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‘Booktubers’ incentivam hábitos de leitura a jovens em encontro na Feira do Livro de Porto Alegre

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Evento na Feira do Livro de Porto Alegre promoveu o encontro entre criadores de canais de Youtube e seus seguidores, pelo segundo ano consecutivo (Foto: Luiz Ventura/CRL 2017)

Evento na Feira do Livro de Porto Alegre promoveu o encontro entre criadores de canais de Youtube e seus seguidores, pelo segundo ano consecutivo (Foto: Luiz Ventura/CRL 2017)

 

Evento reuniu booktubers, como são conhecidos os criadores de canais de leitura na internet, e seus fãs no último sábado (18).

Publicado no G1

Cada vez mais populares na internet, os canais de literatura servem como ponte entre os jovens e a leitura. Em frente a uma câmera, falando francamente sobre um livro, com contexto e explicações, estes criadores, que já têm até um nome próprio, “booktubers”, angariam seguidores e ajudam a disseminar o hábito de ler, especialmente entre os jovens.

Se muitos dizem que a internet roubou o tempo de leitura entre os mais novos, estes canais oferecem uma outra visão: na verdade, a internet está conquistando cada vez mais leitores.

Os booktubers ganharam um espaço na programação da Feira do Livro de Porto Alegre, que chega ao fim neste domingo (19). A segunda edição do Encontro de Influenciadores Literários e Seguidores contou com os booktubers Pam Gonçalves, de Tubarão (SC), e Vitor Martins, de São Paulo, para encontrar seus seguidores. O evento foi organizado pelos booktubers gaúchos Tamirez Santos e Carlos Eduardo Barzotto.

Vitor acredita na capacidade da internet de transformar os crianças e adolescentes em bons leitores. “Muitos vieram me falar: ‘faz muito tempo que eu não lia um livro, e o jeito que você falou me convenceu e eu li depois de muito tempo”, explica ele, que têm o canal que leva o seu nome desde janeiro de 2015.

Isso porque os canais possibilitam uma experiência coletiva de leitura, que costuma ser uma experiência solitária. “Existe uma relação de comunidade. Nos comentários, por exemplo, as pessoas recomendam outros livros, fazemos maratonas de leitura, eventos, encontros e clubes”, explica ele. Com companhia, os jovens se sentem mais incentivados a ler.

Pam concorda. Criadora de um canal desde 2015, ela acredita que esse tipo de veículo ajuda os adolescentes a se sentirem incluídos na discussão, e encontram pessoas como ideias e gostos parecidos.

“Os canais de literatura são grandes clubes do livro que não têm barreiras de distância. Não acho que um dia vai virar conteúdo do grande público, já que não é de interesse da maior parte da população, mas facilita a discussão entre muitas pessoas a partir de uma atividade que é solitária”.

Menos internet e mais literatura?

“A internet ‘tira’ o tempo não só dos jovens, mas de todos. O jovem tem conexão maior com a internet, mas se você parar para pensar, mas até na internet, a leitura tá sempre presente”, é o que acredita Vitor.

Para o booktuber, assistir aos canais é só o início. São várias as situações que podem puxar o jovem para a leitura. “Envolve sistemas de educação, incentivo de leitura nas escolas, em casa”, resume.

“Eu acho que é uma rede muito grande envovida para que o jovem saia da internet e vá ler um livro. Mas eu acho que é uma missão que tem tudo pra dar certo, na verdade já está dando certo”, afirma.

No papel de mediador, Vitor aposta neste público. “Busco falar a língua do jovem, procurar assuntos em que eles tão interessados, ler livros que eles possam se interessar para comentar no canal”, resume ele.

Pam, por sua vez, lembra que os livros podem ainda aproximar os jovens leitores de assuntos importantes, inspirar questionamentos e provocar novas ideias.

“Livros YA (sigla para young adults, categoria de livros para adolescentes e jovens adultos) tratam de violência, relacionamento abusivo, questões de família e adaptação. Diversos assuntos, considerados tabus ou não, que podem ser tratados em sala de aula, usando livros como exemplo e discutindo as ideias apresentadas pelo booktuber em um vídeo”, aponta.

Quatro livros jovens entre os mais vendidos

O mercado literário está atento à popularidade dos canais de Youtube e suas possibilidades: tanto Pam quanto Vitor já publicaram seus livros para o público jovem.

A oferta de títulos para adolescentes é diversa, como lembra Vitor. “Temos diversos subgêneros: fantasia, ficção científica, mistério policial, realismo mágico. Tem muito lugar para o jovem se encaixar e encontrar o livro que goste de ler”, afirma ele.

Inclusive os livros dos próprios youtubers. Seja de um canal literário ou de outros tipos de criadores, o número de títulos assinados por estrelas da internet só cresce. Para Vitor, esse tipo de leitura é benéfica, já que pode representar a porta de entrada para a consolidação do hábito.

Dos 20 livros mais vendidos da última semana, compilados pelo site especializado Publishnews, quatro são voltados ao público adolescente. Um deles, inclusive, ocupa o segundo lugar. É o “Diário de um Banana: apertem os cintos”, sucesso de Jeff Kinney.

Em sétimo lugar, está o livro do youtuber Felipe Neto, escrito por ele mesmo. Duas posições abaixo, o nono lugar é ocupado pelo lançamento “Tartatugas até lá embaixo”, de John Green, autor de “A culpa é das Estrelas”. Ainda integra a lista o livro “Estopinha”, a cachorrinha de Alexandre Rossi que também faz sucesso na internet voltado para os jovens, o 18º livro mais vendido da semana.

Livrarias se reinventam para enfrentar crise e internet

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Publicado no Extra

RIO – Vista de fora, a Livraria Camerino, na Zona Portuária, parece uma loja de fotocópias, miudezas e artigos de papelaria. Mas quem cruza uma das três portas do antigo imóvel, em frente ao Jardim Suspenso do Valongo, descobre lá dentro um mundo de estantes e prateleiras abarrotadas de publicações usadas, entre elas, livros didáticos, romances, guias, almanaques e revistas raras. São 15 mil títulos à venda no sebo aberto desde 1971 e que pertence, há várias gerações, à família do livreiro Paulo Félix, de 55 anos. Já a livraria Lumen Chisti é especializada em edições novas, com conteúdos religiosos, mas quem procura a lojinha no pátio do Mosteiro de São Bento, também na área do Porto, encontra, ainda, chocolates e doces produzidos no Sul do país, imagens e medalhas.

Os dois endereços estão no “Guia de Livrarias da Cidade do Rio de Janeiro”, lançado pela Associação Estadual de Livrarias (AEL-RJ), no mês passado. Editado após dois anos de pesquisa, o material, no entanto, já chega às mãos dos leitores com necessidade de correção: dos 204 estabelecimentos listados, oito já fecharam as portas. Há três anos, eram 252.

Segundo o presidente da associação, Antônio Carlos de Carvalho, esse foi o primeiro guia do gênero produzido pela instituição e, como o objetivo era fazer um mapa completo, o levantamento incluiu todos os tipos de estabelecimentos do ramo. Há pequenas livrarias de rua, sebos, as que têm bistrô, as religiosas, as que diversificam com papelaria e as megalivrarias, que também vendem artigos eletrônicos. A diversificação pode ser a razão de essas casas resistirem aos tempos céleres da internet e dos e-books.

A MAIS ANTIGA É DE 1897

Das 204 apresentadas no guia carioca, a da Federação Espírita (Avenida Passos 28), fundada em 1897, é a única em atividade desde o século XIX. Além disso, sete foram abertas em 2016. No texto de abertura, o guia explica que esta mudança de perfil das lojas é, na verdade, uma volta às origens, “quando o livro era apenas um dos itens oferecidos”:

— Infelizmente, algumas que estão no guia, como a Casa Cruz e uma filial da Saraiva no Centro, fecharam. Mas ele mostra que ainda existem muitas. A realidade é que a grande maioria não vende só livros. Vende jogos, CDs, revistas e até café. Muitas se transformaram quase em bazares. Mas acredito que ainda é possível viver só de vender livros na cidade. Tanto que nossa família esta há mais 40 anos nesse ramo, e minha livraria só vende livros — defende Antônio Carlos, dono da Galileu (Rua Major Ávila 116, Tijuca).

Das livrarias cariocas, 25% são de títulos gerais, de várias áreas de conhecimento. As outras são segmentadas. Há 33 livrarias religiosas (sendo 15 evangélicas) e 27 sebos, segundo o guia. As que vendem livros didáticos e paradidáticos somam 28. A Livraria Camerino (Rua Camerino 52, Centro), por exemplo, tem principalmente livros de ciências exatas, para estudantes de graduação.

— Vendo pela internet para estudantes de 38 faculdades do Brasil, principalmente livros de engenharia e matemática. Metade do meu movimento vem daí — conta Paulo Félix, que, nos dias de visita guiada à Zona Portuária, costuma receber turistas à procura de livros sobre a história da região.

A Solário (Rua Sete de Setembro 169) é uma das tradicionais que resistem no Centro. Mas, como a maioria, também aderiu às vendas pela internet:

— Nos meses de janeiro e fevereiro, o forte são os didáticos. Ao longo do ano, vendemos os outros tipos de livros, como romance, esoterismo, autoajuda e infantis. Estamos sempre brigando com as vendas pela internet, com redes que compram em atacado e dão descontos. Tem até rede de eletrodomésticos vendendo livro no site. Mas, pela minha experiência, quem gosta de ler não vai desistir nunca de um livro. Temos que continuar — diz o gerente Alfredo Silva, há 15 anos na Solário.

Uma folheada no guia mostra que muitos proprietários diversificaram os negócios para garantir a sobrevivência. A Antiqualhas Brasileiras (Rua da Carioca 10, Centro) exibe na vitrine cachaça, objetos antigos e algumas capas de obras sobre o Rio Antigo. A Letra Viva (Rua Luís de Camões 10) é outro exemplo. No amplo salão, estantes de livros usados dividem espaço com as mesas de um bistrô. O proprietário Luiz Barreto acredita que o caminho para atrair os leitores é o ambiente:

— Somos um sebo, mas não aquele modelo antigo, escuro, empoeirado, mal-arrumado. O cliente vem e tem vontade de ficar mais tempo. Também fazemos leilões virtuais de livros de arte. O importante é diversificar os negócios.

ZONA NORTE TEM MAIS ESPAÇOS

Os endereços indicados no guia são divididos pelas regiões da cidade, com mapas e um pequeno resumo de cada estabelecimento. A Zona Norte aparece em primeiro lugar, com 63 lojas; seguida do Centro, com 60; da Zona Sul, com 54, e da Zona Oeste, com 28. A publicação, que não será vendida, foi distribuída para editoras, livrarias e órgãos públicos.

Em 2014 e 2015, a cidade perdeu 18 estabelecimentos, segundo a associação. Para Bernardo Gurbanov, diretor-presidente da Associação Nacional de Livrarias, a crise do setor não pode ser interpretada como o fim do livro:

— O desafio de manter uma livraria é muito grande. O livro concorre com muitas outras alternativas de entretenimento, com as novas tecnologias. E cabe às livrarias e às editoras buscarem alternativas, como oferecer serviços agregados. Mas acredito que o livro vai manter seu espaço, porque um mundo sem histórias é inconcebível.

Segundo o Painel das Vendas de Livros no Brasil, pesquisa que o Sindicato Nacional dos Editores de Livros divulga mensalmente em parceria com a Nielsen Bookscan, apesar da crise, houve um crescimento de 6,02% na quantidade de livros vendidos no país. Estudos mostram que o número de leitores voltou a aumentar: em 2011, representava 50% da população e, em 2015, chegou a 56%. O índice de leitura indica que o brasileiro lê, em média, 4,96 livros por ano. A média anterior era de quatro.

Físico Stephen Hawking disponibiliza na internet sua tese de doutorado

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O físico Stephen Hawking durante conferência

O físico Stephen Hawking durante conferência

Publicado na Folha de S.Paulo

A partir de hoje, qualquer um pode fazer o download e ler a tese de doutorado do físico Stephen Hawking, 75, defendida na Universidade de Cambridge, em 1966, quando ele tinha apenas 24 anos.

Quantos entenderão o texto, intitulado “Propriedades dos Universos em Expansão”, é outra história. A tese pode ser acessada aqui.

Hawking espera que o acesso gratuito ao seu primeiros trabalho inspire outros não apenas a pensar e a aprender, mas a compartilhar suas pesquisas. “Ao tornar minha tese de doutorado pública, espero inspirar as pessoas ao redor do mundo a olhar para as estrelas e não para seus pés; para que se perguntem sobre o nosso lugar no Universo”, disse ao jornal britânico “The Guardian”.

“Qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, deve ter acesso livre e sem limites –não somente à minha pesquisa, mas a todos os trabalhos de destaque possibilitados pelo entendimento humano”, acrescentou.

A Universidade de Cambridge, que classifica a tese de “histórica e atraente”, diz que já é o item mais solicitado em seu repositório de acesso aberto, o Apollo. “Nos últimos meses, a universidade recebeu centenas de pedidos de leitores que desejavam baixar a tese do professor Hawking na íntegra”.

O trabalho considera implicações e consequências da expansão do Universo, e suas conclusões incluem que as galáxias não podem ser formadas por meio do aumento de perturbações inicialmente pequenas.

Em 1963, poucos anos antes de defender sua tese de doutorado, o físico foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA) –ou doença de Lou Gehrig, transtorno neurodegenerativo que causa a perda progressiva da coordenação muscular e dos movimentos do corpo, com sobrevida estimada em quatro anos.

Em 1988, Hawking lança o primeiro de vários livros, o best-seller “Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros”, que vendeu mais de 10 milhões de exemplares.

A troca de livros está na moda e ganhou um novo fôlego com a internet

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Publicado no Comunidade Cultura e Arte

Para fazer face à crise financeira foram criados uma série de movimentos que promovem a reutilização dos manuais. A fórmula é simples: oferecem livros escolares por todo o país a custo zero.

O Movimento pela Reutilização dos Livros Escolares – iniciativa informal de cidadãos que promove a criação e divulgação de bancos de recolha e troca gratuita de livros escolares em todo o país – é um desses exemplos e já conta com bancos de partilha distribuídos pelos 19 distritos do Continente e Açores, faltando apenas a Madeira.

Como funciona? Quem estiver disposto a doar os manuais só tem de se deslocar ao banco mais próximo e depositá-los. Já aqueles que precisam de recorrer à reutilização e querem dar-lhes uma segunda vida devem ir a um desses bancos verificar se os manuais de que necessitam estão disponíveis, sem qualquer custo associado.

Outra solução passa pelo “Sítio da Troca”, mas a política é ligeiramente diferente em relação ao anterior. Neste caso, os livros escolares usados são vendidos e comprados, em vez de doados e levantados de forma gratuita. São aceites para venda apenas livros escolares e auxiliares, não sendo possível vender livros que não sejam de uso escolar.

Já no site Manuais Usados pode comprar, vender ou trocar manuais escolares, livros escolares, universitários ou até livros de literatura usados. A utilização do portal é completamente gratuita e sem intermediários, cabendo ao utilizador fazer o registro e gerir o processo. Pode escolher os livros por ano ou por tipo.

Também pode recorrer ao Book in Loop, plataforma online que serve de intermediária para a compra e venda de manuais escolares usados do 5.º ao 12.º ano. Esta plataforma compra os livros a quem já não precisa e faz uma revenda. Os livros são vendidos por 40% do preço de venda ao público, sendo que quem vende recebe 20% e os restantes 20% vão para a Book in Loop.

O mercado em segunda mão também está a ganhar relevo. Por exemplo, o portal de classificados OLX apresenta várias referências na categoria de livros escolares. Isto significa que os portugueses estão a mudar os seus hábitos de consumo e que recorrem cada vez mais a outras alternativas – como os bancos de trocas ou o OLX – com vista a baixar a fatia do orçamento familiar que está reservada ao regresso às aulas.

Livro polêmico que exalta ‘dieta de Auschwitz’ gera a única reação possível na internet

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Tuka Pereira, no Hypeness

Na Segunda Guerra Mundial, o regime nazista de Adolf Hitler matou milhões de pessoas graças aos campos de concentração que eram utilizados como estratégia para extermínio em massa de grupos étnicos, dissidentes políticos e de diversas minorias.

Um dos maiores, o de Auschwitz, na Polônia, ficou conhecido por ser um dos mais cruéis campos e lá morreram judeus, ciganos, políticos oposicionistas, minorias religiosas e homossexuais. No entanto, antes de serem executados nas câmaras de gás, eram submetidos a torturas, trabalhos extenuantes, experiências médicas desumanas e a muita fome.

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Por todos estes motivos, qualquer ser humano que passava por Auschwitz ou por outro campo de concentração como prisioneiro de guerra, possuía um corpo com praticamente apenas pele e ossos.

Por algum motivo muito bizarro, uma escritora portuguesa achou uma ótima ideia publicar um livro usando Auschwitz como exemplo de uma ‘dieta bem-sucedida’. “A Dieta de Auschwitz” de Emília O.G.Pinheiro, pela editora ‘ARIANA’, é de 2014 mas voltou aos holofotes nesta semana depois que a capa viralizou no Facebook.

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As críticas ao tema foram direcionadas ao absurdo em relacionar um campo de concentração onde as pessoas eram submetidas à fome com dietas nas quais as pessoas restringem a alimentação por escolha própria.

 

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