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Posts tagged Bolsa De Estudos

Beyoncé anuncia programa de bolsas de estudo para mulheres nos EUA

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Cantora vai dar quatro bolsas para ‘encorajar e apoiar jovens mulheres que não têm medo de pensar fora da caixa e são corajosas, criativas, conscientes e confiantes’.

Publicado no G1

A cantora Beyoncé anunciou, nesta semana, um programa de bolsas de estudo para mulheres universitárias nos Estados Unidos. Segundo o anúncio oficial, o programa foi batizado de “Formation Scholars”, fazendo referência ao single lançado pela cantora em fevereiro de 2016. A nota afirma que o lançamento do programa educacional foi feito agora para comemorar o primeiro aniversário do lançamento do álbumo Lemonade, que saiu no fim de abril.

Beyoncé, uma das cantoras mais bem sucedidas dos Estados Unidos, anunciou que vai financiar bolsas de estudos para mulheres universitárias (Foto: Reprodução/Twitter)

Beyoncé, uma das cantoras mais bem sucedidas dos Estados Unidos, anunciou que vai financiar bolsas de estudos para mulheres universitárias (Foto: Reprodução/Twitter)

 

“Para acrescentar à celebração do aniversário de um ano de Lemonade, Beyoncé Knowles-Cartes anuncia o lançamento do prêmio Formation Scholars para o ano acadêmico de 2017-2018, para encorajar e apoiar jovens mulheres que não têm medo de pensar fora da caixa e são corajosas, criativas, conscientes e confiantes”, diz o comunicado.

O programa vai contemplar quatro universitárias que são ingressantes na graduação ou já estão cursando a graduação ou um curso de pós-graduação. Quatro universidades participam do Formation Scholars, e cada uma terá uma ‘bolsista Formation’: a Faculdade de Musica de Berklee, em Boston, a Universidade Howard, uma universidade fundada em 1867 e que se considera “não-sectária e historicamente negra”, em Washington, a Escola de Design Parsons, em Nova York, e a Faculdade Spelman, uma instituição só para estudantes mulheres e voltada à formação para as artes, que fica em Atlanta.

De acordo com a nota, cada universidade vai coordenar a divulgação dos prazos do processo seletivo. O requisito para as candidatas é que elas estejam estudando nas áreas de artes criativas, música, literatura ou estudos afroamericanos.

Garoto filipino que estuda na calçada ganha bolsa de estudos

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Daniel Cabrera, garoto filipino que estuda na calçada, ao lado da mãe

Daniel Cabrera, garoto filipino que estuda na calçada, ao lado da mãe

Publicado no UOL

A imagem de um garoto filipino estudando na calçada comoveu internautas no fim do mês passado. Após a repercussão, Daniel Cabrera, de 9 anos, ganhou uma bolsa de estudos.

O menino tinha o costume de estudar em frente a uma lanchonete próxima ao trabalho de sua mãe, em Cebu, nas Filipinas. A cena acabou chamando a atenção da estudante Joyce Torrefranca, que passava pelo local. “Para mim, como estudante, ele me atingiu muito, como um grande momento”, disse ela.

Christina Espinosa, a mãe, contou para a agência de notícias AFP que a família ganhou doações em dinheiro e materiais escolares. “Estamos muito felizes. Não sei o que farei com todas essas bênçãos”, afirmou. “Agora Daniel não terá de sofrer para terminar os estudos.”

Ela e os três filhos mais novos vivem na loja do patrão desde que a casa da família foi destruída por um incêndio há cinco anos. Espinosa contou que ganha 1,77 dólares trabalhando na loja e como doméstica na casa do dono. Ela tenta aumentar a renda vendendo cigarros e doces.

“Daniel é um garoto muito estudioso e determinado. Ele insistiria em ir para a escola mesmo sem o dinheiro de almoço porque eu não tenho dinheiro para dar. Ele sempre me diz: ‘Mamãe, eu não quero continuar pobre. Quero alcançar os meus sonhos.'”, conta. Além da bolsa, o garoto ganhou uniforme escolar e uma lâmpada para leitura.

Segundo Violeta Cavada, chefe do escritório do serviço social da cidade, Daniel se tornou um símbolo dos garotos pobres locais que não podem estudar porque não têm eletricidade em casa.

Transexuais e travestis vão receber bolsa da Prefeitura de SP para estudar

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Bruna Souza Cruz, no UOL

A Prefeitura de São Paulo vai disponibilizar uma bolsa auxílio de R$ 850 para transexuais e travestis que desejam voltar aos estudos. A iniciativa faz parte de um programa voltado ao público LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) que será oficialmente lançado no dia 29 de janeiro.

São oferecidas 100 vagas, mas a ideia é ampliar esse número no decorrer do projeto, segundo Alessandro Rodrigues, coordenador de políticas LGBT da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania do município. O custo estimado para a oferta das bolsas, equipe de trabalho e estruturação do programa durante 2015 gira em torno de R$ 1 milhão.

“Existe uma situação de preconceito que é extrema em relação a essas pessoas. Pessoas que foram expulsas de casa ainda na pré-adolescência, deixaram a escola e não passaram por nenhum processo de reinserção na sociedade. Muitas não têm escolaridade mínima para conseguir um emprego. Por isso a iniciativa”, disse. “O programa terá dois anos e visa trabalhar com três pontos fundamentais: elevação da escolaridade, qualificação profissional e formação para cidadania.”

Os selecionados devem ingressar no EJA [Programa de Educação de Jovens e Adultos] já no próximo mês. A ideia é que eles façam as disciplinas do ensino fundamental ou médio, conforme a necessidade de cada um, no primeiro semestre e a partir do segundo comecem a fazer cursos de formação profissional ligados ao Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

“A meta é que cada participante termine o terceiro semestre do programa com pelo menos três cursos do Pronatec. No último semestre o estudante pode continuar sua formação no EJA, caso não tenha concluído ainda o ensino médio. Nessa etapa ele pode conciliar a escola com estágios em empresas para adquirir experiência profissional”, afirmou. Quatro cursos técnicos foram definidos para a primeira fase do programa: cuidador de idosos, auxiliar administrativo, auxiliar financeiro e artesão de biojoias.

Para garantir o recebimento da bolsa, todos devem realizar atividades de no mínimo 30h semanais e será obrigatória a realização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). “Fazer o Enem é um requisito obrigatório. Principalmente na tentativa de obter o diploma do ensino médio”, acrescenta.

As escolas que receberão os alunos para cursar o ensino fundamental e médio já foram definidas. Será a Escola Municipal de Ensino Fundamental Celso Leite Ribeiro Filho e o EJA Cambuci. Segundo Rodrigues, as instituições contarão com uma equipe permanente de psicólogos que ajudarão na mediação de conflitos e no apoio aos estudantes – novos e antigos.

As turmas dos cursos técnicos serão exclusivas com os novos alunos e as aulas serão realizadas no Centro de Cidadania LGBT. Os estudantes do EJA serão distribuídos em turmas mistas.

Apesar de concordar que o valor da bolsa não garante autonomia financeira, Rodrigues ressalta que a medida causará um impacto positivo na “trajetória de emancipação profissional e pessoal” dos participantes.

Como participar

Entre os dias 12 e 16 deste mês a secretaria de Direitos Humanos e Cidadania receberá os interessados em participar do programa.

É preciso estar desempregado (a), morar em São Paulo e não ter registro em carteira nos últimos três meses. Pessoas em situação de rua terão prioridade na seleção.

O atendimento será no Pátio do Colégio, nº 5, das 10h às 16h. É preciso levar o RG, carteira de trabalho e algum comprovante de residência, caso tenha.

Universidade dos EUA oferece bolsa de estudos para ‘atletas’ de videogame

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Jogadores participam de campeonatos representando faculdade e são tratados como atletas de futebol americano ou beisebol.

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Publicado no G1

Num país como os Estados Unidos, onde estudar em uma universidade pode custar dezenas de milhares de dólares, muitos jovens apostam em suas habilidades atléticas para conseguir uma bolsa de estudos que os ajude a cobrir parte deste valor. Normalmente, são alunos que praticam esportes tradicionais, como futebol americano, beisebol ou basquete, mas neste ano de 2014 uma nova modalidade passou a ser considerada na hora de conceder uma bolsa: videogames.

Como nos outros esportes, se um aluno é bom o suficiente para fazer parte da equipe da universidade e, assim, representá-la em campeonatos locais e mundiais de games eletrônicos, também pode receber uma ajuda financeira.

Foi assim com os mais de 20 estudantes que fazem parte do time Eagles (Águias), da Universidade Robert Morris, em Chicago, a primeira do mundo a oferecer uma bolsa esportiva do gênero.

O idealizador da iniciativa é Kurt Melcher, um dos treinadores de esportes da instituição e atual diretor do programa de bolsas para esportes eletrônicos.

Melcher acredita que, apesar da falta de exercício cardiovascular, há muitos paralelos com as modalidades esportivas tradicionais.

“Esportes eletrônicos são tão competitivos quanto os esportes tradicionais”, diz Melcher.

“O atleta também precisa ser muito orientado ao detalhe, ter muita coordenação manual e visual e ter uma mente estratégica.”

Prêmio milionário

A popularidade dos esportes eletrônicos é inquestionável. Diariamente, milhões de pessoas assistem a partidas e competem em diferentes tipos de games.

Um dos títulos mais jogados hoje em dia é League of Legends.

Nele, dois times disputam partidas em uma arena virtual. Cada jogador controla um personagem com habilidades especiais e cumpre uma função específica para destruir a base da equipe adversária.

Neste ano, o campeonato mundial de videogame foi realizado no país dos esportes eletrônicos: a Coreia do Sul.

Cerca de 40 mil pessoas foram ao estádio de futebol da capital, Seul, onde foram realizados jogos da Copa, para ver a equipe sul-coreana Samsung White sagrar-se campeã.

Além do título, a equipe levou para casa um prêmio de US$ 1 milhão (o equivalente a R$2,5 milhões).

Treinos

Por enquanto, a equipe da Robert Morris participa apenas de uma liga universitária, integrada por outras 105 faculdades – mas só a Robert Morris oferece bolsas para seus atletas. Há treinos de segunda a sexta, com quatro horas de duração cada, em instalações exclusivas para o time, com computadores de última geração.

Regularmente, os atletas realizam sessões de análises táticas com os treinadores. “É uma espécie de trabalho, mas um trabalho que os alunos amam”, afirma Melcher.

Eduardo Cioffi joga League of Legends há cinco anos. Ele soube sobre a bolsa de estudos da Robert Morris por meio de fórum online Reddit, mas, ao ver a notícia, não acreditou que fosse verdade. Também não pensava que seria selecionado, mas resolveu tentar mesmo assim – e conseguiu a bolsa.

“Pode-se dizer que eu era um viciado em videogame”, ele admite. “Mas aqui preciso jogar para me manter em forma e para ser o melhor. Se estamos invictos, é porque praticamos muito.”

Sondra Burrows, outra bolsista, diz entusiasmada que seus interesses e “sua vida” giram em torno dos videogames e esportes eletônicos em geral.

“Também gostaria de fazer uma faculdade de desenvolvimento de games”, afirma.

“Inclusive, se não me tornar uma jogadora profissional, vou continuar neste meio. Trabalharei com marketing, gestão ou outra coisa, desde que me mantenha nesta indústria.”

Brasileiros encaram frio de -30°C para estudar medicina na Rússia

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Cerca de 600 brasileiros foram para universidades russas desde 2007.
Preço é uma das vantagens, porém validação do diploma é necessária.

Lucirio Gonçalves de Morais, de 25 anos, enfrenta o frio da Rússia para estudar medicina há 7 anos (Foto: Arquivo pessoal)

Lucirio Gonçalves de Morais, de 25 anos, enfrenta o frio da Rússia para estudar medicina há 7 anos (Foto: Arquivo pessoal)

Vanessa Fajardo, no G1

Mesmo com rigorosos invernos, com temperatura negativa abaixo dos -30°C e idioma difícil de aprender, a Rússia tem sido um dos destinos procurados por brasileiros interessados em fazer faculdade de medicina. Dos 600 brasileiros que embarcaram para o país com o objetivo de cursar uma graduação, desde 2007, segundo a Aliança Russa, responsável pelo processo de seleção dos estudantes, a maioria optou por medicina. Ainda, de acordo com a agência autorizada pelo governo russo a fazer o intercâmbio, nos últimos anos houve um aumento da procura de 28% pelos cursos de ensino superior. Apesar da crescente demanda, o número de vagas não muda, gira em torno de 80 a 100 por ano.

O brasileiro Diego Gonçalvez em frente à faculdade de medicina na Rússia (Foto: Arquivo pessoal)

O brasileiro Diego Gonçalvez em frente à faculdade
de medicina na Rússia (Foto: Arquivo pessoal)

Diego Goncalves Gonçalez, de 28 anos, é de Mogi das Cruzes (SP) e chegou em Moscou, na Rússia há 8 anos. Ele já concluiu a graduação de seis anos no Primeiro Instituto Estatal de Medicina de Moscou Sechenova e há um ano foi convidado pelo governo russo para permanecer no país e fazer residência. Diego ganhou uma bolsa de estudos por conta do bom desempenho na faculdade – na Rússia, a residência é paga – e optou por anestesiologia e reanimação.

Do grupo de 35 estudantes que chegou na Rússia com Diego, só ele e mais três concluíram a faculdade. O restante desistiu, seja pela dificuldade de adaptação com o clima ou com o idioma. “No inverno os termômetros registram 30 graus negativos, no meu primeiro inverno, em novembro de 2005, foi um dos mais rigorosos da Rússia em 20 anos, com temperaturas de 43 graus negativos.”

Foi uma grande e revolucionária escolha ter vindo estudar em Moscou, com a descrença de muitos, e apoio de poucos. Diferente de hoje, quando cheguei em 2005 praticante não havia estudantes brasileiros aqui”
Diego Goncalves Gonçalez,
de 28 anos, há 8 na Rússia

O brasileiro também teve dificuldades com o idioma e com o povo. “Passei por momentos difíceis como agressão de skinheads, e me livrei por pouco de um atentado terrorista no metrô de Moscou próximo da onde eu vivo.”

Porém, segundo o estudante, também houve os momentos felizes. “Realizei o sonho que eu tinha desde pequeno de ser médico. Fui orador da minha turma, e na presença dos meus familiares aqui em Moscou, para uma grande plateia russa, falei um pouco do meu Brasil.”

Na Rússia, Diego também pode dar continuidade à natação, que praticava há 15 anos no Brasil, participou de competições e chegou a trabalhar como técnico.

Diego optou por estudar na Rússia porque não conseguiu vaga nas universidades públicas de São Paulo e não tinha condições financeiras de pagar por um curso de medicina no Brasil. “Foi uma grande e revolucionária escolha ter vindo estudar em Moscou, com a descrença de muitos, e apoio de poucos. Diferente de hoje, quando cheguei em 2005 praticante não havia estudantes brasileiros aqui.”

Uma vez por ano, ele volta ao Brasil para visitar a família. Em julho de 2014, termina a residência e retorna em definitivo para iniciar o processo de revalidação do diploma e trabalhar no Brasil.

Lucirio Gonçalves de Morais enfrentou baixas temperaturas na Rússia (Foto: Arquivo pessoal)

Lucirio Gonçalves de Morais enfrentou baixas
temperaturas na Rússia (Foto: Arquivo pessoal)

‘Vi a Rússia como oportunidade’

Lucirio Gonçalves de Morais, de 25 anos, é de São Paulo, e estuda medicina na Rússia há 7 anos. O jovem diz que sempre teve o sonho de estudar em outro o país e viu a Rússia como oportunidade. No início, sofreu um pouco com as diferenças.

“O clima e o idioma foram as principais dificuldades e depois os costumes e a diversidade de cultura por conviver com pessoas de diferentes países. O grande desafio foi ficar longe da minha família, porém eles sempre me apoiaram”, afirma.

Lucirio diz que na universidade fez amigos no mundo todo e é vizinho de moradores de vários países como Uzbequistão, Cazaquistão, Malásia e Índia. “Acabamos convivendo juntos, criei fortes amizades e hoje somos como uma família. A Rússia é um país de fortes raízes culturais e históricas, é comum hoje em dia as pessoas contarem histórias de suas famílias, o quanto sofreram na guerra e como era suas vidas na antiga União Soviética.”

A música clássica também o ajudou no processo de adaptação. “Comecei a participar de orquestras, tocar em teatros e aprender técnicas que me aperfeiçoaram, e me ajudaram a se relacionar mais com os russos.”

Marcelo Goyos no centro cirúrgico da faculdade no Brasil onde estudou quatro anos (Foto: Arquivo pessoal)

Marcelo Goyos no centro cirúrgico da faculdade no
Brasil onde estudou quatro anos
(Foto: Arquivo pessoal)

Embarque recente

Enquanto Diego e Lucirio estão prestes a concluir sua temporada na Rússia, tem brasileiro no caminho inverso. Marcelo Seiler Pinheiro Goyos, de 24 anos, deixou a casa da família em São Paulo há uma semana, para estudar na Universidade de Kursk, na Rússia nos próximos seis anos.

Marcelo cursou quatro anos de medicina em uma universidade particular de São Paulo, mas queria ter a experiência de estudar fora do Brasil. Trancou a faculdade no ano passado e agora parte para recomeçar o curso do zero. “Eu até conseguiria aproveitar o currículo, mas há muitos termos médicos que crescem a cada ano. Eu poderia ter dificuldade mais para frente do curso por conta dos termos.”

Entre julho e setembro, o brasileiro vai fazer um curso preparatório de inglês e russo. Em setembro, inicia as aulas na universidade. Marcelo nunca foi para a Europa, mas acha que não terá dificuldade de adaptação. “Eu já moro sozinho, isso não me preocupa. Vou chegar no verão, vou conseguir pegar a mudança para o inverno aos poucos, comprar as roupas certas. Com a comida, não haverá problemas também, me adapto fácil.” A maior saudade será da irmã de 2 anos.

“Foi uma decisão muito difícil, mas agora estou animado. Me dediquei a esse projeto. Meu pai e meus tios são médicos e medicina é minha paixão”, diz o brasileiro que já planeja fazer a residência fora do Brasil também. Se for em cirurgia plástica será na França, se for em cirurgia vascular, na Alemanha.

1Exame de validação reprova 92%

Os Estados Unidos, país preferido dos brasileiros para estudos no exterior, não oferecem medicina como faculdade, somente em nível de pós-graduação. Bolívia, Cuba, Espanha e Argentina são outros países buscados por brasileiros que querem se tornar médicos, segundo dados do Inep, órgão do Ministério da Educação, que aplica o Revalida, prova obrigatória para validar no Brasil o diploma de medicina emitido no exterior.

Esta validação pode ser um empecilho para os brasileiros que optam por estudar medicina fora do Brasil, mas querem atuar em seu país de origem. Para conseguir a permissão, os formados precisam fazer o exame aplicado pelo Inep, cujo índice de reprovação beira a casa dos 92%. Em 2011, dos 393 inscritos, só 31 foram aprovados. No ano passado, 42 de um universo de 560, passaram (veja tabela acima).

Se por um lado, o Revalida pode ser um problema, por outro, fazer medicina na Rússia, por exemplo, tem vantagens como uma seleção muito menos rigorosa do que a brasileira e um custo bem menor, se comparado ao de uma universidade particular. Por semestre, segundo Carolina Perecini, diretora da Aliança Russa, o aluno gasta, em média, com o curso de medicina russo, R$ 5.500, com as despesas de mensalidade, moradia e plano de saúde. O valor chega a ser o equivalente ao de um mês no Brasil.

A seleção, menos rigorosa, funciona assim: a Aliança Russa faz uma primeira triagem por meio de uma entrevista com o candidato e seus pais para avaliar as condições emocionais. “Falamos da realidade que ele vai encontrar lá, pois tem de sair daqui pronto para morar fora, se virar sozinho. Além do mais, o curso é bem puxado. Tem aula teórica, prova oral, trabalhos e todas as aulas perdidas têm de ser repostas”, afirma Carolina. Segundo ela, cerca de 40% dos candidatos são eliminados nesta primeira etapa.

Se aprovado na entrevista, o estudante deixa o Brasil com a vaga garantida na Rússia, mas para ocupá-la de fato precisa ser aprovado em provas de química, física e biologia. As aulas são em inglês e quem não tem fluência no idioma pode fazer um curso preparatório de três, seis ou nove meses, antes de iniciar as aulas na universidade.

Quem se forma na Rússia recebe o diploma europeu, por conta do Tratado de Bolonha, e o custo é bem menor do que em universidades da Inglaterra ou França, segundo a diretora da Aliança Russa. Por causa do tratado, vários países da comunidade europeia têm carga horária e o currículo padronizados no ensino superior.

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