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Dicas para recuperar o hábito da leitura

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(YakobchukOlena/ThinkStock)

(YakobchukOlena/ThinkStock)

 

Adora livros, mas não tem conseguido mais se concentrar em nenhuma história? Esses truques podem lhe ajudar

Anna Laura Moura, na Claudia

A leitura certamente está entre as práticas mais queridas – e terapêuticas! – da sociedade. Não tem erro: todo mundo tem aquele livro que marcou alguma época da vida, mesmo que aquele costume fervoroso de devorar livros não seja frequente. Das bibliografias às HQs, o que vale é a leitura e o bem-estar que tal prática propicia.

Os benefícios de ler regularmente são muitos. Um deles é o conhecimento. Ler sobre diversos assuntos, além de aprimorar a fala e a escrita (quanto mais palavras você conhece, mais amplo se torna seu vocabulário), pode rechear seu repertório cultural!

Ser mais informada implica abrir novas oportunidades tanto no meio social e pessoal quanto na carreira, pois uma pessoa culta que está sempre aberta a aprendizados se torna mais interessante, querida entre os amigos e cobiçada no mercado de trabalho. Abra seu leque de conhecimento através dos livros e veja a diferença!

Além de tudo isso, ler também estimula a sua memória. Quanto mais livros você ler, maior será seu entendimento e capacidade de interpretação. Ao entender a importância de um assunto e as razões pelo qual ele é importante, você conseguirá fixar as ideias, fazendo com que sua memória seja aprimorada.

Outro benefício importante: ler é extremamente terapêutico, pois brinca com a imaginação do leitor, fazendo-o se desconectar da realidade por alguns instantes.

Ficou empolgada? Confira nossas dicas para recuperar o hábito da leitura:

1. Descubra sobre o que você mais gosta de ler

Terror, suspense, romance, bibliografia, livros acadêmicos… as opções são infinitas. Leia livros de diversos tipos até achar o seu preferido. Quando descobrir, mergulhe de cabeça!

2. Desenvolva uma rotina

É impossível retomar uma rotina sem desenvolver uma e isso requer certa organização. É importante que você determine um local ou um horário para ler. Antes de dormir? No metrô durante o trajeto para o trabalho/faculdade/escola? Você escolhe! Torne esse horário o seu momento de conexão.

3. Sempre tenha um livro consigo

A vontade de ler só aumenta quando você sabe que tem um livro na bolsa, pois em um momento oportuno, ele estará lá para te distrair. Não adianta deixar o livro esquecido na estante! Pra desenvolver o hábito, ele precisa ser seu melhor amigo.

4. Faça uma lista de opções

Pesquise bastante em blogs de leitura, siga páginas sobre o assunto nas redes sociais… nesses locais sempre existem ótimas opções para todos os gostos, basta escolher. Se você está começando a criar o hábito agora, comece com livros menores. Se está retomando, até as sagas estão liberadas.

5. Frequente sebos/livrarias/bibliotecas

Os apaixonados por leitura irão concordar: não existe ambiente mais aconchegante que livrarias e afins. Basta entrar em uma e você já sentirá vontade de ler todos os livros disponíveis para vender. Ler um livro apreciando o silêncio de uma biblioteca pode ser mágico, experimente!

Seguindo essas dicas com disciplina, o amor pelos livros surgirá sem dificuldades. Boa leitura!

Filme mistura documentário e ficção na vida de Cora Coralina

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Cena do filme 'Cora Coralina, Todas as Vidas' (Reprodução)

Cena do filme ‘Cora Coralina, Todas as Vidas’ (Reprodução)

Com seis gerações de atrizes no papel principal, produção recria história da escritora junto a depoimentos de contemporâneos

Publicado na Veja

O filme Cora Coralina – Todas as Vidas ganhou um novo trailer em que mostra mais da produção, que mescla documentário com ficção na história da escritora brasileira. O longa, que estreia no dia 9 de novembro, é dirigido por Renato Barbieri e aborda aspetos pouco conhecidos da vida de Cora, intercalados com a proclamação de poemas por seis gerações de atrizes brasileiras: Beth Goulart, Zezé Motta, Walderez de Barros, Tereza Seiblitz, Maju Souza e Camila Márdila.

As atrizes ainda recriam algumas cenas marcantes da vida de Cora, desde a sua infância e casamento em Goiás, o período em São Paulo e a morte aos 95 anos. Boa parte dos textos narrativos do documentário são excertos da obra da própria autora, como poemas, artigos e cartas, mas o filme também é livremente baseado no livro Raízes de Aninha, de Clóvis Brito e Rita Elisa Seda. A produção ainda conta com depoimentos de contemporâneos, colaboradores, amigos, parentes e estudiosos da obra de Cora.

Adaptações de livros e HQs no cinema podem ser fieis aos originais?

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Divulgação

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Muito além do que só traduzir a história, adaptações precisam se preocupar em recriar uma narrativa de forma que funcione na linguagem do cinema

Publicado no 24 Horas News

Adaptações de livros e quadrinhos para o cinema são muito mais frequentes do que um espectador mais desavisado pode pensar: muitas obras antes de chegarem às telas já eram livros que foram aclamados pela crítica ou sucesso de público. Entretanto, apesar de se colocarem dessa forma, ler um livro e ver um filme são experiências narrativas completamente diferentes e não é incomum que boa parte das histórias originais se percam no meio do caminho – ou nunca fizeram parte do plano de roteiro da produção. Por outro lado, obras que trabalham integralmente o conteúdo escrito acabam não agradando. Afinal, é possível ser fiel ao adaptar um livro ou história em quadrinhos para o cinema?

Do papel para as telas

O que não faltam são exemplos de adaptações de um meio para o outro – tanto aquelas que deram muito certo, quanto as que foram verdadeiros erros do início ao fim. Isso, contudo, não faz necessariamente com que a história seja ruim, muito menos que o original seja ruim, são apenas particularidades envolvidas nesse processo. Ler um livro é uma coisa, ver um filme é outra.

 Divulgação "Quarteto Fantástico": três filmes e duas versões fracassadas no cinema

Divulgação
“Quarteto Fantástico”: três filmes e duas versões fracassadas no cinema

São mídias divergentes que, embora possam dialogar entre si, cada uma tem seu próprio universo e é regida por códigos internos, isso acaba por dificultar a tarefa de transposição. Como o sociólogo Marshall McLuhan escreveu em uma de suas obras, “o meio é a mensagem”, ou seja, a mídia exerce grande influência no produto final e em como ele será consumido. Uma mesma narrativa pode se tornar um clássico da literatura, mas ter versões falhas no cinema: o problema é a inadequação que acontece entre a história e o veículo, não se restringe a uma das partes. Por exemplo, quantas vezes Romeu e Julieta já não viraram filme, mas a peça jamais perdeu seu status de ser uma das maiores obras já feitas em língua inglesa.

Há por outro lado livros que nasceram para as telas. As sagas de Harry Potter e “Senhor dos Anéis” foram extremamente bem sucedidas em ambos dos meios e se sustentam inteiramente tanto nos livros quanto no cinema. O recente sucesso do filme de “It – A Coisa”, que bateu o recorde de filme de terror com a maior bilheteria da história, é baseado no livro homônimo de Sthephen King. Porém há aquelas adaptações que não agradaram nem um pouco, como “Quarteto Fantástico” que, mesmo sendo uma das HQs mais importantes da Marvel, não acertou a mão no cinema.

Chamar esse movimento entre os meios de “adaptação” é uma forma educada de se falar em releitura. É impossível somente migrar o conteúdo de um meio para o outro, é necessário que haja uma tradução da obra para que ela se adeque a nova mídia. A adaptação de “Watchmen”, por exemplo, peca justamente por ser excessivamente fiel aos quadrinhos de Allan Moore – o que é irônico, dado que uma crítica comum feita para filmes com o rótulo é a falta de elementos fidedignos às histórias originais.

O envolvimento lúdico do leitor ou espectador precisa ser levado em conta para se realizar esse trabalho. A experiência que um livro proporciona é diametralmente oposta à de um filme, ou seja, cada um trabalha com seu próprio grau de imersão. “Blade Runner”, livremente baseado no livro “Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas”, ainda seria um clássico caso a narrativa original tivesse sido integralmente conservada na passagem de uma mídia à outra?

Assim, não há uma resposta ideal para como devem ou não ser feitas as adaptações – elas não deixarão de existir, boas ou ruins. Ser fiel ao original é uma questão que não diz respeito à qualidade do produto final, na verdade, isso não diz muita coisa para além da liberdade criativa do diretor envolvido e no tato para entender o que funciona ou não em uma mídia. Além do mais esse aspecto sozinho não pode definir parâmetros objetivos, mesmo sendo um elemento recorrente em críticas.

Isis Valverde elege 4 livros – e escritoras – que marcaram sua vida

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Daniela Carasco, no UOL

Se em frente às câmeras Isis Valverde tem paixão pela atuação, fora delas, é a escrita e a leitura que lhe entusiasmam. “Você procura o que está dentro de você e, na sabedoria dos livros, acaba encontrando algo maravilhoso, a iluminação”, diz.

Isis Valverde Imagem: Reprodução Instagram

Isis Valverde Imagem: Reprodução Instagram

 

Além de ser uma leitora assídua, Isis diz que também a escrever contos e poesias, que ela tem planos de publicar. Enquanto seus versos não saem, ela usa seu Instagram, para compartilhar com seus 7 milhões de seguidores alguns dos títulos preferidos, como “Minutos de Sabedoria”, de Carlos Torres Pastorino, e “Farda Fardão – Camisola de Dormir”, de Jorge Amado.

Ao UOL, a atriz contou aqueles que marcaram sua vida e foram escritos por mulheres.

1. “A Maçã no Escuro”, de Clarice Lispector

“Conta a história de um homem, fugitivo da cena de um crime. Durante a fuga, ocorrem diversos pensamentos que remetem ao existencialismo e à filosofia hindu.”

2. “Pensar é Transgredir”, de Lya Luft

“Sobre a preocupação com o social, à inquietação pelo mistério da vida.”

3. “A Bolsa Amarela”, de Lygia Bojunga

“É um clássico da literatura infantojuvenil. Fala sobre uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir suas vontades.”

4. “Mulheres que Correm com Lobos”, de Clarissa Pinkola Estés

“A partir da interpretação de lendas e histórias antigas, como as de ‘Barba-Azul’, ‘Patinho Feio’, ‘Sapatinhos Vermelhos’ e ‘La Llorona’, a autora redescobre o que é a ‘Mulher Selvagem’.”

O Hobbit | 80 anos do lançamento do clássico de J.R.R. Tolkien

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Muitas vezes visto como um elemento menor diante de O Senhor dos Anéis, a história de Bilbo foi essencial para o trabalho de Tolkien

Fábio de Souza Gomes, no Omelete

O início é uma aula de como prender o leitor na primeira frase. “Numa toca no chão vivia um hobbit”. Não importa se naquele momento ninguém tem a menor ideia do que seja um hobbit ou porque viveria numa toca. É impossível deixar de seguir em frente e descobrir que a toca na verdade é uma confortável residência de muitos cômodos cujo dono é fã de muito conforto. No momento que os hobbits são descritos como criaturas com “quase” nenhum poder mágico, não há mais como abandonar a história.

O cinema transformou os filmes baseados nos livros do J. R.R. Tolkien numa franquia de US$ 5,8 bilhões de dólares, mas nada disso teria acontecido sem O Hobbit. Uma aventura ágil, cheia de suspense, com toques de humor e ambientada numa era distante na qual a magia ainda era cotidiana, o livro cativou leitores e críticos com a história de Bilbo, um hobbit que se envolve numa série de aventuras, culminando com a luta contra um dragão. Lançada em 21 de setembro de 1937, a primeira edição de 1500 exemplares publicada na Inglaterra pela editora George Allen and Unwin Ltd esgotou-se em dezembro do mesmo ano, um grande feito para um autor estreante. Habituado a criar histórias para os filhos, antes de O Hobbit Tolkien havia publicado apenas alguns poemas, e depois dele, dezessete anos se passaram antes que o autor tivesse uma nova obra pronta. E, para desagrado de quem o aguardava, o novo livro não seria a continuação de O Hobbit solicitada, e sim o gigantesco e complexo O Senhor dos Anéis, que está longe de ser ágil e é mais apropriado ao público jovem e adulto.

Mas O Hobbit dessa primeira edição também não é o livro que hoje habita as prateleiras. Não havia planos para uma continuação na história publicada em 1937, assim, o anel que Bilbo e Gollum disputam é apenas um anel mágico capaz de tornar seu usuário invisível. Tanto que ao propor um jogo de adivinhação, Gollum diz a Bilbo que lhe dará um presente caso o hobbit ganhe. Mas quando Bilbo vence, Gollum pede desculpas, pois percebe que havia perdido o anel e não tem presente algum para dar ao vencedor. Bilbo, que a esta altura já havia encontrado o anel em um túnel, diz que aceita como prêmio a ajuda de Gollum para encontrar o caminho e está tudo bem. Gollum mostra a saída ao hobbit e cada um segue com a vida. Foi só quando passou a trabalhar no que seria O Senhor dos Anéis e decidiu colocar o anel de Bilbo no centro da história é que Tolkien resolveu transformá-lo no Um Anel, o Anel do Poder, criando um enorme problema de continuidade. Assim, em 1951, a Allen e Unwin publicou uma edição revisada de O Hobbit com o encontro com Gollum devidamente alterado para encaixar-se na nova história.

Se as origens de O Senhor dos Anéis estão no sucesso de O Hobbit, as raízes da aventura de Bilbo estão ainda mais distantes. Em uma carta ao poeta W. D. Auden em 1955, Tolkien conta que escreveu uma história sobre um dragão aos sete anos, o que não pode ser considerado incomum para um garoto britânico. Mas é revelador que ele não se lembre do enredo e sim do fato de sua mãe ter corrigido seu texto explicando que o correto não era “um verde grande dragão”, mas sim “um grande dragão verde”. Apaixonado pelo estudo de línguas, Tolkien se tornaria professor de anglo-saxão, idioma falado na Inglaterra entre os séculos 5 e 12 e no qual foi escrito Beowulf, poema sobre um guerreiro que entre outras tarefas, enfrenta um dragão. Especialista no texto, Tolkien foi um dos primeiros a defender seu estudo como obra literária e não apenas histórica. Ele acumulava ainda conhecimentos de latim, gótico, celta, espanhol, galês e finlandês, porta de entrada para outra história épica, o Kalevala, além de verdadeira paixão por criar idiomas fictícios.

Todas essas referências já transitavam pelos escritos de Tolkien, uma coleção de textos produzidos durante a Primeira Guerra Mundial, em especial em períodos passados em hospitais. Mas o livro responsável por apresentar a Terra-média aos leitores e transformar seu autor no responsável pelo ressurgimento do gênero de fantasia só nasceria nos anos 30, quando Tolkien enfrentava a cansativa tarefa de corrigir provas e deu de cara com uma folha em branco. Nela ele escreveu a primeira frase de O Hobbit. O aluno que largou o inspirador espaço em branco na prova permanece desconhecido, mas outro garoto passou à posteridade como responsável pela publicação do livro. Filho do editor Stanley Unwin, Rayner Unwin tinha apenas dez anos quando recebeu do pai a tarefa de ler o manuscrito e escrever um relatório a respeito, onde elogiou o volume e o indicou para crianças entre cinco e nove anos. Se tivesse a menor ideia do que estaria iniciando ali, o garoto na certa cobraria mais do que o xelim que recebeu pela resenha.

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