Novas edições de ‘Mulherzinhas’ chegam ao mercado editorial brasileiro

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Foto: Wilson Webb/Columbia Pictures

Publicado no Diário de Pernambuco

O romance Mulherzinhas tem muito mais do que as sete vidas do gato de Beth, é resistente igual à força de vontade de Jô em se tornar escritora, bonito igual os desenhos de Amy e instrutivo como os ensinamentos de Meg. Desde que foi publicada, em 1868, a história das quatro filhas do Dr. March criadas pela escritora Louisa May Alcott conheceu o topo das listas de vendas de livros. Foi assim no final do século 19 e em outros momentos, especialmente quando novas adaptações para filmes chegam aos cinemas. E já foram algumas. Em 1994, Winona Ryder interpretou Jô em longa de Gillian Armstrong e, em 1987, as irmãs deram vida a uma animação japonesa. As quatro irmãs, de 1933, tem Katharine Hepburn no papel de Jô e Elizabeth Taylor viveu Amy em Quatro destinos, de 1949. No Brasil, o livro virou série realizada pela TV Tupi em 1959. Agora, o romance chega novamente às listas de mais vendidos graças ao Adoráveis mulheres de Greta Gerwig.

O filme ajudou a arejar o livro, que está entre os mais vendidos dos sites e ganhou pelo menos quatro novas versões no mercado editorial brasileiro. Para quem não leu, é um bom momento para selecionar uma edição e mergulhar no texto delicado e cativante de Louisa May Alcott. Para quem já leu, vale dar uma olhada nos prefácios, análises e ilustrações que acompanham as novas edições.

Uma das mais bonitas é a da Martin Claret, editada em capa dura, embora a recém-lançada pela Penguin Companhia seja a mais completa. Nesta última, em um prefácio surpreendente, a compositora e poeta Patti Smith conta como o livro foi importante para ela. “Talvez nenhum outro livro tenha sido um maior guia para mim”, revela. “Muitos livros maravilhoso me fascinaram, mas, com Mulherzinhas, algo extraordinário aconteceu. Eu me reconheci, como num espelho, naquela menina comprida e teimosa que disputava corridas, rasgava as saias subindo nas árvores, falava gírias e denunciava as afetações sociais”, continua.

No livro, quatro irmãs de classe média baixa tentam se equilibrar entre a escassez, os perigos de uma guerra civil e a ausência do pai, convocado para trabalhar no campo de batalha. Cada uma tem personalidade muito própria e o grande segredo da convivência de temperamentos e aspirações tão diferentes é o amor e a admiração que cultivam entre elas. Amy, a mais nova, é sonhadora e talentosa com o bloco de desenho, enquanto Beth, frágil de saúde, se dedica ao piano e ao voluntariado. Meg, a mais velha, trabalha como professora e Jô é a força que se debruça sobre a escrita.

Mulherzinhas, em muitos aspectos, pode parecer um pouco antiquado hoje por pregar valores cristãos e um tanto maniqueístas, mas ainda é considerado um libelo feminista de uma escritora muito à frente de seu tempo. “A autora é uma feminista progressista numa sociedade ainda mais retrógrada e machista do que a nossa atual, e coloca suas mulheres como protagonistas absolutas de uma história com enorme força feminina, questionamento de liberdades e ternura. O livro é atemporal justamente por tratar de dores, desilusões, valores, angústias, amores, aprendizados, aventuras, desafios com os quais todos conseguem se identificar de certa maneira“, aponta Maryanne Linz, tradutora da edição da José Olympio.

Jô, vista por muitos como um alter ego de Louisa May Alcott, é o avanço em pessoa para aquele final de século 19: escreve para um jornal, não quer casar ou ter filhos, corta os longos cabelos para doar o dinheiro da venda aos necessitados e passa longe das convenções sociais. Louisa foi enfermeira durante a guerra civil dos Estados Unidos e evitou o casamento o quanto pôde. Filha de um educador intelectual cujo círculo de amizades incluía os autores e pensadores Henry David Thoreau, Nathaniel Hawthorne e Ralph Waldo Emerson, cresceu rodeada por ideias nada convencionais para a época. Mulherzinhas foi um sucesso quando publicado e estimulou a autora a escrever uma sequência, publicada originalmente como Good wives.

Boa parte das edições brasileiras trazem os dois volumes, ambos sob o título de Mulherzinhas. Julia Romeu, tradutora da edição da Penguin, vê na história das irmãs uma lição importante. “Ele (o romance) diz que nós precisamos lidar com as decepções da vida. Tem um capítulo no qual Jo, Meg, Beth, Amy e Laurie dizem quais são os seus castelos no ar. Nenhum deles consegue exatamente o que quer, mas eles aprendem a ser felizes com o que têm”, repara.

Para Julia, o maior desafio da tradução do romance consistiu em escolher cuidadosamente o vocabulário. Como o livro data do fim do século 19, não poderia ser moderno demais. “Tinha de ser equilibrado com o fato de que as meninas falam de maneira muito natural, nada empolada. Jô até é criticada pelas irmãs por usar várias gírias. O desafio foi encontrar esse equilíbrio”, explica. Maryanne Linz conta que encontrar o tom certo para um clássico responsável por arrebatar milhões de leitores pelo mundo foi bastante difícil. Todo trabalho de tradução, ela lembra, exige adequação ao tom do texto original e ao público ao qual se destina. “Mas, num clássico como esse é preciso ainda mais cuidado para que o original seja respeitado”, garante. O “desconfiômetro” do tradutor, ela diz, precisa estar afiado e pronto para a pesquisa porque, às vezes, ele vai se deparar com costumes, comportamentos e até mesmo objetos que sequer existem mais.

A escritora Carina Rissi, autora da série Perdida e sucesso entre adolescentes, descobriu o romance depois de assistir ao filme com Winona Ryder, nos anos 1990. Do filme, foi para o livro. “O grande brilho do livro é que é uma história atemporal. O mundo evoluiu tanto, mas, em certos aspectos, pelo menos na luta feminina, a gente parece patinar nas mesmas dificuldades. E acho tão lindo essa briga da Jô de querer ser escritora: uma mulher que tenta seguir um caminho diferente sempre encontra dificuldade. Acho muito legal isso de serem quatro mulheres com personalidades distintas. Não existe uma maneira certa de ser mulher”, diz a escritora, que assina a orelha do livro da edição da José Olympio.

O que há de tão atraente no romance?
Os personagens são muito reais, o que faz com que a gente consiga se identificar com eles. Além disso, é um livro que consegue fazer rir, fazer chorar e fazer refletir, ora sendo leve, ora profundo. Isso é muito raro e muito especial.

O que ainda é atual em Mulherzinhas para atrair os leitores no século 21?
O livro fala sobre o processo de amadurecimento de quatro meninas (e de um menino também, pois Laurie é um personagem quase tão importante quanto as irmãs). Esse amadurecimento envolve aprender a admitir erros, a lutar contra vícios, a fazer sacrifícios. Isso faz parte da vida de todo mundo e acho que nunca vai deixar de ser um tema relevante.

O que mais te chamou a atenção na maneira como Louisa May Alcott desenvolve a narrativa?
Acho que há uma diferença entre a primeira e a segunda partes do livro. Na primeira, os capítulos existem de maneira mais independente uns dos outros, com cada um relatando um episódio na vida das irmãs. Na segunda, os capítulos formam um todo mais coeso que desenvolve o tema do amadurecimento. Embora a segunda parte deixe uma impressão profunda, eu acho a primeira mais cativante, talvez por ser mais leve e ter tantas cenas memoráveis.

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Livro de terror escrito há 40 anos previu epidemia de coronavírus em Wuhan?

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No livro “The Eyes of Darkness”, lançado em 1981, o autor Dean Koontz relata como um vírus ficcional, o Wuhan-400, se propaga pelo mundo inteiro em 2020 com uma taxa de mortalidade de 100%

Maria Barbosa, no Observador

As coincidências entre o livro “The Eyes of Darkness” (Os olhos da Escuridão, em português) lançado em 1981 pelo escritor Dean Koontz, e a epidemia do coronavírus, que já matou quase duas mil e oitocentas pessoas na China, estão a intrigar os internautas. Um dos primeiros a dar-se conta das coincidência foi o utilizador @DarrenPlymouth. Desde que fez um post no Twitter com a página do livro de Koontz , a publicação recebeu, em poucas horas, quase dois mil gostos e inúmeros comentários.

No livro, o autor americano especializado em livros de terror, descreve uma arma biológica, a que deu o nome de “Wuhan-400”, e que segundo o guião, foi desenvolvida num laboratório secreto perto de Wuhan, justamente a cidade que apresentou os primeiros casos da epidemia que assola a China e já fez várias vítimas em outros países. Na historia ficcionada, a mortalidade do “Wuhan 400” ronda os 100%, provocando a morte dos infetados em menos de 24 horas. Na realidade, os números são bem diferentes: o novo coronavírus (Covid 19) tirou a vida a 2,3% dos infetados, e mesmo em pessoas com mais de 80 anos a taxa não ultrapassa os 14,8%, de acordo com um estudo realizado pelo Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças, citado pela BBC.


Mas há mais coincidências. Li Chen, o nome do cientista que no livro parte para os Estados Unidos com o micro-organismo e uma disquete com informações sobre a “mais importante e perigosa arma biológica da China”, é também o nome de um “verdadeiro” cientista chinês que já publicou estudos sobre a epidemia do coronavírus.

Apesar do conteúdo intrigante, “Eyes of Darkness” é um livro de terror que conta a história de Tina Evans, uma mãe que tenta descobrir o que realmente aconteceu ao seu filho Danny, depois de receber uma misteriosa mensagem a dar conta de que a a sua morte não passará de uma mentira. Por enquanto, e apesar de já ter sido contactado por vários fãs nas redes sociais, o autor optou por não fazer qualquer comentário sobre as coincidências da sua obra com a realidade.

Dean Koontz já vendeu 355 milhões de exemplares dos seus livros, um valor que aumenta mais de 17 milhões de exemplares por ano. Catorze dos seus romances alcançaram o primeiro lugar de vendas na lista de bestsellers do New York Times.

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7 livros sobre tecnologia para começar a ler neste Carnaval

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Publicado no CIO

O feriado pode ser o momento ideal para refletir não só sobre a carreira, como inspirar uma nova lista de livros para o ano

O ritmo das inovações tecnológicas tem sido exponencial. De descobertas que beneficiam desde a medicina a revoluções que impactaram o varejo e outras verticiais e, claro, o comportamento humano, as transformações alimentadas por tecnologias devem se tornar ainda mais intensas na próxima década.

Para refletir o impacto da revolução tecnológica, preparamos uma seleção de livros que discutem essas mudanças a partir de diferentes perspectivas. Confira nossa lista abaixo.

“The Everything Store”, de Brad Stone
“The Everything Store” conta a história de como a Amazon passou de uma pequena loja de livros online para se tornar uma gigante global em constante crescimento.

“O Dilema da Inovação”, de Clayton M. Christensen
O livro apresenta o caminho para que as empresas lidem com a inovação e alcancem o sucesso, explorando a influência do consumidor nas operações.

The Innovators, de Walter Isaacson
“The Innovators” é um livro que fala sobre mentes criativas, que pensam fora da caixa e são capazes de reinventar a forma como os processos são feitos.

“Bad Blood”, de John Carreyrou
A obra mostra como acontecem as operações no Vale do Silício. O autor também discute as falhas dos projetos de quem deseja construir uma empresa bilionária a qualquer custo sem pensar em inovação.

“O Ambiente de Trabalho de 2020”, de Jeanne C. Meister e Karie Willyerd
Para auxiliar as empresas na adaptação aos talentos do futuro, o título apresenta quais medidas devem ser tomadas para atrair e reter os melhores profissionais.

“Sapiens”, de Yuval Noah Harari
O autor apresenta a história da humanidade, desde os ancestrais até os dias de hoje. Ao longo do livro, o leitor acompanha as mudanças da raça humana e cria uma perspectiva sobre o por que somos quem somos.

“As Superpotências da Inteligência Artificial”, de Kai-Fu Lee
O livro explica como a inteligência artificial é aplicada aos negócios e de que forma a China está utilizando a tecnologia para o seu benefício. Kai-Fu Lee também explica as diferenças entre o Vale do Silício e o ecossistema chinês de startups.

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Gatinhos circulam livremente em livraria no Canadá e podem ser adotados

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Publicado no Bonde

Fotos de gatinhos entre livros têm feito sucesso nas redes sociais nas últimas semanas. Isso porque a livraria Books and Coffee da Otis & Clementine, localizada na Nova Escócia, no Canadá, adotou uma estratégia inovadora – e fofa – para incentivar a adoção de animais: no local, os gatos circulam livremente e os leitores podem apreciar a presença dos felinos durante a leitura de um livro.

Nas fotos, é possível observar que existe um número muito grande de gatinhos entre os livros. Por isso, a livraria inova mais uma vez: os leitores podem adotar qualquer um dos felinos que encontrar no local.

De acordo com Ellen Helmke, dona da livraria, muitos gatinhos são recolhidos das ruas, mas outros são levados até o local pelo South Paw Conservation Nova Escócia, um abrigo para animais em situações vulneráveis. Apesar de parecer fácil, adotar os gatos da livraria apresenta certa burocracia: o processo todo é gerenciado pelo South Paw Conservation e tem o custo médio de 255 dólares canadenses, o que equivale a aproximadamente 820 reais. Pode parecer muito, mas esse custo já inclui tudo (até gastos médicos!).

Em entrevista para a Global News, Helmke afirmou que as pessoas vão à livraria para ver os gatos mais do que para ler os livros. Segundo o dono, outras pessoas vão até o local por conta dos livros e descobrem a presença dos felinos, o que as encanta. Helmke conta que a taxa de adoção da livraria é de 100%.

O programa de adoção foi implantado pelo dono da livraria no último ano e, até o momento, mais de 30 gatinhos já foram adotados.

(Com informações do site Catioro Reflexivo.)

*Sob supervisão de Larissa Ayumi Sato.

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11 livros para fugir das multidões no mês do Carnaval

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Nossa lista de dicas literárias de fevereiro foi feita pensando em você, que prefere aproveitar o calorão e a folia de forma mais tranquila. Confira!

Giuliana Viggiano, na Galileu

Nem todo mundo gosta de curtir fevereiro ouvindo marchinhas de Carnaval em meio a multidões, né? Pensando nessas pessoas (e também em quem quer variar entre a folia e uma boa leitura), separamos alguns livros bacanas para os fãs de literatura. Confira:

Recursão, de Blake Crouch (Intrínseca, R$ 59,90, 320 páginas)
A vida do detetive Barry Sutton vira de cabeça para baixo quando ele encontra uma mulher que tem a Síndrome da Falsa Memória, uma doença que implanta lembranças falsas na mente da pessoa. Em paralelo, a neurocientista Helena Smith é agraciada com um patrocínio para sua pesquisa em busca da cura do Alzheimer.

Quando as histórias desses dois se cruzam por conta de uma conspiração, o detetive e a cientistas percebem que o conceito de tempo não é o mesmo hoje do que qual conheciam anteriormente. Em uma história eletrizante, Blake Crouch mostra todo seu talento, levando o leitor a refletir sobre o mundo e sobre si mesmo.

Identidade das nações, com organização de Peter Furtado (Edições Sesc, R$ 68, 296 páginas)
Para organizar essa coletânea, Peter Furtado contou com a ajuda de pesquisadores de diferentes países do mundo, que escreveram um pouco sobre suas respectivas nações de origem. Uma boa pedida para quem curte história, geografia e política.

A guerra pela Uber, de Mike Isaac (Intrínseca, R$ 59,90, 464 páginas)
A trajetória da start up que mudou a forma como nos locomovemos é analisada nesse livro, escrito pelo jornalista Mike Isaac, do The New York Times. Além de falar sobre as origens e o impacto da Uber no mundo, o autor traz informações exclusivas sobre o funcionamento da empresa e apresenta os desafios que seus funcionários e CEOs ainda enfrentam.

O livro dos humanos, de Adam Rutherford (Record, R$ 39,90, 252 páginas)
O que nos diferencia das outras espécies de animais? Foi buscando responder essa questão que Adam Rutherford escreveu O livro dos humanos. Na obra, além de analisar a genética do Homo sapiens, o autor aborda diferentes habilidades tidas como essencialmente humanas, como a fala e o arrependimento, e procura comportamentos semelhantes em outras espécies. Uma boa pedida para os fãs de biologia.

Entre dois mundos: Oblivion Song, de Robert Kirkman, Lorenzo de Felici e Annalisa Leoni (Intrínseca, R$ 49,90, 136 páginas)
Esse é o segundo volume dos quadrinhos criados por Robert Kirkman, a mente por trás da história que deu origem à série de sucesso The Walking Dead. Em um futuro distópico, um cientista é o único que ainda busca pelas vítimas do enfrentamento entre a nossa sociedade e seres monstruosos de outro mundo.

Nós & eles, de Bahiyyih Nakhjavani (Dublinense, R$ 49,90, 304 páginas)
Nessa obra sensível e bem escrita, a escritora iraniana Bahiyyih Nakhjavani conta a história das três gerações de mulheres de uma família que vive em seu país natal. Narrado na primeira pessoa no plural, Nós & eles relata as dificuldades e a força dessas mulheres que, apesar de fictícias, passam por situações reais para as moradoras do Irã.

Dionísio em Berlim, de Tiago Novaes (Dedalus Editorial, preço sob consulta, 132 páginas)
Cinco narradores trazem perspectivas diferentes sobre o mesmo personagem: Dionísio, deus grego do vinho, das festas e do teatro. De forma poética, Tiago Novaes apresenta novas versões dessa entidade mitológica tão importante para o desenvolvimento da nossa sociedade.

Sobre os ossos dos mortos, de Olga Tokarczuk (Travessa, R$ 59,90, páginas)
Um suspense eletrizante, esse livro consagrou a vencedora do Prêmio Nobel de literatura de 2018 Olga Tokarczuk como uma das grandes autoras do século 21. A história se passa em uma remota vila polonesa, onde a protagonista, Janina, trabalha como tradutora e caseira de casas de verão.

A mulher é famosa na região por amar estudar astrologia — e por simpatizar muito mais com animais do que com seres humanos. Sua personalidade reclusa se torna um problema quando uma série de assassinatos macabros começam a ocorrer no vilarejo.

Janina decide investigar os acontecimentos, pois tem certeza de que sabe quem é o autor dos crimes. Nessa obra, o leitor é levado a uma jornada que mistura investigação policial com um intenso suspense psicológico.

Ela disse: Os bastidores da reportagem que impulsionou o #MeToo, de Jodi Kantos e Megan Twohey (Companhia das Letras, R$ 49,90, 376 páginas)
Nessa obra, as jornalistas Jodi Kantos e Megan Twohey contam como conseguiram conquistar a confiança de diversas mulheres e testemunhas para darem vida à reportagem que revelou os abusos sexuais perpetrados pelo produtor Harvey Weinstein. Além de ser uma aula para os fãs de jornalismo, a obra discute os impactos do texto que iniciou o movimento #MeToo, além de reflexões das próprias autoras sobre o trabalho.

Os segredos que guardamos, de Lara Prescott (Intrínseca, R$ 59,90, 368 páginas)
Durante a Guerra Fria, quando Doutor Jivago, de Boris Pasternak, foi submetido à União de Escritores Soviéticos, o livro foi banido por conter alegações críticas ao regime. Isso deu origem a uma operação ilegal na qual as cópias da obra foram impressas na Holanda e contrabandeadas para a União Soviética por espiões norte-americanos.

É nesse contexto que a narrativa fictícia de Os segredos que guardamos acontece. Na obra, Lara Prescott conta as peripécias de uma das espiãs responsáveis por divulgar Doutor Jivago, refletindo sobre o regime da época e trazendo insights sobre a vida das mulheres daquela época.

Até que a morte nos ampare, de Marcos Martinz (Skull, preço sob consulta, 68 páginas)
A noiva cadáver Rosinha está condenada a reviver o dia de sua morte para todo o sempre — ou até alguém descobrir quem é seu assassino. Como ajudá-la? Lendo o livro, é claro.

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