoni, no UOL

A aula de Fundamentos do Pôquer, que começou a ser oferecida aos estudantes do campus de Limeira da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em agosto, já é a disciplina optativa mais procurada pelos estudantes da Faculdade de Ciências Aplicadas da instituição. Já são 130 alunos matriculados e, devido à procura, a Unicamp deve expandir novamente o número de vagas.

Quando foi incluída no calendário, a matéria tinha 60 vagas. Com a procura, o total aumentou para 90 e, hoje, chegou a 130 – quantidade máxima de alunos suportada pelas instalações. No semestre que vem, segundo a instituição, uma nova turma poderá ser formada, já que pelo menos 200 pessoas se inscreveram, fazendo com que um excedente de 70 interessados não pudessem cursar a disciplina. Na média, as demais disciplinas ofertadas não passam de 60 alunos.

O professor Cristiano Torezzan, 36, é responsável pela disciplina de Fundamentos do Pôquer na Unicamp

O professor Cristiano Torezzan, 36, é responsável pela disciplina de Fundamentos do Pôquer na Unicamp

“Formamos pessoas que irão liderar equipes, liderar projetos e invariavelmente terão que tomar decisões. O pôquer é um bom laboratório para exercitar este tipo de habilidade”, avalia o matemático Cristiano Torezzan, 36, professor responsável pela matéria.

Para ele, entender as variáveis ao se tomar uma decisão é essencial para o ambiente corporativo, e a disciplina atua nesse segmento. “O poker é um jogo de estratégias, que exige concentração, paciência e coragem para tomar decisões inteligentes num cenário de informações incompletas. Cada decisão tomada em um jogo de pôquer envolve um conjunto de fatores como matemática, estratégia e análise de conjuntura, dentre outros, que devem culminar com a identificação de padrões comportamentais dos outros jogadores frente a situações de risco. É isso que queremos desenvolver com a disciplina”, disse.

O professor ressalta que cartas de baralho não são utilizadas em aula: “As aulas serão teóricas. Não haverá prática do jogo durante as aulas regulares em sala de aula, mas teremos diversos exercícios envolvendo situações de jogo online. Para isso, vamos filtrar situações onde os jogadores de pôquer precisem tomar decisões difíceis no jogo e analisar qual a melhor saída em cada caso”.

Público

Vinculada ao curso de ciências do esporte, a disciplina Fundamentos do Pôquer é frequentada também por alunos das engenharias de produção e de manufatura, administração e administração pública, nutrição e tecnologia.

Além das aulas, Torezzan informa que os alunos praticam pôquer em casa, em servidores de pôquer online, para que possam entender o jogo e criar as analogias com outras situações cotidianas. “Parte da avaliação da disciplina será baseada no desempenho dos alunos em torneios gratuitos online entre a própria turma”, esclareceu.

Jovem gosta de ler, sim! Conheça as escritoras pop star que conquistaram legiões de fãs adolescentes

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Sucesso de vendas, Thalita Rebouças e Paula Pimenta provam o poder do público teen

Thalita Rebouças e seu "Fala Sério, Amiga!", e Paula Pimenta, autora de "Fazendo meu Filme" Barbara Raso/Divulgação/Reprodução

Thalita Rebouças e seu “Fala Sério, Amiga!”, e Paula Pimenta, autora de “Fazendo meu Filme”
Barbara Raso/Divulgação/Reprodução

Marcella Franco, no R7

Nesta semana, uma notícia correu o Facebook: J. K. Rowling, autora de Harry Potter, teria confirmado presença na Bienal do Livro, que acontece no fim deste mês, no Rio de Janeiro. Fãs do país inteiro se animaram, mas, infelizmente, a visita da escritora não passou de um boato.

Engana-se, no entanto, quem pensa que os adolescentes brasileiros só consomem literatura estrangeira, e que tem como ídolos apenas figuras como o bruxo Harry e os vampiros da série Crepúsculo, da americana Stephenie Meyer.

Já há alguns anos, as escritoras Thalita Rebouças e Paula Pimenta começaram a fazer sucesso entre os leitores de 10 a 16 anos, e criaram com eles uma relação digna de astros de rock e atores da novela das nove.

Os jovens enlouquecem nas suas sessões de autógrafos, ficam mais de cinco horas nas filas para tirar fotos com as ídolos, curtem as fan pages, seguem no Twitter e acompanham cada passo das autoras.

“Os adolescentes são intensos, e agem assim com todos os seus ídolos, sejam da música, da TV, dos esportes. Não teria porque ser diferente com a literatura”, acredita a carioca Thalita, que escreve para o público jovem há dez anos. Neste período, ela lançou 12 títulos, e já vendeu mais de um milhão de exemplares.

A mineira Paula Pimenta lançou seu primeiro título em 2008. De lá para cá, escreveu mais outros sete, e ao todo vendeu 250 mil livros.

“A primeira editora para a qual levei meu livro, por exemplo, disse que não o publicaria porque ele era muito grosso, e que os jovens não liam muito”, avalia Paula. “Mas, a partir do Harry Potter e do Crepúsculo, as pessoas descobriram que os adolescente leem, sim.”

A identificação dos leitores com as histórias – aquela sensação de que o que acontece nos livros poderia acontecer com eles também – é, na opinião das autoras, uma das maiores chaves do sucesso.

“É o dia a dia dos jovens brasileiros. Eles estavam muito acostumados a ler livros americanos, quase sempre voltados para aquela dinâmica do high school, que não é nossa realidade”, explica Paula. “No meu livro, os personagens andam de ônibus, comem pão de queijo e vão ao shopping.”

Thalita também aponta o humor como um ingrediente importante para prender a atenção do público. “Às vezes o jovem olha aquele livro, implica com ele, mas então resolve dar uma chance e ler. Quando dá a primeira risada, ele está entregue.”

No começo, tanto ela quanto Paula sentiam que a maioria dos leitores era de meninas. Com o tempo isso mudou, e os meninos foram começando a gostar das histórias de títulos como Fala Sério, Mãe, de Thalita, e Fazendo meu Filme, de Paula.

“Às vezes eles chegam aos livros por conta própria, às vezes vêm porque a escola indicou. Mas sempre acabam curtindo”, acredita Paula.

“Eles viam as irmãs e namoradas lendo meus livros, e se perguntavam por que elas gostavam tanto, por que riam. Daí pegavam para ler e também gostavam. Ainda assim, eles me disseram que sentiam falta de um personagem masculino, e por isso no livro novo o protagonista é um menino”, conta Thalita, que vai lançar na Bienal do Livro Ela Disse, Ele Disse – O Namoro.

Aliás, essa relação próxima entre autoras e leitores é algo que as duas procuram cultivar. Seja ouvindo as sugestões dos fãs, seja distribuindo o maior número de senhas possível nas sessões de autógrafos, elas garantem que estão sempre ligadas no que seus eles pensam.

“Penso sempre que poderia ser eu do lado de lá, tentando contato com um ídolo meu”, conta Paula, que entra todos os dias no Twitter ao menos uma vez para responder e comentar coisas que os jovens tenham postado. “Tento também responder todas as mensagens do Facebook, e aos mais de 50 emails que recebo por dia.”

Thalita, por sua vez, já chegou a ter câimbras de tantos autógrafos que deu em um só dia, mas nada que tenha sido um problema para a autora. “Acho tudo isso lindo!”, confessa.

Tablet ajuda a ensinar crianças, diz diretora; outros educadores rejeitam a novidade

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Rodolfo Lucena, na Folha de S.Paulo

Depois de terem conquistado corações e mentes de crianças, adolescentes e adultos pelo mundo afora, os tablets se voltam para um mercado sempre em expansão: o fabuloso mundo dos bebês. Cidadãos ainda não alfabetizados ou que mal conseguem enrolar algumas palavras encostam suas mãos gorduchinhas nas telas de vidro para comandar carrinhos, letras, músicas, trens e galinhas cantantes.

Fazem isso em casa, por certo, usando os aparelhos dos pais. E, cada vez mais, têm os “seus” próprios gadgets, em escolas de educação infantil que adotam o tablet como ferramenta de ensino e diversão para a meninada de menos de quatro anos.

Crianças usam tablet na escola Primetime, em São Paulo (Karime Xavier/Folhapress)

Crianças usam tablet na escola Primetime, em São Paulo (Karime Xavier/Folhapress)

“É uma ferramenta interessante porque traz um tipo de mídia com grau de interatividade que a televisão e os filmes infantis oferecem e por causa da tela sensível ao toque, que torna o uso mais fácil para as crianças. É muito intuitivo, e o bebê não se limita à atividade motora”, avalia Christine Bruder, 40, diretora da Primetime, escola no Morumbi, em São Paulo, que atende crianças de até três anos e usa os aparelhos desde o ano passado.

Os resultados são positivos, afirma Jacqueline Cappellano, 40, coordenadora das turmas de dois a quatro anos da Escola Internacional de Alphaville, que também passou a usar as tabuletas eletrônicas no ano passado. “A gente sabe que as crianças aprendem de forma diferente. Um conteúdo que você não consiga atingir por meio de uma estratégia dentro da sala de aula, usando material concreto, consegue que a criança entenda por meio da tecnologia”, diz ela.

A turminha adora. No Colégio Brasil Canadá, em Perdizes, crianças de três anos sentam em roda para brincar com o tablet, e o uso do aparelho se torna uma experiência coletiva: estão todos conectados a um sistema de televisão, e o grupo acompanha pela tela grande, por exemplo, quando um coleguinha traça com o dedo o perfil de uma letra.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

A turminha adora. No Colégio Brasil Canadá, em Perdizes, crianças de três anos sentam em roda para brincar com o tablet, e o uso do aparelho se torna uma experiência coletiva: estão todos conectados a um sistema de televisão, e o grupo acompanha pela tela grande, por exemplo, quando um coleguinha traça com o dedo o perfil de uma letra.

“O uso da tecnologia faz parte do mundo deles”, diz a professora Bruna Figueiredo Elias, 27. “E a interação com o mundo deles é muito importante. Percebemos que eles gostam, que se concentram.”

Para isso, porém, é preciso ter os aplicativos corretos –uma busca que não foi fácil, segundo Bruder. “Os aplicativos precisariam ser algo adequado ao interesse das crianças, e não preparando as crianças para aprenderem alguma coisa.”

“Até os três anos, eles aprendem pondo a mão na massa, vivendo, experimentando, com liberdade. E muitos aplicativos fechavam o bebê em ‘aperte aqui’, ‘aperte agora’, incentivando a rapidez dos movimentos ou queriam ensinar a criança a ler, a reconhecer letras, números. Demorei tempo para achar conteúdo que fizesse sentido para apresentar a um bebê”, diz.

Além do controle do conteúdo, há que limitar o tempo de tablet na mão. “As crianças de dois a quatro anos têm uma aula por mês”, diz Cappellano, que também delimita o horário em que suas gêmeas de quatro anos podem usar os aparelhos.

CRIANÇAS LIGADAS

O tempo que crianças passam com eletrônicos, mesmo se controlado, pode ser demais, dizem alguns educadores.

“Nós não usamos aqui, dentro do estabelecimento, nenhum desses instrumentais. A gente tem como filosofia que o grande aprendizado da criança na primeira infância é por meio do brinquedo. Não o brinquedo físico, mas o [ato de] brincar”, conta a pedagoga Nereide Tolentino, 70, diretora da Escola da Vovó, que funciona há 36 anos e atende crianças de até seis anos em Pinheiros.

“Se a gente coloca a criança na [frente da] televisão ou no computador ou qualquer um desses joguinhos em que ela só aperta botão, ela não tem de criar nem imaginar nada”, reforça Valéria Rocha, 39, diretora do Quintal do João Menino, escola maternal e jardim para crianças de um ano e meio a seis anos, na Vila Madalena.

Independentemente de divergências de filosofias pedagógicas, há que ter cuidado com a oferta de tecnologia para as crianças. A Associação Americana de Pediatria “desencoraja” o uso de mídia eletrônica por menores de dois anos e a colocação de aparelhos de TV no quarto de crianças. Em um documento sobre o assunto, a entidade cita estudos que encontraram efeitos negativos no desenvolvimento intelectual infantil.

Outros estudos indicam que poucas pessoas nos EUA deram ouvidos às recomendações dos médicos: levantamento realizado pela Common Sense Media em 2011 mostrou que 30% das crianças com menos de um ano têm televisão no quarto.

Nenhuma das escolas ouvidas pela Folha oferece os aparelhos para crianças com menos de dois anos. E dizem que a experiência precisa ser sempre monitorada.

“As atividades com tablet não podem substituir explicações do professor; as brincadeiras com tablets não podem e não devem substituir as entre as crianças; o contato físico com amigos reais é mais importante –e imprescindível”, diz Bruna Elias.

Candidato escreve receita de miojo na redação do Enem e tira nota 560

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Trecho da redação do Enem em que um candidato ensina como preparar miojo

Trecho da redação do Enem em que um candidato ensina como preparar miojo (Editoria de Artes/Agência O Globo)

Publicado por UOL

Um candidato resolveu descrever como preparar um miojo no meio da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012, que tinha como tema o movimento imigratório para o Brasil no século 21, e recebeu 560 pontos – a nota máxima é 1.000. A informação é do jornal “O Globo”. Ontem (18), o jornal carioca também informou que redações com nota máxima apresentaram erros como “trousse”, “enchergar” e “rasoavel”.

O candidato escreveu dois parágrafos sobre o tema proposto e depois dedicou um parágrafo inteiro ao preparo do macarrão instantâneo “Para não ficar muito cansativo, vou agora ensinar a fazer um belo miojo, ferva trezentos ml’s de água em uma panela, quando estiver fervendo, coloque o miojo, espere cozinhar por três minutos, retire o miojo do fogão, misture bem e sirva”.

Após passar a receita, o estudante voltou a escrever sobre a imigração. Segundo o jornal, o candidato recebeu 120 pontos (de um total de 200) na competência 2 da correção, que avalia a compreensão da proposta da redação e a aplicação de conhecimentos para o desenvolvimento do tema. Já na competência 3, que avalia a coerência dos argumentos, o candidato recebeu metade dos pontos possíveis — 100 de 200.

Em nota enviada ao jornal “O Globo”, o MEC afirmou que “a presença de uma receita no texto do participante foi detectada pelos corretores e considerada inoportuna e inadequada, provocando forte penalização especialmente nas competências 3 e 4”. O órgão disse entender que o aluno não fugiu do tema nem teve a intenção de anular a redação, pois não feriu os direitos humanos e não usou palavras ofensivas.

Candidato não podia recorrer da nota
Os candidatos que fizeram o Enem 2012 puderam acessar a correção de suas redações no início de fevereiro. O aluno devia informar o CPF ou o número de inscrição e a senha no site do Enem. As correções têm apenas finalidade pedagógica, ou seja, não são passíveis de recurso.

O boletim de correção traz as notas por competência e dá direito à vista da redação.

Ao todo, segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), foram corrigidas 4.113.558 redações, das quais 1,82% estavam em branco e 1,76% obtiveram nota zero.

No início do ano, estudantes de todas as regiões do país recorreram à Justiça para conseguir acesso à correção antes do período de inscrição do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), pelo qual instituições públicas de educação superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem.

No entanto, os tribunais regionais federais das diferentes regiões suspenderam as liminares que determinavam a vista antecipada dos espelhos de correção, entendendo que o edital do Enem prevê apenas a vista pedagógica e que leva em conta rigorosamente o previsto no termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado pelo Ministério da Educação com o Ministério Público Federal.

Muitos estudantes sentiram-se injustiçados. Thais Bastos obteve a nota 400 na redação do Enem. “No ano passado, tirei 700. Neste ano, estudei muito mais, não posso ter ficado com essa nota”, disse. Além disso, ela comparou o que escreveu com redações disponíveis em revistas e manuais, “As redações que receberiam a nota que eu tirei continham erros de português e um vocabulário infantil”. Ela também levou o caso à Justiça e chegou a ganhar o direito da vista antecipada, até que o ministério recorreu e venceu.

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