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Posts tagged Universidade de Oxford

Fronteiras do Universo: série baseada nos livros de Phillip Pullman ganha primeiras imagens

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Publicado no Metro Jornal

A trilogia “Fronteiras do Universo”, do britânico Phillip Pullman, vai ganhar uma adaptação para a TV, desenvolvida pela BBC e pela HBO. “His Dark Materials”, nome da saga em inglês, contará com oito episódios, que devem ser lançados ainda este ano. Na quinta-feira (24), foram divulgadas as primeiras imagens da série.

“His Dark Material” conta a história da orfã Lyra Belacqua, que vive em uma realidade paralela muito próxima a nossa. Por lá, a alma das pessoas vive fora do corpo e se manifestam na forma de um animal, chamado de “daemon”. Lyra vive na Universidade de Oxford e acaba descobrindo a existência do “pó”, uma substância misteriosa que o Magisterium – a liderança religiosa dessa realidade – diz fazer mal às pessoas.

O primeiro livro da saga, “A Bússola de Ouro”, chegou a ser adaptado aos cinemas, com Nicole Kidman (“Big Little Lies”) e Daniel Craig (“007: Contra Spectre”) no elenco, mas sofreu forte represália da Igreja Católica na época e teve recepção mista por parte da crítica especializada. Ainda assim, o longa recebeu duas estatuetas no Oscar.

A nova adaptação conta com Dafne Keen (“Logan”), Ruth Wilson (“The Affair”), James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”) Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”) no elenco. Os primeiros episódios serão dirigidos por Tom Hooper (“O Discurso do Rei”). A segunda temporada da série já foi confirmada.

Autor de ‘A Mulher na Janela’ presta tributo ao cinema noir na Bienal do Livro

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Publicado no Bem Paraná

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Imagine que você seja um romancista. Um dia, aquele seu editor –no ombro de quem você chora pitangas, reclama que seu livro não está nas livrarias, que isso e aquilo outro– vira um best-seller.

Não só isso: o danado ainda virou um sucesso mundial e agora pula de país em país dando entrevistas. Ao mesmo tempo, você se contenta com vendas mirradas e está no cheque especial.

Foi o que aconteceu ao americano Daniel Mallory, do lado mais vantajoso dessa situação.

Ele trabalhava na William Morrow, selo da HarperCollins, quando começou a tentar vender um original para diversas casas editoriais. Para não ser descoberto, adotou um pseudônimo, A.J. Finn, e viu oito editoras disputarem os direitos do suspense psicológico “A Mulher na Janela”.

De lá para cá, o romance foi comprado pela Fox para virar filme –com estreia em outubro de 2019– e vendido para 37 países. O Brasil entre eles e, por isso, Mallory é uma das atrações da Bienal do Livro de São Paulo, onde fala na tarde deste domingo (5), às 13h30. Seus ex-autores aprovaram?

“Muitos me apoiaram. Mas, sim, alguns se sentiram ameaçados ou mesmo traídos. Depois de dez anos como editor, percebi que escritores são criaturas frágeis e se sentem ameaçados facilmente”, diz.

Não à toa, Mallory até sente falta de alguns de seus autores –mas não todos, fique claro.

Histriônico e cheio de pausas dramáticas, ele conta à Folha de S.Paulo como tudo começou. Aos 31 anos, foi diagnosticado com uma depressão severa e tentou de tudo: medicação, meditação, hipnose, eletrochoque.

Só depois, já com outro psiquiatra, descobriu na verdade ter uma variante do transtorno bipolar –e, com os medicamentos certos, pôde reencontrar o prumo.

Era fã de Patricia Highmisth desde a adolescência, sobre quem já tinha feito um doutorado na Universidade de Oxford, no Reino Unido. Com a saúde mental em dia, assistia “Janela Indiscreta”, de Hitchcock, e especulava sobre a vida de uma vizinha que espiava do seu apartamento.

Assim nasceu “A Mulher na Janela”. Nele, o leitor encontra uma personagem com agorafobia que mistura remédios a álcool e fica obcecada pelos vizinhos do prédio em frente –até o dia em que acredita testemunhar um crime.

Para não ser reconhecido pelos colegas editores, adotou o nome A.J. Finn –mistura do apelido de sua prima Alice Jane com o nome do buldogue francês de um outro primo.

“Não quis escrever o genérico [de alguma moda]. Quando saiu ‘Cinquenta Tons de Cinza’, eu recebia vários livros semelhantes. E sabia que os autores tinham escrito aquilo porque queriam faturar em cima de uma moda”, diz.

Apesar disso, não é que “A Mulher na Janela” esteja fora de uma moda global.

Nos últimos cinco anos, o mercado está inundado de thrillers psicológicos com protagonistas femininas. Em especial depois do sucesso de “Garota Exemplar” e “A Garota no Trem”, quando começaram a pulular livros com títulos semelhantes –garota de não sei quê, garota de não sei onde.

Com o sucesso de Mallory, talvez a garota tenha crescido e –como o mercado editorial é previsível– em breve haja dezenas de livros com mulher no título.

“Não estou reinventando a roda, uso elementos do cinema noir. Mas acho que os leitores se conectam com a substância emocional do romance. A solidão é o tema principal do livro”, diz.

O autor acredita que o suspense psicológico não é uma onda passageira e que o tempo dos serial killers já era. Mas a história de mistério, diz, continuará como um sucesso na indústria da cultura, porque é uma reconfortante educação moral das massas.

“Ao fim, nós sabemos que o culpado será punido; o virtuoso, recompensado; e a justiça, feita. Em tempos de crises em todo o mundo, é reconfortante ler uma história em que o errado é substituído pelo certo. Sherlock Holmes pode resolver problemas de um jeito que o mundo real não é capaz.”

Vencedora do Nobel da Paz, Malala é aprovada na Universidade de Oxford

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(Foto: Flickr / United Nations Photo)

(Foto: Flickr / United Nations Photo)

Paquistanesa cursará filosofia, política e economia em uma das instituições mais respeitadas do mundo

Publicado na Galileu

A paquistanesa Malala Yousafzai foi aceita pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e irá estudar filosofia, política e economia. “Estou muito feliz de ir para Oxford!”, tuitoua jovem juntamente com uma foto da mensagem que confirmava sua aprovação.

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Malala ficou famosa após levar um tiro de um talibã quando tentava ir para escola no vale de Swat, Paquistão. Depois disso a garota fugiu para o Reino Unido, onde foi operada e pôde escrever um livro no qual revela a realidade da vida no país.

Em 2014, aos 17 anos, Malala se tornou a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz por defender o direito à educação e a equidade entre garotas e garotos. No seu discurso de aceitação do prêmio, disse: “Se você quiser ver seu futuro brilhar, você deve começar a trabalhar agora e não esperar por mais ninguém”.

Apesar de ficar muito feliz por ter sido aceita na instituição de renome, a jovem lembrou em seu blog de todas as garotas que não poderão completar o ensino básico: “Eu prometo continuar lutando até o dia em que toda menina puder vestir seu uniforme, arrumar seus livros e caminhar para a escola sem medo”.

Segundo o The New York Times, Ayesha Marri, ex-aluna paquistanesa da Universidade de Oxford, a aceitação de Malala trouxe esperança e encorajamento para jovens de todo o seu país. “Isso mostra quais resultados você pode obter de uma boa educação e que as mulheres são capazes de muito mais do que ajudar a família ou se juntar à força de trabalho”, disse Marri.

Livro inédito de J.R.R. Tolkien é publicado cem anos após ser escrito

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O escritor J.R.R. Tolkien - AP

O escritor J.R.R. Tolkien – AP

Obra foi editada por Christopher Tolkien, filho do autor de ‘Senhor dos anéis’

Publicado em O Globo

RIO — Um livro inédito do célebre J.R.R. Tolkien, autor de “Senhor dos anéis”, foi publicado nesta quinta-feira, cem anos depois de ser escrito. “Beren e Lúthien” é descrita como uma história de “conteúdo pessoal” que o então professor da Universidade de Oxford, no Reino Unido, criou ao retornar da Batalha do Somme, ocorrida na França, em julho de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial.

Contando com ilustrações de Alan Lee, que venceu um Oscar por seu trabalho na trilogia cinematográfica de Peter Jackson, a publicação foi editada pelo filho do escritor, Christopher Tolkien, de 92 anos, e contém versões de um conto que tornou-se parte do “O Silmarillion”, lançado em 1977.

O “novo” livro é sobre o destino de dois amantes Beren e Lúthien, um homem mortal e uma elfa imortal que tentam roubar uma posse do maior de todos os seres do mal, Melkor, posteriormente chamado Morgoth, o inimigo negro. O pai dela, um lorde Elvish, não aprova o relacionamento e impôs para Beren uma tarefa impossível para que eles possam ficar juntos.

Capa do novo livro de Tolkien - Reprodução

Capa do novo livro de Tolkien – Reprodução

Os nomes Beren e Lúthien estão gravados na sepultura de Tolkien e de sua mulher, Edith, no cemitério em Wolvercote, na cidade de Oxford, no Reino Unido. Lúthien foi inspirada em Edith, que morreu dois anos antes do escritor.

Morto em 1973, boa parte dos títulos de Tolkien foram publicados postumamente, incluindo “O Silmarillion”, “Contos inacabados” e “The history of Middle Earth” (não publicado no Brasil), uma série em 12 volumes editada por Christopher. Suas obras mais conhecidas, entretanto, “O hobbit” e a trilogia “O senhor dos anéis”, renderam grande fama ao autor ainda em vida.

Manuscritos medievais descobertos em encadernações de livros

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publicado no PT

Uma revolucionária técnica de raios X desenvolvida por uma equipa de cientistas na universidade holandesa de Leiden levou já à descoberta e decifração de vários fragmentos de manuscritos com mais de mil anos que tinham sido usados para reforçar as encadernações de outras obras.

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“É como uma caça ao tesouro, uma coisa realmente emociante”, disse ao jornal britânico The Observer o especialista em literatura medieval Erik Kwakkel, um dos investigadores envolvidos neste projecto, que utiliza uma nova tecnologia, a Ma-xrf (sigla de macro x-ray fluorescence spectrometry), para ler as páginas ocultas sem destruir as encadernações.

Desenvolvida por uma equipa liderada por Joris Dik, da Universidade de Teconologia de Delft, a Ma-xrf começou por ser utilizada para revelar camadas ocultas em telas de Rembrandt e de outros grandes pintores. Foi esta tecnologia que permitiu a descoberta, em 2011, de um até então desconhecido auto-retrato de Rembrandt, que apareceu, incompleto e já um tanto desvanecido, sob a superfície de outra pintura.

Mas as potencialidades desta técnica para a descoberta de manuscritos embutidos em encadernações são particularmente interessantes, porque o revolucionário scanner inventado por Dik permite não apenas detectar a sua existência, mas também lê-los, e isto sem danificar as lombadas dos livros.

A partir do século XV, e até ao século XVIII, era frequente os encadernadores cortarem e reciclarem livros medievais, escritos à mão, que a invenção da imprensa viera tornar obsoletos, para reforçar as lombadas. E alguns desses materiais eram já então antiquíssimos, como se demonstra pelos primeiros resultados do projecto da Universidade de Leiden, que encontrou numa das encadernações já radiografadas o fragmento de um manuscrito do século XII, que cita excertos de uma obra de Bede: um monge inglês e doutor da Igreja (é até hoje o único natural da Grã-Bretanha a quem foi concedido esse título) que viveu entre os séculos VII e VIII e redigiu uma célebre História Eclesiástica do Povo Inglês.

A equipa da universidade holandesa tem mesmo conseguido separar virtualmente páginas que foram coladas umas às outras, tornando legível o texto de cada uma delas.

Erik Kwakkel calcula que uma em cada cinco encadernações dos primeiros tempos da imprensa contenha fragmentos de manuscritos medievais, que em alguns casos poderão ser mesmo o único vestígio que ocultamente sobreviveu de obras há muito dadas como irremediavelmente perdidas.

“Seria óptimo encontrarmos, por exemplo, um fragmento de alguma cópia muito antiga da Bíblia, que foi o texto mais importante durante a Idade Média”, diz Kwakkel, observando que as grandes bibliotecas públicas, como a British Library ou a biblioteca da Universidade de Oxford, “têm milhares de obras com encadernações deste tipo”.

Para detectar os manuscritos ocultos, a tecnologia Ma-xrf recorre a um feixe de raios X que regista a presença e a abundância de elementos como o ferro, o cobre e o zinco – principais constituintes das tintas medievais – soba as camadas de papel ou pergaminho, um material particularmente denso, fabricado a partir de peles de animais.

O principal senão da nova tecnologia é, por enquanto, a sua lentidão. Radiografar uma lombada pode levar 24 horas, reconhece Dik, cuja equipa está a tentar encontrar métodos mais expeditos. “Para já, provámos que isto funciona”, diz o cientista.

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