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8 fatos sobre George Orwell, autor de ‘A Revolução dos Bichos’ e ‘1984’

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Larissa Lopes, na Galileu

Uma série de acontecimentos políticos trouxe um grande nome da literatura inglesa de volta ao pódio dos livros mais lidos e vendidos dos últimos meses. Com um olhar crítico e além de seu tempo, George Orwell se tornou uma fonte para compreender o presente através de sua distopia literária. Se você também foi cativado pelas prosas assertivas de 1984 e A Revolução dos Bichos, conheça abaixo oito fatos sobre a vida do autor que comemoraria 115 anos em 2018.

1 – Pseudônimo

Apesar de estar impresso nas capas de todos os seus livros, George Orwell não é o verdadeiro nome do autor. Nascido Eric Arthur Blair, o escritor assumiu o pseudônimo de George Orwell desde o lançamento do seu primeiro livro, Na Pior em Paris e Londres, em 1933. Por isso, a maioria das pessoas que realmente conheciam seu primeiro nome eram da família ou amigos muito próximos que o conheciam antes da fama. O nome teria surgido por causa de uma grande reviravolta na vida de Orwell, após vivenciar diversos conflitos armados e internos enquanto servia ao Império Britânico. Seu sobrenome deriva do Rio Orwell, que deságua no sudeste da Inglaterra.

2 – Família e criação

O escritor nasceu em 25 de junho de 1903, na cidade de Motihari, que na época pertencia à Índia Britânica. Era filho de um oficial britânico à serviço da Coroa e sua mãe, de origem francesa, era filha de um comerciante de Myanmar. Em 1911, se mudou para a cidade inglesa de Sussex com sua família, onde viveu nos padrões da classe média baixa. Ingressou em um internato preparatório onde se destacava pelos primeiros traços de brilhantismo e por ter menos condições econômicas do que seus colegas de classe.

GEORGE ORWELL NA BBC EM 1940 (FOTO: BBC, VIA WIKIMEDIA COMMONS)

Por sua inteligência, conseguiu ser aprovado em duas escolas de elite: Winchester e Eton. Optou pela segunda, onde permaneceu estudando entre 1917 e 1921 graças a bolsa de estudo que lhe foi concedida. “[Era] a mais cara e esnobe das Public Schools da Inglaterra”, descreveu Orwell no prefácio à edição ucraniana de A Revolução dos Bichos. Em Eton, publicou seus primeiros textos nos periódicos da escola e teve aulas com Aldous Huxley, autor de Admirável Mundo Novo.

Quando terminou o colegial, decidiu seguir a tradição familiar no exército e não frequentou nenhuma universidade mais tarde.

3 – Conflitos armados e internos

Orwell se alistou na Polícia Imperial da Índia em 1922 e serviu durante cinco anos, tempo suficiente para que o autor começasse a detestar o imperialismo britânico. Dessa experiência, foram criados alguns ensaios como Shooting an Elephant e A Hanging, e o livro Dias na Birmânia, que denuncia a verdadeira face do Império Britânico na Índia e, consequentemente, em todo o mundo.

Foi durante uma folga do serviço, em 1927, enquanto estava na Inglaterra, que Orwell finalmente decidiu abandonar a carreira pública e militar para se tornar escritor. Viveu em Paris entre 1928 e 1929, onde começou a escrever os primeiros rascunhos de obras que o próprio autor afirma ter destruído por causa de sua pouca qualidade. Sem estabilidade, o autor passou fome em alguns momentos e se viu obrigado a conviver com criminosos e mendigos das cidades.

“Tornei-me pró-socialista mais por desgosto com a maneira com os setores mais pobres dos trabalhadores industriais eram oprimidos e negligenciados do que devido a qualquer admiração teórica por uma sociedade planificada”, comentou o autor sobre a posição política que mais tarde viria a defender.

Em 1933, lançou seu primeiro livro — no qual Eric assumiu seu pseudônimo — e, três anos depois, retornou à rotina de conflitos armados. Junto com sua esposa, Eileen O’Shaughnessy, lutou na Guerra Civil Espanhola, onde um disparo de um francoatirador fascista atingiu a sua garganta, o que o deixou sem poder falar por algumas semanas.

Apesar desse e de outros acidentes, Orwell entrou para a milícia do Partido Operário de Unificação Marxista, onde atuou com vários trotskistas espanhóis.

4 – Influência brasileira

De acordo com o biógrafo Jeff Meyers, autor de Orwell: Wintry Conscience of a Generation, a gaúcha Mabel Lilian Sinclair Fierz, filha de um casal inglês que se mudara para a Inglaterra aos 17 anos, foi uma figura extremamente importante na vida profissional e pessoal de Orwell.

Foi ela que convenceu o editor Leonard Moore a publicar em 1933 o primeiro livro do escritor, Na Pior em Paris e Londres. Além disso, também ajudava Orwell a melhorar sua relação com o pai, que o criticava por ter abandonado o serviço imperial e começado a viver na boemia. Segundo Meyers, Mabel também foi amante do escritor e morreu em 1990, aos 100 anos.

5 – Morte

Apesar de ter trabalhado no Exército por muitos anos, não foi um conflito armado que tirou a vida de George Orwell. O escritor morreu aos 46 anos, no dia 21 de janeiro de 1950, em Londres, por causa de um quadro de tuberculose. Foi enterrado na Igreja Anglicana All Saints’ Churchyard, onde o túmulo o identifica apenas como Eric Arthur Blair, sem sinal de seu famoso pseudônimo.

TÚMULO DE GEORGE ORWELL (FOTO: BRIAN ROBERT MARSHALL / GRAVE OF ERIC ARTHUR BLAIR (GEORGE ORWELL), ALL SAINTS, SUTTON COURTENAY)

6 – Jornalismo

O gosto por conflitos e por contestar o poder aproximou Orwell não só da literatura como também do jornalismo. Hoje, a Orwell Foundation, organização criada pelo primeiro biógrafo do escritor, Sir Bernard Crick, se dedica a reconhecer grandes trabalhos jornalísticos e jovens talentos da escrita política.

7 – Grandes admiradores

Com um texto crítico e preciso, os romances de George Orwell acumulam admiradores até hoje. Alguns dos mais famosos são David Bowie e Anthony Burgess, autor de Laranja Mecânica, que foi influenciado por 1984, obra que considera uma das cinco distopias mais importantes da literatura.

O mesmo livro também era um dos favoritos do icônico David Bowie, que, em uma entrevista à Rolling Stones em 1974, revelou que estava até trabalhando na adaptação da obra para a TV. O projeto teria o formato musical, mas nunca vingou.

8 – Best-seller

Em janeiro de 2017, o livro 1984 liderou a lista de mais vendidos da Amazon após a posse de Donald Trump, 45º presidente dos Estados Unidos. De acordo com a editora norte-americana que publica a obra, as vendas tiveram um aumento de 10.000%.

E essa não foi a primeira vez que o livro de 1949 ressurgiu nos carrinhos de compra virtuais por conta de algum escândalo da vida real. Em 2013, a venda de 1984 aumentou 6.888% depois que Edward Snowden revelou o caso de monitoramento de dados nos Estados Unidos. Da 12.859ª posição da lista dos mais vendidos, o livro saltou para a 184ª. Outra edição, que incluía também A Revolução dos Bichos, ocupou o 11º lugar do ranking.

Em 2017, os editores da Amazon colocaram 1984 em primiero lugar da lista de 100 livros para ler antes de morrer.

*Com a supervisão de Thiago Tanji

 

Vingadores – Guerra Infinita: Origem de Thanos será contada em livro

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Prontos para conhecer um pouco mais sobre o Titã Louco?

Vitória Pratini, no Adoro Cinema

Vingadores: Guerra Infinita será um filme sob o ponto de vista de Thanos. Entretanto, parece que sua origem não será mostradas nas telonas e sim nas páginas. O vilão vivido por Josh Brolin ganhará um livro, “Thanos: Titan Consumed”, escrito por Barry Lyga.

De acordo com io9 (via SlashFilm), a obra não faz parte do canon do Universo Cinematográfico da Marvel, mas se inspira em elementos mostrados em Guerra Infinita e, possivelmente, Vingadores 4. O livro contará a história da origem de um dos maiores vilões da Marvel.

Leia a sinopse oficial:

“Espaço. Realidade. Mente. Poder. Tempo. Alma.

Antes da criação, havia seis singularidades. Então o universo explodiu em existência, e os remanescentes desses sistemas foram forjados em lingotes concentrados…

Joias do Infinita.

Somente seres de imenso poder podem esperar empunhar essas pedras, mas para aqueles que são dignos, os poderes de um deus aguardam.

Thanos é um desses seres. Mas ele nem sempre foi.

Nascido em um mundo condenado e expulso por seu povo por seu gênio, desvios físicos e ideias pragmáticas, mas monstruosas, Thanos está determinado a salvar a galáxia do mesmo destino que seu planeta natal… não importa quantos bilhões tenham que morrer.

Aprenda as origens do inimigo mais formidável que os Vingadores, os Guardiões da Galáxia, o Doutor Estranho e o Pantera Negra já enfrentaram – um inimigo que até mesmo um grupo de pessoas extraordinárias, reunidas para lutar nas batalhas que ninguém mais poderia, e falharão para pará-lo.

Temam isso. Corram disso. O destino ainda chega.

Thanos está aqui.”

O site io9 ainda entrevistou Lyga sobre o livro e o autor explicou o que ele se propôs a fazer com o personagem:

“É menos sobre torná-lo simpático e mais sobre torná-lo compreensível. Uma pequena distinção, talvez, mas importante”, disse ele. “É uma grande ideia dizer: ‘Metade do universo precisa morrer.’ E então é um grande salto dizer: ‘Eu sou o cara que vai fazer isso.’ E ainda maior dizer: ‘Não apenas deve ser feito e não somente sou eu que o farei, mas sei que posso fazê-lo. E aqui está como’.

Isso é apenas uma enorme quantidade de confiança, de persistência, de dedicação. A maioria das pessoas nem sequer chegava à ideia de matar metade do universo em primeiro lugar. Thanos fez. E então ele deu um passo adiante. E um passo além disso. Por quê? Como? Eu queria que aqueles saltos lógicos se encaixassem.”

Lyga ainda falou sobre como ele quer “fazer engenharia reversa” dos momentos que já vimos de Thanos no UCM e “mostrar como chegamos até eles”. Considerando que este livro é ambientado antes de Guerra Infinita, esperamos obter mais informações sobre os primeiros dias não apenas do Titã Louco, mas também de Gamora e da Nebula. Está claro, pelos filmes dos Guardiões, que as duas não tiveram uma infância feliz, e ver como elas interagiram com o Thanos naquela época provavelmente fornecerá mais profundidade para essas personagens também.

“Thanos: Titan Consumed” estará disponível para compra em 20 de novembro de 2018. Antes disso, poderemos conferir o Titã Louco em Vingadores: Guerra Infinita, nos cinemas em 26 de abril.

10 livros infantis inesquecíveis

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Há 136 anos, em 18 de abril de 1882, nascia Monteiro Lobato. Para homenagear o autor, que inspirou a criação do Dia Nacional do Livro Infantil, selecionamos 10 obras que marcaram a infância de muitos leitores

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

No Dia Nacional do Livro Infantil, criado em homenagem a Monteiro Lobato, que nasceu no dia 18 de abril de 1882 e foi um dos principais nomes da literatura infantil brasileira, selecionamos 10 livros (há muitos e muitos e muitos outros) que marcaram a infância de pequenos leitores país afora.

1. Ou Isto ou Aquilo, de Cecilia Meireles

“Ou se tem chuva e não se tem sol, / ou se tem sol e não se tem chuva!”… Lançado originalmente em 1964, o livro de Cecilia Meireles que traz ainda poemas inesquecíveis como O Último Andar, As Meninas e A Bailarina marcou a infância de muitas gerações de pequenos leitores – e foi ganhando, ao longo dos anos, novas edições com diferentes ilustrações.

2. Flicts, de Ziraldo

Um livro para mostrar que há lugar para todo mundo no mundo – e para todas as cores, inclusive para Flicts que não consegue se encaixar no arco-íris. Primeiro livro infantil de Ziraldo, ele foi publicado em 1969 e segue entre os mais lidos do autor de O Menino Maluquinho.

3. O Menino Maluquinho, de Ziraldo

De 1980, O Menino Maluquinho virou história em quadrinhos, livro de piada e filme e é a obra mais conhecida de Ziraldo. É a história de um menino levado que apronta todas em casa e na escola.

4. Marcelo Marmelo Martelo, de Ruth Rocha

Outro personagem inesquecível, Marcelo também encanta leitores desde 1976, quando Ruth Rocha lançou a história do menino que trocava o nome das coisas. O volume traz ainda outras duas histórias: Teresinha e Gabriela O Dono da Bola e originou novas histórias protagonizadas pelo garoto.

5. Bisa Bia, Bisa Bel, de Ana Maria Machado

Delicado livro sobre a relação entre uma menina e a bisavó que ela não conheceu. Foi publicado por Ana Maria Machado em 1980 e ganhou várias edições desde então.

6. A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga

E lá se vão mais de 30 edições do livro publicado por Lygia Bojunga em 1976 e que virou um dos clássicos infantojuvenis. Conta a história da menina que guardava, nesta bolsa amarela, a vontade de crescer, de ser garoto e de se tornar escritora.

7. Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato

Depois de publicar Narizinho Arrebitado em 1920, Monteiro Lobato lança, em 1931, Reinações de Narizinho, obra que seria seguida por outras histórias situadas no Sítio do Picapau Amarelo, que ganharam adaptações para a televisão, foram alvo de disputas entre editora e herdeiros e entra em dom

8. A Droga da Obediência, de Pedro Bandeira

Para crianças mais crescidas, A Droga da Obediência é lido em escolas desde seu lançamento, em 1984. Este é o primeiro livro da série Os Karas, em que os amigos Miguel, Chumbinho, Calu, Crânio e Magrí investigam crimes, e que foi revivida por Pedro Bandeira em 2014 no livro A Droga da Amizade.

9. Sapo Vira Rei Vira Sapo, Ruth Rocha e músicas de Chico Buarque

Um livro com disco! Este é um dos três títulos de Ruth Rocha sobre reis. Na história, um sapo vira rei e se revela um rei mandão e autoritário, trazendo a tona questões que continuam atuais, como poder, verdade e democracia. Nos anos 1980, a história integrou a Coleção Taba, da Abril. Os fascículo vinha com um livro ilustrado e um disco, onde se ouvia a história narrada e músicas criadas para a edição – neste caso, as músicas eram de Chico Buarque. Com Nara Leão, Jane Duboc e Ronaldo Mota e a música A Banda.

10. Coleção Reino da Fantasia

Dos anos 1970, a coleção Reino da Fantasia, lançada pela Record, conquistou leitores ainda nos anos 1980 e depois sumiu. Traz histórias como Três Gatinhos, A Pequena Vendedora de Fósforo, Peter Pan, Alice no País das Maravilhas, Cachinhos de Ouro e O Pássaro Azul.

Me Chame Pelo Seu Nome | “O eixo romântico aqui é a inibição”, diz autor do livro que inspirou filme

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André Aciman fala sobre obra que gerou a love story indicada a quatro Oscars

Rodrigo Fonseca, no Omelete

Impulsionado pela indicação ao Oscar de melhor filme, Me Chame Pelo Seu Nome já soma 117 mil pagantes em solo brasileiro, onde o romance que inspirou esta love story produzida pelo carioca Rodrigo Teixeira acaba de chegar às livrarias, pela editora Intrínseca.

Americano nascido em Alexandria, no Egito, o escritor André Aciman assina o livro, transformado em longa-metragem pelo cineasta italiano Luca Guadagnino (Sonho de Amor). A bilheteria dessa adaptação literária, pelo mundo afora, beira US$ 22 milhões. A primeira exibição dele se deu no Festival de Sundance de 2017, seguido de projeção na Berlinale, onde lotou salas de exibição. Seu roteiro, adaptado pelo diretor James Ivory, também está no páreo das estatuetas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Sua narrativa é ambientada na Itália dos anos 1980 e, nela, a paixão move o músico Elio (Timothée Chalamet) e o estudante Oliver (Armie Hammer).

Coroado com 41 prêmios internacionais de janeiro de 2017 até agora, incluindo quatro indicações ao Bafta, o Oscar inglês, o filme revive o clima quente de Cremona em 1983, quando Elio põe suas convicções sexuais e afetivas em xeque, ao se encantar por Oliver, um orientando de seu pai (Michael Stuhlbarg).

Na entrevista a seguir, Aciman fala de sua surpresa em ver seus personagens no páreo do Oscar 2018, que será entregue em 4 de março.

Omelete: Para além da força lírica de sua trama, o que justifica o apelo popular de Me Chame Pelo Seu Nome e o que pode levá-lo a seduzir os votantes da Academia?
André Aciman: As indicações ao Oscar foram totalmente inesperadas. Aliás, nunca esperei que meu romance fosse virar filme. Seu sucesso se deve a uma série de razões: a) ele é lindamente fotografado, capturando a beleza da Itália rural, a luz do verão, as sensações da juventude; b) ao mesmo tempo em que ele faz todo mundo no cinema sentir deseja, querendo tocar ou ser tocado, ele captura os tormentos do primeiro amor, realçando o quanto o querer é caótico e misterioso; c) pouca gente se dá o direito de falar sobre seu primeiro amor, seja por timidez ou por medo; d) o desabafo do pai: não há gay que não tenha desejado, algum dia, ouvir de seu pai palavras de aceitação como as que ouvimos no filme.

Quais foram as suas referência literárias em relação à juventude na criação de sua prosa?
Romancistas britânicos, russos e franceses estabeleceram uma tradição de olhar sobre a juventude de maneira incisiva e lírica. Flaubert alcançou isso em novembro; Turgenev fez isso em Primeiro Amor; e D. H. Lawrence chegou a essa dimensão em Filhos e Amantes. Todos estes livros trouxeram uma acurada visão da juventude porque os três aliavam ensejos de nostalgia a um desabafo de revelação. Ser jovem é estar do lado da fantasia. Um observador mais arguto da natureza humana perceberá isso e há de perdoar os erros cometidos em nome dessa aposta juvenile no que há de fantástico. A juventude pode expressar uma paixão de maneira direta porque ela não tem a medida das palavras. O amor de juventude dribla qualquer outro amor.

Que lugar sobrou para as histórias de amor na litetarura contemporânea?
O amor sempre vai estar no topo do ranking dos assuntos mais procurados na Arte. Mas, o amor, para ser interessante, deve encarar dificuldades, transpor fronteiras ou encarar interdições, como vemos em Romeu & Julieta, por exemplo. O eixo romântico de Me Chame Pelo Seu Nome é a quebra da inibição. Em outras palavras, minha história mostra que a proibição está na gente e não nos outros. Elio reluta a dizer o que sente por travas internas: vergonha, medo e negação o silenciam. Mas ele dribla a inibição. O amor sempre dá um jeito de nos pegar pelo pé.

Como você analisa as formas recentes de representação da homoafetividade na literatura anglo-americana?
Não estou muito familiarizado com retratos literários mais recentes do amor gay. Eu leio muito James Baldwin e E.M. Forster e, anos atrás, li Mary Renault e Marguerite Yourcenar. Mas, a maioria dos relatos sobre a homoafetividade fala sobre incidentes trágicos, preconceito, violência, hostilidade de parentes e o pavor trazido pela Aids. O que eu tentei fazer em Me Chame Pelo Seu Nome foi evitar que qualquer um desses tópicos pontuassem a história de amor de Olvier e Elio. O único intruso permitido seria a distância. A passagem do tempo os afasta.

George R.R. Martin dará bolsa de estudos para autores de fantasia

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Criador original de “Guerra dos Tronos” procura novos talentos – Robert Galbraith / Reuters

Escritor busca talentos na criação de universos fictícios

Publicado em O Globo

RIO — Autor da saga “As crônicas de gelo e fogo”, que deu origem à série “Game of Thrones”, da HBO, George R.R. Martin quer ver seu mercado crescer. O autor anunciou, em seu blog oficial, que vai bancar uma bolsa de estudos para um escritor interessado em criar universos de fantasia — como o continente Westeros, onde se passa “Game of thrones”, ou a Terra Média de “O Senhor dos Anéis”.

Martin cita na postagem que, entre os demais elementos de uma boa história, “a fantasia épica também requer um cenário memorável”. O vencedor ganhará um curso de escrita com duração de seis semanas, que ocorrerá em Seattle, nos Estados Unidos.

PROCESSO DE SELEÇÃO

Para ele, a explosão de popularidade da série de livros “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, nos anos 60, fez com que muitos leitores se interessassem mais pelo universo das obras.

“O poster em milhares de dormitórios de faculdades pelo país não era de um personagem ou uma cena, mas sim um mapa da Terra Média”, diz um trecho da postagem.

A seleção será anual e o bolsista escolhido em um julgamento “às cegas” dentre os que se inscreverem para o curso, o Clarion West Writers Workshop. Os critérios levados em conta serão o talento na criação de universos fictícios e a necessidade financeira pela bolsa.

Segundo a postagem, não haverá limitações de idade, raça, sexo, religião, cor da pele, local de origem ou campo de estudo. A bolsa cobrirá, durante as seis semanas, taxas de estudo, matrícula e alojamento.

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