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Barbeiro dá desconto para crianças que lerem em voz alta enquanto trabalha

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Publicado no Hypeness

A barbearia The Fuller Cut, em Michigan (Estados Unidos), ficou famosa por oferecer descontos a crianças que leem em voz alta enquanto cortam o cabelo. A iniciativa surgiu quando o barbeiro Ryan Griffin soube que outras lojas do país ofereciam um programa similar e decidiu levar a ideia à sua comunidade.

Os pequenos que leem para o barbeiro ganham um desconto de US$ 2 no corte – o equivalente a R$ 9. Como muitos não conseguem terminar a leitura durante o corte, Ryan mantém um registro para saber onde o livro parou, de forma que as crianças possam retomar a narrativa no local certo em uma próxima oportunidade.

A iniciativa existe desde agosto de 2015 e se tornou viral em 2016, o que fez com que muitas doações de livros fossem recebidas. Desde então, a barbearia informou que já teve notícias de mais 300 estabelecimentos que passaram a praticar promoções similares.

Além de estimular a leitura, a barbearia faz questão de oferecer livros que contem histórias de pessoas negras, como grande parte dos moradores da comunidade em que se situa. Assim, as crianças não só exercitam a leitura, mas também têm acesso a histórias que retratam pessoas como elas.

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O livro Revival, de Stephen King, ganha nova edição de colecionador

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Publicado oficialmente em 2014, o livro Revival do consagrado Stephen King ganha uma tenebrosa edição para colecionadores. O título conta a história de um homem utilizando poderes elementares para preencher alguns espaços entre os mortos e os vivos, titulada como uma das melhoras obras de King.

Nos Estados Unidos Revival ganhou uma edição da LetterPress Publications com a inclusão de 16 ilustrações realizada por François Vaillancourt que avivaram ainda mais a história. Por outro lado, esse exemplar de colecionador contem um prefácio escrito por Josh Bonne, diretor de A Culpa é uma Estrela.

Essa é uma adaptação exclusiva em território internacional, já que a Editora Suma não pronunciou uma nova edição do título para o Brasil e após a pré-venda não será produzido mais exemplares.

É válido ressaltar que a adaptação em filme de Revival ainda está sendo desenvolvido, o primeiro comunicado foi feito em 2016, mas com essa novidade foi reforçado que inicialmente o projeto da CBS All Access com um clássico de Stephen King está sendo prioridade.

O título será lançado dia 31 de maio.

Veja algumas imagens da nova edição, todas disponibilizadas pela LetterPress Publications;

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Homem preso injustamente durante 17 anos partilha com outros reclusos a sua paixão pelos livros

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Mário Cruz / Lusa

John Bunn tinha 15 anos quando foi condenado a 20 anos de prisão por, alegadamente, ter sido cúmplice no homicídio de um polícia de Rikers Island, nos Estados Unidos (EUA). Apesar das escassas provas, e de sempre ter negado o seu envolvimento no crime, passou toda a juventude atrás das grades. Enquanto vivia o seu “pesadelo”, descobriu o seu “sonho” – a literatura. Finalmente declarado inocente, dedica atualmente os seus dias a levar livros a quem não os tem.

Publicado no Zap

Segundo noticiou o Observador na segunda-feira, o “pesadelo” de John Bunn começou em 1991. Tinha apenas 14 anos quando, a 14 de agosto, foi levado para uma esquadra em Brooklyn para ser interrogado por Louis Scarcella, um polícia que, ao longo da sua carreira, fez com que mais de uma dezena de homens fossem condenados injustamente.

O inspetor disse-lhe que ele e um outro rapaz mais velho, Rosean Hargrave, de 17 anos, que vivia no mesmo bairro – Crown Heights – eram suspeitos de terem assassinato o agente Rolando Neischer no dia anterior, 13 de agosto.

Rolando Neischer era de Rikers Island, Nova Iorque, e estava de folga quando foi abordado por dois jovens de bicicleta em Crown Heights, que lhe apontaram uma arma e disseram que saísse do carro onde estava com o amigo e colega Robert Crosson. O último conseguiu fugir, mas o primeiro ripostou e levou cinco tiros. Morreu três dias depois no hospital.

Durante o interrogatório, John Bunn garantiu que nada sabia sobre o assassinato. Louis Scarcella não acreditou, tendo o rapaz – com pouco mais do que 1,70 metros de altura – sido atirado para dentro de uma cela cheia de adultos muito maiores do que ele. “Desde então que tenho lutado para provar a minha inocência”, declarou em entrevista à CNN.

John Bunn foi formalmente acusado de furto e homicídio a 17 de agosto de 1991 com base numa única testemunha – Robert Crosson -, que o tinha identificado a ele e a Rosean Hargrave na esquadra de Louis Scarcella.

Aguardou julgamento durante 16 meses, no centro de detenção juvenil Spofford, encerrado em 2011 depois de inúmeras queixas de violência e abuso. Foi condenado a 20 anos de prisão em novembro de 1992 (a pena foi posteriormente reduzida para nove anos depois de a defesa ter alegado que o jovem tinha sido acusado como um adulto). Rosean Hargrave foi condenado a 30.

Apesar da sua situação, John Bunn nunca desistiu. Quando foi preso, não sabia ler nem escrever; aos 17 anos, lia tudo o que lhe aparecia à frente e que levava da biblioteca da prisão. “Escrevi um dia à minha mãe… E disse: ‘Podem trancar o meu corpo, mas não podem trancar a minha mente’”, contou à CNN.

A literatura tornou-se no seu maior apoio e é por isso que hoje, dois anos depois de ter sido finalmente declarado inocente, juntamente com Rosean Hargrave, dedica todo o seu tempo a divulgar a importância da leitura entre jovens carenciados e reclusos.

“A leitura mudou a minha vida. Quero partilhar essa experiência com outras pessoas”, afirmou. Foi com esse objetivo que abriu uma biblioteca em Rikers Island, que começou um projeto de leitura que leva livros às comunidades mais carenciadas e que trabalha regularmente com jovens reclusos, de 16 e 17 anos.

“Não existe melhor sensação do que sentir que existo com um propósito”, garantiu à CNN. “E isto é o que dá à minha vida um propósito”.

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O livro Branco Letal, de Robert Galbraith, um pseudônimo de J. K. Rowling, chega no Brasil

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Em abril foi anunciado através da Editora Rocco mais um lançamento escrito pelas mesmas mãos de quem escreveu Harry Potter, e nesta semana o título foi lançado em território nacional, disponível em diversas livrarias.

Branco Letal é uma obra escrita por Robert Galbraith, outro pseudônimo de Joanne “Jo” Rowling — verdadeiro nome de J. K. Rowling — e ela gira em torno de um adolescente problemático chamado Billy, onde ele jura ter presenciado um crime, só que não contém provas o suficiente para confirmar o ocorrido. Inconformado com a situação Billy recorre ao Cormoran Strike na intenção de buscar destaques o suficiente para a investigação.

A Editora Rocco é responsável pelos lançamentos da autora no Brasil, incluindo Harry Potter e outros best-sellers que foram publicados através de pseudônimos. J. K. Rowling tornou uma escritora bilionário por causa da série juvenil.

O livro estava em pré-venda e teve a data de lançamento oficializada para o dia 11 de maio.

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Expresso do Oriente, entre a nostalgia e o marketing

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Os vagões no estilo art déco do Orient-Express, na Estação do Leste de Paris, em 13 de maio de 2019 – AFP

Publicado na IstoÉ

E se o Expresso do Oriente voltasse a circular? A companhia francesa ferroviária (SNCF), que exibe em Paris seus vagões art déco recentemente reformados, planeja colocar novamente o famoso trem sobre os trilhos.

O grupo ferroviário público expõe nesta quarta-feira sete vagões dos anos 1920 na estação Gare de l’Est de Paris, após quatro anos de cuidadosa restauração. Todos os horários de visita estão lotados.

Na verdade, apenas três vagões-restaurante dos sete apresentados pertenceram ao “Orient Express”, que circulou de 1883 a 1977 entre Paris e Istambul. Esses vagões do trem mais famoso da história, junto com o Transiberiano, têm um interior decorado com muito requinte. Esses locais reuniam pessoas famosas, turistas com muito dinheiro, comerciantes, diplomatas e até espiões.

Os outros quatro vagões são ainda mais espetaculares, mas circulavam apenas até as margens do Bósforo. O material utilizado nos vagões dormitórios era diferente em cada trem.

“A empresa [que administrava a linha] não utilizava carros-salão para os grandes expressos europeus”, explica Arthur Mettetal, responsável pela área de patrimônio. “Estes compartimentos eram reservados para trajetos mais curtos, como o Trem Azul que chegava à Costa Azul”.

Mas foi um desses vagões-salão, o Pullman, que serviu de cenário para o filme “Assassinato no Expresso do Oriente”, de 1973, baseado o livro homônimo de Agatha Christie. “De repente, este vagão se converteu no ‘estilo Expresso do Oriente’ no imaginário coletivo, com o interior revestido com madeira talhada e desenhos de ramos de flores, e o piano-bar. É possível admirar os painéis produzidos na Finlândia, desenhados pelo decorador René Prou para o restaurante do Estrela do Norte (Paris-Amsterdã).

E também o Flecha de Ouro (Paris-Londres), com seus cristais e painéis de madeira de caoba de Cuba, obra do famoso mestre vidreiro e joalheiro francês René Lalique.

– Patrimônio ferroviário –

A SNCF comprou a marca Orient Express da Companhia Internacional de Vagões-Leito após a linha de conexão direta com Istambul deixar de funcionar em 1977. Mas não fez grandes investimentos até que começou a comprar os vagões do ilustre trem, em 2011.

“Para restaurá-los, nós mergulhamos em nossos arquivos para encontrar os projetos originais, padrões de tecidos, etc”, conta Guillaume de Saint Lager, diretor-executivo do Orient-Express, a empresa que cuida da gestão do patrimônio. “Recorremos a artesãos excepcionais”.

“Evidentemente, é um investimento importante, da ordem de 14 milhões de euros, mas é um investimento para o patrimônio ferroviário”, justifica o presidente da SNCF, Guillaume Pepy.

Estas peças do museu saem de vez em quando do depósito onde são guardadas, localizado na capital francesa, para algumas exposições ou convenções. Fazem parte “de um exemplo do cuidado da SNCF na conservação do patrimônio”, afirma Guillaume Pepy.

Uma exposição anterior, no Instituto do Mundo Árabe de Paris, atraiu mais de 250 mil pessoas em 2014. “Foi devido ao sucesso dessa exposição que a SNCF decidiu criar uma filial para gerar valor para a marca e iniciar um programa de renovação dos vagões”, conta Arthur Mettetal.

A SNCF espera obter lucros com o interesse renovado por esses trens. Para isso, cedeu no ano passado 50,1% do Orient-Express ao grupo Accor.

“Nosso desejo, evidentemente, é que o Expresso do Oriente volte a circular por toda Europa”, confirma Guillaume Pepy.

Funcionários da empresa encontraram vagões antigos na Polônia, que agora estão em processo de análise para se saber se é possível reformá-los e adaptá-los às novas exigências de conforto para os passageiros.

“É uma questão na qual estamos trabalhando”, explica. No momento, tudo está em fase de estudo, apesar de considerar que até o meio deste ano a companhia seja capaz de decidir sobre o lançamento ou não da linha Expresso do Oriente.

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