Canal Pavablog no Youtube

Americana pode ser presa por esquecer de devolver livros à biblioteca

0

Publicado no UOL

Uma americana corre o risco de ser presa por não devolver dois livros que pegou emprestado em uma biblioteca pública de Michigan. Ela descobriu por acaso que havia um mandado devido ao empréstimo e agora passa por audiências.

Melinda Sanders-Jones pegou dois livros emprestados em 2017 e esqueceu de devolvê-los. Ela foi avisada dos atrasos quando tentou usar uma impressora na Charlotte Community Library e foi impedida devido à pendência. Ela então encontrou os livros na estante de seu filho e os devolveu.

Melinda Sanders-Jones emprestou dois livros na biblioteca em 2017 e esqueceu de devolvê-los Imagem: Reprodução/CNN

Após a devolução, a mulher esperava para receber uma notificação da multa pelo atraso. Porém, na semana passada, Melinda descobriu que havia um mandado contra ela.

Ela passava por uma promoção na empresa onde trabalha e, na hora de seu chefe checar seus antecedentes criminais, constou o mandado. Quando ele a contou pelo telefone, ela riu, mas ele garantiu que falava sério. “Eu estava tipo, não, não tem jeito. Não tem jeito, eu tenho um mandado”, contou Melinda ao canal WILX, filiado da CNN.

A diretora financeira da biblioteca, Marlena Arras, contou à CNN que foram enviadas diversas notificações para Melinda. Depois de quatro meses, a biblioteca enviou um aviso: “Se você não devolver esses materiais em duas semanas, enviaremos à Unidade de Crimes Econômicos”, contou Marlena.

O caso se encaixa em roubo de propriedade que, no Código Penal do Estado do Michigan, pode levar a 93 dias de prisão e uma multa de 500 dólares (R$2 mil) se o valor roubado for menor que 200 dólares (R$800).

Ela já teve uma primeira audiência sobre o caso e uma segunda está marcada para ocorrer amanhã.

“Realmente não acho que ir para a cadeia por esses dois livros seja normal, e definitivamente não queria roubar suas propriedades”, disse Melinda.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

O que você precisa saber para assistir His Dark Materials

0

Nova série da HBO é inspirada na franquia literária Fronteiras do Universo

Camila Sousa, no Omelete

Uma das grandes apostas da HBO para a nova temporada de séries é His Dark Materials, série inspirada na franquia de livros Fronteiras do Universo. Com a segunda temporada já garantida pelo canal, a atração tem no elenco nomes como Dafne Keen (Logan) no papel principal de Lyra Belacqua, Ruth Wilson (The Affair) como Marisa Coulter e James McAvoy (Fragmentado) como Lord Asriel.

Confira abaixo o que você precisa saber para assistir à série. O lançamento está marcado para 4 de novembro.

Quem é Lyra?

His Dark Materials/HBO/Divulgação

Vivida por Dafne Keen, Lyra Belacqua é a protagonista da história. Com 11 anos no começo da história, ela é uma órfã que foi criada na universidade de Oxford por professores e reitores do local. Seu único parente conhecido é o tio, Lord Asriel, que já foi interpretado nos cinemas por Daniel Craig e agora é vivido por James McAvoy na série da HBO.

Também conhecida nos livros como Lyra da Língua Mágica, a protagonista é descrita como curiosa e destemida. Por não ter um tutor muito próximo – seu tio a deixa na universidade para realizar grandes viagens – Lyra cresce com muita liberdade pelo campus e por isso aprende a escalar janelas e muros para saber tudo o que está acontecendo. A jovem também conhece todos os funcionários da universidade e se torna grande amiga de Roger, outra criança do local.

Daemons e a conexão com humanos

His Dark Materials/HBO/Divulgação

No universo de His Dark Materials, as almas dos seres humanos se manifestam em seres em forma de animais que existem fora de seus corpos, os daemons. Cada pessoa tem um daemon, que possui nome e conversa com o humano ao qual pertence. As pessoas enxergam os daemons umas das outras, mas não é permitido tocar o daemon do outro. Quando dois humanos se encontram e passam algum tempo juntos, é comum que seus daemons interajam entre si, algo permitido pelas regras.

Os daemons acompanham os humanos durante toda a vida e por isso se tornam grandes amigos. Durante a infância, eles não possuem uma forma física fixa, refletindo a personalidade ainda não formada da pessoa. No caso de Lyra, por exemplo, seu daemon Pantalaimon aparece como diversos animais durante a história. É no período da adolescência que o daemon assume uma forma física fixa para o resto da vida, refletindo a personalidade firmada pelo seu dono.

Além desse grande laço emocional entre daemons e humanos, há também uma ligação física. Com a exceção de feiticeiras e pajés, todos precisam ficar próximos fisicamente de seus daemons. Grandes distâncias causam dor e agonia nas duas partes. Daemons também sentem as dores físicas afligidas em seus donos e vice-versa.

O Magisterium

His Dark Materials/HBO/Divulgação

O universo de Lyra possui uma grande instituição religiosa, o Magisterium, que coordena a sociedade em questões sociais, religiosas e políticas. Na história, o Magisterium tem algumas características próximas da igreja católica, apesar de ser formado pela união de vários órgãos religiosos. Exatamente por isso existem várias disputas internas de poder, já que cada liderança tem interesses próprios.

O poder do Magistério no universo de His Dark Materials é enorme. Um dos maiores exemplos é o controle da instituição sobre a ciência, chamada até mesmo de “teologia experimental”. A organização permite que estudos científicos sejam feitos, desde que eles se enquadrem nas doutrinas e não tentem contradizer suas regras.

Pó, heresia e inocência

His Dark Materials/HBO/Divulgação

Um bom exemplo de como o Magisterium age é sobre o Pó, uma substância presente no universo de His Dark Materials, mas que não pode ser citada por regras da instituição. O Pó é constituído de minúsculas partículas douradas que se fixam em seres vivos, especialmente nos humanos durante a adolescência. Embora algumas criaturas possam enxergar o Pó a olho nu, os humanos só conseguem fazer isso com a ajuda de alguns instrumentos específicos.

Na história, é observado que as crianças não possuem o Pó, que é mais comum em adultos que já passaram pela juventude. O Pó começa a ficar presente no corpo das pessoas na mesma época da juventude em que os daemons fixam sua forma. O Magisterium considera que o Pó é a representação direta do pecado e por isso não é permitido falar ou pesquisar sobre a substância. Para a instituição, o Pó simboliza a perda da inocência das crianças e há quem acredite que deveria haver uma forma de impedir que isso aconteça com elas.

Com tantos paralelos sobre o posicionamento de algumas instituições religiosas, a obra de Philip Pullman foi duramente criticada por algumas organizações ao longo dos anos, incluindo o Vaticano e a Liga Católica dos EUA, que fez campanha contra a adaptação aos cinemas lançada em 2007.

A Bússola de Ouro

His Dark Materials/HBO/Divulgação

Este é o nome do primeiro livro da trilogia e também da adaptação aos cinemas e por isso um dos mais conhecidos pelo público. Dentro da história, a bússola é um aletiômetro, um artefato capaz de mostrar a verdade para quem aprender a usá-lo. A bússola é um dos vários objetos importantes do universo de His Dark Materials, ao lado da Faca Sutil e da Luneta mbar, que dão nome aos outros dois livros principais da franquia.

A protagonista Lyra recebe o aletiômetro do reitor da universidade Jordan logo no começo da história, pois ele acredita que ela será capaz de interpretar o que o objeto tem a dizer. A leitura acontece quando o usuário aponta três agulhas do objeto para diferentes símbolos, mentalizando o que deseja saber. Em seguida, uma quarta agulha aponta para a imagem que significa a resposta. Há vários símbolos dentro da bússola, como a Ampulheta, Caldeirão, Coruja, Espada, entre outros e interpretá-los é a chave para saber a verdade.

O aletiômetro é um objeto raro e extremamente poderoso. Apenas seis foram criados em toda a história e o Magisterium destruiu quatro, preocupado com sua capacidade de falar a verdade. Logo, quando Lyra o recebe, precisa escondê-lo, já que ela pode se tornar alvo da instituição se alguém souber que ela está com ele. Outra preocupação do Magisterium sobre a bússola é porque ela utiliza do Pó para saber e dizer a verdade ao usuário e, como descrito acima, utilizar a substância é considerada uma heresia.

Futuro

His Dark Materials/HBO/Divulgação

O universo de His Dark Materials é vasto e a HBO tem material para trabalhar em várias temporadas, se desejar. A linha do tempo principal é composta por três publicações: A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar. Todos desenvolvem a história de Lyra e também apresentam outros nomes que se tornam importantes na trama.

Além deles, o autor Philip Pullman lançou dois livros derivados: A Oxford de Lyra, situado dois anos após o término da série principal, e Era Uma Vez no Norte, um prelúdio focado em Lee Scoresby (personagem de Lin-Manuel Miranda na HBO) e no urso Iorek Byrnison, um dos personagens mais icônicos da história.

A série literária mais recente do autor é O Livro das Sombras, uma trilogia que volta à história de Lyra, dessa vez mostrando acontecimentos do passado, presente e futuro da personagem. La Belle Sauvage abre a trilogia como um prelúdio, mostrando Lyra ainda bebê e sua chegada à Oxford. O segundo livro, The Secret Commonwealth, foi publicado em outubro deste ano e mostra a história de Lyra sete anos após os acontecimentos de A Luneta Âmbar. Ainda não há detalhes do que será mostrado no livro de encerramento da série, que não tem título definido.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

‘Livros de Sangue’: Antologia de Clive Barker será adaptada em filme para o Hulu

0

Thiago Nolla, no CinePop

Segundo o site Deadline, o serviço de streaming Hulu está em negociações finais para adaptar a clássica antologia de terror de Clive Barker, ‘Livros de Sangue’.

O projeto será co-escrito, produzido e dirigido por Brannon Braga, conhecido por seu trabalho em séries como ‘Star Trek: The Next Generation’, ‘Star Trek: Voyager’ e ‘The Orville’. Adam Simon também fica a encargo do roteiro.

Seth MacFarlane entra como produtor executivo.

A série de seis livros mistura horror e fantasia e é ambientada em um cenário contemporâneo. A narrativa gira em torno de pessoas normais que se envolvem com eventos misteriosos e arrepiantes.

Anna Friel, Britt Robertson, Rafi Gavron e Yul Vazquez farão parte do elenco.

Friel será Mary, uma psicológica brilhante que ganhou fama ao desmentir teorias que não são comprovadas cientificamente. Gavron será Simon, um lindo e carismático jovem homem que se torna amante de Mary e a convence de que tem a capacidade de conversar com os mortos – incluindo seu filho de sete ano que faleceu devido a leucemia.

Robertson será Jenna, uma garota hipersensitiva que sofre de misofonia, enquanto Vazquez dará vida a Bennett, um assassino profissional que se envolve com perigos sobrenaturais.

O filme tem previsão de estreia no outono norte-americano de 2020.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Margaret Atwood: 5 livros da autora para além de ‘O Conto da Aia’

0

Margaret Atwood em ponta na série ‘The Handmaid’s Tale’, ao lado da atriz Elisabeth Moss (//Reprodução)

Famosa pela obra que deu origem à série ‘The Handmaid’s Tale’, escritora é dona de uma prolífica carreira literária

Raquel Carneiro, na Veja

Margaret Atwood decidiu aos 16 anos que seria escritora. De lá para cá, a canadense que completa 80 anos no próximo dia 18 escreveu, como ela diz, “compulsiva e esperançosamente”. Do poema à prosa, a autora mergulhou em diferentes estilos e formatos, do romance à ficção científica, além de livros infantis, de contos e até uma história em quadrinhos. O resultado é uma carreira prolífica que soma pouco mais de 60 títulos. VEJA indica abaixo cinco livros de ficção essenciais de Margaret, para além de O Conto da Aia, sua obra mais famosa.

Oryx e Crake

O mundo desolador de O Conto da Aia perde feio para a distopia ecológica de Oryx e Crake (lançado em 2003), que abre a trilogia Maddadão – formada ainda pelos títulos O Ano do Dilúvio (2009) e Maddadão (2013). Logo no começo, o leitor conhece o narrador, Jimmy – chamado de Homem das Neves, ele é o último sobrevivente da espécie humana que conseguiu escapar de uma misteriosa catástrofe. Esse evento, que será explicado próximo ao fim do livro, dizimou a humanidade. Jimmy agora tem como companhia seres transhumanos geneticamente modificados, que ele batiza de Filhos de Crake. Ao longo da trama, ele relembra sua história pessoal e a sociedade pré-apocalíptica em que vivia antes, na qual a segurança foi terceirizada – e agentes violentos impõem as ordens da empresa que os patrocina. Os ricos e instruídos se distanciaram ainda mais das camadas mais pobres – e estas estão cada vez mais miseráveis. A trilogia teve os direitos adquiridos pela Paramount TV para ser transformada em série.

O Assassino Cego

Apesar de O Conto da Aia ter vindo antes, em 1985, foi com O Assassino Cego, em 2000, que Margaret de fato ganhou prestigio no meio literário. Vencedora do Man Booker Prize, a obra é uma prosa complexa, não-linear e arrebatadora, que acompanha a histórias de mulheres de várias gerações de uma família. Margaret faz também um exercício de metalinguagem, com um livro dentro do livro – o título O Assassino Cego é o nome da obra escrita por Laura, uma das personagens centrais. Ela é irmã de Íris, que se sente na obrigação de cuidar da caçula após a morte da mãe. Depressiva, Laura morre em um acidente de carro que pode ter sido um suicídio. Íris, então, organiza a publicação do livro póstumo da irmã, um romance picante e inadequado para a pomposa sociedade em que elas viviam. Ao mesmo tempo, Íris, aos 80 anos, escreve suas memórias e desabafa as desilusões de ter vivido uma vida de repressões, causadas especialmente pelo pai e, em seguida, pelo marido — com quem ela foi obrigada a se casar para salvar a família da falência. A obra esgotada no Brasil vai ganhar uma nova edição no ano que vem.

 

Vulgo Grace

Em 1843, um fazendeiro e sua governanta foram assassinados em Richmond Hill, Ontario, no Canadá. Ele, com um tiro à queima-roupa; ela, estrangulada e, em seguida, atingida com uma machadada na cabeça. Os suspeitos eram empregados da casa: James McDermott, 20, e Grace Marks, 16, que tentaram fugir depois do assassinato. McDermott foi condenado à morte. Já Grace manipulou o júri a seu favor, conseguindo uma sentença de prisão em vez da forca. A história real é explorada de forma astuciosa por Margaret, que joga os holofotes no modo de agir de Grace, amparada por sua beleza e fragilidade, e em sua difícil história de vida antes do caso — passado contado por ela a um alienista que tenta descobrir se ela é culpada ou inocente. O livro se tornou uma minissérie, Alias Grace, disponível na Netflix. A produção da TV é bem fiel à obra escrita – que, por sua vez, oferece mais nuances que a versão enxuta em seis episódios.

 

A Odisseia de Penélope

Com um tom ácido e por vezes cômico, Margaret revê a Odisseia de Homero a partir do ponto de vista de Penélope, esposa de Odisseu. No livro curto e direto, Penélope já está morta há 3 000 anos nos Campos Elísios, local onde vivem os virtuosos no Hades. Ela então relembra as intrigas com a prima Helena e a culpa (com razão) pela Guerra de Troia, que levou seu marido ao combate e o manteve quase 30 anos longe do palácio de Ítaca. Penélope, então, começa a ser rondada por nobres pretendentes que querem o trono de Odisseu, dado como morto. Margaret observa e amplia as ações de Penélope, detalhando sua personalidade melancólica e sua astúcia para manter de pé o palácio, mesmo não tendo sido treinada para um papel de liderança.

 

Dicas da Imensidão

A autora é uma exímia contista que, para os brasileiros, às vezes faz lembrar os textos de Clarice Lispector – recortes demasiadamente humanos, com viradas surpreendentes, conduzem as tramas curtas em realidades mais próximas do cotidiano do que as famosas distopias da autora. O livro Dicas da Imensidão (Rocco) é um bom exemplo. Nele, dez contos de Margaret perscrutam fases da vida, da adolescência à velhice, com personagens que lidam com dramas como romances inadequados, desejos reprimidos, doenças que tiram o sono, os receios da maternidade, e a morte que se aproxima.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Três livros aterrorizantes para o Dia das Bruxas

0

Pixabay

De histórias reais a monstros lendários, a literatura tem várias opções para quem curte levar uns sustinhos

Publicado na Gaucha Zh

O 31 de outubro é marcado pelo Halloween ou Dia das Bruxas. Celebração tradicional nos Estados Unidos, a data vem ganhando força também no Brasil. Para marcar este dia arrepiante, confira três livros que vão fazer você entrar no clima de terror.

No filme de Stanley Kubrick, Jack Nicholson viveu o atormentado Jack TorranceDivulgação

“O ILUMINADO” (STEPHEN KING)

Neste clássico do Mestre do Terror, que já virou filme em duas adaptações, uma família cheia de traumas do passado fica confinada no assustador Hotel Overlook. O pequeno Danny, então, começa a presenciar muitas situações arrepiantes. As descrições de King levam o leitor para dentro da história. Fica quase impossível piscar a cada página. Vale também a leitura da continuação, Doutor Sono, com filme previsto para estrear no dia 7 de novembro.

Bela Lugosi estrelou uma das adaptações mais conhecidas, em 1931Divulgação


“DRÁCULA” (BRAM STOCKER)

Não poderia faltar nesta lista a mais conhecida história de vampiros de todos os tempos. A narrativa, em forma de cartas e supostas gravações, dá a impressão de que os fatos contados ocorreram de verdade. Drácula foi o princípio de todas as lendas do gênero que surgiram desde sua publicação, em 1897. Foi nessa obra que apareceram as melhores descrições dos monstros e as principais maneiras de destruí-lo – estacas, cruzes e água benta.

Divulgação

“ED & LORRAINE WARREN: DEMONOLOGISTAS” (GERALD BRITTLE)

O famoso casal de “caça-fantasmas” existiu de verdade e ficou conhecido por resolver diversos eventos sobrenaturais pelo mundo. Casos célebres, como a maldição de Amityville e a boneca Annabelle, foram resolvidos por eles, que mantinham até um “museu sobrenatural” com artefatos amaldiçoados. Neste livro, relatos minuciosos e fotos dão veracidade às histórias e podem render algumas noites em claro. Lorraine, falecida em abril deste ano, aos 92 anos, já foi até entrevistada pelo Fantástico.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments

Go to Top