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Posts tagged vocabulário

Estas atitudes são indicadas para quem quer escrever textos excelentes

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(foto/Getty Images)

O professor Diogo Arrais tem algumas dicas para quem quer melhorar o vocabulário em português

Diogo Arrais, na Exame

Está numa cadeia de ações o almejado domínio da Língua Portuguesa. Na semana passada, recebi a seguinte mensagem:

“Preciso melhorar meu vocabulário, até para redigir peças. Se puder me fornecer alguma dica, ficaria agradecido.”

Comecemos pelo “até” desse querido ex-aluno e – agora – leitor: leva-me a entender que o aumento do vocabulário é também necessário em sua vida pessoal. Não tratarei apenas de vocabulário, mas de outras competências a serem adquiridas.

Habituar-se ao clássico; conviver com o de bom gosto, na História, na Literatura, na Sociologia, na Economia, na Psicologia, na Música, no Teatro, no Cinema são riquezas infindáveis. Escritores, estudiosos e artistas clássicos proporcionam crítica, audição, vocabulário, compreensão ímpares.

Pessoas notáveis nas Artes, na Comunicação, no Direito, na Ciência têm acervo: sem um espaço dedicado à pesquisa é muito mais complexo desenvolver o bom texto, a nova palavra, a nova percepção. Preciosos ensinamentos estão nos livros, nos discos, nos mestres inspiradores, nas palestras, nos discursos históricos.

No acervo, tenha acesso aos gênios, para aperfeiçoar fala, escrita, audição e crítica.

Poetas, sagazes da palavra, contistas, cronistas, romancistas: Clarice Lispector, Guy de Maupassant, Machado de Assis, Edgar Allan Poe, Guimarães Rosa, Mia Couto, Fernando Pessoa, Cecília Meireles (é injusto demais fazer lista!)

Há um exercício saudável, por meio da Música: compreender letras, sons e estudar estilos artísticos; relacionar tudo isso a um estudo histórico. Exemplo: compreender os porquês de o Jazz, o Tropicalismo, a Bossa Nova e o Rock terem sido movimentos tão importantes, comentados.

Bons oradores – em tese – têm percepções cinematográficas, jornalísticas aguçadas. Estudar Roteiro, Fotografia (o básico ao menos) e o Vídeo em si é um ótimo caminho a quem busca ter boa performance.

Costumo pensar assim: um bom advogado não vive apenas a construção de peças jurídicas, mas é abastecido de sapiência gramatical, dicionários, pesquisa, linguagem e tantas outras riquezas culturais.

Chegar à excelência é sair um pouco dessa pressa insana do digital, com respostas básicas prontas, sem o devido deleite (e o tempo certo) para o aprendizado garantido.

Quem tem a curiosidade pelo conhecimento alonga as asas; quem divide o que sabe aproxima-se do céu: ler, respeitar o outro, habituar-se ao palco, aproximar-se, dia a dia, da Palavra em si.

Que tipo de livro ler para as crianças?

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(Foto: Thinkstock)

(Foto: Thinkstock)

Pesquisa da Universidade de Sussex (Reino Unido) constatou que as crianças assimilam menos vocabulário quando os livros infantis têm muitas figuras

Publicado na Crescer

Uma pesquisa da Universidade de Sussex (Reino Unido), com crianças de 3 anos, constatou que, quando os livros infantis têm muitas figuras, os pequenos assimilam menos vocabulário. No experimento, um mediador leu dois tipos de livros (com texto e ilustrações), mas um com imagens só na página da direita e, outro, com imagens em ambas as páginas.

Os resultados mostraram que, no segundo modelo, as crianças ficavam um pouco perdidas e não associavam os objetos desenhados ao texto. Já quando as figuras ocupavam apenas um lado, elas armazenaram o dobro de palavras. Os pesquisadores descobriram, ainda, que se o adulto direciona o olhar dos pequenos para a palavra, apontando o objeto correspondente, esse “excesso” de imagens não interfere na aquisição de vocabulário. Mas, atenção, isso não quer dizer que a leitura precise ser sempre feita dessa maneira.

“Se, por um lado, a mediação entre a criança e o livro é fundamental para desenvolver uma cultura da leitura, por outro, desde cedo a criança é capaz de desenvolver uma leitura própria – o ler para si –, que possibilitará que ela adquira uma atitude voluntária e espontânea, em uma experiência independente, lúdica e gratificante”, explica a psicóloga e psicopedagoga educacional Marisa Irene Siqueira Castanho, conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Aprender novas palavras é importante, mas os desenhos estimulam a imaginação e o gosto pelas artes. Então, busque o equilíbrio, sem estresse.

O bem que faz ler um livro, em 7 razões comprovadas pela ciência

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Publicado na Revista Prosa Verso e Arte

O primeiro livro impresso data do séc. XV, mas antes de Cristo já o Homem começara a escrever em folhas de papiro, no Egito. Desde então quase todo o conhecimento ficou gravado em páginas de livros e, nas últimas décadas, as obras publicadas cresceram ainda mais em número, assim como foram surgindo investigações sobre os benefícios da leitura.

De fomentar a inteligência a prolongar a esperança média de vida, a leitura só traz benefícios

Os sete benefícios de ler um livro, segundo a ciência:

Alarga o vocabulário
Nenhuma atividade expõe uma pessoa a maior e mais diversificada quantidade de palavras. Mais do que assistir a programas televisivos de conversas, vulgo talk shows, ou infantis, como a “Rua Sésamo”, e mais do que uma conversa de amigos, mesmo que sejam todos licenciados, é a leitura que aporta um vocabulário mais alargado, indica um estudo da Universidade da Califórnia.

Desperta a inteligência
A ciência já mostrou que a genética e a educação são fatores que influenciam a inteligência, sendo que ler é uma das principais fontes de conhecimento. Um estudo de 2014 com crianças, realizado por investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e da King’s College of London, em Inglaterra, concluiu que a evolução das capacidades de leitura “pode resultar em melhorias nas habilidades cognitivas verbais e não verbais”, que “são de vital importância ao longo da vida”. E quanto mais cedo se começar, melhor.

Previne doenças
Correr e ir ao ginásio são atividades físicas na moda porque o exercício fortalece o corpo e promove o bem-estar. Mas, por mais variado que seja o treino, nem todos os músculos são trabalhados. Para garantir que nenhum fica para trás, ler um livro é um bom remédio: inúmeros estudos indicam que a leitura estimula os músculos do cérebro e torna-os mais fortes, podendo atuar como fator preventivo em doenças degenerativas como o Alzheimer. Está também provado que pessoas com profissões intelectualmente mais exigentes têm menor propensão para desenvolver patologias ligadas à deterioração do cérebro.

Reduz o stresse
Nem caminhar, nem ouvir música, nem beber um chá. Nada resultou melhor do que ler um livro para acalmar um coração acelerado, segundo uma pesquisa liderada pelo neuropsicólogo britânico David Lewis, da Universidade de Sussex. Bastaram seis minutos de leitura para os níveis de stresse das pessoas que aceitaram participar diminuírem até 68%, contra um máximo de 61% quando tentaram acalmar através da música. Um chá (54%) ou uma caminhada (42%), outras alternativas avaliadas, mostraram-se menos eficazes.

Promove a empatia
Ainda que um livro seja encarado como uma companhia, ler é em si mesmo um ato solitário. Mas entre os seus benefícios encontra-se também a tendência para causar melhor impressão nos outros. Um estudo de dois investigadores holandeses mostrou que a leitura de narrativas ficcionadas influencia características própria da condição humana como a capacidade de criar empatia. E esse é um trunfo importante em qualquer relação, seja pessoal ou profissional.

Combate o envelhecimento do cérebro
Há uma relação direta entre a atividade cognitiva realizada ao longo dos anos e a perda das capacidades cognitivas associadas ao envelhecimento natural, como a memória, o raciocínio ou a perceção. Quanto maior atenção se dedicar à primeira, por exemplo através da leitura de livros, mais lenta se torna a segunda, concluiu um estudo de 2013 publicado no jornal científico Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

Aumenta a esperança média de vida
Mais dois anos. Em rigor, 23 meses. Conforme um estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, revelou que, em média, é esse o tempo que vivem a mais as pessoas que leem um livro 30 minutos por dia, quando comparadas com as que não o fazem. Os investigadores chegaram a esta conclusão ao fim de 12 anos de estudo, publicado no jornal Social Science and Medicine.

Fonte: Revista Visão

Ler para os filhos melhora vocabulário e reduz mau comportamento

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Quando pais se engajam no processo ganhos são maiores - Divulgação Prefeitura de Boa Vista

Quando pais se engajam no processo ganhos são maiores – Divulgação Prefeitura de Boa Vista

 

Estudo da Universidade de Nova York e Instituto Alfa e Beto analisou 1.250 famílias

Publicado em O Globo

RIO- Uma pesquisa feita pela Universidade de Nova York (NYU) em parceria com o Instituto Alfa e Beto (IAB) e o IDados revelou que a rotina de ler para os filhos traz ganhos como 14% de incremento no vocabulário das crianças, 27% de aumento na memória de trabalho, além de crescimento de 25% no índice de crianças sem problemas de comportamento. Os resultados parciais do estudo serão apresentados nesta quarta-feira, no Congresso Nacional, durante audiência pública.

A pesquisa foi realizada com 1.250 responsáveis e 1.250 crianças do município de Boa Vista, em Roraima, onde a administração municipal em parceria com o IAB desenvolve o programa “Família que acolhe”, que promove políticas públicas voltadas para a primeira infância na rede municipal integrando as áreas de saúde, assistência social e educação.

– As diferenças nas crianças que leem com os pais são impressionantes. Tanto do ponto de vista de objetivos como vocabulário, como aspectos cognitivos da memória, e também comportamentais. Essa prática reduz a violência e o tratamento brusco em relação à criança. Os responsáveis aprendem a discutir as questões, dá a eles mais instrumentos que não só a chibatada – comenta o presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista Oliveira.

O relatório aponta ainda para um melhor desenvolvimento fonológico das crianças, que auxilia na hora da alfabetização e ocorrência de menos punição física por parte dos pais, que aprendem a conversar com os filhos e buscar novas maneiras de resolver as questões.

O estudo – conduzido por Alan Mendelsohn, professor da Faculdade de Medicina da NYU e Adriana Weisleder, pesquisadora da mesma instituição – analisou durante um ano três grupos diferentes. No primeiro, além do atendimento normal das creches municipais, chamadas “Casas-mãe”, os pais recebiam capacitação em habilidades de leitura e interação com as crianças. Além disso, os responsáveis praticavam exercícios para aprender como conversar e interagir com os filhos. A atividade era filmada e posteriormente analisada por eles mesmos, que podiam identificar o que faziam de certo e de errado.

O segundo grupo era composto por pais que tinham apenas o atendimento convencional das casas-mãe e tinham contato com a leitura no ambiente escolar. Já o terceiro grupo era formado por famílias que ainda estão na lista de espera da creche.

– A gente já sabe que ler para criança é bom, que a leitura interativa faz bem. O que o programa acrescenta é um treinamento que envolve sessões interativas com os pais. Eles se veem no vídeo e eles aprendem a analisá-lo. Quando comparamos o grupo que fez nove sessões e levou livro para ler em casa com os demais as diferenças são impressionantes- afirma João Batista.

MUDANÇA COMPORTAMENTAL

Nas sessões feitas em grupo a cada três semanas, profissionais treinados pelo IAB orientam os pais a interagir com as crianças durante a leitura. Além de ler durante as sessões, os pais também levam livros para casa.

Daniella Santos é uma da mães que notou diferença no comportamento dos filhos após a inserção da leitura diária conduzida por ela e pelo marido. Gabriel, de 2 anos, que antes era inquieto, agora se interessa pela atividade e consegue se concentrar na história. O menino também perdeu o medo que lhe fazia chorar na hora de ir para o banho.

– O Gabriel era um pouco mais rebelde, não gostava de sentar com a gente para leitura e aí descobri que tínhamos de fazer uma rotina. Agora ele já para, já pede. O comportamento dele era completamente diferente, agora ficou mais tranquilo. Na creche ele tinha receio de ir para o banho, mas comecei a inserir essa questão nas histórias que contava e agora ele não chora mais. Percebi uma independência muito maior para ele- conta Daniella, que também é mãe de Melina, de 3 anos:

– Por conta da leitura, a minha filha já conhece vogais, cores primárias, consoantes. E números de 1 a 10.

 

Por que ler grandes clássicos é tão importante?

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Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

 

Veja 3 motivos pelos quais você deveria começar a leitura de obras clássicas agora

Publicado no Universia Brasil

Você se lembra do último livro que leu? Segundo uma pesquisa da Jenkins Group, uma editora de livros norte-americana, 42% dos estudantes que se formam na graduação nunca mais lerão um livro novamente. Além disso, constatou-se que a maior parte das pessoas se dedica somente à leitura de best-sellers com, no máximo, 10 anos de existência. Ou seja, os clássicos estão, cada vez mais, ficando esquecidos nas prateleiras.

A maioria de nós tem contato com as grandes obras literárias durante o período escolar, já que praticamente todos os vestibulares do País cobram o conhecimento de livros das literaturas brasileira e portuguesa, de autores como Machado de Assis, Eça de Queirós, Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade. Depois da aprovação na universidade, muitos acabam deixando de lado esse tipo de literatura.

Contudo, a leitura de livros clássicos auxilia em diversos pontos da nossa formação pessoal, profissional e acadêmica. Além disso, deixá-los de lado é ignorar uma parte importante de conhecimento produzido pela humanidade. Para retomar as leituras agora mesmo, veja uma lista com 3 de benefícios de ler grandes obras literárias do passado:

1 – Aumenta seu vocabulário

Quando você dedica um tempinho à leitura dos clássicos também está trabalhando para ter um vocabulário mais rico e diversificado. Muitas palavras que aprecem nos textos antigos são pouco usadas ou praticamente desapareceram do nosso dia a dia. Conhecê-las pode ser um diferencial, já que terá uma lista de novos termos para se comunicar e escrever.

2 – Melhora seu texto

A leitura é a melhor forma de aprimorar a forma como você escreve. Enquanto devora as páginas dos livros, seu subconsciente absorve o estilo e construções gramaticais utilizadas pelo autor, fazendo com que aquele texto se torne uma referência para seus futuros trabalhos.

3 – Aprimora seus discursos e apresentações

A leitura tem o poder de melhorar a escrita e também a forma como nos comunicamos, pois ela cria pessoas intelectualmente mais bem preparadas. Ler ensaios, crônicas e livros de grandes pensadores e líderes contribuí ainda mais para esse processo, tornando nosso discurso mais maduro, persuasivo e inteligente.

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