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Livros antigos inspiram padres a voltar a produzir cerveja na abadia na nova microcervejaria da cerveja Grimbergen

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Publicado na Exame

GRIMBERGEN, Bélgica, 22 de maio de 2019 /PRNewswire/ — A Grimbergen, conhecida por suas cervejas belgas premiadas e saborosas, anunciou que recebeu as licenças necessárias para construir uma nova microcervejaria dentro das paredes da Abadia de Grimbergen, perto de Bruxelas. A microcervejaria trará a cerveja de volta para seu local de criação e combinará métodos tradicionais de produção de cerveja de livros antigos da biblioteca da abadia com técnicas modernas e inovadoras para produzir lotes de edição limitada de cervejas de qualidade superior.

Os livros medievais estão na imensa biblioteca da abadia há séculos e, recentemente, os padres mergulharam nas suas páginas para descobrir técnicas de produção de cerveja que até agora estavam perdidas na história. A Grimbergen planeja utilizar estas informações na sua microcervejaria para criar cervejas únicas e excepcionais com sabores nunca antes conhecidos.

Os livros datam do século XII e as suas páginas revelam detalhes fascinantes sobre como as cervejas Grimbergen eram produzidas no passado. A coleção sobreviveu aos três incêndios que destruíram a abadia. O terceiro incêndio foi em 1798 durante a Revolução Francesa e ameaçou destruir completamente a coleção, mas os livros foram salvos graças à incrível coragem e engenhosidade dos padres da Abadia de Grimbergen. Eles fizeram um buraco na parede da biblioteca e secretamente removeram cerca de 300 livros antes que a abadia fosse incendiada e destruída pela terceira vez.

Os padres de Grimbergen também desempenharam um papel fundamental em tornar realidade a ideia de trazer a produção de cerveja de volta para seu local de criação. Eles escolheram o Padre Karel Stautemas como subprior da abadia, para cuidar da microcervejaria. Ele assumirá um papel a mais em sua vida cotidiana e fará um aprendizado formal em produção de cerveja. Isso lhe permitirá combinar os séculos de tradição de produção de cerveja na abadia com técnicas modernas para continuar o legado de gerações de padres anteriores a ele.

Ao falar em um evento de lançamento na Abadia de Grimbergen, Padre Karel declarou: “A cerveja sempre fez parte da vida na abadia e estamos orgulhosos das cervejas que temos atualmente. Gostamos muito de ler mais sobre as tradições passadas de produção de cerveja nas páginas destes textos antigos. Passamos horas folheando os livros, que estão escritos em latim e holandês antigo, e descobrimos listas de ingredientes que eram usados para produzir cervejas nos séculos passados, os lúpulos utilizados, os tipos de barris e garrafas, e até mesmo uma lista das cervejas produzidas séculos atrás. Este novo conhecimento agrega valor à nossa tradição de produção de cerveja e estou realmente ansioso por combiná-lo com meu aprendizado a fim de voltar a produzir cerveja na Abadia de Grimbergen. Continuaremos a estudar para aprender mais sobre os segredos não descobertos dos livros”.

Padre Karel e os padres da abadia ajudarão o mestre-cervejeiro Marc-Antoine Sochon, que está extremamente empenhado em tornar a microcervejaria uma realidade. Marc-Antoine disse: “A microcervejaria será um lugar para combinarmos métodos modernos e inventivos com a antiga tradição de produção de cerveja da Grimbergen. Estamos entusiasmados em utilizar estes livros para voltar a usar técnicas e ingredientes medievais para criar cervejas novas que complementam perfeitamente a excelente oferta e sabores das cervejas Grimbergen existentes, como a Blonde, a Blanche e a Double-Ambrée”.

No evento da abadia onde a nova cervejaria foi anunciada, a Grimbergen apresentou uma edição limitada nova da Grimbergen Triple D’Abbaye, que é um exemplo dos tipos de cerveja que serão oferecidos na nova microcervejaria. A nova cerveja de edição limitada foi envelhecida em barris de uísque durante cinco meses, uma técnica semelhante à utilizada para produzir cerveja belga nos anos 1500s.

A Grimbergen planeja abrir sua microcervejaria ao público no final de 2020. Também incluirá um centro de visitantes que dará aos mesmos a oportunidade de mergulhar no rico patrimônio da Grimbergen. O bar e o restaurante do local darão aos visitantes a chance de saborear as deliciosas cervejas e combiná-las com a culinária local.

Para assistir a um vídeo sobre a tradição de produção de cerveja da Grimbergen e a nova microcervejaria da abadia, acesse http://bit.ly/grimbergenmb.

“Livraria chinesa usa espelhos no teto para criar ambientes além da imaginação”

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“Projeto do escritório XL Muse na China transporta a fantasia dos livros para o mundo real”


Publicado na Gazeta do Povo

“Transportar a fantasia dos livros para o mundo real não é das tarefas mais fáceis. Mas os arquitetos do escritório XL Muse a executaram com maestria no projeto da livraria Zhongshuge, localizado em Hangzhou, na China.”

“O encantamento começa já na fachada. Envidraçada e coberta por um texto escrito em diferentes línguas, ela dá para o primeiro dos quatros espaços da livraria, no qual pilares brancos fazem a vez de prateleiras e trazem um sem número de títulos, que dobram de quantidade a partir do reflexo espelhado pelo teto.”

“Fotos: Shao Feng/reprodução”

“Os espelhos, inclusive, são as grandes estrelas do projeto. Presentes em todos os ambientes da livraria, são eles os responsáveis não apenas por ampliar, mas também por destacar as cores, formas e soluções que trazem ludicidade ao projeto, como os displays coloridos da sala de leitura das crianças.

Reproduzindo formas de montanha-russa, carrossel, roda-gigante, navio pirata e balões de ar quente, ela é um convite à interação e à fantasia e sua explosão de cores faz com que seja difícil até mesmo precisar os limites físicos do ambiente.”

“Nos demais espaços, destinados aos adultos, quem reina é a madeira que, em tonalidade escura e alidada às luminárias dispostas ora no teto, de forma que parecem flutuar, ora sobre o assento da arquibancada (que também serve de prateleira), assegura a sensação de conforto aos espaços, indispensável para uma boa leitura.


Veja mais fotos do projeto”




Livros de Machado de Assis ajudaram autor da novela das sete a criar diálogos exóticos entre os personagens

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Machado de Assis | Reprodução

Publicado no TNH1

Os “congelados” da novela “O Tempo Não Para” (Globo), que acordaram mais de cem anos depois de “caírem no sono”, não tiveram que se adaptar só às roupas e aos costumes dos tempos modernos. A novela mostra com bom humor que a língua portuguesa falada hoje é totalmente diferente da usada durante o século 19. Um exemplo: no leilão de joias de Cesária (Olívia Araújo), Agustina (Rosi Campos), ao ver os lances dados pelas peças, solta a frase: “Vai encher a burra de cobres!”. Damásia (Aline Dias), agora escrava liberta, não percebe o quanto é explorada por Coronela (Solange Couto) e, quando Elmo (Felipe Simas) questiona o contrato das duas, a mocinha diz com firmeza: “Sinhá tem razão, estou apalavrada com ela”.

Diferentemente de se aproveitar de diálogos de outras novelas de época, o autor Mário Teixeira conta que se preocupou em usar palavras mais coloquiais, utilizadas no dia a dia daquele século. “Algo que me seduz muito é quando as palavras fogem do dicionário”, conta o autor, lembrando que algumas citadas pelos “congelados” nem no dicionário ele encontrou. “Só entendi o termo após me aprofundar no contexto”, completa. E revela suas fontes. “Usei basicamente os livros da época, o ‘Quincas Borba’ [1891], o ‘Memorial de Aires’ [1908], livros do Machado de Assis, que têm mais a temperatura das ruas, menos intimistas que os livros mais conhecidos dele.” Com o decorrer da trama, os personagens devem soar mais modernos, mas é difícil que percam sua essência. “É normal que incorporem termos, mas sem jamais perder a identidade léxica do seu tempo.” E vão continuar distribuindo amor, como disse Paulina (Carol Macedo) a Marocas, sua amiga do século 19. “Você diz muitas palavras difíceis, mas te entendo no olhar”.

Game of Thrones | Inteligência Artificial criou sua própria versão de Os Ventos do Inverno

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Marina Val, no Jovem Nerd

Por mais que os atrasos de Os Ventos do Inverno, próximo livro de As Crônicas de Gelo e Fogo, já fossem esperados, é difícil lidar com a ansiedade de saber o que acontece no universo criado por George R. R. Martin.

Um engenheiro de softwares chamado Zack Thoutt conseguiu uma solução que pode ser um pouco melhor que xingar muito o autor no Twitter: criar uma Rede Neural Recorrente para analisar os livros já lançados e criar sua própria versão de Os Ventos do Inverno.

A inteligência artificial já criou pelo menos cinco capítulos (que podem ser lidos no GitHub) nos quais ela “previu” situações como Jaime Lannister matando a própria irmã e Daenerys sendo envenenada por Varys, além de criar seu próprio personagem, chamado “Greenbeard”.

Segundo Thoutt, em entrevista ao Motherboard:

Eu sou um grande fã de Game of Thrones, os livros e a série. Eu já tinha trabalhado com Redes Neurais Recorrentes um pouco em aulas e pensei em dar uma chance para trabalhar com os livros.

Atualmente, Thoutt está trabalhando em melhorar a “memória” da rede neural, para fazer com que ela leve em consideração eventos dos livros anteriores, como personagens que já morreram.

Claro que nenhuma das situações criadas pela rede neural é considerada cânone na série de livros de George R. R. Martin, mas parece um jeito divertido para passar o tempo enquanto o autor não publica sua nova obra.

Rocinha ganha biblioteca com 1.200 livros e brinquedos para crianças

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Crianças brincam no primeiro espaço do projeto Cantos de Leitura no Rio, em Vila Isabel - Quezia Feliciano / Divulgação

Crianças brincam no primeiro espaço do projeto Cantos de Leitura no Rio, em Vila Isabel – Quezia Feliciano / Divulgação

 

Projeto Cantos de Leitura chega na comunidade no dia 10

Gabriel Rosa, em O Globo

RIO — A creche da Ação Social Padre Anchieta (ASPA), na Rocinha, vai ganhar uma biblioteca com 1.200 livros, brinquedos e mobiliário novo na próxima quinta-feira. A ação é fruto da parceria entre a associação e a Rede Educare, empresa responsável pelo programa Cantos de Leitura.

— Este projeto representa o resgate da leitura para muitas crianças. Por não saberem ler nem escrever, os pais acabam incentivando os filhos a usar muito o celular e a internet. O projeto significa um retorno ao livro — conta Suely Figueiredo, coordenadora institucional da ASPA.

Atualmente, a creche atende a 200 crianças (179 com idade entre 6 meses e 3 anos e 11 meses; e outras 21 maiores de 4 anos). Num primeiro momento, apenas estas crianças terão acesso à biblioteca. Mas o objetivo, de acordo com Suely, é expandir ao máximo a cobertura do espaço.

— A ideia é levar o projeto a todas as crianças que conseguirmos. Queremos abrir o espaço a todas as que vivem na comunidade — diz Suely.

Uma das etapas do projeto é a capacitação dos educadores que atuam na instituição. Kátia Rocha, diretora da Rede Educare e coordenadora do projeto Cantos de Leitura, explica que um dos principais objetivos da iniciativa é criar locais onde os pequenos possam se sentir relaxadas.

— Por causa da violência, as crianças de algumas localidades perderam muitos espaços de lazer. Acreditamos que precisamos criar locais de paz onde possam se sentir bem.

O Cantos de Leitura tem apoio do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet. A primeira biblioteca no Rio foi inaugurada em julho, no Lar Cantinho Feliz, em Vila Isabel, na Zona Norte. A cidade ainda vai ganhar outros dois espaços. O objetivo é que haja 12 espalhados por todo o Brasil ainda em 2017.

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